Mentiras de Anthony sobre IPTU: discussão agora é na Justiça
Sem abandonar sua obsessão patológica pela mentira, tão bem definida há 13 anos pelo saudoso ex-governador Leonel Brizola, o deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), que também é evangélico, insiste em quebrar o mandamento bíblico que veda o falso testemunho (Êxodo, 20:16). Bem verdade que em sua nota mais recente, feita hoje, aqui, ele baixou o tom virulento e desproporcional com que, desde a última segunda, dia 25, vem usando seu blog para caluniar, levianamente, o diretor e blogueiro da Folha Christiano Abreu Barbosa como falsificador de documento, chegando a ilustrar postagem com uma foto deste com a esposa, que nada tem com a história, num desrespeito à família alheia que talvez só possa ser concebido por quem é mal quisto na sua própria. Tudo porque, Christiano, na última sexta, dia 22, alertou aqui para a cobrança do IPTU com dois valores para um mesmo imóvel, feita pela Prefeitura de Campos, cujo link para retirada da segunda via do imposto está fora do ar desde o dia 17, sem nenhuma satisfação aos contribuintes.
O fato é que, considerada “falsa” por Anthony Matheus, o Garotinho, a guia retirada a partir do link (enquanto ele ainda estava no ar), com preço maior do que o registrado no carnê do IPTU depois recebido pelo mesmo imóvel, foi paga desde ontem, na Caixa Econômica Federal. Como Christiano noticiou aqui, o dinheiro já entrou nas contas bilionárias do governo Rosinha (PR), exercido de fato, mas não de direito, pelo marido. Deveria servir de ponto final a qualquer um que pautasse sua discussão pela lógica. Todavia, como este nunca foi o caso de Anthony Matheus, o Garotinho, ele hoje voltou a usar seu blog para ilustrar seus grandes conhecimentos em fraudar documentos públicos, só para depois creditá-los a Christiano. Ademais, tentando se fazer de vítima, papel a que costumeiramente recorre quando não tem como se contrapor aos fatos — alguém se lembra da sua greve de fome, mal sucedida, quando estourou o escândalo das Greds? —, Anthony Matheus, o Garotinho, usou do seu poder de deputado para representar hoje, na Procuradoria da Câmara Federal, contra Christiano e este blog.
O motivo? Caluniado como falsificador de documento por quem ensinou mais de uma vez como fazê-lo, classificado como “mentiroso” e comunicador incapaz, tendo exposta a imagem física da sua própria família, vendo ser evocado em vão o nome do seu pai falecido, que em vida não se livrou de também sofrer ataques da mesma fonte vil, Christiano disse que tais explosões “são características de personalidades borderline” (entenda aqui o que é borderline). Em outras palavras, Christiano é acusado deliberadamente como falsificador de documentos, por ter cumprido a função de utilidade pública sobre um erro de cobrança no IPTU, é por isso vilipendiado em sua honra, e se torna alvo de uma representação proposta por quem teve sua virulência posta em analogia de característica, sem nenhuma pretensão de diagnóstico, com uma patologia psiquiátrica — que, aliás, tem tratamento.
Christiano não é médico. E nem é preciso sê-lo para saber que qualquer diagnóstico clínico raro se dá pela manifestação de apenas um aparente sintoma. Assim como, de maneira mais genérica, afirmou há 23 séculos o filho de um médico, um tal de Aristóteles: “Um ato não constitui um ser”.
Da medicina e da filosofia à política, por certo, não foi por apenas uma mentira que Brizola afirmou se tratar Anthony Matheus, o Garotinho, de um mentiroso contumaz.
Mas e este “Opiniões”, no qual até então não havia sido feita a analogia das mentiras levianas e reiteradas de Anthony Matheus, o Garotinho, com nenhuma patologia psiquiátrica? Por que, então, este blog também foi alvo na representação do todo poderoso deputado na Procuradoria da Câmara Federal? Simples: porque Brizola disse numa entrevista à Folha que aquele que criou politicamente, para depois traí-lo, “não cora, não se altera porque ele é frio nesses objetivos, e é por isso que mente, tem tão pouco amor pela verdade”. Como Brizola não só pensava isso, como disse numa matéria gravada e publicada na Folha desde 3 de dezembro de 2000, e o blog tem boa memória e republicou, por se encaixar como luva ao caso presente, este “Opiniões” entrou na representação apenas por ter feito o link ao post no qual Christiano, em seu “Ponto de vista”, fez menção ao transtorno de personalidade limítrofe.
Em outros blog, como aqui, no “Estou procurando o que fazer…”, o jornalista e ex-prefeito Sérgio Mendes (PPS), que também não é, nem se arroga ser psiquiatra, foi muito mais enfático na associação do transtorno borderline ao comportamento pessoal e político de Antonhy Matheus, o Garotinho. Por sua vez, aqui, o jornalista Ricardo André Vasconcelos, “para mim o melhor da cidade, em seu conjunto de qualidade de texto, equilíbrio, integridade e caráter”, nas palavras de Christiano que faço minhas, resumiu todo o caso: “falso é o deputado, não o carnê do IPTU”. Eles ficaram livres da representação, não porque meu irmão ou eu escrevamos melhor, sejamos mais contundentes ou tenhamos melhores argumentos, mas apenas porque somos diretores da Folha da Manhã — o alvo em que mira Anthony Matheus, o Garotinho, na tentativa torpe de denegrir um grupo de comunicação que não pode controlar.
Abaixo, como postou aqui o Christiano, o documento que atesta o primeiro passo dado na ação cível contra Anthony Matheus, o Garotinho, onde este vai pagar devidamente, goste ou não, por suas deslavadas mentiras. Na sequência, entraremos também com uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal, foro privilegiado de que goza o deputado. E até que a Justiça se pronuncie, ou à exceção de outro fato novo, não mais pretendo falar sobre o caso, até porque tenho coisas mais importantes, e certamente mais prazerosas para tratar do quem vive e atua em total descolamento da realidade.
Faço apenas uma ressalva, que espero não ser confundida com as bravatas de outros: enquanto formos vivos Diva, Christiano, eu e, sobretudo, o legado jornalístico do meu pai, só um insano poderá crer que a Folha da Manhã algum dia se deixará intimidar ou pautar pelos delírios de poder de quem quer que seja, muito menos de Anthony Matheus, o Garotinho.
















