Diferente do que foi divulgado aqui, no Blog do Roberto Moraes, ninguém foi preso hoje em Macaé com cerca de R$ 10 mil, por suspeita de compra de voto. Segundo informou o juiz Rodrigo Moreira, titular da 254ª Zona Eleitoral daquele município, lá foram detidas, até o momento, 11 pessoas, por suspeita de boca de urna, nenhuma delas em posse de tal quantia de dinheiro. Na verdade, não hoje, mas na sexta-feira, um empresário chegou a ser detido na rodovia Linha Azul, transportando cerca de R$ 11 mil em seu carro. Mas, verificado que o dinheiro era para pagamento dos funcionários de sua empresa, efetuado na sequência, na presença da fiscalização eleitoral, tudo foi devidamente esclarecido.
Com a ajuda de uma amiga, Dona Nícia (de óculos, à direita), aos 90 anos, ajudou todos nós a enetender o que é cidadania (foto de Silésio Corrêa)
Por Talita Barros, jornalista da Folha
Avaliar a eleição como cidadã ou como jornalista? Fui preparada para viver momentos de tensão para a escolha de representantes da esfera municipal em Campos — esta foi a minha primeira eleição municipal em Campos, já que moro por aqui há apenas dois anos. Cumpri meu papel como jornalista olhando se havia alguma alteração nos locais de votação por onde passei. Equipes das polícias Militar e Federal estavam de plantão no Instituto Federal Fluminense (IFF), onde também havia uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM), orientando motoristas a não estacionar a menos de 30 metros dos locais de votação. Para quem saiu de casa esperando avistar uma boca de urna a cada esquina e rixas entre grupos políticos distintos, foi até estranha a calmaria.
No IFF estava esperando para cobrir a votação do candidato à prefeitura de Campos pelo PT, Makhoul Moussallem, e uma idosa sentou ao meu lado. Aos 90 anos, cansada, após subir dois lances das rampas da instituição acompanhada por uma amiga, ela disse que esta seria a última vez que votaria. Não, esta não era uma despedida da vida, afinal ela ainda pretende viver por mais 10 anos. Só queria cumprir o dever de quem sempre fez questão de votar. A conversa fluiu de modo gracioso e a tensão pela cobertura da eleição foi embora. A alegria da senhora que parecia não estar votando por algum mau motivo era contagiante. Em tempos de tensão e de campanhas duvidosas, populistas, que abusam de chantagem, dona Nícia era só poesia, como alguém que está além de toda essa podridão. Do mesmo modo era a dona Elba Souza Terra, moradora de Guarus, que aos 84 anos, mesmo de muleta, não perdeu a eleição. Elas mostram a esperança, a vontade de votar bem, sem um benefício qualquer. Aliás, sem qualquer benefício. Votar por ter deveres e também direitos. Direitos e não benesses…
Aos 86 anos, Dona Elba não abriu mão de deixar impressas suas digitais na festa da democracia (foto de Silésio Corrêa)
O presidente do TRE, Luiz Zveiter, negou há pouco que a Corte tenha impugnado a candidatura de Dr. Aluízio (PV), que disputa a prefeitura de Macaé. Zveiter também negou que tenha sido julgado favorável pedido de impugnação do retistro de Maxuell Vaz (PT), Guto Garcia (PT), Paulo Antunes (PT), Paulo Lessa (PP), Paulo Antunes (PMDB) e Sílvio Lopes (PSDB), que disputam mandatos de vereador. Segundo o presidente do TRE, todos são candidatos e os votos serão computados.
Publicado aqui, no facebook, pelo jornalista Roberto Barbosa.
Com o devido crédito ao autor, como reza a ética, o blog pede licença ao jornalista Cilênio Tavares para transcrever abaixo seu excelente artigo, hoje publicado na página de opinião da Folha, no espaço dominical antes cativo do também jornalista Aluysio Barbosa. Antes de dividir o texto com os leitores do blog, talvez não seja irrelevante revelar que foi a partir da sua síntese, no início da tarde de ontem, que criei a manchete do jornal de hoje: “Hoje você é o juiz!”, que mereceu elogios, assim como toda a edição de domingo da Folha, por jornalistas do Rio, aqui presentes para a cobertura do sempre controverso processo eleitoral de Campos. Afinal, jornalismo, felizmente, sempre foi e será trabalho coletivo…
Capa de hoje da Folha da Manhã (edição: Cilênio Tavares, Aluysio Abreu Barbosa e Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Diferença entre o votar e o valer
Por Cilênio Tavares
O voto é secreto. Isso não é novidade pra ninguém. Por isso, prefiro ficar com o direito de não manifestar minha preferência por quem quer que seja, muito embora tenhamos poucas ou quase nenhuma opção de escolha em se tratando de Campos, seja para as agora 25 vagas à Câmara de Vereadores, seja para o Executivo Municipal. Mas uma coisa vem me incomodando nas eleições nos últimos anos. A confusa e sempre complicada interferência do Judiciário no pleito.
E não porque concorde com arbitrariedades, uso da máquina administrativa, compra de votos, enfim, essa zorra toda a que vamos assistindo a cada pleito que se sucede. A irritação se dá pela quase inócua aplicação da lei como deve ser. Se um vereador, prefeito, governador ou simplesmente um candidato é cassado, o procedimento deveria ocorrer em tempo hábil para que se evitasse qualquer dúvida por parte do eleitor na hora de depositar seu voto.
Mas ocorre justamente o contrário.Vamos para mais uma eleição e, mais uma vez, sem saber direito se fulano, beltrano ou sicrano está apto, de fato, a concorrer. Se, depositados nas urnas, os votos para determinados candidatos serão considerados válidos. Ou se, uma vez concorrendo e vencendo, os mesmos poderão ser diplomados e tomarem posse como manda o figurino.
Não adianta fazer campanha de conscientização pelo voto limpo na mídia se as decisões — acompanhadas de protelações provocadas pelos intermináveis recursos impetrados por advogados dos que estão na mira da Justiça Eleitoral — não forem cumpridas em período curto de tempo.
Ninguém aguenta mais ver decisões que num dia cassam um candidato e no outro, o liberam pura e simplesmente. A irritação é sentida em qualquer lugar, seja num bate-papo descontraído num bar ou numa simples viagem de ônibus. São, de uma maneira geral, pessoas indiferentes ao processo, achando que tudo vai dar na mesma e que as coisas vão continuar do mesmo jeito que sempre foram.
Não existe nada pior para um processo eleitoral do que o descrédito. Mas, infelizmente, é o que temos assistido ao longo dos últimos 20 anos em Campos, onde a diferença entre o votar e o valer parecem não fazer diferença diante de tanta gente desiludida com escândalos que não dão em nada.
Segundo divulgou agora, aqui, em seu perfil no facebook, o radialista Cláudio Nogueira, gerente da Rádio Continental de Campos, do Grupo Folha, já são sete as pessoas presas até o momento no município por boca de urna.
Divulgada aqui, no Blog do Roberto Moraes, a denúncia de compra de voto no Colégio Estadual Constantino Fernandes, no Jockey Club, realmente levou representantes da Justiça e Ministério Público Eleitoral ao local. Mas, segundo informou agora a este blogueiro o promotor Marcelo Lessa, que estava passsando próximo no momento da denúncia e foi lá conferir, junto do juiz titular da 99ª Zona Eleitoral de Campos, Felipe Pinelli, nada se confirmou.
O juiz leitoral de São Fidélis determinou, ontem à noite, a apreensão de todos os carros de som da Coligação que sustenta a candidatura de Davi Loureiro (PR) por constatar que divulgavam informações inverídicas contra o prefeito Luis Fenemê (PMDB), que concorre à reeleição.
Como se vê, as eleições por lá começam fervendo.
Postado aqui, pelo político Fernando Leite, no blog “Outros quintais”.
Um dos destaques desta eleição, o “Movimento Campos Ficha Limpa” não vai acabar junto com o pleito. Ao participar do Folha no Ar desta sexta-feira, o advogado José Paes Neto, idealizador do movimento, informou que a proposta é transformá-lo em uma espécie de observatório para fiscalizar o Legislativo e Executivo. Já com mais de 2500 assinaturas, muitas colhidas em uma tenda no calçadão, o abaixo-assinado contra a instabilidade política do município tem assinaturas de peso como a do senador Lindbergh Farias. Mas um delas, segundo o advogado, chamou atenção: a do ex-prefeito e candidato Arnaldo Vianna.
— O Arnaldo assinou em um momento em que eu não estava presente na tenda, pois falaria com ele que o movimento é justamente para alertar a população sobre escolha de votar em um candidato que tenha pendência judicial e que no futuro possa gerar novamente instabilidade política do município. Ele não tem o registro — disse o advogado, que, indagado sobre a possibilidade da assinatura de Rosinha e Garotinho, também demonstrou resistência. “A decisão de assinar ou não vai do bom senso daquele político que sabe da sua situação eleitoral”, completou.
Para o advogado, a assinatura dos candidatos Erick Shunk (PSOL), José Geraldo (PRP) e Makhoul Moussallem (PT) e de outros políticos da cidade reforçam a importância do movimento, que também vem ganhando adesão de formadores de opinião. “Fizemos um amplo trabalho de divulgação no Centro e também nas redes sociais. Já fui até procurado por pessoas de outros municípios interessados em implantar ações semelhantes. A seriedade do nosso movimento vai permitir que perdure independente de eleição. Mesmo após o pleito a gente vai continuar com atividades que buscam a moralização da política e de atos tanto Executivo, quanto do Legislativo”, destacou.
Mesmo sem alcançar ainda as cinco mil assinaturas propostas na petição virtual, José Paes Neto acredita que o movimento colaborou para que muitos tivessem um voto mais consciente neste domingo. “Nos últimos oito anos (2004/2012), sete políticos diferentes assumiram a prefeitura, em razão de pendências jurídicas, que ocasionaram cassações de mandato e até mesmo prisões de secretário. Essa situação gera prejuízos de toda ordem, afetando a economia da cidade e o bem-estar da sua população. As pessoas estão entendendo isso, mas é uma pena que ainda não seja a maioria”, disse, ressaltando as assinaturas ainda podem ser feitas no www.avaaz.org.
Publicado aqui, pelo jornalista Rodrigo Gonçalves, no blog do programa “Folha no Ar”.
Garotinho, acompanhado de Rosinha, após votar no início da manhã de hoje (foto de Mariana Ricci)
Por Aloysio Balbi, jornalista da Folha da Manhã e de O Globo
O ex-governador Anthony Garotinho (PR) votou pela amanhã, assim que a 100ª Zona Eleitoral, que funciona no Ciep da Lapa, a 300 metros de sua casa, abriu. Vestido de camisa cor de rosa, acompanhado da prefeita Rosinha, candidata à reeleição, ele votou às 8h10. Acompanhou quatro de seus filhos — Amanda, Cida, Clara e Dezinho — que votaram nas mesmas zona e seção eleitoral. Garotinho disse que espera a vitória de sua mulher no primeiro turno, e que a coligação faça maioria na Câmara de Vereadores, mas não quis arriscar quantas cadeiras.
Perguntado sobre as eleições no Rio de Janeiro, onde sua filha, a deputada Clarissa é candidata a vice do filho de César Maia, Rodrigo Maia (DEM), Garotinho afirmou que a eleição carioca está definida e admitiu que a campanha que foi conduzida pelo partido cabeça de chapa teve equivoco.
O bravo Cléber Tinoco tomou-se o trabalho de relacionar o lado ‘b’ do governo municipal nos últimos 4 anos, através das mátérias publicadas em diferentes blogs, em especial no dele próprio: clebertinoco.blogspot.com
Quem sabe, talvez algum leitor que conheça algum estagiário amigo de algum assessor que trabalhe para a campanha de algum candidato opositor possa levar toda essa informação ao político, para ser utilizada no debate de hoje a noite..