Neco: “Betinho fez um péssimo governo em São João da Barra”

Pré-candidato governista com preferência pessoal assumida pela prefeita Carla Machado (PMDB), José Amaro Martins de Souza, o Neco (PMDB), é agricultor, vereador em quarto mandato e secretário municipal de Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos.  Com uma história politica e pessoal antiga com a chefe do Executivo, ele não nega os desencontros do passado, desde que Carla se fez presidente do Legislativo. Admitindo também a paticipação que ela teria em seu governo, para chegar a conquistá-lo, Neco trabalha com a possibilidade de composição de chapa com Aluizio Siqueira (PTB) ou Alexandre Rosa (PSB), os outros pré-candidatos da situação.

Crítico de Betinho Dauaire (indo para o PR) desde quando o hoje pré-candidato de Garotinho era prefeito e opositor declarado do então governador, ele não tem dúvidas ao afirmar que seu principal concorrente fez um “péssimo governo” em São João da Barra. Quanto às críticas sofridas, em relação a uma suposta falta de preparo para lidar com os mega-interesses do Porto do Açu, Neco diz possuir as principais virtudes que julga necessárias ao próximo governante sanjoanense: “compromisso com o povo e honestidade”.

 

 

 

 

 

Folha da Manhã — Carla Machado já declarou aqui que você é o pré-candidato da preferência pessoal dela. Até que ponto isso se dá por vocês dois serem do mesmo partido ou pela sua reconhecida lealdade à prefeita?

 

Neco — Desde meu primeiro mandato, há cerca de 15 anos, que eu a conheci e aprendi a admirá-la. Tivemos muitas divergências, sempre conversávamos e discutimos sobre São João da Barra. Desde então foi construída nossa amizade. Em todos momentos difíceis de minha vida, ela sempre esteve presente. É uma amizade não só entre nós, mas também entre nossas famílias.

 

Folha — Nessa questão da lealdade, até onde isso é uma virtude pessoal e política, ou uma forma de Carla garantir, caso você seja candidato e eleito, sua manutenção no poder como eminência parda do novo governo, como Garotinho faz com Rosinha em Campos e Lula com Dilma, no Brasil?

Neco — Seria um privilégio poder suceder um governo como o da prefeita Carla, mas acredito que ela ainda tem muitos caminhos políticos a seguir, o que não significa que a prefeita não poderia colaborar com a tamanha experiência acumulada nesses anos de gestão.

 

Folha — Ainda nessa questão da lealdade, dizem em São João da Barra que Carla chegou a falhar contigo, quando os dois eram vereadores, no primeiro governo de Betinho (1996/2000), e na eleição da mesa diretora, após ter acordado votar em você para presidente com o grupo de oposição, ela teria negociado às escondidas com o então prefeito e votou nela mesma para garantir o controle da Câmara. Foi isso mesmo?

Neco — O que aconteceu foi que Carla estava fechada com o grupo de votar em mim, sim. Sendo que próximo ao horário da votação, o outro grupo a ofereceu a proposta de ser ela a presidente da Câmara, a perguntando em quem confiaria: nela própria ou em mim. Dessa maneira, Carla optou em votar nela mesma. Mas essa história já é passada e eu já a perdoei na época. Pois compreendi que nessa situação, eu também confiaria mais em mim.

 

Folha — De qualquer maneira, no seu entender, Carla teria pago essa dívida, depois de eleita prefeita, ao fazê-lo duas vezes presidente da Câmara (nos biênios 2005/06 e 2007/08)?

Neco — Desde o momento em que eu a perdoei, não existiu mais dívida alguma!

 

Folha — Gersinho disse aqui, que na eleição de 2004, os candidatos a vereador que apoiaram a eleição de Carla a prefeita, teriam acordado que o mais votado teria sido o presidente. Ele foi o mais votado, mas o presidente foi você, com a promessa de que ele seria o próximo. Todavia, a eleição seguinte da mesa diretora foi antecipada para reeleger você à presidência. Procedem essas versões?

Neco — Não, em nenhum momento Carla prometeu a mesa diretora da Câmara ao mais votado, até porque quem decide é a maioria da Câmara, mesmo com a influência que a prefeita possui.

 

Folha — E na tentativa de fazê-lo presidente pela terceira vez consecutiva, ao fazer uma lei, depois da eleição já consumada, para que o vereador mais votado (você) fosse automaticamente guindado à presidência? Como Alexande Rosa e Gersinho derrubaram isso na Justiça, se revezando nas presidências seguintes e gerando o racha figadal que perdura até hoje, mesmo com a volta do primeiro ao governo, a pergunta é: na relação custo/benefício, valeu a pena?

Neco — Na época, presidente da Câmara, eu apenas acatei a decisão da maioria sobre o projeto de Lei, até porque este projeto nem foi de minha autoria.

 

Folha — Na sua opinião, onde, quando e como os vereadores de oposição teriam perdido a mão, agindo na Câmara no interesse de desestabilizar a gestão de Carla, mesmo sobre os interesses da maioria da população, como foram os casos dos shows do último verão, ou o mais recente da coleta de lixo?

Neco — Por conta do excelente trabalho desenvolvido por nosso grupo e pelas mudanças e melhorias realizadas no município, o maior objetivo da oposição sempre foi a cassação da prefeita Carla, e para isso tentam utilizar de todos os artifícios. Sendo que a cada dia que passa eles se atrapalham cada vez mais, perdendo assim o respeito da opinião pública e tendo que votar sob decisão judicial.

 

Folha  — Depois de apelar à Justiça para finalmente conseguir valer sua maioria na aprovação do remanejamento orçamentário, no último dia 28, Carla propôs o apaziguamento com a oposição. Com a proximidade das eleições de 2012, acha que isso ainda é possível?

Neco — A prefeita sempre procurou ter uma boa relação com a oposição independente do momento. Penso que as figuras políticas devem trabalhar em conjunto para melhorias em prol da população, e é isso que a população sanjoanense espera.

 

Foha — Como analisaria politicamente as pré-candidaturas de Aluizio Siqueira e Alexandre Rosa, que disputam com você a vaga para se lançar à Prefeitura pelo grupo do governo? Além da preferencia pessoal de Carla, qual seria sua vantagem sobre eles? Há possibilidade de compor chapa com um ou com o outro?

Neco — Sou candidato de preferência de Carla Machado, mas é com a pesquisa que vamos saber quem é o candidato da preferência do povo. Se for preciso compor chapa com um deles, estou pronto para isso, até porque são meus companheiros de bancada.

 

Folha — Presidente do PR, Wladimir Garotinho já garantiu que o cadidato do partido em São Joao da Barra (e, por conseguinte do seu pai), será Betinho Dauaire. Em se entender, quais seriam suas maiores dificuldades e facilidades no enfrentamento direto com o ex-prefeito?

Neco — Betinho já teve dois mandatos de prefeito de São João da Barra e eu, nesse período, fui vereador de oposição. Tenho certeza que ele fez um péssimo governo, pois prova disso, no colégio eleitoral do Açu na eleição de 2008, eu tive mais votos para vereador do que ele para prefeito. E em relação ao apoio do PR de Garotinho a Betinho, eu não tenho mente curta, me recordo muito bem das trocas de “elogios” entre um e o outro.

 

Folha — Gersinho também aventou a possiblidade dele sair em candidatura alternativa à Prefeitura, numa espécie de terceira via. Projeta essa possibilidade? Como ela poderia interferir na polarização entre os candidatos de Garotinho e Carla?

Neco — Respeito muito os eleitores que votaram em Gersinho para vereador. Mas acredito que ele não irá interferir em nada nas eleições de 2012.

 

Folha — E no grupo da situação? Embora não citado por Carla, não é novidade para ninguém a pretensão do empresário Ari Pessanha de concorrer mais uma vez ao pleito majoritário. Como isso está sendo trabalhado?

Neco — Ari vem sendo um amigo e companheiro indispensável, porém ainda não tivemos nenhuma conversa sobre esse assunto.

 

Folha — Quais são, em seu entender, os principais pontos positivos e negativos da administração Carla Machado? Se eleito, o que procuraria manter, o que buscaria melhorar e o que poderia trazer como novidade?

Neco — A administração de Carla Machado pode contar com inúmeros avanços em relação a governos anteriores, relacionados a maiores empreendimentos, maiores oportunidades de capacitação de mão-de-obra local, a inclusão de projetos na área tecnológicas, a conquista de implantação de grandes empresas dentro do município, investimento em infra-estrutura por todo território, entre muitos outros. Olhando para os pontos negativos, ficamos impossibilitados de oferecer o último verão digno para a população. A saída da Inbesp (oscip cuja terceirização no serviço foi suspensa pela Justiça Federal), que fazia excelente trabalho na saúde do município, também foi uma perda. Recentemente, a parada do reabastecimento de água potável em setores públicos e na comunidade, do recolhimento de lixo e do limpa-fossa foram grandes dificuldades. Gostaria de frisar, que esses pontos negativos ocorreram não por vontade da Pprefeita e sim pelo impasse na Câmara Municipal. Se eleito, buscarei melhorar cada vez mais a saúde, a educação, a assistência e todo governo, e procurarei trabalhar e capacitar cada vez mais nossa equipe técnica para construção de um ótimo trabalho em rede, para o futuro promissor que São João da Barra espera.

 

Folha — Alguns adversários questionam seu preparo para ligar com os grandes empresários brasileiros e mundiais que já estão vindo a reboque do Porto do Açu. Está preparado para lidar com os gigantescos interesses financeiros advindos desse investimento? Como aproveitar ao máximo seu benefícios econômicos e atenuar ao mínimo seus impactos sociais?

Neco — Com certeza estou preparado para esse grande desafio. Um prefeito não necessariamente perante a Lei deve ser graduado. Entendo que para ser prefeito, terei todo um suporte técnico com pessoas extremamente capacitadas ao meu lado, para me auxiliar em eventuais dificuldades. Para estar à frente de um município, o que se precisa de verdade, eu tenho: compromisso com o povo e honestidade.

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Makhoul: Se terá o apoio do PMDB, por que Henriques não entra no PMDB?

Citado aqui, pelo jornalista Alexandre Bastos, como oprovável cabeça do PT na candidatura à Prefeitura de Campos, tida como certa pelo também jornalista Fernando Molina, de O Dia, o médico Makhoul Moussallém acha que é ainda muito cedo para se ter qualquer definição:

—  O prazo para as filiações partidárias vai até 30 de setembro. Só depois disso, no movimento natural de coligações que seguirá até as convenções, é  que teremos uma base mais palpável para qualquer análise mais criteriosa, mais lúcida. Até lá, tudo é só especulação.

Candidato petista nas eleições majoritárias de 2004 e 2006, o medico acredita que a oposição trará, no mínimo seis candidaturas de oposição, além de Rosinha, para 2012. Sobre a informação divulgada hoje no “Informe do Dia”, de que entre elas estaria a de Roberto Henriques pelo PSD, como apoio do PMDB do governador Sérgio Cabral, Makhoul lembrou que além do PT, ele tem também convite do PMDB, feito pela prefeita sanjoanense Carla Machado (aqui), para concorrer novamente à Prefeitura:

— Primeiro é preciso saber se Henriques vai conseguir sair do PR. Depois se o PSD (lançado recentemente pelo prefeito paulista Gilberto Kassab) vai conseguir o registro partidário definitivo. Por fim, há o convite ainda em aberto para que eu me filie ao PMDB e me lance candidato a prefeito. Agora, mesmo que tudo corra como a nota quer fazer parecer, eu pergunto: Por que ele não entra e concorre diretamente pelo PMDB? Por que o apoio de maneira indireta?

 

Atualização às 2h22: À indagação levantada por Makhoul Moussallem, o jornalista Alexandre Bastos esclareceu em comentário, que segue transcrito abaixo, na forma mais relevante de post…

 

A resposta para a pergunta de Makhoul pode estar em um entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em junho deste ano, os ministros do TSE responderam a uma consulta apresentada pelo deputado federal Guilherme Campos (DEM-SP) sobre a criação de um novo partido e as possibilidades de desfiliação partidária. Em votação unânime, o plenário do TSE acompanhou o voto da ministra-relatora Nancy Andrighi. Ao analisarem os questionamentos apresentados pelo parlamentar paulista, a Corte decidiu que “filiados a outros partidos podem apoiar a criação de um novo partido ou associar-se durante a fase de constituição da nova legenda sem correrem o risco de perder seus mandatos. Podem, ainda, transferirem-se ao partido recém criado sem serem considerados infiéis, desde de que façam isso dentro de um prazo de 30 dias, contados do deferimento do registro da nova legenda pelo TSE”.

Se o PSD conseguir se consolidar dentro do prazo, políticos como Roberto Henriques, que possuem mandato, podem se filiar ao novo partido sem risco. Porém, se optasse pelo PMDB, ele poderia ser enquadrado pela Lei da Fidelidade Partidária.

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Odete — Candidaturas da oposição, apoio de Cabral, enquadramento de aliados e fisiologismo

Embora tida aqui como certa pela nota do “Informe do Dia”, faltou ao jornalista Fernando Molica dar nome à candidatura do PCdoB à Prefeitura de Campos em 2012: Odete Rocha. Informada da notícia pelo blogueiro, a professora viu como positiva as várias alternativas colocadas ao pleito, abrindo o leque da polarização entre os grupos do deputado federal Anthony Garotinho (PR) e do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT), que domina o cenário eleitoral da cidade desde 2004. 

Assim como respondeu aqui, em entrevista ao blog, sobre nota do jornalista Saulo Pessanha (aqui), dando conta de que ela seria a candidata da preferência de Sérgio Cabral (PMDB), Odete repetiu não poder falar pelo governador sobre a nota de hoje do jornal carioca, que inclinou a mesma preferência agora pelo deputado estadual Roberto Henriques, que sairia do PR para concorrerà Prefeitura e Campos pelo PSD, com apoio do PMDB. Sobre a suposta orientação de Cabral para o apoio municipal do PP, PSB e PSC à candidatura de oposição a Rosinha, a pré-candidata comunista considerou natural que o governador busque fazer valer suas alianças regionais também em Campos. Ela também falou sobre as declarações do bispo Dom Roberto Ferrería Paz, identificando fisiologismo na política do município e posicionando a Igreja Católica em posição ativa e contrária à pratica no pleito que se avizinha. 

Abaixo, em partes, o que disse Odete…

 

Nove candidaturas de oposição — Tanto as quatro candidaturas que O Dia colocou (PSD/PMDB, PCdoB, PT e PDT), quanto as outra cinco também da oposição que você lembrou (mais PV, PSDB, PCB, PSOL e PPS) têm que ser vistas com bons olhos, no sentido de que cada vez mais pessoas, de diferentes segmentos, passam a querer tomar parte ativa na definição do governo da sua cidade. Isso pluraliza o processo, demonstra uma vontade clara de ruptura com a polarização que têm dominado as últimas eleições municipais. Não podemos ser ingênuos e esquecer que esses dois grupos (de Garotinho e Arnaldo) ainda têm mais densidade leietoral, como mostram as pesquisas. Mas ingênuo também é quem não percebe que essa vontade de participar, de busca alternativas diferentes, é cada vez mais evidente entre os campistas.

RH na preferência do governador —  Como você perguntou sobre outra nota que dava essa mesma preferência a mim, vou voltar a dizer que não posso falar pelo governador Sérgio Cabral. Não sei quais foram as fontes do Saulo, nem quais foram agora as fontes do jornalista de O Dia. Até que ele (Cabral) se pronuncie oficalmente, até que ele se reúna com a Frente (Democrática de Oposição) e nos diga o que pensa para Campos, nós só teremos especulações, que são até normais enquanto nos aproximamos do período de definições. O que posso dizer é que, enquanto Frente, não falamos sobre isso. Pelo contrário, quando nos reunimos com Picciani (aqui), ele disse que seria bom que a Frente não lançasse só um candidato. Mas, ainda que a nota fosse verdadeira, isso não desanimaria nossa candidatura.

Aliados de Cabral no RJ na oposição aos Garotinho em Campos — A governabilidade das administrações públicas, sejam municipais, estaduais ou federal, passam necessariamente por suas bases de sustentação nos legislativos e nos partidos aliados. Dentro deste contexto, acho até natural, quando nos aproximamos de um período eleitoral e, sobretudo, quando se tem um quadro de confronto acirrado, como ocorre entre os governos do Estado e de Campos, que o debate se afunile até a questão: afinal, de que lado você está? Os aliados de um lado e de outro, até que chegue o momento das definições, terão que assumir suas posições. O governador Cabral, evidentemente, vai cobrar dos partidos aliados uma posição em Campos. Nós, da Frente, conversamos sobre isso em todas as reuniões que mantivemos com lideranças políticas no Rio, da necessidade de alinhamento político, em Campos, dos partidos aliados ao governo no Estado. 

Denúncia de fisiologismo do bispo — Primeiro tenho que parabenizar uma pessoa que tem coragem e que emprega essa coragem de uma maneira correta. E foi isso que ele fez. O maior representante da Igreja Católica na nossa região teve coragem e se colocou. E isso ajuda a população a refletir, porque não é uma pessoa qualquer que está falando. Ele trouxe à tona um debate que já existia, mas que a partir dele ganhou maior visibilidade. Essas práticas, em Campos, estão sendo contestadas até agora na Justiça. O Ministério Público tem conhecmento disso. Vários casos foram apontados, como a denúncia de compra de votos para a prefeita Rosinha, por R$ 50, em Santo Eduardo. Eu espero que eles sejam todos tratados com a firmeza necessária.

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Com RH pelo PSD e PMDB, oposição de Campos tem mais oito pré-candidaturas

Pela nota do jornalista jornalista Fernando Molica, na coluna “Informe do Dia” de hoje,  repercutida aqui no Blog do Bastos, o deputado estadual Roberto Henriques sairá do PR rumo ao PSD do prefeito paulista Gilberto Kassab, para se candidatar à Prefeitura de Campos, com apoio do PMDB do governador Sérgio Cabral. A nota informa ainda que, na oposição, PT, PCdoB e PDT tabém lançarão candidatos, que o Bastos, não sem motivos, respectivamente identificou como Makhoul Moussallém, Odete Rocha e Arnaldo Vianna.

A estas quatro candidaturas, este blog identifica mais cinco entre os partidos oposicionistas: 1) PV, com Andral Tavares Filho, ou um nome surpresa, ainda a ser anunciado; 2) PSDB, provavelmente com Geraldo Coutinho (aqui); 3) PCB, novamente com Graciete Santana; 4) PSOL, que já se manifestou aqui por candidatura própria; e 5) PPS, que no novo desenho pode até compor chapa com outro partido, mas ainda mantém as pré-candiaturas de Sérgio Diniz, do vereador Rogério Matoso e do ex-prefeito Sérgio Mendes.

Dentro deste cenário, independente de outros desdobramentos com o PP (do vice-prefeito Chicão e dos vereadores Albertinho e Papinha) e  o PSB (dos edis Abdu Neme, Jorge Rangel e Altamir Bárbara, maior bancada da Câmara) se integrando à oposição aos Garotinho, o fato é que Campos surge com nove pré-candidaturas de oposição à reeleição da prefeita Rosinha (ainda no PMDB) em 2012.  

 

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Capitalismo entre a condenação e a maldição

Como o debate em economia ganhou força no blog, a partir da publicação do decreto 454 da prefeita Rosinha, cortando em 10% os contratos e convênios do município, com a justificativa de se preparar para uma crise global que afeta os países ricos, mas por enquanto não chegou ainda aos emergentes — como o Brasil —, segue abaixo a transcrição do artigo do jornalista Carlos Alberto Sardenberg, publicado na edição impressa de hoje de O Globo…

 

Carlos Alberto SardenbergCapitalismo condenado? 

O pensamento de esquerda, em baixa desde a queda do Muro de Berlim, ganhou alento com a falência do banco Lehman Brothers, o epicentro do colapso financeiro de 2008. Quem sabe a quebra de uma poderosa instituição de Wall Street fosse para o capitalismo o mesmo símbolo que a derrubada dos primeiros tijolos do Muro foi para o socialismo.

Passaram-se os meses, e o mundo, capitalista, não acabou. A crise não foi brincadeira, mas já no segundo semestre de 2009 apareciam os sinais de recuperação. Na virada de 2010 para 2011, parecia uma festa. Forte crescimento no mundo emergente, boa retomada nos EUA e na Alemanha. Aí, a história virou de novo.

A crise não acabara e se manifestava de outras maneiras ainda mais complicadas. Nesse clima aparece na imprensa internacional o artigo de Nouriel Roubini, “O capitalismo está condenado?””, e ainda por cima com o destaque para esta observação: Marx estava certo quando disse que “a globalização, a louca intermediação financeira e a redistribuição de riqueza do trabalho para o capital poderiam levar o capitalismo à autodestruição”. (Essa era a chamada, por exemplo, na revista eletrônica Slate.)

O economista Roubini não é socialista, muito menos marxista. É um teórico e intérprete do capitalismo, que traz a fama de ter previsto o colapso de 2008. Ora, se ele está dizendo que o sistema está “condenado”, a coisa é séria.

A esquerda se animou de novo, os conservadores se assustaram. O que viria por aí? — perguntaram-se todos.

O começo do artigo acentua a inquietação. Roubini descreve uma crise que não tem saída. Resumindo, o sentido do texto é o seguinte: há diversos problemas gravíssimos, para os quais as soluções são inviáveis ou por razões econômicas ou políticas.

O ambiente social já mostra esse beco sem saída. As manifestações populares que pipocam por toda parte, diz Roubini, são movidas “pelas mesmas tensões e temas: crescente desigualdade, pobreza, desemprego e desesperança”” — fantasmas que assombram o mundo.

Que fazer? Já se vê um novo mundo?

Não, Roubini não entrega isso. Para começar, a citação de Marx é relativizada. O pensador alemão não estava propriamente certo na previsão de fim do capitalismo, mas “parecia estar parcialmente certo”. E, ainda assim, vem outra ressalva: “Sua visão de que o socialismo poderia ser melhor provou-se equivocada”.

Em seguida, Roubini dá o tiro final nas esperanças da esquerda. A questão central hoje, diz ele, é “encontrar o correto equilíbrio entre mercado e a provisão dos bens públicos”, para que as economias de mercado operem como deveriam e como podem”.

Para ele, tanto o modelo anglo-saxão — “laissez-faire e economia vudu” — quanto o europeu continental — “estado do bem-estar sustentado por déficits” — estão quebrados.

O economista sugere o caminho alternativo — e aqui a coisa não é decepcionante apenas para a esquerda. Vem uma relação de políticas em torno das quais há consensos, se excluída a extrema direita, e que vêm sendo tentadas por toda parte.

Reparem as propostas:

. estímulo fiscal (gasto público ou isenção de impostos) para investimentos produtivos em infraestrutura, de modo a gerar empregos;

. taxação progressiva, os mais ricos pagando mais impostos;

. estímulo fiscal de curto prazo e ajuste fiscal (corte de gastos e aumento de impostos) de médio e longo prazo;

. autoridades monetárias garantindo empréstimos de última instância para evitar corridas contra bancos;

. redução da dívida para famílias e outros agentes econômicos insolventes;

. estrita supervisão e regulamentação do sistema financeiro;

. desmantelar oligopólios e os bancos “muito-grandes-para-quebrar”;

. países ricos precisam investir em capital humano, conhecimento e redes de segurança social.

Reparem: não tem nenhuma proposta para fechamento do comércio internacional, manipulação de moedas, avanço do Estado na economia, controle dos capitais privados, nacionalismos, etc.

Ao contrário, as sugestões cabem perfeitamente no pensamento clássico. Claro, a direita americana não aceita qualquer aumento de imposto, nem mais gasto público.

Mas é exceção. O governo conservador eleva impostos na Inglaterra, assim como na Alemanha. Não que sejam políticas unânimes e de fácil implementação. Sempre haverá o debate sobre quem deve pagar mais impostos e onde o governo gastará mais. Além disso, a coisa é localizada. Propor aumento de impostos faz sentido no México, onde a carga tributária é baixa. Já no Brasil…

O título original do artigo de Roubini diz “Is Capitalism Doomed?” – palavra esta que pode ser traduzida por “condenado”, como fizemos, ou por “amaldiçoado”. “Condenado” sugere que está acabado. Já um sistema pode ser “amaldiçoado” e continuar vivo. Deve ser isso. Maldito capitalismo, mas ainda não se inventou nada melhor.

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Decreto 454 — Contribuições ao debate que se conquistam, não se mendigam

E porque sua contribuição, leitor, se conquista, não se mendiga, seguem abaixo, na forma mais relevante de post, os dois comentários que o blogueiro entendeu mais relevantes, pela riqueza de informações, entre os 20 até agora gerados, sem nenhum anonimato, pelo texto publicado aqui e intitulado “Corte de 10% nos contratos e convênios — Crise mundial ou do orçamento de Campos?”…

 

Alguma coisa está errada.
E não é o jornal, com certeza!
Recebi aqui, ao mesmo tempo em que S. Exª a prefeita baixava o Decreto 454 (parece até número de linha de ônibus, Leblon-Grajaú), mensagens da Petrobrás com as seguintes informações:
– o Lucro da Petrobrás subiu 37%;
– a produção de petróleo aumentou 2,2% e a de gás 6,9%;
– que entraram em fase de produção mais dois campos (os de Aruanã e Brava), justamente na Bacia de Campos;
– que a Petrobrás colocou em operação a a plataforma semissubmersível P-56, no campo de Marlim Sul,no dia 15/8;
– a agência de risco Mooody’s (a mesma que anda rebaixando países por ai) reconhece a melhora do risco da Petrobrás em moeda estrangeita de Bas1 para A3;
E mais:
– A ANP revela que os produtores privados já produzem 200 mil barris/dia;
– está a caminho (saiu hoje de Cingapure), a superplataforma de Eike Batista, a FSPO-OSX 1, que chegará a Campos dentro de 38 dias para começar a produzir imediatamente;
– até julho, a Prefeitura de Campos já havia recebido R$ 566,8 milhões entre royalties e participações, indicando que já superou em mais da metade do arrecadado em 2010, representando um aumento de quase 10% só no primeiro semestre.
O que não dá para entender é que tudo indica que a receita de Campos com o petróleo deverá ficar bem próxima de 2008, quando teve seu melhor momento, beirando os R$ 1 bilhão 200 milhões.
Qual a verdade sob esse decreto?
É preciso tomar cuidado quando se lida com algo tão transparente como as receitas do petróleo. Não dá para enganar, para mentir. Os dados estão ai, perambulando pela internet e sites de transparência.
De que (ou quem?) a prefeita tem medo?
Eu penso que para fazer economia não deve se fixar uma meta de apenas 10%. Isso é muito desrespeito ao povo. Deveria ser de 100%, gastar apenas o necessário. Para mim, esse decreto só tem um sentido: manda esbanjar menos, só um tiquinho…
Paulo Freitas – Rio de Janeiro/RJ

 

Savio

Bem oportuno o comentário do Sr. Paulo Freitas. De fato, com a Petrobrás sinalizando um lucro de 37% só no primeiro semestre deste ano, ou seja, 21,9 bilhões, está muito distante dos sustos causados pelo dólar, que diga-se de passagem, só hoje teve queda de 0,41%, fechando em 1,584.
Mesmo tendo alta de 2,15 no corrente mês de agosto, por conta das indecisões políticas e impasses entre republicanos e democratas americanos, acabaram tirando a confiança dos investidores. Mesmo assim, a desvalorização do dólar acumulada só este ano, está em 4,90%, portanto, ainda longe de afetar seriamente as questões de commodities.
Temos a nosso favor que o PIB brasileiro teve a sua primeira queda destes últimos 2 anos, de apenas 0,26%, o que ainda nos mantém em saudáveis 142,90!
Portanto, fazendo par com o Sr. Paulo Freitas, o “medo” da Prefeita é injustificado, e não serve como desculpa para o tal Decreto 454.
Sem dúvida, parece que há “mais carne debaixo deste angú”, e “onde há fumaça, há fogo”! Tudo indica que no decorrer dos próximos dias muitas coisas terão que ser devidamente explicadas.
Cadê a TRANSPARÊNCIA do “Portal da Transparência”?

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Makhoul: “Para mudar seu fisiologismo político, sociedade de Campos tem que querer”

“Nós precisamos mudar. Mas mudar o quê? E como? Se a sociedade quer mesmo mudar, é preciso que participe, que se integre ao processo político e ajude a torná-lo mais limpo. Se as pessoas de bem querem mudar, se Dom Roberto quer mudar, se os professores da academia querem mudar, se a mídia quer mudar, é preciso que esqueçam as eventuais diferenças e se unam nesse desejo comum de mudança. Chega de medo, chega de nos escondermos. É preciso abrir o peito e cair dentro. Se aqueles que querem realmente mudar têm receio dos caciques que comandam os partidos, que entrem nos partidos e ponham para fora os caciques”. Quem fez a convocação, a partir dos indícios de fisiologismo na prática política de Campos — identificados aqui pelo bispo católico Dom Roberto Ferrería Paz, e aqui, pelo professor da Uenf Hugo Borsani —, é o médico Makhoul Moussalém, convidado por PMDB e PT para disputar as eleições de 2012 à Preitura do município.

Para Makhoul, no entanto, a crise moral e ética não é apenas na política, ou em Campos, mas de todos os setores da sociedade e em todo o Brasil. Neste sentido, ele entende como bem vinda a proposta de reação do novo bispo campista, assim como seu endosso pelo cientista político:

— O Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo do cronista Sérgio Porto, dizia: “Restaure-se a moralidade, ou nos locupletemos todos”. Para mudar, portanto, é preciso que a maioria que não está se locupletando, queira mudar. É isso, ou então a maioria está, na verdade, levando algum tipo de vantagem com essa situação. O fato é que com o orçamento bilionário de Campos, se as pessoas de bem deste município realmente quiserem, poderíamos estar locupletando a saúde, a educação, o saneamento, a habitação, a infra-estrtura. Mas não é essa a siuação que vemos hoje.

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Bacellar — Ida para PMDB ou PT, fisiologismo e denúncia de rombo no orçamento

Vereador e primeiro suplente a deputado estadual liberado ontem pelo PTdoB — como a jornalista e blogueira Suzy Monteiro revelou aqui —, Marcos Bacellar já comunicou hoje ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por meio de seus advogados, sua saída do partido, visando poder ingressar em outra legenda, possivelmente PMDB ou PT, sem perder seu mandato e sua suplência. Ele vê com bons olhos a postura ativa da Igreja Católica, pregada aqui por Dom Roberto Ferrería Paz, embora faça distinções no fisiologismo identificado pelo novo bispo de Campos na prática política do município. Quanto às denúncias feitas aqui, em seu blog, culpando a saída do ex-secretário de Finanças, Francisco Esqueff, pelos aparentes problemas no bilionário orçamento da cidade, ele disse que tem uma equipe trabalhando na coleta de provas, embora já se arrisque a apontar um rombo e R$ 180 mihões.

Abaixo, ponto a ponto, o que disse o vereador…

 

Do PTdoB para PMDB ou PT — O partido me liberou, mas nada impede que o suplente (Guilherme Nascimento Martins) entre na Justiça Eleitoral para pedir o cargo. Meu advogado no Rio está entrando no TRE para comunicar oficialmente minha liberação pelo PTdoB, para que eu possa manter não só meu mandato de vereador, como também a primeira suplência para deputado estadual. Conversei com o Marcos Abraão (deputado estadual eleito pelo PTdoB) e ele está firme no projeto de se candidatar a prefeito de Rio Bonito. E pode ser até que ele consiga o apoio do governador Sérgio Cabral, caso a candidata natural do PMDB, Solange Almeida (ex-prefeita daquele município), não consiga se candidatar por problemas com o Ficha Limpa. Se Abraão se eleger em Itaboraí, meu mandato na Câmara pode mudar para um mandato na Assembléia. Conquistei essa janela no voto e vou brigar para mantê-la aberta. Tenho convites do PMDB e do PT, mas só depois que a coisa estiver encaminhada na Justiça, é que vou definir meu novo partido.

Fisiologismo em Campos aos olhos do bispo — Existe e ninguém pode negar isso. Só acho que existem também diferenças entre um pedido de um eleitor, às vezes até um amigo, e o político com cargo público atende, para a compra de votos, que infelizmente é o grande mal das eleições não só de Campos, mas de todo o Brasil. Na sua primeira eleição, você até empolga os amigos, que ajudam por acreditar em você, mas depois que se elege, a carência do povo é muito grande e os pedidos acontecem. O que eu faço se um eleitor vem me pedir para ajudar a comprar um remédio que a farmácia popular de Rosinha não dá? Nego essa ajuda? Na sexta passada, por exemplo, veio me procurar um pai de família desesperado, porque sua mulher, grávida depois de já ter perdido o primeiro filho, estava com um problema nos rins e tinha ido duas vezes ao Plantadores, sem conseguir atendimento. Eu liguei para a direção do hospital, mandei para lá, junto ao casal, minha secretária, e a mulher foi atendida. Será que ela seria atendida se não fosse o pedido do vereador Marcos Bacellar? E se eu não pedisse, estaria sendo cristão?Mas vejo com bons olhos a atitude do bispo de denunciar e combater o fisiologismo, de conscientizar seus fiéis, principalmente em relação à compra de voto, mas desde que a Igreja não tome partido.

Relação entre suposto rombo no orçamento e saída de Esqueff — Tenho uma equipe minha trabalhando para levantar isso, com pedidos de informação junto ao Ministério Público, já que todos os pedidos feitos na Câmara são sistematicamente negados pela maioria governista. Segundo o que já levantei, há relação, sim, entre o rombo no orçamento e a saída de Esqueff da secretaria de Finanças. Seria algo em torno de R$ 180 milhões. E agora Rosinha lança esse decreto para cortar 10% dos contratos e convênios. Mas como cortar agora, em agosto, se o orçamento de 2011 foi aprovado desde dezembro de 2010? Se está realmente tudo bem, como eles dizem, como cortar agora despesas que já deviam ter sido previstas desde o início do ano? Tiveram esse tempo todo para fazer planejar os gastos, quase R$ 2 bilhões para gastar e ainda assim não deu? Qualquer dona de casa ou pai de família que lida com o orçamento da sua casa acharia muito difícil e acreditar.

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Corte de 10% nos contratos e convênios — Crise mundial ou do orçamento de Campos?

 

Blogueira hospedada na Folha Online, a jornalista Júlia Maria divulgou aqui a redução de 10% nos contratos e convênios do município, por meio de decreto 454/2011, assinado pela prefeita Rosinha e publicado hoje em Diário Oficial. Em comentário feito aqui ao Entrelinhas, o procurador geral Francisco de Assis Pessanha Filho disse se tratar de medida de contenção, em virtude da crise econômica mundial.

É até possível que a recessão possa se fazer sentir na planície goitacá com a queda do dólar, moeda do principal país afetado e reguladora internacional do preço do barril de petróleo — responsável, via royalties e participações especiais, por considerável parcela do orçamento de Campos. Ou seja, se cai a diferença do dólar ao real, diminui o que se paga em moeda brasileira como indenização pela extração do petróleo cotado em moeda dos EUA. Mas esta seria a única ligação direta possível com o decreto de Rosinha, uma vez que todas as previsões são de que a nova crise global, como foi em 2008, afete muito mais os países ricos do que os emergentes como o Brasil.     

O fato é que enquanto não se revela onde, quando e como serão efetuados esses cortes nos serviços conveniados e contratados, se cristaliza na mente de qualquer ser pensante a razoável dúvida se essa redução é mesmo fruto de uma crise internacional que ainda não chegou, mas se admite, quem sabe, poder chegar. A única outra causa possível seria o aparente e ainda inexplicável sumiço do R$ 1,9 bilhão do orçamento municipal de 2011, que segue sem ser admitido oficialmente pela Prefeitura, muito embora sua chegada precoce (em agosto) a maioria dos campistas já sinta na pele.

 

Atualização às 23h08: Ao largo dos maniqueísmos contra e a favor, exercitados sempre com vigor na blogosfera local, outro questionamento lógico acerca dos reais motivos do decreto de Rosinha foi feito aqui, pelo jornalista e blogueiro Ricardo André Vasconcelos.

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