Odisséia: “O Precisão, a gente já sabe a quem pertence”

 

Logomarca do Instituto Precisão com arte do Eliabe de Souza, o Cássio Jr.
Logomarca do Instituto Precisão com arte do Eliabe de Souza, o Cássio Jr.

 

 

“O Precisão, a gente já sabe a quem pertence. Ele tem lado. De qualquer maneira, a pesquisa foi positiva ao registrar os nomes de Arnaldo Vianna, do deputado Roberto Henriques e da professora Odete Rocha na espontânea. Ou seja, mesmo que a seja tendenciosa, a amostragem serve para provar os nomes da oposição já estão na cabeça do campista. Imagine, então, quando as campanhas das candidaturas da Frente sairem à rua, para trabalhar sobre outro dado inequívoco: 53% do eleitorado ainda não tem candidato”.

Passada por telefone ao blogueiro, enquanto voltava do encontro com Picciani, no Rio, esta foi a impressão de Odisséia Carvalho, vereadora e pré-candidata à Prefeitura pelo PT, sobre a pesquisa encomendada pelo PR ao Insitituto Precisão, divulgada aqui neste “Opiniões”, na útima quinta. Cabe ressaltar que a opinião da petista (com 1% de intenções de voto na pesquisa estimulada) não foi colhida no excelente trabalho de repercussão política da pesquisa, feito aqui, na sexta, pelo jornalista Alexandre Bastos, porque a vereadora estava viajando.

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Como Pudim disse ao blog, Frente perdeu o DEM. Odisséia diz que o PSC fica!

Arte de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.
Arte de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.

 

Apesar de adiantada aqui, neste blog, desde a última sexta, pelo secretário municipal de Governo Geraldo Pudim (PR), e confimada aqui, no Blog do Bastos, desde a noite de domingo, a aliança entre o PR e o DEM só chegou ao conhecimento da Frente Democrática de Oposição, hoje, pela boca do próprio Picciani. Neste caso, Pudim estava certo e a vereadora petista Odisséia Carvalho, errada, na discussão a que o blog deu eco aqui e aqui, sobre os destinos da legenda do ex-prefeito carioca César Maia nas disputas de Campos, em sua migração da Frente ao grupo de Garotinho.

Apesar de admitir ao blogueiro a razão de Pudim na discussão quanto ao DEM, Odisséia insiste que a presença do PSC na Frente de Oposição não sofrerá alteração a partir das conversas mantidas pelo secretário de Rosinha com o deputado Hugo Leal, líder da bancada do PSC na Câmara Federal. Além de ressaltar que o presidente da comissão provisória do partido em Campos, Felipe Pereira, participou da reunião de hoje com Picciani, a vereadora lembrou que o presidente estadual do PSC, Ronald Ázaro, é secretário de Trabalho do governo Sérgio Cabral.

Odisséia não deixa de ter razão nas lembranças aos presidentes do PSC em Campos e no Estado, muito embora seja igualmente pertinente destacar que o presidente regional do PSB, deputado federal Alexandre Cardoso, é secretário de Ciência e Tecnologia do mesmo governo Sérgio Cabral, enquanto a bancada do seu partido na Câmara Municipal de Campos, tem como aliados da prefeita Rosinha os vereadores Abdu Neme, Altamir Bárbara e Jorge Rangel — este último, presidente municipal do PSB.

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Mais detalhes da reunião com Picciani — Nominatas, mídia e chapas majoritárias

Abaixo, em pormenores, com informações resumidas no post anterior e algumas outras, as versões de Odisséia, Odete e Zé Armando do encontro de hoje, no Rio, com Picciani…

 

Odisséia Carvalho — Apresentamos os nossos projetos, não só de lançar de duas a três candidaturas entre os 11 partidos que integram a Frente, como de fortalecer nossas nominatas, já que nosso objetivo, além de vencer a disputa pela Prefeitura, é também conquistar a maioria na Câmara. Em relação às candidaturas majoritárias, o próprio Picciani deixou bem claro que qualquer coisa além de três candidaturas, pulverizaria as ações da oposição. Dentro deste limite, ele garantiu o apoio integral do PMDB e do governo do Estado, já que a chapa da Frente com ingresso ao segundo turno ganha automaticamente o apoio das demais. Também falamos da necessidade de atuar mais na mídia, em um programa de rádio e na confecção de um jornal próprio, no formato tablóide, de edição quinzenal, que poderia ser feito por jornalistas que já temos em nosso grupo, como Fernando Leite (PMDB) e Sérgio Mendes (PPS). Sobre a reunião da Frente com Sérgio Cabral, Picciani chegou a ligar para o governador, mas não conseguiu falar. Nos próximos dias deve acontecer esse agendamento, quando convocaremos os parlamentares dos nossos partidos em todo o Estado, muito embora, nessa reunião de hoje, já tenham participado, a convite do próprio Picciani, os deputados federais Eduardo Cunha e Adrian Mussi, e o estadual Edson Albertassi.

 

Odete Rocha — Recebemos total apoio de Picciani, seja enquanto presidente do PMDB, seja como coordenador político do governo Sérgio Cabral. A Frente vai apresentar de duas a três candidaturas no primeiro turno, com a união de todas em torno daquela que passar ao segundo turno. O PCdoB, como os demais partigos que integram a Frente, já têm conversado nesse sentido. Na nova eleição que chegou a ser marcada no ano passado, entre a cassação e o retorno de Rosinha, conversamos muito com o PV. De qualquer maneira, acho que isso vai se dar naturalmente, entre os partidos que encontrem mais afinidades ideológicas e de estrutura. O que importa, é que nenhuma conversa se dará à parte a ação conjunta da Frente, contraponto coletivo a essa gestão dos Garotinho.

 

José Armando — Além da assessoria jurídica, pedimos ajuda também para fazer pesquisas qualitativas e quantitativas, para definir as propostas de governo comuns a todas as candidaturas da Frente e as próprias chapas que as representarão. Em relação a todas essas nossas ações recentes, o mais importante é que antes era a Frente que queria ser ouvida pelas lideranças estaduais, e hoje elas estão tão interessadas quanto nós em manter esse canal de diálogo aberto e assíduo. Fui ao encontro como representante do prefeito Beto Azevedo (de São Francisco), que é aliado do governador Sérgio Cabral, no entendimento de que o enfrentamento a esse grupo tem que ser feito de forma unida e regional.

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Frente pede apoio jurídico e em pesquisas a Picciani, que limita candidaturas em três

Picciani e parlamentares do PMDB-RJ receberam, no Rio, integrantes da Frente de Oposição de Campos (foto de Felipe Barros)
Contra os Garotinho, da esquerda à direita: Edson Albertassi (PMDB), Eduardo Cunha (PMDB), Rogério Matoso (PPS), Sérgio Mendes (PPS), Toninho Vianna (sem partido), Ivanildo Cordeiro (PMDB), Arnaldo Vianna (PDT), Odisséia Carvalho (PT), Eduardo Peixoto (PT), Jorge Picciani (PMDB), Odete Rocha (PCdoB), Felipe Pereira (PSC), Almir Porto (PSPC), José Armando (PPS) e Adrian Mussi (PMDB) (foto de Felipe Barros)

 

Limite máximo três candidaturas da Frente Democrática à Prefeitura de Campos em 2012, assessoria jurídica do grupo político de Sérgio Cabral (PMDB) à oposição campista aos Garotinho, encontro com o governador ainda a ser marcado, além do auxílio para realização de pesquisas qualitativas e quantitativas que definirão a composição das chapas oposicionistas, assim como as propostas comuns a todas.

Os quatro pontos acima foram as principais definições da reunião, entre o final da manhã e início de tarde de hoje, na sede estadual do PMDB, do presidente regional do partido, Jorge Picciani, com vários integrantes da Frente, entre eles a vereadora petista Odisséia Carvalho, a comunista Odete Rocha e o secretário de Meio Ambiente de São Francisco de Itabapoana, José Armando (PPS), que representou o prefeito Beto Azevedo (PMDB). A convite de Picciani, também participaram os deputados federais pemedebistas Eduardo Cunha (antigo aliado e hoje desafeto figadal de Garotinho) e Adrian Mussi (irmão de Riverton, prefeito de Macaé), além do estadual Edson Albertassi.

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Pesquisa do Precisão — Repercussão política no Bastos e técnica no Christiano

Por motivos de ordem pessoal, o blogueiro teve que hoje fazer uma pausa na atividade intensa do correr da semana. Para os leitores que buscaram aqui a repercussão da divulgação da pesquisa do PR feita pelo Instituto Precisão, para Prefeitura de Campos em 2012, ficam as dicas. A mais completa repercussão política, você encontra aqui, no Blog do Bastos. Já em relação às interpretações técnicas da pesquisa, a melhor referência pode ser achada aqui, no Ponto de Vista do Christiano Abreu Barbosa.

 

Atualização às 19h12: Outros importantes e necessários questionamentos acerca da pesquisa foram feitos aqui, no blog do jornalista Ricardo André Vasconcelos.

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Começa a briga pelas legendas para 2012 — PR namora PSC e DEM

Acirra-se a guerra pelas legendas de apoio visando a eleição municipal de Campos, em 2012. A conta de 12 partidos da Frente Democrática de Oposição, segundo o secretário de Governo Geraldo Pudim, pode sofrer subtração do PSC e do DEM. Após se reunir ontem com a prefeita Carla Machado (PMDB), em São João da Barra, o deputado federal Hugo Leal, líder da bancada do PSC, teve encontro também com Pudim, no qual os ex-colegas de Câmara Federal começaram a tabular as bases para uma aliança partidária.

A coisa ainda não está fechada com o PSC, mas Pudim aposta que é questão de tempo. Já em relação ao DEM, o secretário de Rosinha chegou a definir prazo. Segundo ele disse, já na próxima semana deve ser fechado e anunciado o acordo entre a legenda do ex-prefeito carioca César Maia com o PR do deputado federal Anthony Garotinho.

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Imagem vale mais que mil palavras e bilhões de números

Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Isso pode ser aplicado tanto ao pleito de uma comunidade, quanto com quem ela conta para se defender, como é o caso encarnado hoje pela Srª Vera Lúcia, moradora do Parque João Maria, em protesto contra obras que a Prefeitura alardeia executar em toda cidade, mas que no caso, como na maioria das outras, se arrastam a passos de cágado, com denúncias de falta de pagamento. Na dúvida sobre os números do orçamento bilionário de Campos e os da pesquisa do Precisão divulgada dois posts abaixo, o blogueiro se despede deste dia longo de trabalho com a certeza da imagem captada pela sensível lente da Mariana Ricci…

 

 

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Pesquisa do Precisão para 2012 — Rosinha lidera com folga, mas nada está definido

Divulgada por e-mail, o blog teve acesso à pesquisa do Instituto Precisão, feita entre 16 a 18 deste mês, a partir de 1 mil campistas entrevistados. A priori, a pesquisa parece confirmar a afirmação do secretário de Governo Geraldo Pudim na manchete da Folha impressa de hoje: “Para nós, a (re)eleição (de Rosinha) já está definida”.

Com 8% de ótimo, 38% de bom, 37% de regular, 5% de ruim, 10% de péssimo, a administração municipal tem aprovação parcial de 68%. E os índices sobem quando se trata da avaliação pessoal da prefeita: ótima para 19%, boa para 39%, regular para 26%, ruim para 6% e péssima para 7%, numa aprovação parcial que chega aos 73%.

Todavia, a certeza de vitória se desfaz quando observados os números de intenção de votos na pesquisa espontânea. Ainda que Rosinha lidere folgadamente, com 38%, seguida do ex-prefeito Arnaldo Vianna (5%), do deputado Anthony Garotinho e da professora Odete Rocha (ambos com 2%) e de Roberto Henriques (1%), o fato é que 46% não souberam definir em quem votar, ou preferiram não opinar. Isso somado aos 7% que afirmaram votar branco ou nulo, dão um total de 53% do eleitorado ainda indefinido, esmagadora maioria que só vai definir seu voto durante o processo eleitoral.

Até que este, de fato, aconteça, por mais que a situação de Rosinha seja inegavelmente confortável, nada pode ser considerado já definido.

Abaixo, os gráficos da pesquisa, com essas e outras simulações…

 

Atulização às 18h56: Após receber a pesquisa, às 16h50, em e-mail de Waldimir Matheus, no qual o quinto gráfico vinha com o título de consulta ESTIMULADA, a redação da Folha recebeu outro e-mail, às 17h12, de Armandina Gomes Gonçalves, dando conta que aquele gráfico, na verdade, era de pesquisa ESPONTÂNEA. Após este blogueiro ligar para Armandina, que se identificou como contadora do PR, ela creditou o erro ao próprio Instituto Precisão, que só teria feita a fundamental correção, após a divulgação da pesquisa. O blog fez a correção do erro que não foi seu, mas não sem constatar que uma falha tão primária, numa informação tão importante, só depõe contra a credibilidade de todo o trabalho do Precisão.   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Queima de cana — Debate democrático aceso

Com a promessa do Ministério Público Federal de Campos, de arguir a inconstitucionalidade da lei estadual 5.990/11, que projeta a suspensão gradual da queima de cana até 2024, a questão ainda não parece estar fechada. Enquanto ainda não se esgotam os recursos democráticos do Judiciário, interessante também não apagar a discussão do assunto.

Entre o artigo do presidente da Coagro, Frederico Paes, publicado na edição da Folha da última terça, dia 19, e o publicado hoje, na mesma página de Opinião do jornal, pela professora Odete Rocha, presidente local do PCdoB, o debate democrático continua aceso…

 

 

A título de comparação

Por Frederico Paes

 

Está em vigor desde o ano passado, resolução do estado do Paraná, que prevê a eliminação gradativa da despalha da cana-de-açúcar, através da queima controlada. De acordo com a nova resolução (n° 076/2010-SEMA), os plantadores de cana-de-açúcar daquele Estado, que utilizam a queima controlada como método para a despalha, serão obrigados a eliminar a prática, nas áreas mecanizáveis nos seguintes prazos e percentuais: até 31 de dezembro de 2015, deverá ser eliminada a queima da cana em 20% do total da área mecanizável do plantio; até 31 de dezembro de 2020, a queima da cana deverá ser eliminada em 60% do total da área mecanizável; e até 31 de dezembro de 2025, os produtores terão que eliminar 100% da queima em área mecanizável do plantio da cana-de-açúcar.

No Paraná, são consideradas áreas mecanizáveis lavouras acima de 150 hectares, com declividade igual ou inferior a 12%, além de solos com estruturas que permitam a adoção de técnicas usuais de mecanização da atividade de corte da cana. Já nas áreas não mecanizáveis — plantações em áreas de até 150 hectares — a utilização da queima controlada deverá ser eliminada até 31 de dezembro de 2030, desde que haja tecnologia viável.

Os plantadores apresentaram antes do início da safra, ao Instituto Ambiental do Paraná, uma planilha contendo o total dos imóveis rurais com áreas cultivadas, o percentual de áreas mecanizáveis e o percentual de áreas não mecanizáveis. Além disso, a resolução prevê que os plantadores terão de respeitar as Áreas de Preservação Permanente e os percentuais mínimos em áreas de Reserva Legal, dentro dos limites de cada imóvel rural das áreas mecanizáveis.

Nas questões ambientais, o estado do Paraná é considerado um dos mais avançados do país, tão quanto na produção agrícola. O prazo de carência para o fim definitivo da queimada é bem maior do que o da Lei aprovada pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. São Paulo, o maior produtor, como já observamos anteriormente também tem um prazo maior. Desta forma, o Rio se prepara para ser um dos primeiros a encerrar definitivamente a despalha por queimada. Abordamos esse assunto, a título de comparação.

 

 

E até lá?

Por Odete Rocha

 
Nasci e amadureci na área urbana de Campos. Por isso sempre soube quando os canaviais estavam sendo queimados. Os reflexos eram, e ainda são, em pleno século XXI, notórios nos tapetes formados pela fuligem que invade os quintais das casas, entrando por janelas e portas, infernizando a vida da população que, em sua grande maioria, nada tem a ver com a prática que deveria ter sido abolida há muito tempo.

Quantas pessoas não se vêem obrigadas, durante toda a moagem, a manter suas casas fechadas para tentar ao menos minimizar os transtornos provocados por essa prática milenar que tanto mal causa ao meio ambiente?

Do ponto de vista da saúde, não é preciso ser nenhum especialista para constatar como a fuligem resultante das queimadas nos canaviais afeta as pessoas, que passam a apresentar problemas respiratórios de toda ordem. Quem quiser conferir essa realidade é só visitar os postos de saúde no período da safra canavieira. Isso sem falar até em vidas ceifadas em função da queima desordenada dos canaviais, além dos estragos no solo, que sofre desgastes que influenciam na queda da qualidade da lavoura.

A legislação nacional proíbe a prática das queimadas, embora os estados produtores de cana possam definir lei específica sobre o tema, como foi o caso da lei 5.990/2011 recentemente aprovada na Alerj, que prevê a eliminação gradativa da queima da cana até o ano de 2024.

Ora, se por um lado existe a alegação de que não haveria como acabar com a queima da cana de forma brusca, por outro há de se considerar os malefícios que a prática vem provocando ao longo de séculos.

Ninguém em sã consciência ignoraria o fato de que milhares de trabalhadores ficariam desempregados, caso houvesse interrupção dessa atividade de uma hora para outra, mas cabe lembrar que as partes interessadas no processo precisam achar uma saída que atenda a todos. Se o campo vai ter que ser mecanizado, é preciso que se abram alternativas às pessoas que terão que deixar essa atividade, porque a lei prevê que as queimadas sejam extintas em 2024. E até lá?

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