RH — Entre a lembrança de Garotinho e a aposta em Nahim

(Foto de Leonardo Berenger)
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Indagado se sua eleição, sobretudo pelo fato de ter sido o mais votado em Campos (28.594), poderia ser encarado como uma vitória também do prefeito Nelson Nahim, que o apoiou, sobre Anthony Garotinho, que optou por Geraldo Pudim (22.223 votos locais), entre os candidatos locais à Alerj, Roberto Henriques lembrou um discurso do ex-governador e deputado federal eleito, durante a campanha: “Eu queria ser dois, um para votar em minha filha Clarissa e outro para votar em Pudim”.

Sem ressentimentos, o deputado estadual que se elegeu sem saber do terceiro voto de Garotinho, destacou a importância do líder, assim como do próprio Pudim, creditando a opção do primeiro pelo segundo como consequência da democracia. Embora também defenda a volta de Rosinha, Henriques, diferente de Feijó, não pestanejou ao cravar Nahim como seu candidato à Prefeitura, caso se confirme a eleição suplementar a Campos.

Feijó: “Entidades representativas de Campos foram omissas”

(Foto de Leonardo Berenger)
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O deputado federal eleito finalizou sua participação no programa com uma cobrança às entidades da sociedade civil organizada e aos eleitores de Campos. Para ele, foi absurda a grande votação dada pelos campistas aos candidatos de fora a deputado estadual e federal. Só no último caso, segundo Paulo Feijó, foram 80 mil votos dados a “gente que só aparece por aqui em época de eleição e depois esquece que a gente existe”.

Ele conclamou as entidades representativas locais a reassumirem o que entende ser o papel na defesa dos interesses do município. Sem citar nomes, disparou: “Hoje, tem muita instituição de Campos que só pensa em fazer coquetéis e aparecer em coluna social. Enquanto em outros municípios, houve a mobilização das entidades, na defesa do voto em candidatos locais, aqui elas se omitiram”.

Feijó: “Oposição, em Campos, não existe”

(Foto de Leonardo Berenger)
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Feijó também defendeu veementemente a volta de Rosinha à Prefeitura. Diante da insistência no questionamento sobre a possibilidade da eleição suplementar e a lembrança de que ela, para ser marcada, não precisa nem esperar o julgamento do mérito do recurso da prefeita cassada no TSE, segundo o presidente o próprio presidente do TRE, desembargador Nametala Jorge, o deputado federal eleito disse que qualquer nome escolhido por seu grupo, sem especificar o do prefeito interino Nelson Nahim, deve ser o vencedor no caso de um novo pleito.

 Indagado sobre qual nome da oposição seria mais difícil de enfrentar, Feijó foi assertivo: “Ganharemos contra qualquer um. Oposição, em Campos, não existe”

Feijó assume candidatura de apoio a Rosinha, em 2008

(Foto de Leonardo Berenger)
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Pela primeira vez, embora tenha negado durante todo o processo eleitoral de 2008, Feijó admitiu que sua candidatura serviu como apoio à de Rosinha, que venceu aquele pleito. No entanto, segundo assumiu, a iniciativa teria partido dele próprio, não de Anthony Garotinho.

Creditando a manobra ao “pragmatismo que a gente às vezes precisa ter, para sobreviver dentro da política”, o deputado federal eleito disse que a mudança de postura se deu após ter apoiado Carlos Alberto Campista, no segundo turno de 2004, assim como fez com Alexandre Mocaiber, também no segundo turno da eleição suplementar de março de 2006, sendo traído por Arnaldo Vianna na eleição geral de outubro daquele mesmo ano. Padrinho de Campista e Mocaiber, Arnaldo não cumpriu sua palavra de apoiar Feijó na reeleição a deputado, ao se lançar ele mesmo à Câmara Federal.

Feijó — Máfia das Ambulâncias

(Foto de Leonardo Berenger)
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Feijó salientou que a baixa votação que garantiu seu retorno à Câmara Federal, para a qual já foi eleito no passado com mais de 100 mil votos, é fruto do recomeço, “que é difícil para qualquer um”. Ele relembrou seu envolvimento com o episódio da Máfia dos Sanguessugas, de 2006, com denúncia de compra dirigida e superfaturada de ambulâncias com dinheiro público.

O deputado eleito atribuiu o escândalo a uma manobra dos “bandidos que existem dentro PT”, que teriam montado o caso para tentar diluir as consequências eleitorais do Mensalão no governo Lula, em 2005, que no ano seguinte disputou e venceu sua reeleição com Geraldo Alckmin. Feijó, no entanto, garantiu que votou ontem em Dilma Rousseff, mesmo ressaltando ter boa relação com José Serra, seu ex-companheiro de bancada nos tempos de PSDB.

Feijó — Votação de Arnaldo

(Foto de Leonardo Berenger)
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Além de considerar os votos do ex-prefeito nulos, embora ainda não haja confirmação neste sentido por parte da Justiça Eleitoral, Feijó disse que caso sejam validados, não seria ele quem perderia a vaga com a entrada de mais um federal do PDT.

Segundo os cálculos feitos pelo PR, quem ficaria de fora seria Ezequiel Neves, que ficou com a última vaga do PMDB.

Feijó e Henriques, em resumo e por partes

(Foto de Leonardo Berenger)
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Ao lado do também jornalista e blogueiro Rodrigo Gonçalves, acabei de entrevistar agora há pouco, no Folha no Ar, os deputados federal e estadual de Campos eleitos de PR, respectivamente Paulo Feijó e Roberto Henriques. Em resumo e por partes, seguem nos próximos posts as revelações de ambos…

Henriques e Feijó, daqui a pouco, no Folha no Ar

Daqui a pouco, a partir das 16h, no Folha no Ar, transmitido ao vivo pela Plena TV (canal 21 da Via Cabo), TV Litoral (canal 20 da Viacabo) e Rádio Continental (1.270 khz), junto do também jornalista e blogueiro Rodrigo Gonçalves, estarei entrevistando dois dos novos parlamentares de Campos, ungidos ontem pela vontade soberana das urnas: o deputado estadual Roberto Henriques e o federal Paulo Feijó, ambos do PR.

Quem venceu em 3 de outubro? O Ponto de Vista!

Em conversas particulares, quando indagado, afirmo sem medo de errar: de todos os blogs hospedados na Folha Online, para mim, o melhor é o Ponto de Vista, do Christiano Abreu Barbosa. Fala de economia (assunto no qual é, disparado, o mais informativo de toda a blogosfera local), futebol, cultura, sempre de maneira direta, suscinta e equilibrada (até quando escreve sobre o seu Fluminense). Pode não ter tantos comentários quanto aqueles mais dedicados à política, como o Blog do Bastos, o Na Curva do Rio, o Painel, o Na Geral, ou este Opiniões, mas quando aborda o assunto, geralmente obtém mais impacto que todos.

Foi o caso, por exemplo, da cobertura que ele fez, em tempo real, das eleições deste 3 de outubro. Sozinho, Christiano anunciou tudo na frente de todos: Marina levando Dilma e Serra ao segundo turno, a vitória em turno único de Cabral, as conquistas de Lindenberg e Crivella das cadeiras no Senado, e, sobretudo, as votações de todos os candidatos de Campos e região para deputado federal e estadual, antecipando sempre aqueles que se elegeram.

Como seu admirador, ficam aqui os parabéns pelo trabalho que ele hoje empreendou incansavelmente, referência para toda a blogosfera de Campos, nesta competitiva e fascinante mídia virtual.

Crivella vence Picciani e se mantém no Senado

Com 99,82% das urnas fluminenses apuradas, não há mais jeito de virar: Marcelo Crivella, com 3.324.868 votos (22,65%)  manterá sua cadeira no Senado, ao lado do petista Lindenberg Farias, que liderou com folga ao conquistar votação de 4.205.133 (28,65%). A arrancada final de Picciani foi bonita, mas seus 3.041.905 votos(20,73%) não bastaram para conter a força do sobrinho de Edir Macedo.