Corrida
- Autor do post:Aluysio Abreu Barbosa
- Post publicado:24 de junho de 2010 - 20:03
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O México bem que tentou, chegando a colocar quatro atacantes e se expondo a riscos, num momento em que a África do Sul ainda vencia a França por 2 a 0 no outro jogo do Grupo A, apenas dois gols atrás na briga pela segunda vaga da chave, mas não deu. Classificados atrás do Uruguai, que segurou o 1 a 0 anotado no primeiro tempo, os mexicanos garantiram o acesso às oitavas-de-final, mas ficaram em segundo e devem pegar a Argentina, que defende sua liberança no Grupo B daqui a pouco, às 15h30 (de Brasília), diante da Grécia. A definição da chave de onde sairão os adversários de Uruguai e México, será fechada pelo outro jogo do grupo, no mesmo horário, entre Coréia do Sul e Nigéria.
O México teve sua melhor chance de empatar na cabeça do zagueiro Rodriguez, aos 18 da etapa final, escorando o cruzamento da direita de Barrera, um dos tantos atacantes colocados em campo para buscar a vitória sobre os uruguaios e fugir da Argentina na próxima fase. Todavia, a bola saiu rente à trave esquerda do goleiro Muslera. Bem conhecido dos brasileiros, sobretudo da torcida do São Paulo, o zagueiro Lugano teve a chance de ampliar o placar para o Uruguai, também em cabeçada, após cobrança de falta de Diego Forlán, mas o goleiro mexicano Perez fez boa defesa.
Na véspera do início da Copa, no dia 10, disse aqui que o Grupo A era o mais equilibrado entre suas quatro seleções, arriscando o palpite pela classificação de França e México, muito embora tenha ressalvado: “mas pode muito bem dar Uruguai e África do Sul, ou qualquer outra variante”. Como ninguém poderia prever a crise, talvez sem precendentes na história das Copas, que se abateu sobre a seleção francesa, fico feliz de ter errado, sobretudo pela inclusão do Uruguai, bi-campeão mundial em 1930 e 1950, agora com boas chances de passar às quartas-de-final na África do Sul (caso a Argentina confirme seu primeiro lugar no Grupo B), que busca resgatar o protagonismo internacional conquistado na primeira metade do séc. 20.
Jogo de compadres, nada! Com o México dominando a posse de bola e tentandose lançar ao ataque para se livrar da Argentina nas oitavas da Copa, quem saiu na frente, no entanto, foi o Uruguai. Aos 43 do primeiro tempo que acabou agora há pouco, em rápido contra-ataque, Cavani cruzou do bico direito da área para o centro-avante Suarez, na trave esquerda, cabecear ao fundo das redes mexicanas. Mais sólido na defesa que os adversários, os uruguaios levaram mais perigo nos primeiros 45 minutos. A melhor chance mexicana nasceu de uma paulada que o meia Guardado acertou de fora da área, aos 21, com a bola carimbando o travessão do goleiro Musrela.
Vejamos o que nos traz, agora, o segundo tempo…
Com quatro jogadores, entre os 14 que utilizou, atuando no futebol holandês, a Dinamarca não deu vida fácil à Holanda, na estréia desta que muito apontam (inclusive este blogueiro) como uma das favoritas ao Mundial. Mas, após um primeiro tempo de marcação impecável, onde até produziu, em contra-ataques, mais chances reais que os holandeses para abrir o marcador, um gol contra do lateral-esquerdo Simon Poulsen (que joga no AZ Alkmaar, da Holanda), logo aos 40 segundos da etapa final, obrigou a Dinamarca a ter que sair para o jogo.
Sem a qualidade técnica dos tempos dos irmãos Laudrup (Michael e Brian), a seleção escandinava acabou abrindo espaços para o futebol de toques rápidos, deslocamentos e variações táticas que há mais três décadas caracteriza e faz girar o Carrossel Holandês. Aos 40 (minutos, não segundos), o meia Sneijder, com atuação apagada até então, deu uma excelente enfiada de bola para o jovem Elia, que havia entrado para cair pela esquerda. Ele deslocou seu marcador com um drible de corpo ao cortar para o meio, entrou na área e colocou no canto oposto do goleiro Jorgensen. A bola bateu na trave direita e sobrou para Kuit, ponta daquele lado, que vinha acompanhando a jogada o tempo todo e só precisou conferir.
Não deu para encantar como seus vizinhos alemães fizeram ontem, mas sobretudo pelo segundo gol, numa jogada típica do futebol ofensivo holandês, que mantém os velhos pontas abolidos em todos os demais cantos do globo, deu para se manter na ponta do Grupo E, enquanto o craque Robben não vem…
HOLANDA
SORENSEN — Duas defesas no primeiro tempo, em chutes de Rommedahl, aos 33, e de Kahlenberg, aos 36. NOTA 6.
VAN DER WIEL — No primeiro tempo, com a Dinamarca estava fechada, o jovem lateral-direito esteve entre as principais válvulas de escape da Holanda ao campo adversário. Na etapa final, ficou mais preso à defesa. NOTA 6,5.
HEITING — Deu conta da marcação, sobretudo depois que Bendter, grandalhão, mas habilidoso atacante dinamarquês, sentiu contusão e foi substituído, aos 16 do segundo tempo. NOTA 6.
MATHIJSEN — No mesmo nível do companheiro de zaga. NOTA 6.
VAN BRONCKHORST — Líder do time, completou hoje 100 jogos pela seleção holandesa, firme na defesa e tentando o apoio com as limitações de veterano. NOTA 6.
DE JONG — Cão de guarda do meio-de-campo da Holanda, às vezes com entradas duras, que lhe valeram um amarelo. NOTA 5.
VAN BOMMEL — Na etapa inicial, buscou furar a retranca dinamarquesa, se colocando como opção de saída de bola pela direita. Sumido no segundo tempo. NOTA 5.
SNEIJDER — Eleito melhor em campo por conta da preciosa enfiada para Elia, que gerou o segundo gol. No resto do tempo, atuou abaixo do esperado para o jogador holandês mais importante, na ausência de Robbie. NOTA 6.
KUIT — De fora da área, o ponta-direita deu o primeiro chute a gol do jogo, aos 9 minutos de jogo, defendido por Sorensen. Teve a inteligência de acompanhar a jogada tramada na esquerda, entre Sneijder e Elia, para pegar o rebote do chute deste, na trave direita, e marcar o segundo gol, aos 40 do tempo final. Três minutos depois, cruzou da esquerda para Afellay quase anotar o terceiro. NOTA 7,5.
VAN PERSIE — Foi dele a bola cruzada da esquerda, aos 40 segundos da etapa final, que Simon Polsen cabeceou, bateu nas cotas do zagueiro Agger e enganou o goleiro, no primeiro gol holandês. NOTA 6. Foi substituído, aos 31, por AFELLAY, que recebeu cruzamento da esquerda, de Kuit, e por muito pouco não marca o terceiro gol. NOTA 6.
VAN DER VAART — No primeiro tempo, caindo pela esquerda, buscou levar o time ao ataque, chegando a arriscar dois chutes a gol. No segundo, em bola cruzada da esquerda por Van Persie, bateu de primeira, obrigando o goleiro Sorensen a bonita ponte. NOTA 6. Foi substituído, aos 21 da etapa final por ELIA, que abriu o jogo na esquerda para aproveitar os espaços deixados pela Dinamarca, com habilidade e velocidade, recebendo de Sneijder a bola que mandou na trave, gerando o rebote que Kuit converteu no segundo gol. NOTA 7.
DINAMARCA
O destaque positivo ficou por conta do grandalhão, mas inteligente centro-avante BENDTER, que entrou no sacrifício, mas sentiu contusão e saiu, aos 16 do segundo tempo. NOTA 7.
Obs: Foto e texto foram originalmente postados no blog Folha na Copa (aqui)