O inteligente e o idiota

Após um mês de férias dedicado aos ensaios e à produção do espetáculo “Pontal” — que estreou com muito sucesso no último dia 21 e volta a ser encenado amanhã, a partir das 21h, no Bar do Bambu, em Atafona, sempre às quintas, sextas e sábados, até o dia 6 de fevereiro —, o retorno à ativa neste espaço foi precedido de uma leitura dos demais blogs hospedados na Folha. Entre eles, destaco uma frase do filósofo chinês Kun-Fu-Tse, o Confúcio, postada no “Blog do Andral” (aqui):

— O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.

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Irmã e sogra de Esqueff reclamam do IPTU

Independente do ônus inevitável a quem responde por qualquer aumento de imposto — sobretudo numa revisão claramente abusiva, como é o caso do IPTU de Campos —, quem já teve a oportunidade de conversar com Francisco Esqueff, pôde perceber que, além de um técnico preparado e de raciocínio fluido, o secretário de Finanças de Rosinha se trata de um sujeito boa praça, dotado de fino humor.

Após admitir que, a partir da reclamação de um morador do Recanto das Palmeiras, ele reviu o aumento abusivo de todo o condomínio de prédios, que teria sido equivocadamente taxado como área industrial, Esqueff revelou estar sendo cobrando dentro da própria família. Sua irmã, que mora no IPS, e a sogra, residente na Pelinca, estão entre os muitos campistas a sofrerem com a goela larga do governo Rosinha neste ano em que Garotinho, ao que tudo indica, se prepara para lançar uma dispendiosa campanha ao governo do estado.

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Governo Rosinha recua no IPTU

Reunião que acabou agora há pouco na CDL, onde as entidades de classe lojistas forçaram o secretário Francisco Esqueff (à direita, de óculos) a admitir não só as distorções no aumento do IPTU, como a revisar os abusos (foto de Antonio Cruz)
Reunião que acabou agora há pouco na CDL, onde as entidades de classe lojistas forçaram o secretário Francisco Esqueff (à direita, de óculos) a admitir não só as distorções no aumento do IPTU, como a revisar os abusos (foto de Antonio Cruz)

 

Acabou de acabar a reunião na CDL, entre os presidentes desta, Joilson Barcelos; da Acic, Amaro Ribeiro Gomes; e da Carjopa, Eduardo Chacur; com secretário municipal de Finanças, Francisco Esqueff. E, ao que parece, as entidades classistas fizeram o governo Rosinha recuar, ao admitir não só distorções no aumento do IPTU, como a revisão destas.

O que ocorreu, segundo Esqueff, foi que o imposto anteriormente cobrado com base só em duas alíquotas (imóveis até 100 e com mais de 100 m²) passou a ser dividido em quatro: de 51 a 100 m², de 101 a 150 m², de 151 a 200 m² e com mais de 200 m². Daí teriam vindo as distorções, sobretudo nas duas alíquotas intermediárias, punindo com aumentos abusivos, sobretudo, a classe média de Campos.

Explicações técnicas à parte, o importante é que o secretário abriu a possibilidade de correção nos aumentos abusivos, muitos de 80% e, em alguns casos, de até 150%. Quem entender ter sido prejudicado na revisão do imposto municipal, pode levar seu talão para pedir a revisão na própria secretaria, ou nas entidades que forçaram o governo Rosinha a recuar: CDL, Carjopa e Acic.

Para quem tanto critica os empresários locais, fica aí a chance da mão à palmatória…

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