Em homenagem ao Instituto Federal Fluminense (IFF, antigo Cefet-Campos), e sobretudo aos seus estudantes, que deveriam ser o início, meio e fim daquele e qualquer outra insituição de ensino, a série recordações do blog, aberta com o post “Em homanagem a Brecht e as mulheres” (aqui), retorna hoje, com uma entrevista feita pelo blogueiro, em tempos menos ágeis, de atuação ainda restrita às regras mais rígidas do impresso. A republicação de parte da entrevista com o presidente do grêmio estudantil Nilo Peçanha, Raphael Victor Fernandes, publicada ém 31 de maio último, serve até para puxar um fio de meada que andou meio abandonado da mídia virtual e impressa: afinal de contas, como é que ficou a tulmutuada política interna do IFF e a eleição para diretor do campus Campos-Centro?
Enquanto a atualização não segue nos próximos capítulos, fiquemos por ora com algumas observações do Rapahel, suficientes para atestar que as diferenças sobre os destinos na instituição federal de ensino também se refletem entre seus estudantes…
Félix Manhães, segundo colocado na eleição para presidente do diretório do PT de Campos (foto: divulgação)
Passei o final de semana em Atafona, onde fico sem acessar a net. Não por outro motivo, só agora aceito e respondo aos comentários que aguardavam aprovação. Entre eles, contudo, sobre um feito pelo petista Félix Manhães, ao post “Respostas de Odisséia, Diniz, Anomal e Makhoul” (aqui), achei que a resposta mereceria maior destaque, até pelas múltiplas e distintas reações à exposição, neste blog, dos bastidores do PT de Campos.
Félix, que tem seu próprio blog, o “Conversando” (aqui), é não só petista, como foi o segundo colocado (com 157 votos) na eleição à presidência do diretório municipal do partido, no último dia 21, cujo resultado final este “Opiniões” foi o primeiro a noticiar (aqui). Aliás, se a vitória de Eduardo, com 415 votos, foi inconteste, ninguém pode negar que também esmagadora foi a vantagem de 115 votos imposta pelo telefônico aposentado ao terceiro colocado, o professor Fábio Siqueira (42 votos), que acabou ficando apenas sete votos à frente do quarto, o administrador Adão Elias (35 votos).
Por todos esses motivos, segue abaixo o comentário do Félix, seguido da resposta do blog:
Gostaria de sugerir aos petistas que usem o espaço apropriado para o debate – o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores, localizado à Av. Alberto Torres, n. 68. Aliás, por sinal, esse mesmo grupo que ganhou mais uma vez as eleições internas do Partido (e mais uma vez contra o grupo que represento), ao longo de todo o mandato anterior, enquanto maioria, não realizou sequer 30% (trinta por cento) das reuniões com quorum, optaram pelo seu esvaziamento. O grupo que represento, e que na última eleição obteve 157 dos votos, mesmo como minoria, sempre compareceu aquelas reuniões. Vamos exigir do companheiro Eduardo, atual presidente que na sua gestão tenha uma visão diferente. Usar a mídia para estabelecer essa contenda, é temeroso e não ajuda em nada uma possível pacificação e/ou união em torno de algum projeto nobre que a sigla possa oferecer para a cidade de Campos.
Aluysio
Caro Félix, vamos por partes:
1) Compreendo que uma liderança petista endossada no voto, como é o seu caso, entenda o foro interno do partido como único meio legítimo de se discutir as disputas internas. Ocorre que nem eu, nem o chargista José Renato, fomos, somos ou pretendemos ser petistas, bem como pertencer a qualquer outra agremiação partidária. Enquanto jornalistas e blogueiros, nosso papel é tomar ciência dos fatos, fora e dentro dos partidos, para narrá-los ou sobre eles emitirmos nossas opiniões — Zé Renato com seu traço e eu com texto. E ainda que não se concorde com as opiniões deste “Opiniões”, pois nem nós concordamos sempre um com o outro, ninguém pode dizer que elas não são emitidas a partir de fatos. Pelo menos, até o presente momento, nenhum dos discordantes foi capaz de nos desmentir. Caso isso venha a ocorrer, não teremos problema nenhum em admitir e retificar.
2) Quanto aos petistas (Odisséia, Diniz e Makhoul, além de um ex, Makhoul) que você aconselha a deixar os dilemas do PT para dentro do PT, me parece um pedido justo. Todavia, salvo engano, não foram Odisséia, Diniz, Anomal e Makhoul que levaram a coisa a público. Muito pelo contrário, como amplamente divulgado neste blog, na matéria de Alexandre Bastos na Folha do último dia 11 (aqui), e como muita gente está careca de saber, dentro e fora do PT, os quatro apenas responderam, e muito tempo depois, às sistemáticas tentativas públicas (não internas) de ridicularização pessoal, planejadas e postas em prática por um pequeno grupo petista, que insiste patologicamente em confundir comentários anônimos em blog com voto, na tentativa de forçar a eterna pré-candidatura petista de um certo professor à Prefeitura de Campos. Ademais, não foi no “Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores, localizado à Av. Alberto Torres, n. 68”, que Odisséia Carvalho foi chamada repetidas vezes de “Odorsséia”, Hugo Diniz de “Dinzinho fez Totô”, Hélio Anomal de “Anormal” e Makhoul Moussalem de “o Médico e o Monstro”. Foi na internet, mesmo, para quem quisesse ver, em qualquer canto da Terra. Sinceramente, Félix, espanta que, como petista e blogueiro, você desconheça isso. E, caso não desconheça, cabe a pergunta: aconselhou também esse outro grupo do PT a deixar suas “críticas” para dentro do PT? Se condena a reação externa dos seus companheiros, condenou também a ação externa desses outros companheiros, que atacaram primeiro aqueles?
3) Desconheço se o grupo vencedor das eleições internas do PT em Campos realizou ou não 30% das reuniões com quorum, no correr do mandato de Hugo Diniz, ou se este mesmo grupo optou ou não pelo esvaziamento. Mas fica, desde já franqueado o espaço do blog para que você exemplifique com datas e demais detalhes a tática que acusa ter sido empregada, bem como ao Diniz para uma eventual resposta. Se o mesmo voltar a ocorrer no mandato de Eduardo Peixoto, peço que me informe, valendo o mesmo quanto à equidade do espaço entre você e ele.
4) Sim, o seu grupo, como dito na abertura deste post, pode e deve se orgulhar por cada um dos 157 votos obtidos. Apesar da derrota por larga margem, foi sem sombra de dúvida uma belísima votação, que o credencia, também por larga margem, como segunda força do PT de Campos. Todavia, sobre quem ficou bem acima e bem abaixo da sua candidatura na eleição, recomenda-se duas pertinentes observações: A) Quanto a exigir uma postura diferente de Eduardo, em relação à gestão de Diniz, recomenda-se cautela, pois uma vez que você mesmo identifica uma unicidade entre o grupo dos dois presidentes, acima de 60% dos militantes petistas parecem ter sido mais favoráveis à manutenção, do que à mudança; B) Quanto a quem ficou bem abaixo, talvez fosse interessante que você e seu grupo condenassem de maneira mais firme e direta a tática de guerrilha psicológica virtual, baseado em ofensas pessoais e anônimas, que me parece ter sido amplamente refutada pelas urnas do PT.
4) Seja no que se refere ao blog ou à Folha, nenhuma mídia foi “usada” por nenhum petista, em nenhuma contenda. A partir da revelação deste blog, de uma tática de ataque pessoal e público de petistas contra petistas, condenada com veemência e em vida pelo saudoso vereador petista Renato Barbosa, a Folha resolveu usar como fontes e personagens três petistas e um ex igualmente atacados, todos felizmente ainda vivos. E, numo retro-alimentação impossível aos aquários virtuais de egos inflados e peixinhos autofágicos, coube ao blog repercutir o que a Folha publicou. Se não fosse por várias outras coisas, Félix, esse processo claro serviu, inclusive, para contar com sua participação no blog, que, esperamos, venha a se repetir quantas vezes você quiser.
5) A pacificação a e união do PT de Campos são fundamentais não só para os petistas, mas por todos os campistas que anseiam pela construção de um projeto alternativo ao populismo que dá as cartas na administração do município, desde 1989, muito embora este modelo tenha se instalado e, por vezes, se mantido com a ajuda do PT. Como político e blogueiro, Félix, você deve ser ciente que isso se faz com a conquista de votos, não comentários ou ataques anônimos em blogs.
Após as definições reativas de figuras de proa do PT de Campos, sobre os companheiros de partido que utilizaram um celerado para ridicularizá-los publicamente, escudados na covardia do anonimato, fica cada fez mais difícil para essa turma tentar conquistar no papo e na boa fé do presidente eleito Eduardo Peixoto, aquilo que nunca conseguiram no voto. “Covardes” para Odisséia Carvalho, “caluniadores” e “difamadores” para Hugo Diniz, “imbecis” para o ex-petista Makhoul Moussallem, além desafiados para o embate cara a cara por Hélio Anomal, esses “canalhas” — na definição de Renato Barbosa — devem ser condenados no PT de Campos ao limbo que suas próprias irrelevâncias pessoal, política e moral os condenou.
A boa matéria feita e assinada pelo Alexandre Bastos, publicada na edição de hoje da Folha, impressa e online (aqui), intitulada “Contra a covardia virtual”, já estaria de bom tamanho. Aliás, talvez tenha sido até exagero para retratar a pequenez dos atos de um grupo francamente minoritário no PT de Campos, especializado em perder eleições.
De qualquer maneira, como a gênese do assunto abordado se deu neste blog (aqui), incoerente seria não reproduzir aqui as opiniões dos petistas Odisséia Carvalho, Hugo Diniz, Hélio Anomal e do ex Makhoul Moussallem sobre as tentativas de ridicularização pública tramadas por essa turma do próprio PT, definida ainda em vida pelo saudoso vereador Renato Barbosa: “São uns canalhas!”
Odisséia Carvalho
“Tentam desqualificar as pessoas. Uma tática de baixo nível. Se fosse feita por quem assina, já seria ruim. Sendo feita por quem se esconde, se torna ainda mais baixa. Tentam ofender, acusar sem fundamento. Tudo sem aparecer. Isso não é democracia, é covardia”.
Hugo Diniz
“Algumas pessoas usam blogs para caluniar, difamar e debochar. Além disso, liberam comentários anônimos. Ou seja, está tudo errado. O que seria uma importante para um bom debate acaba virando uma espécie de espaço sem regras. de qualquer maneira, não costumo ler blogs. Não tenho tempo”.
Hélio Anomal
“Existem ‘companheiros’ que usam uma estratégia covarde. Temos hoje um grande desafio em nossa cidade. Precisamos enfrentar algumas figuras covardes. O que tenho vontade de falar, falo na cara ou então assino. Mas, infelizmente, nem todos agem assim. Se quiserem aparecer, para falar na minha cara, estou pronto”.
Makhoul Moussallem
“É impossível discutir com quem se esconde. Soube que fizeram chacota com o meu nome em um blog. Mas como vou debater com quem usa um pseudônimo? O cara não aparece, não assina. Isso para mim não passa de covardia, de idiotice. Nem perco o meu tempo tentando saber quem é o imbecil que faz isso”.
Hoje no Folha no Ar, discutindo cinema, Rodrigo Gonçalves, Carlos Alberto Bisogno, Nilza Portela e Aluysio Abreu Barbosa (Foto de Rodrigo Silveira)
Participei, na tarde de hoje, do Folha no Ar, junto do também jornalista e blogueiro Rodrigo Gonçalves, para tratar da questão do pólo de cinema, resgatado no trabalho que a coordenadora do Projeto Ciência e Cidadania em Forma de Filme e Cinema da Uenf, Nilza Portela, tem consturado com habilidade entre a universidade e a comunidade. Além dela, recebemos o cineasta Carlos Alberto Bisogno. Os dois integram um grupo de trabalho, do qual eu também faço parte, que visa resgatar a história do pólo.
Como relembrei no programa, o cinema está na própria gênese da Uenf, no projeto idealizado por Darcy Ribeiro, pois foi para abrigar a Escola Brasileira de Cinema e Televisão (EBCTV), em regime de internato, nos moldes da Escola de Cinema de Cuba, que o Solar dos Jesuítas foi reformado, no governo estadual de Marcello Alencar(PSDB). Trabalhei na implantação do projeto de implantação da EBCTV, que, depois de abandonado, cedeu o Solar do séc. 17 à instalação Arquivo Público Municipal. Depois, a questão do pólo foi levantada pelo gerente de Cultura Deneval Siqueira de Azevedo Filho, no final da gestão municipal de Alexandre Mocaiber (PSB), em parceria com a UFF-Campos, projeto abandonado pelo governo Rosinha.
Bom que agora, não só a Uenf e a UFF, mas também o Instituto Federal Fluminense (antigo Cefet-Campos), além da secretaria de Cultura e da Câmara Municipal, por iniciativa do seu vice-presidente, vereador Rogério Matoso (PPS), estejam abraçando um projeto abandonado por tantos ao longo do caminho. Ontem, às 17, na sede do Legislativo de Campos, ocorreu uma audiência pública para tratar do tema, convocado por Rogério. Ainda que além dele, só Odisséria Carvalho (PT) e Jorge Rangel (PSB) tenham comparecido, os demais edis devem ser arrastados à discussão a partir do momento que ela for ecoada pela própria comunidade.
Como o diretor de teatro Antonio Roberto Kapi lembrou ontem, na Câmara, assim como Nilze e Carlos Alberto, hoje, no Folha no Ar, cinema não é apenas cultura, mas uma indústria geradora de empregos e renda.
Vejamos, pois, o que 2010 revelerá como tela à sétima arte em Campos…
Ontem, na Câmara, o grupo de trabalho do Pólo de Cinema com os dois vereadores mais sensíveis à cultura em Campos, Rogério Matoso e Odisséia Carvalho (foto de Antônio Cruz)
Entre todos os 23 blogs que a Folha hospeda, alguns têm se destacado no número de acessos, sobretudo o Blog do Bastos (aqui) do Alexandre Bastos, jornalista por herança e vocação, não por diploma, que reputo como o mais talentoso da sua geração em Campos. Seja no impresso ou no virtual, como repórter ou opinador, Bastos tem demonstrado um faro de sabujo para rastrear as pegadas do sucesso.
Em matéria dos colegas Sérgio Cunha e Frânio Abreu, a Prefeitura de Campos divulgou em seu site (aqui), a aguardada programação dos shows do verão, com datas, locais, horários e valores. Segue abaixo a íntegra da agenda…
Além do ridículo de um torturador se julgar um ente desagradável ao injusto, quanto à presunção de não gelar ou amarelar, foi ouvido hoje, numa conversa entre vizinhos de um condomínio da Felipe Uébe:
— O babaca chegou virado no prédio, alucinado como de hábito e começou a discussão. Mesmo errado, partiu cheio de marra para cima do vizinho. Mas depois que este deu uma trolha para a carteirada de policial e o encarou, a figura se borrou toda. Se não fosse puxar a arma paga com o dinheiro do Estado para “resolver” a situação pessoal, iria levar uma surra.
— Bem, se não levou foi mesmo graças a arma, não por falta de torcida!!!…
Com o título “Carta de intenções (e atos) de Jaba, the Hut”, que abriu a série no blog, a charge do José Renato já havia sido publicada neste “Opiniões”, no último dia 19 (aqui). A republicação hoje se dá em homenagem ao alemão Bertold Brecht (1898/1956), cujo talento como dramaturgo e poeta sobreviveu ao anacronismo do seu ideário nos dias de hoje, bem como também numa homenagem à mulher em geral, mas sobretudo àquelas que tem a coragem de se impor à violência dos próprios maridos.