Opiniões

Nesta terça, dia decisivo na Câmara Federal para 3,5 mil jovens da UFF-Campos

 

Obras abandonadas do novo campus da UFF-Campos dependem de emenda da bancada fluminense para serem retomadas em 2020 (Foto: Folha da Manhã)

 

Três mil e quinhentos jovens, muitos de baixa condição socioeconômica, que tiveram a capacidade intelectual de passar em um Enem concorrido como o da UFF-Campos, em tempos onde a universidade pública é tratada como antagonista pelo próprio ministério da Educação (MEC). Nesta terça, 1º de outubro, esses 3,5 mil jovens serão defendidos pela pró-reitora de graduação da UFF, professora Alexandra Anastácio Monteiro Silva, na Câmara Federal. Ela apresentará o projeto do novo campus da UFF-Campos à bancada fluminense, como proposta de emenda impositiva ao Orçamento da União em 2020.

A informação foi passada pelo deputado Wladimir Garotinho (PSD) e confirmada pelo reitor da UFF, com sede em Niterói, professor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega. Além de Wladimir, já se comprometeram com a emenda de bancada para conclusão do polo da UFF em Campos — cujas obras estão abandonadas pela metade na av. XV de Novembro — os deputados federais Alessandro Molon (PSB), Talíria Petrone (Psol), Clarissa Garotinho (Pros), Paulo Ramos (PDT) e Chico D’Ângelo (PDT).

Nascido em Campos e radicado em Niterói, Chico deu à luz a “criança” hoje embalada pelos outros cinco parlamentares na Câmara Federal, com Wladimir à frente. Ainda no governo Lula (PT), foi Chico quem articulou a desapropriação da área da antiga da antiga Rede Ferroviária Federal, à margem do rio Paraíba, assim como o início das obras do campus, abandonadas durante o governo Dilma Rousseff (PT).

Segundo o diretor da UFF-Campos, professor Roberto Cezar Rosendo alertou (aqui) na última quinta (26) no programa Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3, dois terços dos 3,5 mil alunos da universidade estudam em contêineres, cuja empresa ameaçou romper contrato por falta de pagamento em maio deste ano. Depois de protestos de estudantes, técnicos e professores da instituição de ensino, o contrato foi renegociado até 1º de março de 2020, em esforço do reitor Antonio Claudio, diante do contingenciamento de verbas do MEC. Todos os atores envolvidos consideram a retomada e conclusão das obras do novo campus como solução definitiva ao problema. Na próxima terça, ela pode estar mais próxima.

 

Na edição do próximo domingo (29) da Folha confira matéria especial, com os principais atores envolvidos

 

Este post tem um comentário

  1. “abandonadas durante o governo Dilma Rousseff (PT).” É bom que se diga.

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