Oposição — Frente Democrática quer reunir seus vereadores na Frente Parlamentar

Hoje, no Folha no Ar, o presidente do PT de Campos, Eduardo Peixoto, entre Rodrigo Gonçalves e o blogueiro (foto de Diomarcelo Pessanha)
Hoje, no Folha no Ar, o presidente do PT de Campos, Eduardo Peixoto, entre Rodrigo Gonçalves e o blogueiro (foto de Diomarcelo Pessanha)

 

Junto ao também jornalista e blogueiro Rodrigo Gonçalves, acabei de entrevistar o presidente municipal do PT, Eduardo Peixoto, no Folha no Ar. Além de reafirmar aquilo que havia dito ontem, no mesmo programa, o ex-prefeito e vice-presidente do PPS, Sergio Mendes, no sentido de montar uma agenda comum entre os 12 partidos de oposição (PT, PPS, PDT, PMDB, PTdoB, PV, PCB, PCdoB, DEM, PRP, PSL e PSC) reunidos na Frente Democrática, o petista trouxe uma importante novidade, decidida na reunião de hoje, às 9h da manhã, no sindicato da Cedae: a montagem de uma Frente Parlamentar na Câmara.

Hoje, os vereadores considerados de oposição a Rosinha são apenas sete: Rogério Matoso (PPS), Odisséia Carvalho (PT), Abdu Neme (PSB), Marcos Bacellar (PTdoB), Jorge Pé no Chão (PTdoB), Ilsan Viana (PDT) e Dante Pinto Lucas (PDT). Todavia, se a partir da fidelidade partidária, a Frente Democrática obrigasse todos os vereadores a votarem de acordo com as deliberações das lideranças dos seu partidos, a oposição passaria de minoria de sete à maioria de nove, com mais duas cadeiras: Dona Penha (PPS) e até o líder do governo Rosinha/Nahim/Rosinha, Jorge Magal (PMDB).

Essa conta tende a ficar ainda mais folgada para a oposição se o PSB também se integrasse, depois que o partido assinou o requerimento pelas eleições suplementares, mas se afastou posteriormente das discussões que levaram à construção da Frente Democrática. Com isso, a Frente Parlamentar de Oposição chegaria a 11 vereadores, num total de 17, somados Altamir Bárbara e Jorge Rangel, que formam com Abdu a maior bancada da Câmara: a do PSB.

Lógico que ninguém espera que a imposição dos partidos sobre seus parlamentares seja algo fácil de vingar como regra em Campos, município de orçamento bilionário, onde a emendas individuais dos vereadores costumam pesar mais do que o interesse coletivo representado nas legendas. Todavia, o devido enquadramento dos edis, além de ser o que se espera em qualquer democracia representativa no mundo, é hoje importo pela própria legislação eleitoral brasileira.

Ademais, se tudo hoje é festa pela volta de Rosinha, quando a acomodação trouxer de volta à normalidade as relações entre Executivo e Legislativo, se houver uma reedição da antiga atitude imperial da prefeita em relação aos vereadores, inclusive da própria situação, o terreno pode se tornar ainda mais fértil à semeadura da Frente Democrática. Até porque, a solicitude e abertura ao diálogo com toda a Câmara, marca dos seis meses da gestão interina de Nelson Nahim, serão um refencial inevitável e talvez incômodo para governistas e opositores, nesse retorno de Rosinha à Prefeitura.

Não é em outro sentido que, no Folha no Ar, um entusiasmado presidente do PT fez uma pertinente observação lógica, sobre a indagação de que, no governo Nahim, situação e oposição andaram se confundindo na Câmara: “Não foram os vereadores que mudaram, o que mudou foi a atitude do Executivo com os vereadores”.

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Este post tem 8 comentários

  1. LUCIANO

    AGORA FICOU DIFICIL PARA OPOSIÇÃO!!! QUE DERROTA!
    PAI FEDERAL, MAE PREFEITA E FILHA ESTADUAL É UMA GRANDE BARREIRA PARA A OPOSIÇÃO, TA DIFÍCIL

  2. MARCOS DONATO

    INCLIVEL DEPOIS DE (…) A JUIZA DE CAMPOS PARAEMPUGNAR ARNALDO NA ELEIÇÃO PASSADA ATÉ OS MILHOES DE GAROTINHO ESTÁ COMPRANDO (…) QUE VERGONHA ISSO É BRASIL ONDE TODOS SE VENDE

  3. Murilo

    Oposição sem dinheiro não ganha eleição.Vão ter que engolir os garotinhos por uns vinte anos no poder.

  4. José Maria Mattar

    A política é muito dinâmica e Campos é o paraíso deste modêlo. Cada dia da folhinha , alguém entra ou sai. Todos estão querendo o melhor prá cidade. Uns entram e fazem e outros não fazem.Não cai uma folha de uma árvore se não da vontade do PAI.Esperemos que a Mão de Deus , pouse sempre em suas cabeças. Sem ELE , sei não…..Feliz natal a todos e um ano novo de continuidade.

  5. Julio Ramos

    Não existiria oposição se existisse respeito pelo bem público, dignidade, lisura, probidade !
    Isso não é privilégio do governo Rosinha, Arnaldo e Mocaiber, saídos do mesmo círculo fizeram parecido, mas não tão venal e ferozmente como seus sucessores !

  6. Julio Ramos

    em que endereço da internet se pode assistir o programa ?

  7. celso

    Oh, Peixoto, vá procurar um emprego de Papai Noel. A barba você já tem. Shoppings têm de montão. Vá procurar o que fazer, cara!

  8. A frente “democrática” deve é forçar a votação das contas de MOCAIBER e deixar o “comprometimento de ter “trabalhado no seu nefasto governo” onde a a roubalheira imperou e foi escândalo nacional ao invés de se preocupar com nova eleição.Nenhum nome de vereador(a) hoje é recomendável para prefeito(a),todos péssimos jogadores e iguais aos que criticam.

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