Opiniões

Odete — Candidaturas da oposição, apoio de Cabral, enquadramento de aliados e fisiologismo

Embora tida aqui como certa pela nota do “Informe do Dia”, faltou ao jornalista Fernando Molica dar nome à candidatura do PCdoB à Prefeitura de Campos em 2012: Odete Rocha. Informada da notícia pelo blogueiro, a professora viu como positiva as várias alternativas colocadas ao pleito, abrindo o leque da polarização entre os grupos do deputado federal Anthony Garotinho (PR) e do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT), que domina o cenário eleitoral da cidade desde 2004. 

Assim como respondeu aqui, em entrevista ao blog, sobre nota do jornalista Saulo Pessanha (aqui), dando conta de que ela seria a candidata da preferência de Sérgio Cabral (PMDB), Odete repetiu não poder falar pelo governador sobre a nota de hoje do jornal carioca, que inclinou a mesma preferência agora pelo deputado estadual Roberto Henriques, que sairia do PR para concorrerà Prefeitura e Campos pelo PSD, com apoio do PMDB. Sobre a suposta orientação de Cabral para o apoio municipal do PP, PSB e PSC à candidatura de oposição a Rosinha, a pré-candidata comunista considerou natural que o governador busque fazer valer suas alianças regionais também em Campos. Ela também falou sobre as declarações do bispo Dom Roberto Ferrería Paz, identificando fisiologismo na política do município e posicionando a Igreja Católica em posição ativa e contrária à pratica no pleito que se avizinha. 

Abaixo, em partes, o que disse Odete…

 

Nove candidaturas de oposição — Tanto as quatro candidaturas que O Dia colocou (PSD/PMDB, PCdoB, PT e PDT), quanto as outra cinco também da oposição que você lembrou (mais PV, PSDB, PCB, PSOL e PPS) têm que ser vistas com bons olhos, no sentido de que cada vez mais pessoas, de diferentes segmentos, passam a querer tomar parte ativa na definição do governo da sua cidade. Isso pluraliza o processo, demonstra uma vontade clara de ruptura com a polarização que têm dominado as últimas eleições municipais. Não podemos ser ingênuos e esquecer que esses dois grupos (de Garotinho e Arnaldo) ainda têm mais densidade leietoral, como mostram as pesquisas. Mas ingênuo também é quem não percebe que essa vontade de participar, de busca alternativas diferentes, é cada vez mais evidente entre os campistas.

RH na preferência do governador —  Como você perguntou sobre outra nota que dava essa mesma preferência a mim, vou voltar a dizer que não posso falar pelo governador Sérgio Cabral. Não sei quais foram as fontes do Saulo, nem quais foram agora as fontes do jornalista de O Dia. Até que ele (Cabral) se pronuncie oficalmente, até que ele se reúna com a Frente (Democrática de Oposição) e nos diga o que pensa para Campos, nós só teremos especulações, que são até normais enquanto nos aproximamos do período de definições. O que posso dizer é que, enquanto Frente, não falamos sobre isso. Pelo contrário, quando nos reunimos com Picciani (aqui), ele disse que seria bom que a Frente não lançasse só um candidato. Mas, ainda que a nota fosse verdadeira, isso não desanimaria nossa candidatura.

Aliados de Cabral no RJ na oposição aos Garotinho em Campos — A governabilidade das administrações públicas, sejam municipais, estaduais ou federal, passam necessariamente por suas bases de sustentação nos legislativos e nos partidos aliados. Dentro deste contexto, acho até natural, quando nos aproximamos de um período eleitoral e, sobretudo, quando se tem um quadro de confronto acirrado, como ocorre entre os governos do Estado e de Campos, que o debate se afunile até a questão: afinal, de que lado você está? Os aliados de um lado e de outro, até que chegue o momento das definições, terão que assumir suas posições. O governador Cabral, evidentemente, vai cobrar dos partidos aliados uma posição em Campos. Nós, da Frente, conversamos sobre isso em todas as reuniões que mantivemos com lideranças políticas no Rio, da necessidade de alinhamento político, em Campos, dos partidos aliados ao governo no Estado. 

Denúncia de fisiologismo do bispo — Primeiro tenho que parabenizar uma pessoa que tem coragem e que emprega essa coragem de uma maneira correta. E foi isso que ele fez. O maior representante da Igreja Católica na nossa região teve coragem e se colocou. E isso ajuda a população a refletir, porque não é uma pessoa qualquer que está falando. Ele trouxe à tona um debate que já existia, mas que a partir dele ganhou maior visibilidade. Essas práticas, em Campos, estão sendo contestadas até agora na Justiça. O Ministério Público tem conhecmento disso. Vários casos foram apontados, como a denúncia de compra de votos para a prefeita Rosinha, por R$ 50, em Santo Eduardo. Eu espero que eles sejam todos tratados com a firmeza necessária.

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Este post tem 4 comentários

  1. Vai trabalhar Odete. Vc é igual ao Roberto Henriques: Se acha, mas não se elege nem para síndica de prédio! Caia na real. AlôOOOOO. Acorde para a realidade e vá trabalhar, pq é coisa que vc não faz a muito tempo!

  2. ODETE vejo vc como melhor para CAMPOS temos que eleger vc ai sim CAMPOS vai ter uma pessoa de caráter com um só projeto para eata cidadezinha que nunca sai do papel . chega de tanta mentira .MEU VOTO É SEUUUUUUUUUUUUU.

  3. Odete ja não e a mesma se iludiu

  4. Ficaria muito feliz de caminhar ano que vem com pessoas do nível da professora Odete..gostaria de juntar as pessoas que realmente estão pensando no bem das pessoas de Campos..nós não podemos por vaidade cometer um enorme erro, e deixar escapar a prefeitura e deixar de fazer uma bela bancada de vereadores compromissados com o desenvolvimento do nosso município..

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