Opiniões

Vôo tucano da oposição à situação em Campos

O governo Rosinha (PR) tem pontos a melhorar, mas demonstra vontade de fazê-lo, é sensivelmente melhor em relação aos anteriores e conta com maciço apoio popular, que hoje seria suficiente para assegurar a reeleição da prefeita ainda no primeiro turno. A avaliação é do presidente municipal do PSDB (também da regional da Firjan e do sindicato das usinas de açúcar) Gel Goutinho. Foi baseado nela que seu partido, após costura nacional e estadual, migrou da oposição à situação em Campos, selando a aliança pela campanha de Rosinha para 2012, com contrapartida governista no apoio à nominata tucana à Câmara de Campos, em coligação com o PTB de Edson Batista, além da esperança de apoio do deputado federal Anthony Garotinho (PR) à candidatura do PSDB à presidência, em 2014, provavelmente do senador mineiro Aécio Neves. Na mesa de conversa para se chegar ao acordo, Gel admitiu ter sido convidado para integrar a adminitração municipal, convite que teria declinado por motivo de agenda.

 

     

 

Folha da Manhã – Em entrevista à Folha (aqui) na mesma semana da composição entre PSDB e PR às eleições municipais de 2012, Geraldo Pudim foi indagado sobre a possível contradição no apoio de um partido presidido por você, à frente da Usina Paraíso, ao grupo do deputado Anthony Garotinho, que se elegeu prefeito de Campos pela primeira vez, em 1989, atacando frontalmente o setor sucroalcooleiro. Pudim respondeu que “muita coisa mudou de lá para cá”. Afinal, em que os dois lados mudaram nestes 22 anos?

Gel Coutinho – Um homem sensato tem o dever de mudar de opinião sempre que muda a realidade em seu entorno. Um homem que pensa, pode mudar sua opinião a partir do instante em que muda sua compreensão da realidade que se apresenta. Tenho a convicção que a percepção do deputado Garotinho a respeito do setor sucroalcooleiro é, hoje, bem diferente daquela que tinha quando foi candidato, pela primeira vez, a prefeito de Campos. O tempo gera conhecimento, o conhecimento desfaz falsos estigmas e possibilita uma visão mais apurada de uma realidade. Portanto eu diria que quem mudou, de fato, foi o calendário, que distanciou em duas décadas os momentos trazidos por você na análise.

 

Folha – Deixando para trás a década de 80 e avançando até a entrevista que fizemos em fevereiro deste ano de 2011, sobre o governo Rosinha, você disse aqui: “não havia e não há qualquer identidade minha com a orientação política do grupo do Garotinho, como também não há nenhuma coincidência quanto ao modelo de administração utilizado pela atual administração e aquele que eu julgo mais adequado”. Não parece ser muita diferença para uma mudança completa em tão pouco tempo?

Gel – Primeiro, é preciso ficar claro que continuo com as mesmas convicções de sempre. Sigo acreditando nas bandeiras do PSDB e obediente à orientação maior do meu partido. O PSDB tem, neste momento, uma leitura do quadro local que recomenda uma politica de aliança e esta aliança foi concretizada tendo como ponto central a reeleição da prefeita Rosinha. Alianças se fazem sem que se perca a identidade das partes, não significa incorporação de um partido por outro, nem mesmo de um ideário por outro. Quanto ao modelo de gestão, acho que existe sim, forma bem mais eficaz de gerenciar o futuro do município. Não podemos, porém, deixar de reconhecer que progressos foram contabilizados neste atual governo e muita coisa que seguia sem direção, hoje tem rumo certo.

 

Folha – Consta que o acordo começou a ser costurado por Garotinho primeiro na esfera nacional, com o deputado federal Sérgio Guerra (PE), e depois na estadual, com o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, respectivamente presidentes nacional e regional do PSDB. Foi isso mesmo? Em caso afirmativo, seria correto entender que esse foi um acordo imposto de cima para baixo?

Gel – É correto dizer que, para se chegar a este acordo, as estruturas hierárquicas do partido foram ouvidas e participaram ativamente, avaliando oportunidades e perspectivas imediatas do PSDB em Campos. A sequência das conversas, de fato, se iniciou na presidência nacional, passou pelo comando estadual, chegando, por fim, ao diretório local. Não houve imposição e sim uma articulação que envolveu toda a cadeia decisória do partido.

 

Folha – Mesmo que a aliança tenha sido fechada por cima, a você restaria a opção de se desligar do partido, ou deixar sua presidência em Campos, onde o acordo será de fato cumprido. Chegou a cogitar isso? De qualquer maneira, por que decidiu aceitar?

Gel – A única opção que não considerei, em momento algum, foi a de me afastar do encargo que assumi ao aceitar a presidência do diretório regional. Jamais me utilizei da alternativa de resolver qualquer tipo de problema contornando-os. Para o certo ou para o errado, sempre encarei de frente as questões que me são colocadas, por mais difíceis ou polêmicas que possam ser. Preferia ter um nome do PSDB que fosse competitivo para este pleito. Não tendo, concordei com a aliança proposta por entender que esta é a melhor alternativa para a nossa cidade e possibilita a revitalização PSDB em Campos, ajudando o projeto do partido no plano nacional.

 

Folha – Até pela já exposta inversão de 180º em relação ao grupo de Garotinho, muito já se especulou sobre os termos desse acordo. Politicamente, a composição com Rosinha teria a contrapartida do apoio deles à nominata tucana, suficiente para eleger ao menos um vereador. Ademais, Garotinho se comprometeria a apoiar o candidato tucano à presidência em 2014, provavelmente o senador Aécio Neves (MG), ligado ao Sérgio Guerra. É isso mesmo? Nada além?

Gel  – Desconheço qualquer acordo que possa ser feito que garanta a eleição à vaga de vereador e que independa da performance do candidato. O que define a eleição do candidato é o seu trabalho, é a junção de bons nomes que assegure um bom desempenho da legenda. Na composição que fizemos está contemplado um arranjo extremamente promissor para a nossa nominata, mas, garantia ninguém pode dar.  Evidente que a questão de 2014 foi colocada e, hoje, tudo aponta para o apoio do deputado Garotinho ao candidato do PSDB. São expectativas que se colocam de parte a parte, não tem nenhum contrato obrigando a isso, mesmo porque a boa politica sempre se fará quando houver coincidências de interesses, caso contrário deixa de fazer sentido.

 

Folha – Por falar em nominata do PSDB à Câmara de Campos, como ela está? Vocês conseguiram filiar em tempo hábil algum puxador de voto? Quem? Você mesmo, que era pré-candidato a prefeito, até fechar com a reeleição de Rosinha, não pensa nessa possibilidade?

Gel – Conversamos muito com o nosso diretório e também com a base de filiados postulantes à vaga em nossa nominata. Ao fim deliberamos por não tentar atrair nenhum candidato com mandato, consagrado ou que tivesse perfil de puxador de votos. Nossa legenda virá composta por bons nomes, vários deles estreantes na disputa eleitoral e todos com chances de chegarem à Câmara. Acredito que o PSDB irá fazer dois vereadores, talvez três. Esta próxima eleição é uma incógnita em termos de cálculo de legenda. Teremos poucas coligações, o que aumenta em muito o número de candidatos e também as sobras de legenda. Só se conhecerá os eleitos depois de conhecidos os boletins das urnas. Uma candidatura minha à Câmara de Vereadores está descartada. Isto é definitivo, é irreversível.

 

Folha – Há chance da coligação tucana com o PR, além da majoritária, se dar também na proporcional?

Gel – Não. Não há a menor chance. Primeiro porque isto não seria bom nem para o PSDB nem para o PR. Segundo por que fechamos um acordo com o Dr. Edson Batista para que o PSDB coligue com o PTB. As nominatas dos dois partidos são complementares e concorrem em igualdade de condições. O único nome consagrado e que já temos como eleito é o do próprio Dr. Edson, politico sério e que merece todo o nosso respeito. Como a coligação promete fazer três, talvez quatro vereadores, existem duas ou três vagas para disputa interna.

 

Folha – Em nossa última entrevista, você negou que tivesse sido convidado, na formação do governo, para assumir qualquer cargo na administração Rosinha. E agora, na composição com o PR, também não houve nenhuma sondagem nesse sentido, nem na conversa pessoal entre você, Garotinho e o também deputado Paulo Feijó, que selou a aliança?

Gel – Desta vez, de fato, houve uma consulta e o registro de que eu seria bem recebido dentro da estrutura administrativa municipal. Mas, tive que responder à sondagem de forma negativa. Tenho uma agenda muito congestionada e que me obriga a deslocamentos constantes, não teria como dar a atenção necessária para bem cumprir uma nova missão que me fosse atribuída. Não obstante a isto, sempre estive à disposição deste governo e de todos os outros que passaram para cooperar com o desenvolvimento de nossa cidade nos temas que me julgarem competente, que entendam que eu possa somar.

 

Folha – Logo após a última cassação de Rosinha, você disse que o acordo com o PR para 2012 só valerá sendo ela a candidata. Caso contrário, novas conversas seriam necessárias. Como o PSDB trabalha com as possibilidades jurídicas sempre abertas, em se tratando da política de Campos?

Gel – Em momento algum consideramos a hipótese de que Rosinha viesse a ser afastada da Prefeitura. Aliás, acho um absurdo esta tendência de judicialização da administração pública, opinião que sustento, não de agora, mas desde sempre. Quem mais sofre com isto é o município, é a população. Quando declarei que o acordo passava necessariamente pela candidatura da prefeita Rosinha, eu apenas externava uma condição que foi premissa para que o acordo acontecesse. A primeira questão que tivemos que responder na elaboração do prognóstico para as eleições do próximo ano é se teríamos candidatura própria competitiva. A resposta foi bem clara e objetiva: não acontecendo nenhum fato novo muito relevante, todas as pesquisas indicam a eleição de Rosinha no primeiro turno. Se, por qualquer motivo pessoal, a Rosinha não desejar concorrer, nós precisaríamos conhecer o nome a substituí-la para fazermos uma avaliação, inclusive do novo equilíbrio de forças que esta novidade iria produzir no quadro politico. Nesta eventualidade, que não é considerada por nós, um novo arranjo seria necessário.

 
Folha – No cenário de hoje, os nomes da oposição para disputar a Prefeitura em 2012 parecem ser Odete Rocha (PCdoB), Makhoul Moussallém (PT), Arnaldo Vianna (PDT), Roberto Henriques (PSD) e Graciete Santana (PCB), além de João Peixoto (PSDC) e Andral Tavares Filho (PV), que podem vir tanto como cabeças, quanto na composição de chapa. Para você, que já esteve na oposição, a união desses votos no primeiro turno, seria capaz de forçar o segundo, mesmo diante do franco-favoritismo de Rosinha?

Gel – São todos nomes que merecem respeito. Não sei se todos teriam legitimidade ou, ainda, se teriam competência para ocupar cargo tão importante e com atribuições tão distintas daquelas que habitualmente desempenham. O certo é que alguns destes nomes merecem e, cada um a seu tempo, terá sua chance de contribuir com o futuro da cidade. Neste próximo pleito, por tudo o que indicam as mais diversas pesquisas, é difícil imaginar que mesmo a soma das forças que você cita seja suficiente para reverter a tendência de vitória da Rosinha já no primeiro turno.

 

Folha – Em relação ao esvaziamento da Frente Democrática de Oposição, sobretudo após o recente abandono do PMDB, você sempre se mostrou crítico ao caráter de ações que julgava mais denuncistas que propositivas. Independente da posição do PSDB em 2012, falta discurso à oposição de Campos? 

Gel – Não diria que falta discurso, mas é fato óbvio que falta estrutura e articulação. Bom que se diga que esta carência não é exclusividade de Campos, é uma realidade de todo Brasil. Fruto de um sistema político perverso que privilegia o poder constituído e sufoca as organizações oposicionistas. Mais impactante do que o sistema politico é o posicionamento distanciado do cidadão. Todos gostam muito de professar arranjos e receitas que solucionariam a administração pública. Infelizmente estas mesmas pessoas tem preconceito com a prática política ou preferem se manter no conforto da imparcialidade. São cidadãos do bem, mas são ingênuos ao permitir que seus inconscientes sigam acreditando que surgirá um salvador da pátria montado em um cavalo branco para realizar as transformações que eles desejam ver acontecer. Os “Williams Wallaces” da vida ficaram na história remota e as soluções de hoje dependem da reunião e do esforço de cada um dos “corações valentes” que sonham com um mundo melhor. Falando no popular: é preciso chegar pra perto, é preciso por a mão na massa, caso contrário nada se constrói.

 

Folha – Agora na situação, como avalia a gestão Rosinha? Em seu entender, quais seus pontos administrativos fortes e fracos? Em relação aos últimos, o PSDB estará disposto a apontar sugestões de melhora e correção de rumo, na formação do novo programa e de um eventual novo governo? Quais seriam?

Gel – Por qualquer indicador que você desejar observar, iremos constatar progressos no governo Rosinha. Se compararmos aos dois últimos governos veremos que, em alguns aspectos, houve um salto de qualidade. Haverá quem diga que qualquer governo será sempre melhor quando comparado à uma experiência catastrófica que o antecedeu. Isto é verdade, mas não é justo encerrarmos a análise nesta afirmativa. Vemos hoje um governo que vem acertando em varias iniciativas e naquelas que entendemos necessitar de correções e ajustes, percebemos uma vontade de acertar. Esta é a regra geral, claro que tem pontos onde ainda somos críticos, mas o que importa é saber que estamos buscando um rumo, importante é tratar o futuro da cidade com preocupação e relevância, cuidar da infraestrutura, estarmos atentos aos desafios que se apresentam no nosso caminho, mantermos o foco em busca da construção da melhor cidade possível. Nos alegra e estimula vermos deixado no passado a farra dos shows, as obras de varejo, sem qualidade e sem propósito, contratações em massa sem critério algum. Enfim, identificamos progresso no atual governo e entendemos haver espaço para evoluir. O PSDB tem seu jeito próprio de governar, eu tenho uma experiência acumulada muito diversificada, acredito que podemos sim contribuir para que tenhamos uma gestão mais eficaz e que os resultados possam ser percebidos e apropriados pela população. No que diz respeito à gestão pública municipal a única coisa que me move é o sonho de ver fincada as bases para a construção da melhor cidade que sejamos capazes de erguer. 

 

Folha – A não composição com o PT nas eleições de 2004 e 2006, o papel de Feijó como candidatura de apoio a Rosinha em 2008, a posterior migração dele para o grupo de Garotinho, Robson Colla já integrando o atual governo municipal e ainda presidente local do PSDB, as doações das suas empresas à campanha vitoriosa da prefeita, o não alinhamento crítico com a Frente Democrática, não formam um caminho claro, apesar do discurso contrário, rumo à aliança com o grupo de Garotinho que só agora foi externado?

Gel – Não. Nem sequer existe relação entre a maioria dos eventos que você cita. Posso comentar cada um em profundidade no momento que desejar. Mas, para melhor aproveitar o espaço sem fugir do foco da entrevista, permita-me dizer o seguinte: é fato que temos um governo que precisa melhorar e o PSDB está se disponibilizando a contribuir para esta melhora; é fato também que este governo avançou muito em relação ao padrão que vínhamos experimentando; há uma constatação inequívoca que a aprovação popular é maciça; percebe-se um sinal claro da vontade acertar por parte da prefeita Rosinha. Estes são ingredientes que só agora estão reunidos e que acabam por criar alguma identidade entre aqueles que querem ver o desenvolvimento responsável desta cidade. Volto a dizer, precisa melhorar muito, mas como se melhora uma equipe se todos os que são bons fogem da responsabilidade? Este é o ponto central. O PSDB tem modelo de gestão, tem bons quadros e não se omitirá na missão de bem contribuir com uma gestão que mostra vontade de acertar e que se põe receptiva às sugestões e argumentos de quem queira contribuir.

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Este post tem 7 comentários

  1. Acredito que o futuro político, não só de Campos mas de todo o país, esteja na dependência de uma reforma política séria e da aprovação da fixa limpa. Foi veiculado na imprensa o montante desviado pela a corrupção no Brasil em 8 anos é cerca de 70 bilhões de reais.
    A corrupção no Brasil parece ser endêmica, tolerável e pouco combatida. Precisa-se fechar as torneiras que dão sangria a verba pública nacional e com esses recursos, melhorar a assitência a saúde, a qualidade de educação da população, pois somente com formação política do brasileiro, juntamente com noções de cidadania com seus direitos e deveres é que vamos ter pessoas votando com sabedoria e consciência e como consequência teremos um país com políticas sociais mais justas e um povo melhor assistido e representado.

  2. Caro Aluysio,

    Primeiro, quero cumprimentá-lo pela excelente entrevista, com um alto nível de perguntas e respostas, como, aliás, seria de se esperar em se tratando de quem são: entrevistador e entrevistado.
    Em seguida, quero aproveitar para pontuar algumas questões:
    Fui para o governo Rosinha após uma composição feita no segundo turno das eleições de 2008 pelos então presidentes do PSDB local (Paulo Feijó) e regional (Zito). Naquela oportunidade eu era apenas o secretário do PSDB. Com a saída de Feijó do PSDB em julho de 2009 e como estávamos sem vice-presidente (Cordeiro havia saído do partido) assumi, então, a presidência do PSDB. Portanto, a minha condição de presidente do partido aconteceu um ano e meio após a minha nomeação como Diretor de Tecnologia do CIDAC (DAS-3).
    Não vi nenhuma razão para deixar o governo, uma vez que participamos ativamente da campanha no segundo turno da eleição em favor da prefeita Rosinha que, diga-se de passagem, vem fazendo muito bom governo, principalmente face a forma como encontrou a prefeitura na questão administrativa/contábil.
    Ademais, me considero mais um quadro técnico do que político e, inclusive, declinei de um convite para assumir a secretaria de Meio-Ambiente quando da saída de Feijó para sua candidatura a Deputado Federal. Feijó queria indicar meu nome para o seu lugar e eu declinei alegando que não conseguiria contribuir lá como acho que estou contribuindo no CIDAC.
    Por fim, quero dizer que o PSDB é o único partido ao qual me filiei desde que entrei na vida partidária, em 1998, e dele só saio se for para abandonar de vez a política.
    Um abraço deste seu leitor/admirador.

    Robson Colla

  3. Ainda bem que a opinião dele não serve nem pra piorar o que já está ruim na política de Campos. Prezado Senhor presidente do PSDB de Campos, entendemos que os jogos de interesses são muito , mas o senhor falar que o Governo de Rosinha Garotinho, foi melhor do que os anteriores … isso é uma piada. Pergunto ao senhor: melhor em que, em (trecho excluído pela moderação) ?
    Amigo vai cuidar dos seus negócios e deixa a política de lado que não é a sua praia.

  4. Aproveitando o espaço no seu blog,respeitosamente.
    O desenvolvimento ou crescimento, políticas públicas ou enganação
    políticos sérios ou enganadores.
    Senhores venho por meia desta, pela primeira vez colocar ou denunciar o que de mais serio acontece por exemplo em Campos dos Goitacazes minha cidade natal e a cidade que escolhi para viver onde moro hoje,São João da Barra dentro de um contexto geral vergonhosamente uma farsa política, uma ambição pelos poderes e omissão consequentemente.
    Porque hoje falo nisto, simplesmente por não aguentar mais tanta hipocrisia usando o povo como maça de manobra, usando o fisiologismo como forma de massacrar mais ainda nossa sociedade principalmente a menos favorecida ou menos informada e até mesmo
    acomodada.
    O que o poder é capaz de fazer, diminuir as pessoas fazerem elas se humilharem, aceitarem posições as quais perdem toda a nossa credibilidade perante a esperança de um mundo melhor.
    Si pararmos para pensar, no passado recente um garotinho que humilhou um gel que humilhou um federal(hoje) que humilhou um Alberto e muitos que hoje se humilham perante esta criatura.
    Que mundo é este que cidades são estas, Tínhamos uma prefeita de SJB super amiga e aliada aos garotinhos,derrepente tb inimigos.
    Me pergunto, tamanho a vontade do poder, da disputa incontrolável que provoca isto tudo?
    E o povo, cadê o povo, onde entra nesta história,coitado do povo,quem de verdade luta por eles,que sempre acaba pagando a conta sem dinheiro.
    Quando falo do desenvolvimento é este, que porto é este, que tantos crimes ambientais são estes e ninguém faz nada.
    Hoje por exemplo ;Planejamento e desenvolvimento com sustentabilidade ambiental.Senhores reporteres, venha a lagoa de Iquipari toda cercada de arame farpado, virando propriedade particular do sr.Eike Batista,ele que é o homem mais rico de Brasil e quer ser o mais rico do mundo,matando tudo que ve pela frente.Senhor secretário do meio ambiente do estado sr. Carlos Minc, o INEA e IBAMA outro irresponsável.
    Quando falamos de políticas públicas só no papel.São joão da Barra com arrecadação de Royalties anual onde das 92 cidades do Estado do Rio a mesna se encontra em penúltima lugar na educação.Sem falar em saúde transporte uma vergonha, Campos não fica atrás não.
    As câmaras de vereadores das cidades referidas nunca conseguem dos poderes executivos respectivos as informações a ela atribuida.Por que? A população precisa saber onde gastam nossos dinheiro.Afinal é de nossa conta sim.
    Eu não conheço uma casa popular em SJB construído neste governo.E ainda diz que o paraíso é aqui.Brincadeira.
    Quando falam do Porto do Açu,falam em desenvolvimento,vejo um crescimento da prostituição, violência e nenhuma estrutura e nenhuma vontade política em pensar nos moradores desta cidade, vejo uma lavagem celebral da qual muitos vivem iludidos.
    Sr. Aluisio é com respeito que coloco esta situação e bem como, tem muito mais, como denúncias séria feitas por mim na polícia federal de Campos em relaçao a remédios jogados fora.Vejo em SJB uma omissão muito grande do poder executivo e Legislativo.Adoram é jogar para a galera.Usam meio de comunicação como o rádio que tem grande penetração em lares ,comércios em fim muito ouvido em nossas cidades, que na verdade fazem é teatro,são atores e atriz que deveriam, é trabalhar fazendo novela.Pois é o cenário de nossas vidas uma novela.
    Venham conhecer os processos das desapropriações de forma covarde, sem prévia em assentamento nem justo pagamento.
    Até a luta pelos Royalties são partidário, não tem união dos políticos, tudo por disputas de interesses próprios.
    Hoje não existe ninguém para enfrentar tudo isto em nome do povo de verdade.Mas minha esperança jamais vai acaber,porque acredito em Deus e este alguém(o povo) mude esta História.
    Meu nome é
    Murilo Sá(99326886)
    Profissão(Empresário)
    Hoje estou presidente do PSDB em São João da Barra.
    (OBS. nunca fui político)
    Sonho por um mundo melhor por estes jovens e crianças que não tem ainda noção deste nosso futuro invadidos por capitais estrangeiros,acabando com nossa paz.
    Obrigado, atenciosamente

  5. Quem poderia imaginar o PSDB comendo na mão do Garotinho???

  6. Primeiramente, quero parabenizar os titulares deste blog, Aluysio Abreu Barbosa e José Renato, pelo elevado nível dessa entrevista com o presidente local do PSDB, Geraldo Coutinho e pela perspicácia de ambos na formulação das perguntas que desnudaram o entrevistado, expondo as suas contradições e fragilidades.
    É de se lamentar a postura do Sr. Gel, depois de todas as humilhações que Garotinho impos à sua família, principalmente, ao seu finado pai, no início da década de oitenta, como animador de piquetes, contratado pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
    Quanto a sua mudança de postura em relação a Garotinho e a aliança entre o PSDB e o PR, para apoiar a candidatura de Rosinha à reeleição, foi uma imposição do comando nacional do PSDB, diga-se, do seu presidente, Sérgio Guerra. E teve a intervenção de Aécio Neves, que obrigou o ex-presidente regional do Partido, Camilo Zito, a atender aos interesses de Garotinho nas eleições de 2008. Zito era contra a aliança com Garotinho.
    Em troca do apoio do PSDB à candidatura de Rosinha, Garotinho se filiaria ao Partido para ser o seu candidato ao governo do estado em 2010 e apoiar a candidatura de Aécio Neves a presidente da República. Mas Aécio perdeu a vaga de candidato para Serra e o acordo entre ele e Garotinho perdeu o objeto.
    Naquela eleição o plano de Feijó era ser candidato a vereador. Mas foi procurado por Garotinho que lhe ofereceu a vice de Rosinha. Temeroso com a reação do seu eleitorado a sua aproximação com Garotinho, seu arquiinimigo, Feijó propôs ao mesmo que apoiasse a sua candidatura a prefeito, pois ele queria se vingar de Arnaldo Vianna e de Mocayber, que prometeram apoiar a sua candidatura a deputado federal em 2006 e não cumpriram.
    Toda Campos testemunhou o que Feijó fez em 2008 e não aprovou o seu comportamento. Sua votação para prefeito (3.500 votos, aproximadamente), foi um reflexo do sentimento de desprezo dos campistas pela sua conduta desprezível. O mesmo fenômeno se repetiu nas eleições de 2010, quando ele obteve pouco mais de dez mil votos em nossa cidade, para deputado federal.
    De quem originou a síndrome que produziu no entrevistado, Gel Coutinho, mudança tão radical – quase uma perda de identidade – em relação a Garotinho e sua forma intolerável fazer política: do PSDB ou de Feijó?
    Até tu, Gel!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  7. Mais uma vez a família Coutinho foi reduzida (trecho excluído pela moderação) por Garotinho, que só queria o tempo do PSDB no horário da propaganda eleitoral gratuita, para favorecer a campanha de Rosinha em 2012.
    Quanto ao acordo que ele fez com o presidente Sérgio Guerra, de apoiar o candidato do Partido à presidência da República, em 2014, vai depender do resultado das eleições de 2012. Ao contrário do ele prometeu, se Rosinha for reeleita (o que não irá acontecer, para o bem de nossa cidade), ele não será candidato a governador mas a presidente da República.
    Quem viver, verá.

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