Opiniões

Amanhã, na Folha, Lindbergh e Clarissa em entrevistas exclusivas

(Na montagem de Elaina Galdino, as fotos de Edu Prudêncio e Mariana Ricci - Folha da Manhã)
(Na montagem de Elaina Galdino, as fotos de Edu Prudêncio e Mariana Ricci - Folha da Manhã)

Amanhã, em sua edição dominical, a Folha trará duas entrevistas exclusivas: Lindinho e a Bela. Se o vice-governador e pré-candidato ao governo Luiz Fernando Pezão (PMDB) já frisou que eleição não é concurso de beleza, nem os eleitores do senador Lindbergh Farias (PT), também pré-candidato ao governo do Estado, nem os da deputada estadual Clarissa Matheus (PR), pré-candidata à Câmara Federal, ou tampouco os próprios, parecem ter queixas dos dotes de beleza física a realçar a embalagem do conteúdo político de ambos.

Na entrevista com Lindbergh, feito em seu escritório na cidade do Rio, por este blogueiro e o também jornalista Alexandre Bastos, destaca-se a certeza da candidatura petista à sucessão do governador Sérgio Cabral, em que pesem todos os esforços em contrário aos quais este tem se dedicado abertamente. Ele falou sobre a violência, defendendo as UPP’s (Unidades de Polícia Pacificadora) e prometendo instalá-las também em Campos e Macaé, além de garantir a manutenção do próprio José Maria Beltrame na secretaria estadual de Segurança, caso se eleja governador em 2014. Após apontar o fim do ciclo Sérgio Cabral (PMDB) no Estado, na contrapartida federal, Linbdbergh não se constrangeu na aparente contradição de afirmar que o PT, após 10 anos no poder, estaria ainda no começo de um novo ciclo, na qual garante não projetar ele mesmo na presidência da República. Farto em elogios aos correligionários de Campos Makhoul Moussallem, pré-candidato a deputado federal, e o vereador Marcão, o petista, no entanto, apontou alguém de outro partido como nova liderança regional: Dr. Aluizo, do PV, prefeito de Macaé. Se no Estado Lindbergh ambiciona ocupar o lugar de Cabral, na região, o espaço a ser preenchido se encontra ora ocupado pelo deputado federal Anthony Matheus (PR), que por suas práticas políticas sempre baseadas na agressão pessoal aos adversários, na visão do senador do PT, estaria “completamente superado”.

Maior esperança de que o grupo político dos Matheus tenha sucessão e sobrevivência ainda por algumas décadas, a deputada estadual Clarissa Matheus (PR), em entrevista concedida ao blogueiro, demonstra ter herdado, além do inegável talento político, a mesma ambição do pai, ao defender seu direito de buscar também em Campos os eleitores que a credenciem nas urnas de 2014 como puxadora de votos do seu partido em todo o Estado à disputa à Câmara Federal. Neste sentido, mesmo admitindo a importância das eleições de Geraldo Pudim e Paulo Feijó, todos do mesmo PR, ela elencou várias de suas iniciativas parlamentares na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que a credenciam a pedir votos em sua cidade natal. Quanto aos eventuais concorrentes locais de oposição para deputado federal, ela demonstrou respeito ao enxergar a lógica política na pré-candidatura de Makhoul, mas não teve a mesma atitude em relação a Arnaldo Vianna (PDT), sobre quem se limitou a dizer que permanece inelegível, ou ao seu próprio tio, Nelson Nahim (PPL), para quem recomendou ouvir a voz das urnas de 2012, antes de se arriscar em 2014. Sobre a eleição a governador, Clarissa reafirmou o nome de Ahthony como pré-candidato do PR, dizendo que é desejo pessoal da sua mãe, a prefeita Rosinha (PR), também apontada como opção à sucessão de Cabral, concluir seu governo em Campos. Todavia, de tudo que a jovem deputada falou, a própria entrevista em si responde pelas distinções democráticas da filha em relação ao pai, depois que este disse em “entrevista” a rádio Diário, no último dia 25: “Se a pessoa toma café comigo e diz que é meu amigo, não pode dar entrevista para a Folha”.

Como a entrevista foi por e-mail, dessa vez não houve a oportunidade do café. Mas diante do exemplo pluralista da filha certamente mais bela que o pai, talvez fosse o caso de se ecoar aos ouvidos deste a paródia do refrão da música “Jorge Maravilha”, composta por Chico Buarque sob o pseudônimo de Julinho da Adelaide, criado pelo gênio da MPB para driblar uma outra tentativa tacanha de censura, da Ditadura Militar Brasileira (1964/85): “Você não fala com a Folha, mas sua filha fala”…

Aliás, como a pedida é boa, sobretudo num sábado, enquanto a entrevista de Lindbergh não é publicada amanhã, no Blog do Bastos, e a de Clarissa aqui, neste “Opiniões”, e ambas na edição dominical da Folha impressa, fica a música de Chico para provar que o destino inexorável de qualquer censura, sobretudo quando ao arrepio da lei, é ser descumprida e publicamente ridicularizada…

fb-share-icon0
20
Pin Share20

Este post tem 7 comentários

  1. Esses daí não vão tomar café da manhã com o Garotinho, certo???

  2. Farinha do mesmo saco.Quem sai aos seus não degenera.Bananeira não dá caju nem cavaco voa longe do pau

  3. Clarissa não toma café com Garotinho?

  4. Ser bela não a credencia para um bom trabalho,a não ser um concurso de beleza.Até agora ela não mostrou a que veio,só banalidades.Alem disto precisamos acabar com esta DINASTIA (trecho excluído pela moderação) . .

  5. O garotinho não disse que quem falasse com a Folha não tomaria mais café da manhã com ele.Ou será que essa é uma de suas infinitas mentiras.

  6. É garotinho ninguém te respeita mais ficou sem moral mesmo até sua filha está abandonando o barco!( triste fim prefeito/Dptdo.)

Deixe uma resposta

Fechar Menu