Opiniões

Brasil x Espanha — Independente do que acontecer em campo, pouco a comemorar

Ademir Menezes, o “Queixada”, artilheiro da Copa de 50, num dos dois que marcou contra a Espanha, no Maracanã recém inaugurado
Ademir Menezes, o “Queixada”, artilheiro da Copa de 50, num dos dois que marcou contra a Espanha, no Maracanã recém inaugurado

Na última vez em que Brasil e Espanha se enfrentaram no Maracanã num jogo oficial foi na Copa de 1950, para a qual o estádio, então o maior do mundo, foi construído. Enquanto as 150 mil pessoas presentes cantavam “Touradas em Madri” das arquibancadas, cadeiras e falecidas gerais, o time de Zizinho, Ademir Menezes, Jair da Rosa Pinto, Bauer e Danilo aplicava uma histórica goleada de 6 a 1, amansando ao nível da coleira a seleção então conhecida como “Fúria”. Independente de quem vença hoje, ninguém em sã consciência espera que o placar elástico se repita a partir das 19h, depois que a bola começar a rolar no (não exatamente) mesmo Maracanã, na disputa da final da Copa das Confederações, entre o Brasil de Neymar e Fred, que pavimenta seu retorno à elite do futebol mundial,  contra a Espanha de Xavi e Iniesta, que ganhou tudo que disputou na última década, sendo o único time da história bi-campeão mundial da Eurocopa (2008 e 2012), conquistando também a Copa do Mundo, em 2010, no meio do caminho.

De qualquer maneira, como o Brasil provou a si mesmo e ao mundo que seus maiores problemas não estão em campo, mas nas ruas em que todos nós nos igualamos (ou deveríamos) como cidadãos, independente de quem levantar a taça na noite de hoje, pertinente não perder de vista quem continuará perdendo no país governado há 10 anos pelo PT. Abaixo, o contraste entre  marchinha que fez a alegria brasileira em 1950, e a triste imagem do mesma nação de 63 anos depois, publicada aqui, na blogosfera goitacá, no “Florence, apaga a luz”, que indica ainda serem muitas as ruas a caminhar em protesto, como o ex-presidente Lula tanto gostava de dizer, na história deste país…

O Brasil da Copa (foto de Edimar Soares)
O Brasil da Copa e o que ainda busca no lixo (foto de Edimar Soares)
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