Exposição ao ridículo em entrevistas sem respostas

Entrevistas 2×0 Respostas

A entrevista feita com a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL) e publicada na edição de domingo num diário local, conseguiu ser tão desastrosa quanto outra que Patrícia Cordeiro já havia concedido antes, a um site também alinhado ao governo municipal. Afinal, não é nem preciso ter grande cultura para se perceber quando o “entrevistador” reduz sua função a simplesmente rolar para o “entrevistado” chutar. No lugar do gol, quem sabe ler e possui um mínimo de senso crítico, será sempre capaz de enxergar a bola isolada no arremate torto pela linha de fundo.

Entre tantos outros questionamentos à condução da política cultural do município, o fato de Patrícia já ter concedido duas entrevistas, sem sequer ser indagada sobre as denúncias de favorecimento à banda A Massa, cujo percussionista é marido de quem faz as contratações pela FCJOL, soa até ofensivo à inteligência alheia, independente de qualquer apreço pela cultura. Ficar quieto, certamente, exporia menos ao ridículo tanto quem fingiu fazer perguntas, quanto quem insiste em simular ter algum compromisso com respostas.

Publicado na coluna Ponto Final, na edição impressa da Folha de hoje.

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Este post tem um comentário

  1. Sérgio Provisano

    Eu comentei, de forma curta e grossa, no Blog e no Face de Ricardo André Vasconcelos e vou comentar na mesma linha aqui, caro Aluysinho, que mais chapa-branca, tal entrevista não poderia ser, um arrazoado de coisas sem sentido, lógica ou nexo, além de um primor de arrogância sem par, não se poderia esperar mais do que ali está registrado. Uma lástima.

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