Copa do Mundo até Irã 0 x 0 Nigéria: “Mas estava indo tão bem!!!…”

Inesquecível personagem de Brandão Filho, Seu Sandoval Quaresma, após prometer sair-se bem, mas estragar tudo ao final de cada resposta, ouvia do professor Raimundo, do mestre dos mestres Chico Anysio: “Mas estava indo tão bem!!!...”
Inesquecível personagem de Brandão Filho, Seu Sandoval Quaresma, após prometer sair-se bem, mas estragar tudo ao final de cada resposta, ouvia do professor Raimundo, criação do mestre dos mestres Chico Anysio: “Mas estava indo tão bem!!!…”

 

Estava tudo muito bom, tudo muito bem. Doze jogos disputados, dois excelentes (Holanda 5 x 1 Espanha e Itália 2 x 1 Inglaterra), nenhum deles ruins, algumas atuações individuais e lances de antologia, e 40 gols marcados, numa média de 3,3 por partida. Até a sempre conservadora Fifa chegou a dizer que estava sendo a “Copa do ataque”. Até que veio o Irã e Nigéria, encerrado agora há pouco, sem gols, em Curitiba — primeiro 0 a 0 desta Copa, baixando sua média de gols para 3,1.

Do futebol iraniano, pouco se pode dizer. Quanto a Nigéria, triste ver um futebol que nos anos 1990 encantou o mundo com a brilhante geração de Okocha, Kanu e Amokachi, campeã olímpica em Atlanta 1996, após bater o Brasil na semifinal e a Argentina na disputa do ouro, chegar a essa indigência técnica de hoje.

Sobre a Copa do Mundo, fica a torcida para que outra seleção africana, a Gana de Muntari e Asamoah Gyan, faça contra os EUA de Dempsey e Bradley um jogo capaz de retomar o bom nível  que o torneio vinha mantendo no Brasil. Afinal, depois do Irã e Nigéria, quem estava acompanhando o Mundial ficou com a sensação presa na garganta daquele famoso bordão do Chico Anysio, na saudosa “Escolinha do Professor Raimundo”, cujo personagem Sandoval Quaresma, interpretado por Brandão Filho, sempre se saía bem no início das respostas e deixava uma má impressão no final, ouvia do mestre: “Mas estava indo tão bem!!!…”

 

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