Opiniões

Da liberdade de expressão, mi-mi-mi “pequeno burguês” que fundamenta a democracia

Lula e Maluf

 

 

Jornalista Plácido Fernandes Vieira
Jornalista Plácido Fernandes Vieira

Malufar já foi crime

Por Plácido Fernandes Vieira

 

O verbo malufar está definitivamente desmoralizado. Foi reduzido a pó. Perto do megaesquema de corrupção montado para roubar a Petrobras, as maracutaias atribuídas ao neocompanheiro, e que deram origem ao termo, parecem hoje café pequeno. Nunca antes na história deste país, políticos inescrupulosos zombaram tanto da inteligência alheia.

Imagine o ladrão cara de pau que rouba o leite das crianças e depois convoca a própria quadrilha para uma manifestação em defesa da creche assaltada? Ou o cinismo do bandido que, uma vez descoberto, invoca, em defesa própria, a existência da corrupção no Brasil desde o descobrimento? “Ora, a elite já rouba faz mais de 500 anos”, argumenta.

Logo, a saída não pode ser a prisão dos “guerreiros do povo brasileiro”. Pôr na cadeia a turma “que rouba, mas distribuir” é coisa da “mídia golpista”. Como a “esquerda” de Dilma, Lula, Temer, Renan e Maluf tem maioria no Congresso, a ordem é investigar tudo desde a chegada das caravelas e passar o Brasil a limpo. Igual ao que o PT pregava (e nunca fez) antes de chegar ao poder. Bons tempos aqueles em que malufar ainda era crime.

Hoje, crime é ser contra a sangria da companheirada aos cofres públicos. Afinal, na literatura que faz a cabeça dos “progressistas” reza que, para alcançar a “revolução” redentora, “os fins justificam os meios”. Não à toa, boa parte dessa gente idolatra o obscurantismo jihadista do Estado Islâmico. Principalmente quando fuzila, incinera ou corta cabeças de defensores da tal liberdade de expressão, esse mi-mi-mi “pequeno burguês” que é um dos pilares da democracia.

 

Publicado aqui, no Blog do Murilo

 

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