Opiniões

Morre Durval. Rosinha brota no canteiro das lendas

Rosinha (foto de Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)
Rosinha (foto de Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

 

Morreu hoje, por volta das 13h30, o vendedor ambulante Durval Alves de Azevedo, de 65 anos. Mais conhecido como “Rosinha”, pelo rouge sempre presente nas maçãs magras do rosto, além do jeito todo próprio de andar, falar e se vestir, popularizou o apelido muito antes do casal Garotinho ficar conhecido na política. Figura viva do folclore campista, habitava o imaginário da cidade tanto quanto os fictícios Ururau da Lapa, mítico jacaré do papo amarelo, e o coronel Ponciano de Azeredo Furtado, personagem do romancista José Cândido de Carvalho.

Na vida real, Durval morreu de pneumonia, na Santa Casa de Misericórdia de Campos. Ao lado de Mundinho, adorável vagabundo da vida real, e de Michel Haddad, outro famoso ambulante da cidade, Rosinha brotou no canteiro das lendas.

 

 

 

 

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Este post tem 19 comentários

  1. Vai deixar saudades!
    Por onde passava eram sorrisos!

  2. E Campos ficou mais pobre….

  3. essa Rosinha aí, pela humildade, simplicidade e coragem, vai pro céu com certeza.

  4. comprei muito bilhetinho da loteria federal com ela.

  5. Uma de suas falas. . . tchau NÉ, tchau Né, tchau NÉ…….
    quem lembra?

  6. ENTÃO TCHAU NÉ ???

  7. Gostava de cantar músicas do Rei Roberto Carlos! Era realmente um ícone da Planície Goitacá!

  8. Gostava mto dele sempre quando chega no meu serviço tomava café da manhã depois saia falando thau né thau né vai c/ DEUS saudades

  9. É uma pena,pois era um lendário de Campos. Mas Deus sabe de todas as coisas. Descanse em paz!

  10. Essa pneumonia talvez fruto pobre colhido do acidente que sofreu e longa permanência hospitalizado.. com certeza vai deixar saudade para todos que algum dia tiveram o prazer de receber um aceno dessa figura fantástica….. Com certeza o Céu estará esperando de portas abertas…..

  11. Pura alegria! Este mundo fica mais triste sem Rosinha, mas que alegre outros…O Universo precisa de sua energia.

  12. Sou de Macaé e estudei em Campos entre 2001 e 2006. Sempre o via andando em frente à corpo e energia. Um dia um fiscal da Campostur mexeu com ele, chamando-o de Rosinha. Ele se virou pro fiscal com bastante energia e falou: “Meu nome é Durval”.
    Depois desse dia nunca mais o esqueci.

  13. Hoje estou triste! Lembro-me dele, desde o início dos anos 80, quando eu, criança, estudava no Colégio Nossa Senhora das Graças, na 28 de março, e ele passava com sua alegria, acenando e dando tchau!
    Só posso concordar com você, prezado Carlos Heitor!

  14. Tenho quarenta anos e na minha adolescência ao vir para a “cidade” pois sou da roça me deparei com esta figura no jardim são benedito,me lembro dele andando pela ciclovia dando tchau para todos, campos perde uma figura caricata e humorada, sem maldade e malicia, em tempos que so se falam de homofobia Rosinha nunca foi agredido e desrespeitado por ninguém, me lembro no ano passado que covardemente ele foi atropelado e o motorista fugiu sem prestar socorro,rosinha no coração de Deus era uma criança, uma criança sem maldade e com muito amor no coração.

  15. As ruas de Campos dos Goytacazes perderão a inocência simpática e alegre de rosinha,que também cantava Sidney Magal em especial ¨Sandra Rosa Madalena¨.

  16. Lamentavel a partida do amado Durval mas conhecido rozinha,morava na mesma rua q moro,cresci com esse lindo ,carismatico,sempre com o sorriso no rosto,quero aqui deixar registrado q ele ñ era homossexual como algumas pessoas imagina,ele na vdd nunca vi com ninguem.Conheço sua familia pessoas mt boas e hj deve estar sentindo mt com a partida dele,mas creio q hj o céu esta em festa.

  17. Mais uma figura folclòrica de Campos que se vai. Me lembro muito bem de Rosinha vendendo os seus bilhetinhos de loteria pelo calçadão e pelas ruas de nossa cidade. Fica na història.

  18. Nos anos 60, “Rosinha” brilhava! Isto mesmo, no auditório da Rádio Campista Afonsiana, começou no programa de Diógenes Manhães, “O Recreio do Guri”, passando mais tarde pro “Show da Cidade”, do saudoso Herval Manhães de Azevedo.

    Imitava com perfeição alguns cantores da época, dentre eles, o Wanderley Cardoso e o internacional Neil Sedaka. Era muito afinado, pontual nos ensaios e muito querido pelo público.

    Vamos sentir falta! Talvez não tivéssemos prestado a devida atenção, só agora, quando não mais será possível vê-lo. Ficará a saudade!

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