Se Dilma entregar a cabeça de Lula, perde a sua e o PT acaba. Simples assim

Dilma 4

 

 

Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat
Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat

Dilma encabeça lista de Janot

Por Ricardo Noblat

 

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, deixou a presidente Dilma Rousseff de fora da lista de políticos supostamente envolvidos com a roubalheira da Petrobras.

Melhor para ela — e talvez para o país. A conferir mais tarde. Mas embora fora da lista, é a presidente Dilma que a encabeça. Porque ninguém enfrentará pior situação do que ela. Ninguém.

Os porta-vozes de Dilma dizem que com a divulgação da lista de Janot, a crise atravessará a rua. Sairá do Palácio do Planalto para o prédio do Congresso, entrando pela porta dos fundos.

Era o que mais desejava a presidente antes que a crise política detonada pelo PMDB no Congresso se juntasse à crise econômica. O Congresso devolverá a crise para o Palácio do Planalto. Isso é certo.

Não tem outro jeito. De resto, pior do que a avaliação dos políticos, somente a avaliação que os brasileiros fazem de Dilma. Lembra-se da mais recente pesquisa de opinião do Datafolha?

Em dezembro último, 42% dos brasileiros adultos consideravam o governo Dilma ótimo ou bom. Em fevereiro, apenas 23%. Em dezembro, ela era sincera, segundo 73% dos entrevistados.

O índice caiu para 35% em fevereiro, enquanto subiu de 13% para 54% o índice dos que a consideram falsa. Dilma é desonesta para 47% dos brasileiros.

Apenas 14% acham que Dilma não sabia da corrupção na Petrobras. A maior parte (52%) acredita que ela sabia da corrupção na Petrobras e deixou que ocorresse.

Em resumo: a presidente falsa, desonesta, que sabia da corrupção na Petrobras e nada fez, e que toca um governo ruim, será a principal vítima do que atravessaremos daqui para frente.

Com uma crise econômica pelo meio. E cercada de maus gestores políticos — sem falar dela mesma, que não gosta do que deveria fazer, e não disfarça a arrogância.

Quem gosta de uma pessoa assim?

Governo algum gosta de marolas. Sonha sempre com um mar de almirante. No fim do seu segundo mandato, Lula batizou de “marolinha” o tsunami econômico que sacudiu o mundo.

Dilma não poderá fazer o mesmo. Até porque “marolinha” ou tsunami, isso é coisa nossa. Somente nossa. Como era o Guaraná Fratelli Vita, por exemplo. Como é a ararinha azul.

Para preservar a sua e escapar ao mensalão, Lula entregou a cabeça de José Dirceu, ex-coordenador de sua campanha presidencial vitoriosa de 2002, e ex-chefe da Casa Civil.

Dilma não tem cabeça valiosa para entregar.

A de Lula? A corrupção sistêmica na Petrobras começou no segundo governo Lula. Mas se ele perdesse a cabeça, Dilma perderia a dela. E o PT acabaria. Simples assim.

A presidente incapaz de se reinventar está sozinha. Perigosamente só.

 

Publicado aqui, no Blog do Noblat

 

0

Petrolão em edição histórica na Folha impressa e sempre à frente na Folha Online

Como dito ontem, estou de volta. E valeu a pena me ausentar um pouco da lida blogueira, para constatar que com a sucessão de talentos na Folha, como os dentes de um tubarão, se faz pouca ou nenhuma falta. Arnaldo Neto, que já vinha ajudando este “Opiniões” na repercussão do Petrolão, além de dedicar seu dia de ontem à apuração do caso, junto ao Rodrigo Gonçalves, ao Mário Sérgio Junior e ao Eliabe de Souza, o Cássio Jr, resultando na histórica edição impressa de hoje da Folha impressa, assumiu a cobertura do assunto também na Folha Online, a partir do seu blog. Se diante da divulgação oficial da lista dos 49 políticos denunciados pelo procurador geral da República ao Supremo Tribunal Federal, mesmo todos (ou quase) que vinham ignorando solene e misteriosamente o caso na blogosfera goitacá, resolveram fingir que o maior escândalo de corrupção da história do Brasil finalmente existe, diante à possibilidade de competição, Arnaldo manteve a Folha onde sempre esteve no jornalismo de Campos e da região: na frente!

Confira abaixo:

 

Blog do Arnaldo Neto

 

 

STF revela lista de políticos investigados no Petrolão

Por Arnaldo Neto, em 06-03-2015 – 20h30

 

Ministro Teori Zavascki, do STF, abriu os inquéritos e determinou a quebra dos sigilos
Ministro Teori Zavascki, do STF, abriu os inquéritos e determinou a quebra dos sigilos

 

O ministro Teori Zavascki quebrou o sigilo total dos políticos investigados pela Operação Lava Jato, na noite desta sexta-feira (6). Do Rio de Janeiro, estão citados o senador Lindbergh Farias (PT), o deputado federal e presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) e o deputado federal Simão Sessim (PP). O deputado fluminense Alexandre Santos (PMDB) teve o pedido de abertura de inquérito arquivado. Foram autorizadas investigações contra políticos do PT, PMDB, PP, PTB e PSDB. No total, são 47 políticos investigados.

A temida lista elaborada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atinge em cheio a base aliada presidente Dilma Rousseff no Congresso, envolvendo políticos dos três principais partidos governistas: PT, PP, PMDB, além do senador aliado Fernando Collor, do PTB. As duas principais autoridades do Congresso Nacional integram a lista: o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Da oposição, o senador Antonio Anastasia, do PSDB de Minas Gerais, foi relacionado.

A relação de senadores contém dois importantes ex-ministros do primeiro mandato de Dilma Rousseff: Edison Lobão (PMDB-MA), que comandava a pasta de Minas e Energia, e Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-chefe da Casa Civil.

Parlamentares alvos dos inquéritos:

PP

– Senador Ciro Nogueira (PI)

– Senador Benedito de Lira (AL)

– Senador Gladson Cameli (AC)

– Deputado Aguinaldo Ribeiro (PB)

– Deputado Simão Sessim (RJ)

– Deputado Nelson Meurer (PR)

– Deputado Eduardo da Fonte (PE)

– Deputado Luiz Fernando Faria (MG)

– Deputado Arthur Lira (AL)

– Deputado Dilceu Sperafico (PR)

– Deputado Jeronimo Goergen (RS)

– Deputado Sandes Júnior (GO)

– Deputado Afonso Hamm (RS)

– Deputado Missionário José Olímpio (SP)

– Deputado Lázaro Botelho (TO)

– Deputado Luis Carlos Heinze (RS)

– Deputado Renato Molling (RS)

– Deputado Renato Balestra (GO)

– Deputado Lázaro Britto (BA)

– Deputado Waldir Maranhão (MA)

– Deputado José Otávio Germano (RS)

– Ex-deputado e ex-ministro Mario Negromonte (BA)

– Ex-deputado João Pizzolatti (SC)

– Ex-deputado Pedro Corrêa (PE)

– Ex-deputado Roberto Teixeira (PE)

– Ex-deputada Aline Corrêa (SP)

– Ex-deputado Carlos Magno (RO)

– Ex-deputado e ex-vice governador João Leão (BA)

– Ex-deputado Luiz Argôlo (BA) (filiado ao Solidariedade desde 2013)

– Ex-deputado José Linhares (CE)

– Ex-deputado Pedro Henry (MT)

– Ex-deputado Vilson Covatti (RS)

PMDB

– Senador Renan Calheiros (AL), presidente do Senado

– Senador Romero Jucá (RR)

– Senador Edison Lobão (MA)

– Senador Valdir Raupp (RO)

– Deputado Eduardo Cunha (RJ), presidente da Câmara

– Deputado Aníbal Gomes (CE)

– Ex-governadora Roseana Sarney (MA)

PT

– Senadora Gleisi Hoffmann (PR)

– Senador Humberto Costa (PE)

– Senador Lindbergh Farias (RJ)

– Deputado José Mentor (SP)

– Deputado Vander Loubet (MS)

– Ex-deputado Cândido Vaccarezza (SP)

PSDB

– Senador Antonio Anastasia (MG)

PTB

– Senador Fernando Collor (AL)

Arquivamentos
Além dos pedidos de abertura de inquérito, o Ministério Público Federal pediu o arquivamento em outros sete casos, entre os quais os dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado à Presidência da República, e Delcídio Amaral (PT-MS); e dos ex-deputados Alexandre Santos (PMDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ex-presidente da Câmara.

Outros três – Os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Romero Jucá (PMDB-RR) e o deputado e ex-ministro Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) tiveram parte das acusações arquivadas, mas serão alvos de inquérito em relação a outra parte.

 

Com informações: G1, O Globo, Veja, Estadão e Folha de S. Paulo.

 

 

 

0

Inté!!!…

pausa

 

Diante da misteriosa omissão de boa parte da blogosfera goitacá sobre o  maior escândalo de corrupção dos 126 anos da história da República do Brasil, este “Opiniões” tem andado quase sempre à frente da repercussão local do que há de mais importante, em fatos e versões nacionais, acerca do Petrolão. Hoje, no entanto, quando finalmente pode sair a íntegra da lista dos políticos denunciados pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal, estarei ocupado de outra função jornalística, por certo mais prazerosa, como crítico de cinema. Rolo a bola para o Blog do Arnaldo Neto, garoto novo que subiu o Paraíba do Sul desde sua foz com categoria de veterano no jornalismo de Campos.

Amanhã, quando descerei o Paraíba, espero estar de volta aqui. Inté!!!…

 

0

“Modelo venezuelano” dos Garotinho a Campos também parece com o de países africanos

Aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, o economista Ranulfo Vidigal dá sequência aos instigantes (e preocupantes) paralelos entre a Campos dos Garotinho e a Venezuela de Hugo Chávez e Nicólas Maduro, feitas pelo Wilson Diniz, também economista e analita econômico do jornal carioca O Dia. Mais uma vez, este “Opiniões” pede a devida licença para reproduzir:

 

Chávez Garotinho

 

Modelo venezuelano dos Garotinhos (III)

• Continuando a analisar o modelo venezuelano dos Garotinhos, recorro a Maquiavel para entender o atual momento que o ex-governador do Rio, Garotinho está passando exercendo o cargo de subalterno da prefeita da cidade de Campos. A sua trajetória vivendo em inferno zodiacal depois que foi candidato a Presidente da República parece personagem cinematográfico de Bernardo Bertolucci, O Último Imperador, que após a Revolução Chinesa de 1949, foi condenado a trabalhos forçados para o resto da vida.

• Perdendo prestígio em sua carreira, depois que resolveu fazer greve de fome como se fosse um líder humanitário perseguido por sistemas autoritários, entrou em desgraça política e hoje paga o preço da sua insensatez como político oligarca da Região Norte Fluminense. Sua queda depois da derrota para governador em 2014 é semelhante à decadência de ‘Greta Garbo’, artista que trabalhava na Praça Mauá e foi parar em Irajá, bairro do subúrbio do Rio.

• Recorro ao filosofo Maquiavel, quando afirmou: “Creio que este seria o verdadeiro modo de chegar ao Paraíso: aprender o caminho do inferno, para evita-lo”. No caso do modelo venezuelano dos Garotinhos, eles não conhecem o pensamento do filosofo medieval. Caminham agora na estrada do inferno, e hoje estão na porta do inferno político a espera para ser recepcionado por representante do povo nas eleições de 2016, para julgá-los nas urnas pelo abandono que cometeram em não priorizar a Educação do Ensino Básico para as crianças e para os professores de Campos.

• Olhando com detalhes os indicadores da Educação, os números são alarmantes. Em 2012, a Rede de Ensino Básico tinha 55.222 alunos, os gastos por aluno superavam o do Chile e o proposto pelo MEC, mas os números não fotografam a realidade da qualidade do ensino que é ofertado as crianças carente da cidade.

• Comparado com Macaé, que sofre os efeitos da ‘maldição do petróleo’, Doença holandesa, os gastos dos Garotinhos são inferiores da cidade vizinha que tem arrecadação menor do que a do município campista. Macaé gastou no mesmo período, R$ 8.339 reais por aluno, enquanto a quantia de Campos foi de R$ 5.281 reais e indicador do Ideb, projetado para 2021, é 5.2 comparáveis a cidades dos grotões do Nordeste.

• O modelo venezuelano implantado pelos Garotinhos contraria todos os manuais de organismo internacionais como as metas estabelecidas no Fórum Mundial de Educação, realizado em Dacar, onde 164 líderes de países elaboraram as metas da educação mundial para crianças a partir de três anos de idade, jovens e adultos em 2015.

• Olhando o quadro do modelo campista dos Garotinhos, os indicadores também se assemelham aos de países africanos.

 

0

Quem acredita que Dilma nunca desconfiou de nada errado?

Aloizio Mercadante e Dilma Rousseff (foto de Vanessa Rodrigues - Futura Press)
Aloizio Mercadante e Dilma Rousseff (foto de Vanessa Rodrigues – Futura Press)

 

 

Jornalista e escritor Nelson Motta
Jornalista e escritor Nelson Motta

A fome de Dilma

Por Nelson Motta

 

Na mentira, o que mais ofende e enfurece é o mentiroso achar que somos idiotas para acreditar nela. E quando a maioria da população acredita que a presidente é mentirosa, não há campanha publicitária que restaure a confiança perdida.

Mas omissões podem ser piores do que mentiras, quando reveladas. Quem pode acreditar que a presidente do conselho que mandou na Petrobras durante tanto tempo nunca desconfiou de nada errado?

Como uma economista formada não percebeu a deterioração das contas públicas e foi enganada durante quatro anos pela contabilidade criativa do secretário do Tesouro, Arno Augustin? Ou pior: ele cumpria ordens dela?

Eles não imaginaram as consequências? Quando os acionistas americanos lesados pela Petrobras ganharem suas indenizações na Justiça dos Estados Unidos, vão acusá-los de ataque à nossa soberania.

Enquanto isso, os acionistas brasileiros da Petrobras não vão ser indenizados em nada, embora vítimas da mesma incompetência e corrupção que fizeram o valor da empresa desabar. E nem serão: se forem, a empresa quebra. Aí vão dizer que é uma conspiração para sucatear a Petrobras e vendê-la a preço de banana para os gringos.

No Rio de Janeiro, Dilma parecia grogue num córner, dizendo frases desconexas… O destino da cidade é ligar o morro ao litoral… Eduardo Paes é o melhor prefeito das galáxias… e inventando uma canção em que o Centro histórico se desdobra para dentro do mar. Talvez fosse a fome.

Todo mundo sabe que poucas abstinências, depois do tabaco e do álcool, irritam mais do que passar fome numa dieta severa, meses a fio. Não há humor que resista, é uma fome que nunca passa, uma inveja mortal dos que comem, que justifica as explosões de fúria dos mais serenos, e multiplica a ira dos enfezados.

Mas uma pessoa tomar decisões graves, arbitrar disputas complexas e dialogar com interesses conflitantes, em busca de soluções urgentes, nesse estado, é uma temeridade. OK, Dilma quer ficar mais saudável e bonita, mas o melhor para o país é que ela volte a comer. O dulce de leche de Montevidéu deve ter adoçado seu café da manhã com o PMDB. Come, Dilma!

 

Publicado aqui, no Blog do Noblat

 

0

Energia dispara e inflação do primeiro trimestre será a maior do ano

Dilma e inflação

 

 

Jornalista Míriam Leitão
Jornalista Míriam Leitão

Trimestre difícil

Por Míriam Leitão

 

A inflação do primeiro trimestre será a pior do ano. Significa que no meio de todas as más notícias que o governo deu aos brasileiros neste início de 2015, e dos conflitos no Congresso, estamos agora atravessando a zona de turbulência. A grande responsável pela inflação do trimestre é a energia elétrica. Os preços administrados chegarão quase a 9,5% só nos primeiros três meses. Irão a 13,5% no ano.

O problema da inflação este ano será principalmente o custo dos erros do governo em 2013, quando os preços administrados ficaram em 1,5%. E agora vão para esses 13,5%, pelos cálculos do economista-chefe do banco Modal, Alexandre de Ázara. No gráfico abaixo, à esquerda, veja como é impressionante este primeiro trimestre: a inflação de janeiro a março ficará em quase 4%, a dos preços que o governo decide ficará em 9,46%, sendo que mais da metade dessa alta corresponde à energia elétrica.

O professor Luiz Roberto Cunha disse ao blog que a inflação de fevereiro será de 1,1%, continua pressionada em março, mas em abril começa a cair. Mesmo assim, acredita que a taxa de 2014 deverá ficar em 7,5%. Alexandre de Ázara acha que pode terminar em 8%.

A alta da energia foi decidida quando o governo errou no passado, portanto, ela não será controlada pelo aumento dos juros. Contudo, com uma taxa tão alta, o Banco Central tem que elevar a Selic para evitar a contaminação de outros preços.

O dólar sobe por uma série de motivos e acaba sendo também mais uma pressão inflacionária. Ele aumenta pela incerteza em relação ao destino do ajuste fiscal no Congresso, onde o PT se afasta da presidente por discordar das medidas, e o PMDB, porque se sente desprestigiado pelo estilo solitário de tomada de decisões da presidente. Os líderes das duas Casas tentam sobreviver à inclusão na lista de Janot. Um começo de ano para ninguém se queixar de tédio.

— Eu não acho que os presidentes da Câmara e do Senado estão retaliando o governo, acho que eles estão numa estratégia de sobrevivência. Eles precisam da presidente fraca. Porque PT e PMDB ou se salvam juntos ou morrem juntos — disse o cientista político Carlos Pereira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Na economia se luta também para evitar o pior, que seria o rebaixamento da nota do Brasil.

— Eu não acho que haja inclinação agora das agências de rebaixar o Brasil, mas se houver uma saída do ministro Joaquim Levy, por exemplo, haveria mais risco — disse Ázara, no programa da GloboNews.

O mercado financeiro projetava o dólar em R$ 2,91 em dezembro deste ano. Mas as incertezas políticas fizeram a moeda americana superar a casa de R$ 3,00 já esta semana. Essa era a taxa de câmbio projetada para dezembro de 2016. Já chegamos a esse valor.

Tudo é muito delicado na conjuntura econômica brasileira. O que poderia atrapalhar aconteceu. O país vive um ambiente recessivo, inflação alta, juros subindo, dólar, também, rombo nas contas públicas, conflitos no Congresso, crise na nossa maior empresa, um escândalo sendo investigado que pega importantes lideranças políticas, e a base política rebelada contra a presidente. Todos os brasileiros podem reclamar da conta de luz, da alta da inflação, da desordem nas contas públicas, exceto a presidente da República, já que a confusão foi em grande parte contratada por ela.

O que os economistas dizem para acalmar é que na inflação os outros trimestres serão mais baixos. Mas admitem que, no geral, a economia terá que piorar antes de melhorar.

 

Publicado hoje na edição impressa da Folha da Manhã

 

0

“Macheza” da CDL-Campos e Acic contra Dilma “afina” diante de Rosinha

Quem acompanha este “Opiniões” já deve ter percebido que desde que a lida blogueira foi retomada em 2015, ela está concentrada na reprodução de textos de noticiário e, sobretudo, de opinião, que julgo necessários à tentativa de entendimento da grave crise que o país atravessa, talvez a maior desde que o Brasil retomou o caminho da democracia a partir de 1985, fruto da ladroagem e da incompetência abissais dos últimos 13 anos de desgoverno do PT. Todavia, diante da contradição de entidades de classe de Campos que se dispõem a ir às ruas, cheias de coragem (ou bravata?), contra a política econômica do (des)governo Dilma, enquanto se calam passivamente diante dos absurdos diários do (des)governo Rosinha Garotinho (PR) em sua própria cidade, sou obrigado a dizer que concordo em gênero, número e grau com três leitores que fizeram aqui seus comentários, reproduzidos abaixo na relevância devida de postagem.

De fato, CDL-Campos e a Acic lembram aquela popular figura folclórica do sujeito que é muito macho na rua, mas apanha da mulher dentro de casa.

 

leão gatinho

 

 

  • Alexandre Ribeiro

    Porque a Acic e CDL não fazem protestos em Campos pelo impeachment de Rosinha?!! Temos provas visíveis do roubo do dinheiro público em Campos, essas obras superfaturadas e de péssima qualidade! Acodem Campistas nosso quintal é roubado diariamente!

     

     

    • PELAYO

      QUE O PROTESTO SEJA EXTENSIVO PARA CAMPOS E PEDIR IMPEACHMENT PARA ” ROSINHA” … CHEGA DE CORRUPÇÃO!!

       

       

      • Paulo Sa

        Prá Dilma os dirigentes da ACIC e da CDL articulam protesto. A situação de Campos é muito pior e esses cidadãos nada fazem. Aqui a corrupção é geral, na política e na prefeitura. Tem de tudo: obras superfaturadas; desvio de recursos; funcionários fantasmas; cabos eleitorais pagos por empreiteiras e prestadoras de serviço; rombo de R$10 milhões nas contas do governo Rosinha (2009-2012), descoberto por firma de auditoria por ela contratada e muito mais.
        A verdade é que, a maioria dos dirigentes de instituições, que deveriam defender a nossa cidade, ou têm medo de Garotinho ou levam algum tipo de vantagem da prefeitura, que ele “de fato”, governa.

         

0

Fevereiro Negro — Poupança perde R$ 6,3 bilhões em seu pior desempenho na história

Os depósitos na caderneta em fevereiro somaram R$ 135,9 bilhões, enquanto as retiradas foram de R$ 142,2 bilhões (foto de Tiago Queiroz - O Estadão)
Os depósitos na caderneta em fevereiro somaram R$ 135,9 bilhões, enquanto as retiradas foram de R$ 142,2 bilhões (foto de Tiago Queiroz – O Estadão)

 

 

A caderneta de poupança teve o pior desempenho mensal da história em fevereiro. Os saques da contas poupança superaram em R$ 6,3 bilhões os depósitos no mês passado. O cenário indica que está sobrando menos dinheiro no fim do mês na conta dos brasileiros. Além disso, o atual ciclo de alta dos juros básicos e do dólar em disparada tornam outros investimentos mais atrativos e rentáveis que a poupança.

Os depósitos na caderneta em fevereiro somaram R$ 135,9 bilhões, enquanto as retiradas foram de R$ 142,2 bilhões. No primeiro bimestre do ano, a poupança já acumula um resgate líquido de R$ 11,8 bilhões.

De acordo com dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira, 5, o saldo de fevereiro estava bem pior. Até o dia 26, os saques somavam R$ 10,5 bilhões. O valor registrado até o penúltimo dia útil do mês era maior, inclusive, do que o ano inteiro de 2003, primeiro ano do governo do PT, quando os resgates líquidos da poupança somaram R$ 10,4 bilhões – o maior volume de retiradas em um ano dos últimos 20 anos.

Só no último dia de fevereiro entraram aplicações no valor de R$ 4,2 bilhões. O movimento de concentração no fechamento dos meses é comum por conta de economias dos salários dos poupadores que muitas vezes vão de forma automática para a aplicação.

Com o resultado de fevereiro, o saldo total da poupança ficou em R$ 658,1 bilhões, já incluindo os rendimentos do período, no valor de R$ 3,7 bilhões. O Banco Central começou a compilar os dados atuais em 1995. Até o dado conhecido hoje, o maior resgate líquido mensal da poupança havia sido em março de 2006, de R$ 3,8 bilhões, superado posteriormente pelo resultado de janeiro. No primeiro mês de 2015, as retiradas já foram superiores às aplicações em R$ 5,5 bilhões. Foi a primeira vez que isso ocorreu após nove meses consecutivos de depósitos superiores aos resgates.

Rumores —  Em meados do mês passado, o Ministério da Fazenda divulgou nota à imprensa informando que não procediam as “informações que estariam circulando pela mídia social de que haveria risco de confisco da poupança ou de outras aplicações financeiras”. A nota da pasta dizia ainda que “tais informações são totalmente desprovidas de fundamento, não se conformando com a política econômica de transparência e a valorização do aumento da taxa de poupança de nossa sociedade, promovida pelo governo, através do Ministério da Fazenda”.

Remuneração — A forma de remuneração da aplicação mudou em maio de 2012. Pela nova regra, sempre que a taxa básica de juros, a Selic, for igual ou menor que 8,5% ao ano, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a taxa básica está em 12,75% ao ano. Quando o juro sobe a partir de 8,75% ao ano passa a valer a regra antiga de remuneração fixa de 0,5% ao mês mais a TR.

 

Publicado aqui, no estadao.com

 

0

Também na lista do Petrolão, Pezão disse ter recebido a notícia “com tranquilidade”

Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (foto de Marcos Tristão - Agência O Globo)
Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (foto de Marcos Tristão – Agência O Globo)

 

 

Por Vinicius Sassine

Brasília — Apesar de o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), negar qualquer possibilidade de envolvimento com os desvios de dinheiro da Petrobras, a Procuradoria Geral da República (PGR) já decidiu que vai pedir abertura de inquéritos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra ele, citado na Operação Lava-Jato. O entendimento é de que há elementos suficientes para os pedidos das investigações — os procuradores envolvidos descartam solicitar o arquivamento das citações. A avaliação dos procuradores é a mesma envolvendo o caso do governador do Acre, Tião Viana (PT).

A exemplo do que foi feito em relação aos políticos com foro junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PGR não vai oferecer uma denúncia direta contra os dois. O instrumento será o mesmo usado para as 54 pessoas listadas nas 28 solicitações ao STF: o pedido de abertura de inquérito.

O envio dos pedidos ao STJ, instância da Justiça para a investigação e o julgamento de governadores, acabou sendo adiado pela PGR. Ao STF, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, remeteu os documentos na noite de terça-feira. Os casos do STJ devem ficar para amanhã ou para a semana que vem.

A situação das petições já existentes no STJ é a mesma das 42 petições no STF. São procedimentos ocultos, que não aparecem nem mesmo no andamento dos processos disponível nos sites dos tribunais. A divisão em petições foi feita a partir do conteúdo dos depoimentos de delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Além de fatiar os procedimentos que ficaram no STF, foram transferidos os casos dos governadores para o STJ. Mas essas petições só serão transformadas em inquéritos a pedido da PGR. Autorizada a abertura de inquéritos pelo tribunal, as investigações são oficialmente iniciadas.

Pezão afirmou, nesta quinta-feira, desconhecer qualquer citação envolvendo o seu nome. O governador disse ter recebido a informação pela imprensa e reafirmou que esta disposto a colaborar com a Justiça e o Ministério Público, caso seja citado.

— Recebi a notícia pela imprensa com tranquilidade. Desconheço qualquer menção ao meu nome e reafirmo que estou à disposição da Justiça e do Ministério Público a fim de colaborar e prestar esclarecimentos, caso seja necessário. O aprofundamento das investigações é importante para o país — afirmou o governador.

Na quarta-feira, Pezão disse que se surpreendeu ao ver seu nome nos jornais atribuído a uma lista de políticos encaminhada pelo procurador-geral da república, Rodrigo Janot, com pedido de abertura de inquérito ao STF por envolvimento na Lava-Jato.

— Torço muito para saber o porquê que o meu nome vem aparecendo na imprensa. Já me coloquei à disposição do juiz Sérgio Moro (que está a frente das ações da Operação Lava Jato), do presidente do STF, Ricardo Lewandowski e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que é o fórum do governador. Vou prestar qualquer tipo de esclarecimento — disse Pezão, após participar da inauguração de uma unidade de ensino do Hospital Albert Einsten, no Centro do Rio.

São apenas três os casos de políticos com foro perante o STJ, conforme as petições existentes no tribunal e integrantes da PGR. Além de Pezão e Viana, o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP) tem foro perante o STJ, por ser conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia. Negromonte, porém, deve ser investigado no STF. Janot entendeu que as citações ao ex-ministro estão conectadas às suspeitas sobre o recebimento de propina por parlamentares do PP. Assim, eles devem ser investigados num mesmo inquérito no STF.

Esse princípio da conexão dos fatos se baseia no entendimento de que uma pessoa não pode ter cometido um crime sem a participação da outra. A análise sobre o caso de Negromonte repercutiu na discussão sobre a situação dos dois governadores citados na Lava-Jato, o que atrasou a remessa dos pedidos de inquérito ao STJ.

A conclusão, por ora, é de que há elementos para investigação, necessária antes de se decidir sobre a apresentação de denúncia. No caso de governadores, a abertura de ações penais, a partir do recebimento das denúncias, depende de aprovação das Assembleias Legislativas. Isso só ocorreu uma única vez até hoje.

Paulo Roberto Costa

Em dezembro, O Globo mostrou que documentos apreendidos nas sedes das construtoras Queiroz Galvão e Engevix — investigadas por suspeita de envolvimento no cartel para fatiar obras da Petrobras — revelaram registros de repasses que teriam sido feito pelas empresas a políticos e partidos que participaram das eleições do ano passado. Num manuscrito apreendido na sede da Queiroz Galvão, em São Paulo, havia nomes de diferentes candidatos com valores anotados ao lado. Num deles estava escrito “Pé Grande”, que pode ter relação com o governador Pezão.

Além disso, ainda de acordo com a Revista “Veja”, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa citou, em depoimento à PF, o ex-governador Sergio Cabral (PMDB), de quem Pezão foi vice governador em 2010. Segundo Costa, Cabral seria um dos integrantes do suposto esquema de corrupção que desviaria recursos da Petrobras.

Questionado sobre o depoimento do ex-diretor, Pezão disse que esteve com Paulo Roberto Costa em “diversas reuniões”:

— Eu estive em diversas reuniões de trabalho com o Paulo Roberto Costa. Mas nunca pedi ajuda para campanha. Tanto na minha campanha de 2014, como na campanha de 2010, quando era vice do Sérgio Cabral, nunca recebemos nenhuma contribuição ligada à Petrobras — disse Pezão.

 

Publicado aqui, na globo.com

 

Atualização às 19h59: O primeiro na blogosfera goitacá a noticiar aqui  a notícia da citação de Pezão na lista do Petrolão foi o ex-governador e secretário de Governo de Campos, Anthony Garotinho (PR)

 

0

Lindberg fala à Folha: “Quem se envolveu em corrupção na Petrobras tem que pagar”

Lindberg nos  tempos de cara-pintada
Lindberg nos tempos de cara-pintada

Depois de ter seu nome citado em matéria do Estadão (aqui), entre os nomes da lista do Petrolão encaminhada pelo procurador geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF), repercutida aqui no blog e na Folha Online, o senador Lindberg Farias (PT-RJ) ligou à nossa redação, sendo atendida pelo jornalista Arnaldo Neto. Sobre seu suposto envolvimento, ele disse:

— Não fui notificado e espero que meu nome não esteja (na lista). Quem se envolveu em corrupção na Petrobras tem que pagar. Estou muito consciente que o meu nome não esteja. O Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras) participou de reuniões sobre a campanha ao governo, mas ele não era mais diretor. Eu não apostaria na matéria do Estadão. Comigo não teve nada disso, não tem uma acusação. Garanto a você, posso ser citado, mas não vai ter acusação.

Indagado pelo repórter da Folha sobre a ironia de ter seu nome junto ao do também senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), a quem ajudou a derrubar da presidência da República, em 1989, como presidente nacional na União Nacional dos Estudantes (UNE) e líder dos cara-pintadas, que foram as ruas em todo o Brasil pedir o impeachment do então presidente, Lindberg disse:

— Só falo sobre isso após a divulgação (oficial) da lista.

 

0

Ironia do destino — Além de Renan e Cunha, lista do Petrolão tem Lindberg e Collor

Lindberg Farias, que como presidente da UNE liderou as passeatas dos cara-pitadas que levou ao impeachment de do então presidente Fernando Collor, em 1989, ao lado do hoje colega das Alagoas no Senado Federal e na lista do Petrolão
Lindberg Farias, como presidente nacional da UNE liderou as passeatas dos cara-pitadas que levaram ao impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1989, ao lado do hoje colega das Alagoas no Senado Federal e na lista do Petrolão enviado pelo procurador geral da República ao Supremo Tribunal Federal

 

 

Por Talita Fernandes, Andreza Matais e Beatriz Bulla

 

Brasília — A procuradoria-geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito contra cerca de 45 parlamentares com mandato, conforme apurou o Estado. Na última quarta-feira, a PGR enviou ao Supremo 28 pedidos de abertura de inquérito envolvendo 54 investigados com ou sem foro privilegiado. Esse último caso pode abranger tanto parlamentares sem mandato quanto pessoas sem prerrogativa de foro que tiveram atuação próxima aos políticos no suposto esquema de corrupção na Petrobrás.

O Estado apurou que juntamente com os pedidos de abertura de inquérito, Janot solicitou ao STF o cumprimento de ao menos quatro mandados de busca e apreensão, quebras de sigilos telefônico e bancário. O sigilo telefônico poderia confirmar não o teor, mas que houve conversas entre os investigados, uma vez que o pedido será para ter acesso ao extrato da conta telefônica.

Na lista de pedido de abertura de inquérito o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), os senadores Lindhberg Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA) e Fernando Collor (PTB-AL). A PGR pediu ainda o arquivamento do ex-presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O procurador-geral da República Rodrigo Janot descartou pedir investigação da presidente Dilma Rousseff, que teve o nome citado pelo doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do esquema, por considerar que a menção a petista é anterior ao mandato de presidente.

Aos procuradores, os delatores da Operação Lava Jato citaram o envolvimento de parlamentares do PT, PMDB, PP, PSDB e PSB.

Os nomes das pessoas que aparecem na lista não foram divulgados pelo STF, em razão de o caso estar sob sigilo de Justiça. Na relação há políticos com mandato, sem mandato e pessoas que, por estarem ligadas diretamente aos casos que envolvem políticos, acabaram incluídas nos pedidos de inquérito. O ministro do Supremo Teori Zavascki, relator das ações relativas à Operação Lava Jato, deve decidir pela divulgação dos nomes nesta sexta-feira, 6.

Conforme pessoas envolvidas nas investigações, a lista de cerca de 45 parlamentares pode crescer com o avanço das investigações e de novas delações que estão sendo colhidas no âmbito da Lava Jato.

 

Publicado aqui, no estadao.com

 

Atualização às 17h10: Procurada pelo repórter da Folha Arnaldo Neto, a assessoria de comunicação do senador Lindberg enviou a curta nota abaixo:

“Não tivemos acesso ao que foi encaminhado à PGR e daremos todas as respostas necessárias quando as informações forem divulgadas oficialmente”

 

Para quem não viveu, ou já tenha se esquecido e precise lembrar de como muitas coisas mudaram (e outras muito pouco) no Brasil e no mundo desde 1989, quando um jovem Lindberg Farias liderou milhares de outros jovens nas ruas do país pelo impeachment do jovem presidente Fernando Collor, o vídeo abaixo é uma excelente pedida:

 

 

0