Comunicador há vários anos, os caminhos do jornalista campista Nino Bellieny se cruzaram como os meus desde o primeiro show da banda norueguesa A-ha no Brasil, na praça da Apoteose, num hoje distante 1989. Sempre soube que ele escrevia, assim como penso ser a recíproca verdadeira. Tanto que, quando foi lançar “Nada é eterno mas tudo é para sempre”, seu primeiro livro de poemas, em 1998, Nino me convidou para fazer o prefácio, no qual lembrei do nosso primeiro contato num show de rock na passarela do samba. Ele depois editaria outro livro de poesia, “Pedra quebrada”, em 2000.
Apesar da perenização da obra em duas publicações, Nino hoje diz não se considerar mais um poeta, mas “um resumidor de ideias, buscando frases cada vez menores”. Do blog que mantém para divulgação dessas “ideias”, batizado de “Nuvens estacionadas”, este “Opiniões” escolheu ao domingo um poema curto e posterior aos dois livros, fruto do lirismo e da ironia que se aliam para ditar o tom de boa parte da obra do autor.
“Tonteria” é um substantivo bastante empregado no castelhano como sinônimo de “bobeira”, na língua aparentada de Luís de Camões. E aconselha-se mesmo a não dar nenhuma. Afinal, como advertido logo de cara pelo poeta, “cupido bêbado não tem dono”…
TONTERIA
Cupido bêbado não tem dono
Nem cuida da mira
Vai flechando sem piedade
Enquanto ri e delira.
Não tem como não ficar evaidecido, ser assunto em seu blog. MuitObrigado!
Gostei muito bom
É isso mesmo
Caro Nino,
Envaidecido fica o blog nessa função dominical de ajudar a divulgar a (boa) poesia local.
Abç e grato pelo empréstimo dos versos!
Aluysio