Opiniões

Após Argentina, democracia derrota populismo na Venezuela — Lembra alguém?

Oviedo previsão Venezuela

 

 

Minutos após a derrota do kirchnerismo na eleição do opositor Mauricio Macri como presidente da Argentina, em 22 de novembro, o advogado, publicitário e crítico de cinema Gustavo Alejandro Oviedo, nascido e criado naquele país, mas naturalizado brasileiro e radicado em Campos, utilizou a democracia irrefreável das redes sociais para fazer aqui uma previsão: “A democracia republicana começa a avançar na América Latina. Próxima parada: Venezuela”.

Pois nesta madrugada, a apuração das eleições legislativas da Venezuela confirmaram a previsão feita há duas semanas pelo observador atento dos regimes populistas na América do Sul, de discurso de esquerda e índole autoritária, naufragando em meio ao caos econômico que produziram em seus países. Para conhecer mais a derrota fragorosa imposta à “revolução bolivariana” pelo povo venezuelano nas urnas, bem como para saber quem lembram seus patéticos personagens, confira o texto do jornalista Ricardo Noblat, publicado aqui, em seu blog, e reproduzido abaixo:

 

 

Povo comemora nas ruas a contundente derrota eleitoral que impôs ao populismo chavista, após 17 anos de poder (foto: AP)
Povo comemora nas ruas a contundente derrota eleitoral que impôs ao populismo chavista, após 17 anos de poder (foto: AP)

 

 

Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat
Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat

Vento da mudança varre forte a Venezuela

Por Ricardo Noblat

 

Que presentão para o governo da Venezuela, que ontem celebrou os 17 anos da primeira vitória de Hugo Chávez, o pai da chamada “revolução bolivariana”.

A oposição, que pela primeira vez se apresentou unida, deu uma surra de votos no governo do presidente Nicolas Maduro e passou a controlar a Assembleia Nacional, o Congresso de lá.

Quando ainda faltava apurar votos para preencher 22 vagas, o Movimento da Unidade Democrática (MUD) havia elegido 99 deputados contra 46 do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Maduro reconheceu a derrota. Em seu discurso na televisão, primeiro saudou o “trunfo da Constituição e da Democracia”. Para em seguida atribuir a derrota ao “boicote econômico” ao seu governo.

A Venezuela está quebrada. O país, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, faliu devido à queda do preço do barril e às administrações desastrosas de Chávez e de Maduro.

Chávez seduziu os venezuelanos com seu populismo, sua oratória, e seus sonhos de grandeza. (Lembra alguém?). Aproveitou-se para isso do período em que o preço do petróleo estava nas alturas. (Lembra algo?)

Coube a Maduro, sem carisma, sem experiência como governante, turrão, tocar a “revolução” em um período de dificuldades acentuadas. (Lembra alguém?).

Foi uma Caracas deserta que recebeu de madrugada o dos resultados da eleição. Os moradores da cidade recolheram-se cedo. Postaram-se diante de televisores. E produziram pequenos ensaios de panelaços.

O vento da mudança, que na Argentina derrotou (aqui) a presidente Cristina Kirchner, agora soprou forte na Venezuela.

 

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