Tomou susto com a Câmara Federal? Bem vindo ao Brasil!

E se você é um daqueles que se surpreendeu, em 17 de abril de 2016, com o nível de uma Câmara Federal empossada desde 1º de janeiro de 2015, o desabamento ontem (21/04) de parte da ciclovia Tim Maia, na cidade do Rio de Janeiro, provocando a morte de duas pessoas cujos corpos foram dar na praia de São Conrado, diante de banhistas impassíveis que continuaram a bater sua bolinha no feriado de Tiradentes, é mais uma chance para finalmente apresentá-lo, caro leitor:

— Bem vindo ao Brasil!

 

Bolinha no feriado de paria ao lado dos cadáveres de Ronaldo Severino da Silva, de 60 anos, e Eduardo Marinho Albuquerque, de 54 (foto de Guilherme Leporace - O Globo)
Bolinha no feriado de praia ao lado dos cadáveres de Ronaldo Severino da Silva, de 60 anos, e Eduardo Marinho Albuquerque, de 54 (foto de Guilherme Leporace – O Globo)

 

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Este post tem 3 comentários

  1. Sérgio Provisano

    Nada me surpreende mais, meu caro Aluysio Abreu Barbosa, pois de tudo, um pouco vi, nessas seis décadas que ando por esse mundo de meu Deus, como disse o Poeta, fazendo eu mesmo o eu caminho… Essa imagem me deixou assim, meio sorumbático. Ela, como várias que de quando em vez – para ser mais preciso sempre – assolam essa nossa rede social, com frequência se repetem e mostram a banalização da morte, a indiferença que tomou conta dos corações e das mentes das pessoas. O desabamento da ciclovia é o desmoronar dos sentimentos solidários, é como se passássemos a valer nada, ou quase nada, para não ser injusto, com aqueles que ainda se importam. Eu não vou me apequenar, eu me recuso a achar normal a indiferença reinante, eu sempre vou me importar… Fraterno, forte e apertado abraço.

    1. Aluysio

      Caro Provisano,

      Pela boca do agiota Shylok, personagem título de “O mercador de Veneza”, Shakespeare fala por todos nós, daquilo que nos faz semelhantes e não devia nunca ser esquecido: “Eu sou um judeu. Judeu não tem olhos? Judeu não tem mãos, órgãos, dimensões, sentidos, impulsos, sentimentos? Não se alimenta também de comida, não se machuca também com as mesmas armas, não está sujeito também as mesmas doenças, não se cura pelos mesmos métodos, não passa frio e não sente calor com o mesmo verão e com o mesmo inverno que um cristão? Se vocês nos furam, não sangramos? Se nos fazem cócegas, não rimos? Se nos envenenam, não morremos?” (Ato 3, Cena 1)

      Abç fraterno!

      Aluysio

  2. Sérgio Provisano

    Nada me surpreende mais, meu caro Aluysio Abreu Barbosa, pois de tudo, um pouco vi, nessas seis décadas que ando por esse mundo de meu Deus, como disse o Poeta, fazendo eu mesmo o meu caminho… Essa imagem me deixou assim, meio sorumbático. Ela, como várias que de quando em vez – para ser mais preciso sempre – assolam essa nossa rede social, com frequência se repetem e mostram a banalização da morte, a indiferença que tomou conta dos corações e das mentes das pessoas. O desabamento da ciclovia é o desmoronar dos sentimentos solidários, é como se passássemos a valer nada, ou quase nada, para não ser injusto, com aqueles que ainda se importam. Eu não vou me apequenar, eu me recuso a achar normal a indiferença reinante, eu sempre vou me importar… Fraterno, forte e apertado abraço.

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