Opiniões

Feijó na comissão das Minas e Energias projeta região no governo Temer

Paulo Feijó (foto: divulgação)
Paulo Feijó (foto: divulgação)

 

 

Num momento em que Campos e os municípios produtores e limítrofes do Norte e Noroeste Fluminense amargam repasses de royalties do petróleo cada vez menores, um representante político com base eleitoral pulverizada nessas regiões deve assumir na próxima terça (03/04) a comissão de Minas e Energia da Câmara Federal. Cacifado após votar a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), enquanto o vice Michel Temer (PMDB) conta os dias para assumir a presidência da República, o deputado Federal Paulo Feijó (PR) foi indicado por seu partido, entre os 40 parlamentares da bancada, para assumir a comissão.

O fato de ter resistido à pressão do presidente estadual do PR, Anthony Garotinho, para não comparecer à votação ou votar contra o impeachment reforçou Feijó não só com o novo governo federal que se avizinha, como dentro do próprio PR. Depois de, segundo a mídia nacional, ter forçado a filha (aqui e aqui) e deputada federal Clarissa Garotinho (PR) a tirar licença maternidade e se ausentar na votação do impeachment, Garotinho tentou fazer o mesmo (aqui) com Feijó. Neste sentido, o político da Lapa chegou a plantar uma nota (aqui) junto ao jornalista carioca Fernando Molica, de O Dia, dando conta de que Feijó havia mudado o voto, obrigando o deputado a exigir a retificação da informação.

No final, a aprovação do impeachment na Câmara, na bancada do PR, teve 26 votos a favor, 10 contra, três abstenções e uma ausência (de Clarissa). Fortalecido pela atitude pessoal em favor do resultado nacional que enfraqueceu ainda mais Garotinho dentro do PR, Feijó agora assumirá pelo partido a comissão de Minas e Energia:

— É uma comissão muito importante. O impeachment da presidente Dilma no Senado, no dia 11, é praticamente irreversível. Quando Temer assumir, vou aproveitar meu bom trânsito com o Moreira Franco (PMDB, ex-governador do Rio e cotado para ser ministro no novo governo) para tentar ajudar a resgatar essa atividade que, mesmo com a queda no preço do barril de petróleo, ainda é de longe a principal para a economia da nossa região.

 

Página 2 da edição de hoje (29/04) da Folha
Página 2 da edição de hoje (29/04) da Folha

 

 

Publicado na edição de hoje (20/04) da Folha da Manhã

 

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Este post tem 5 comentários

  1. Sabia que o voto dele não foi a toa, alguma coisa ele já estava no bolso… Este é o mrs bean que eu conheço… eee Campos…

    1. DISSE TUDO…..

  2. Esse aproveita a onda……..não tem convicção própria, o seu padrinho está mal vou para outro lado!!
    Se o menininho estivesse de bola cheia tinha obedecido ou não????
    fica a pergunta…

  3. parabéns feijo! sai desse camarada e siga sua vida: vc está o a o com ele quando foi pessa fundamental nos debates a favor de rosinha e atacando arnaldo em 2008. ele acha que a pessoa tem que ficar o tempo todo aos comandos dele, não se preocupe dos comentários dele e muitos menos dos meia duzias dele quando fala de traição: se agir com decisão própria vc corre o risco de ser chamado de traidor! traidor? que o diga BRIZOLA.

  4. Só espero que ele não prossiga na loucura de continuar vendendo “royalties do futuro”! Olha o que aconteceu com o próprio Estado do Rio! Nem dinheiro para pagar aos aposentados e pensionistas!

    Falar nisto, usar dinheiro de Fundo de Previdência, é “pedalada”, será que isto também aconteceu aqui por Campos? “Quem” tem a chave do “cofre” da previdência dos funcionários da PMCG?

    Enfim, contar com “o ovo no fiofó da galinha” não é possível em se tratando de “meio político”! Uma coisa é a “teoria”, a outra, “a prática”! E o Moreira Franco não é bobo, pelo que eu me lembre dele, está sempre procurando o lado mais fácil da maré!

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