Pudim pelo apoio do DEM com presidente da Câmara eleito ontem

Pudim e o presidente da Câmara Federal eleito na madrugada de hoje, Rodrigo Maia (foto: divulgação)
Pudim e o presidente da Câmara Federal eleito na madrugada de onem (14), Rodrigo Maia (foto: divulgação)

 

 

Por Aluysio Abreu Barbosa

 

Eleito na madrugada de ontem como novo presidente da Câmara Federal, numa vitória significativa (aqui) do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) sobre seus opositores e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado federal fluminense Rodrigo Maia teve uma agenda agitada depois de dormir um pouco. E entre os primeiros que recebeu, já como um dos homens fortes da República, foi (aqui) o deputado estadual Geraldo Pudim (PMDB), que depois dali ainda estaria com Temer, numa reunião do presidente com representantes de assembléias legislativas de todo o Brasil.

Provocando inveja em quem chega a dedicar um blog à política estadual e nacional, mesmo com atuação política hoje encolhida à secretaria de governo de Campos, Pudim colocou o município administrado pela prefeita Rosinha Garotinho (PR) na mesa de discussão com Rodrigo Maia. Para o político campista, é necessária a união das legendas de oposição contra o grupo do qual ele mesmo fez parte e que governa a cidade desde 1989:

— Fui deputado federal com Rodrigo Maia de 2007 a 2010. Falei da importância de se ter um presidente da Câmara que é do Rio de Janeiro e como isso poderá produzir efeitos benéficos para o Estado, sobretudo nas negociações com Governo Federal. Neste sentido, Campos só teria a ganhar, se também estivesse integrada a esse alinhamento, no qual o PMDB e o DEM, pela força que representam, poderiam caminhar juntos na eleição de outubro.

Rodrigo, cujo DEM tem como pré-candidato a prefeito de Campos o edil Nildo Cardoso, ouviu Pudim, mas não se manifestou — nem contra, nem a favor. Mesmo tendo sido o vereador mais votado em Campos na última eleição municipal, Nildo tem enfrentado dificuldades para manter sua pré-candidatura à Prefeitura. Primeiro, teve que deixar o PMDB (aqui), após o próprio Pudim nele se integrar pela mão do próprio presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), para ser pré-candidato à sucessão de Rosinha.

Sem espaço no PMDB, ele acabou migrando ao PSD. Quando o partido depois foi oferecido (e quase aceito aqui e aqui) ao deputado federal Paulo Feijó (PR), Nildo se refugiou no DEM, tirando o partido (aqui) do controle do empresário Helinho Nahim, pré-candidato. Após perder o DEM para Nildo, Helinho acabou encontrando abrigo (aqui) no PPS do vereador e pré-candidato a prefeito Rafael Diniz.

Depois de “vender seu peixe” na eleição municipal junto ao novo presidente da Câmara Federal, Pudim foi cumprir protocolo pela Alerj, representando-a como seu primeiro-secretário, junto ao presidente Temer. Na pauta de discussão, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 47, que visa ampliar o poder de legislação das assembleias estaduais em todo o Brasil.

 

Página 2 da edição de hoje (15) da Folha
Página 2 da edição de hoje (15) da Folha

 

Publicado hoje (15) na Folha da Manhã

 

Aqui, o jornal carioca O Dia noticiou hoje (15) a mesma coisa

 

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Este post tem 3 comentários

  1. Almeida

    Pudim poderia ser vice de Nildo. Ou até mesmo compor uma aliança encabeçada por Nildo, quem sabe? Unir a oposição é o que se faz necessário. Aguardemos os próximos capítulos.

  2. PELAYO

    ESSE “PUDIM” ESTÁ MUITO “AZEDO”,
    NÃO DA PARA ENGOLIR…

  3. Fabiano Gomes

    PUDIM SEM CREDIBILIDADE!
    CAMPOS MERECE UMA POLITICA LIMPA!!!
    100% NILDO CARDOSO!!!

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