Opiniões

PT de Campos nega um pedido rosáceo, mas pode atender ao outro

Ponto final

 

 

PT rosáceo: chance zero?

“A chance do PT de Campos caminhar junto com o candidato a prefeito do governo Rosinha Garotinho (PR) é zero”. Foi o que afirmaram categoricamente à coluna tanto o presidente do diretório municipal petista, André Oliveira, quanto Hélio Anomal, pré-candidato do partido à sucessão de Rosinha. Assim reagiu em Campos o partido do ex-presidente Lula, ontem denunciado (aqui) pelo Ministério Público Federal (MPF) de Brasília, além da tentativa de obstrução da Lava Jato, por organização criminosa, exploração de prestígio e patrocínio infiel.

 

A revelação

A reação dos petistas locais foi à revelação feita (aqui) ontem (21) nesta coluna, do encontro no dia anterior (20), em Brasília, entre o marido e secretário de Governo de Rosinha e o presidente nacional do PT, Rui Falcão. Nele, o secretário pediu apoio ao candidato rosáceo a prefeito, ainda como “paga” pela ausência que impôs (aquiaqui) à filha, deputada federal Clarissa Garotinho (PR), grávida, na votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Mas ouviu de Falcão que a “dívida” foi “quitada” (aqui) no empréstimo de R$ 367 milhões da Caixa, na terceira “venda do futuro” do município, presente de despedida do governo Dilma, em seu último dia, para Campos pagar até 2026.

 

Sem supresa

O encontro com o presidente nacional do PT, não foi surpresa para o presidente da legenda em Campos. Na verdade, André revelou que o político da Lapa o havia procurado pessoalmente há dois meses. Respondido que não havia possibilidade do PT de Campos caminhar com o governo Rosinha, seu secretário, conhecido pelo estilo arrogante e fanfarrão, avisou que iria tentar a aliança por cima. “E é direito dele conversar com quem quiser”, ressalvou, por sua vez, Anomal.

 

Alvos são Rafael e Caio

Se não conseguir o apoio do PT, que o diretório de Campos afirma ser impossível, o secretário pediu a Falcão que, pelo menos, o partido lance a candidatura própria de Anomal, para não ceder o generoso tempo de propaganda petista (aqui) a pré-candidatos de oposição com chance. Na verdade, a reunião de terça foi a segunda do secretário com o PT nacional para tratar da eleição de Campos. Na anterior, seu objetivo foi minar a possibilidade de apoio (aqui) ao vereador Rafael Diniz (PPS). Já nessa última, foi impedir a aliança que vinha sendo costurada (aqui e aqui) com o PDT, dos poucos aliados que restou ao PT, para apoiar Caio Vianna.

 

Outras conversas

Tanto Rafael, quanto Caio e o também pré-candidato Rogério Matoso (PPL) foram sabatinados pela executiva municipal do PT, que recusou fazê-lo com qualquer rosáceo, ou mesmo um ex, como o deputado estadual Geraldo Pudim, que trabalha para se candidatar a prefeito pelo PMDB. Do Rio, Caio ontem se mostrou tranquilo em relação ao movimento do político da Lapa: “Se ele está conversando com o PT nacional, eu estou fazendo a mesma coisa, assim como com o estadual e o municipal”.

 

E o outro pedido, companheiro?

André é peremptório em relação à impossibilidade de aliança do seu PT com o governo Rosinha: “Fomos oposição a eles por oito anos, sobretudo na Câmara, com os vereadores Renato Barbosa, Odisséia Carvalho e Marcão. Não vamos aderir agora que ele, finalmente, está acabando”. No entanto, ao ressaltar a resolução nacional petista para que o partido lance candidaturas próprias a prefeito nas cidades com mais de 100 mil habitantes, André pode estar, mesmo sem dolo, negando o primeiro pedido do secretário de Rosinha para atender ao segundo. Ainda assim, ele cobra de Anomal as alianças que garantam a eleição de pelo menos um vereador.

 

O formal e o moral

Dono de respeitável tempo de propaganda eleitoral, que o torna tão cobiçado, a despeito da sua grande rejeição, como o PT seria recebido por outra legenda, sua arqui-rival, que já está na aliança rosácea, é cotada para indicar o candidato a vice (vereador Mauro Silva) e é desejada pelos mesmos motivos: tempo de TV? Para Robson Colla, presidente do PSDB em Campos, não haveria problema. Pelo menos não formal: “Temos uma resolução nacional que nos impede de apoiar qualquer chapa encabeçada pelo PT. Mas não diz nada contra integrarmos uma mesma aliança. O problema não é formal, mas moral. Andar com o PT é inaceitável”.

 

Publicado hoje (22) na Folha da Manhã

 

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Este post tem 2 comentários

  1. Algo foi esquecido para abrilhantar ainda mais o inicio da matéria, poderia ser acrescentado e é o que (trecho excluído pela moderação) faz muito bem ” Lula que ( que tem 21%), grifo meu, continua sendo investigado e o Blamai que é amigo do Lula.

  2. TA MORRENDO DE MEDO !!!

    COM CERTEZA VAI PERDER A ELEICAO E VAMOS IMPLANTAR UMA CPI PARA INVESTIGAR A CAIXA PRETA QUE EXISTE NA PREFEITURA….

    ESPERO QUE NAO SE ACOVARDEM, POR CONTA DAS POSSIVEIS AMEACAS QUE IRAO RECEBER, SEJA QUEM FOR O ELEITO, CONTANTO QUE NAO SEJA ESSE (trecho excluído pela moderação) CAMPISTA…

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