Sérgio Provisano — De adversários e inimigos

 

 

 

Eu sou um leitor voraz, eu não me reconheço como indivíduo se não for praticando o ócio da leitura e de releituras e também cultivo o ócio da escrita, eu me relaxo lendo ou escrevendo, apesar de admitir que minha escrita seja menor, mas mesmo assim eu insisto.

A Arte da Guerra é um antigo tratado militar chinês, atribuído a um estrategista militar, o general Sun Tzu, ele foi escrito lá por volta do século V a.C.

Mas não é um simples tratado militar, apenas de estratégias, é mais do que isso, dentro dele encontramos coisas diversas, relativas à psicologia, meteorologia, topografia, política, economia, história, filosofia, literatura, ciências naturais…

É um tratado militar, mas remonta a uma época que a China não existia como uma nação, um ente unificado, a “terra do meio” vivia em permanente conflito numa interminável guerra civil.

Mas é um fato que adversário não é o mesmo que inimigo. São duas coisas distintas.

Adversários divergem essencialmente no campo das ideias, dentro daquilo que chamamos de contraditório, daquilo que denominamos de debate e sempre vale a pena repetir que todo debate é necessário, ou melhor, dizendo ele, o debate é essencial.

Já o inimigo é aquele que odeia alguém… E por odiar, procura prejudicar. O inimigo não quer o diálogo, ele quer a guerra. Ao inimigo, o debate não é uma coisa necessária,  essencial. Para o inimigo o que vale é a aniquilação do outro, ao inimigo só interessa o extermínio…

Para esse escrevinhador, o que interessa mesmo é discutir ideias, cultivar o debate, estimular o contraditório e não o conflito físico ou o extermínio do outro, pois só consigo me (re)conhecer como indivíduo, quando me identifico no outro, o meu espelho é o outro e se exterminar o outro, automaticamente me extermino.

Lá no tratado aludido, encontramos muitos ensinamentos, dentre alguns, Sun Tzu disse o seguinte: “Energia é o que tensiona o arco; decisão é o que solta a flecha”.

Eu vim ao mundo para decidir, e você? Quer fazer a diferença ou ficar aí imóvel? Prefere ser adversário ou inimigo?

Eu já me decidi, sou adversário… Carpe diem.

 

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Este post tem 2 comentários

  1. Sérgio Provisano

    Combater os bons combates, lutar as chamadas causas perdidas, respeitar os adversários, não amealhar inimigos e principalmente preservar os amigos, essas deveriam ser as metas de todos os guerreiros. Carpe diem.

  2. ge

    Perfeito.

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