

Garotinhos juntos com Virgílio
Os ex-governadores Anthony e Rosinha, a deputada federal Clarissa (os três, União) e o prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) têm data marcada para voltarem a se reunir publicamente. Será às 19h de amanhã (2), na prestação de contas do vereador Juninho Virgílio (União), em salão de festas da avenida Arthur Bernardes. O ato é considerado uma prévia ao lançamento da pré-candidatura do edil à Alerj. Mas será muito mais que isso: Garotinho, Rosinha, Clarissa e Wladimir tentarão pacificar não só a família, mas o grupo político. Que tornou público um princípio de racha, por desacordos internos sobre as eleições de outubro.

Pressão sobre Wladimir
Dos quatro, Wladimir é o mais pressionado. Não concorrerá daqui a quatro meses e tem um município para governar nos próximos dois anos e meio. Para isso, precisa do apoio do governador Cláudio Castro (PL), pré-candidato à reeleição. Sem ele, dificilmente manteria aberto o Restaurante Popular, concluiria a reforma no Hospital Geral de Guarus (HGG), ou retomaria as obras do Parque Saraiva, paradas desde o último governo municipal Rosinha. Foi da mãe que o prefeito recebeu recado duro, em postagem no Facebook do dia 10: “Wladimir, você só chegou onde está com o carimbo Garotinho. Não pelos seus belos olhos verdes”.

Fogo no parquinho
Ponto Final antecipou
No mesmo Ponto Final do dia 18, foi antecipada a reação política do pai: “Com Clarissa e Waguinho (União), prefeito de Belford Roxo, Garotinho foi ontem (17) à sede do União em Brasília, conversar com o presidente nacional, deputado federal Luciano Bivar. Daria duas opções em outubro ao seu novo partido: ou vem a governador, ou a nada. Se for a governador, teria pouca chance. Mas poderia dificultar a vida de Cláudio Castro. Se for a nada, Clarissa poderia vir a deputada federal, com Juninho Virgílio a estadual (…) O ex-governador deve anunciar hoje seu destino. Que, até as convenções, é sujeito a mudanças”.

Garotinho repetiu, Bivar não
No dia 18, Garotinho declarou à mídia nacional o que esta coluna antecipou: “Não serei candidato a nada se não for candidato a governador”. Quatro dias depois, no dia 23, Bivar disse à mesma mídia nacional que a história não era bem essa: “Temos um apoiamento ao governador Cláudio Castro. Ele (Garotinho) entrou com o pedido de pleitear a candidatura dele como governador (…) Não há uma decisão”. Ontem (31), Garotinho esteve novamente em Brasília, para o lançamento da pré-candidatura de Bivar a presidente. Que, também ontem, o site O Antagonista definiu: “Vai haver mais gente no palanque do que na plateia”.

Ganho do União?
Do Planalto Central à planície goitacá, também ontem, o cientista político e sociólogo George Gomes Coutinho, professor da UFF-Campos, analisou no programa Folha no Ar: “Garotinho tem um capital político que demonstra resiliência. A questão é como ele vai lidar com o Bivar. Para o União, que é uma legenda bastante forte, o cálculo é nacional, da nova Câmara dos Deputados. Quando Bivar e ACM Neto (secretário-geral do União e ex-prefeito de Salvador) definirem quem eles vão autorizar e para o que, a ótica da legenda será: o que o União ganha com Garotinho candidato ao governo fluminense?”
Perdas para Castro?
A dúvida dos ganhos políticos do União com uma candidatura de Garotinho a governador se confirma na posição dúbia de Bivar. Mas a resiliência do eleitorado de Garotinho é verdadeira. Como o Ponto Final do 25 explicou: “Garotinho ainda tem muitos votos no Estado do Rio, sobretudo no Norte e Noroeste Fluminense, Região Serrana e na Baixada Fluminense. Uma candidatura sua a deputado federal ou estadual seria considerada pule de 10. Mas dificilmente teria condições de voltar a ser governador. E ele sabe disso. Mas pode tirar votos de Castro, decisivos se o embate for apertado. E o governador candidato à reeleição também sabe disso”.
Caroço sob o angu
No mesmo Ponto Final do dia 25, foi revelado o motivo da pré-candidatura de Garotinho: “pressionar Castro a diminuir o espaço do deputado estadual Rodrigo Bacellar (PL). Que só saiu da secretaria estadual de Governo para disputar a reeleição à Alerj, também considerada pule de 10”. Assim como o dilema que o pai ex-governador impõe ao filho prefeito de Campos: “Wladimir precisa de Castro para tocar seu governo, concluir as obras do Hospital Geral de Guarus (HGG) e retomar as obras do Parque Saraiva. Com a iminência de Marquinho Bacellar (SD), irmão de Rodrigo, assumir a Câmara Municipal no biênio 2023/2024”.
Publicado hoje na Folha da Manhã.

Ao contrário de que muitos pensam ( por desinformação ou por Oposição mesmo!!) Garotinho tem Grande força como candidato a Governador, muito mais pela sua experiência e feitos pelo Estado quando ja foi considerado o melhor Governador do Brasil, quanto ao filho, se realmente ele estiver dividido é por pura vaidade, sempre estaria ao lado do meu pai, ainda mais que foi ele que o capacitou para a política.