
Além de Trump, a nova Quaest pesquisou o embate de Lula contra o Congresso, que derrubou seu decreto presidencial para aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Do qual a maioria mínima que ficou sabendo: 51% dos brasileiros. Dentro da margem de erro, é um empate técnico com os 48% que disseram não estar sabendo, com 1% que não soube opinar.

Não viram conteúdo contra Hugo Motta: 72%
Sobre o alvo preferencial do Lula 3, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REP/PP), apenas 25% dos brasileiros chegaram a ver algum conteúdo crítico produzido contra ele. A grande maioria de 72% não viu, com 3% que não opinaram.

Não viram vídeos do PT contra o Congresso: 83%
Frutos da ação do misto de marqueteiro e ministro da Comunicação de Lula, Sidônio Palmeira, os vídeos do PT, usando Inteligência Artificial (IA) para atacar Motta e chegar a classificar o Congresso de “inimigo do povo”, também não foram vistos por uma maioria ainda maior: 83% dos eleitores. São apenas 17% os que viram, sem que ninguém tenha deixado de opinar.

Taxar mais os ricos e menos os pobres: 63%
Apesar do pouco conhecimento das iniciativas do governo na questão tributária, a pesquisa Quaest revelou que existe espaço para ser explorado pelo Lula 3 no tema junto ao eleitor. Perguntados se o governo deve aumentar imposto dos mais ricos para diminuir o dos mais pobres, 63% acham que sim. Uma minoria de 33% disse que não, com 4% que não opinaram.

“Ricos contra pobres” não está certo para 53%
Nas campanhas publicitárias das suas investidas tributárias, o Lula 3 talvez tenha que pensar melhor na forma. A maioria de 53% acha que “o discurso que coloca ‘ricos contra pobres’ não está certo, porque cria mais briga e polarização no país”. A minoria de 38% acha que “está certo, porque chama a atenção para os privilégios de alguns”, com 9% que não opinaram.

Violência ainda é o maior problema do Brasil
Quanto à maior preocupação do eleitor sobre o Brasil, a violência continua liderando, mas oscilou para baixo de maio a julho: de 27% a 25%. Em 2º lugar, os problemas sociais oscilaram para cima no período, de 19% a 20%. E ficou em empate técnico com 3º) a economia, que oscilou para baixo, de 19% a 17%; e 4º) a corrupção, que cresceu de 13% a 16%.


Análise do especialista
“Ainda no resultado da avaliação do governo Lula trazido pela Quaest de julho, em menor grau, cabe considerar o efeito positivo dos 63% que acreditam que o governo deve aumentar imposto dos mais ricos. Como diminuir a carga tributária sobre os mais pobres“, destacou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.