
Na última quarta-feira (11), finalmente foi divulgada uma pesquisa de instituto de credibilidade a governador e senador do RJ, a primeira deste ano eleitoral de 2026. A governador, a Real Time Big Data confirmou (confira aqui) a vantagem do prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) na disputa, que variou de 42% a 46% de intenção de voto em dois cenários estimulados (com a apresentação dos nomes dos candidatos) ao primeiro turno de 4 de outubro, daqui a exatos 6 meses e 21 dias.
Douglas Ruas no primeiro turno — Além de Paes, o único nome a pontuar com dois dígitos de intenção nos mesmos dois cenários de primeiro turno foi Douglas Ruas (PL), deputado estadual licenciado como secretário das Cidades do governo Cláudio Castro. Pré-candidato do bolsonarismo a governador, Ruas variou de 11% a 13%. Ou seja, a vantagem de Paes hoje sobre ele variou de 31 a 33 pontos.

Paes e Ruas no segundo turno — Na simulação de segundo turno do Big Data, Paes bateria Ruas por exatos 51% a 19%. São 32 pontos de vantagem a governador do atual prefeito carioca. Outros 19% de eleitores não souberam responder, com 11% que disseram que votarão nulo ou branco.
Rejeição — Índice negativo considerado fundamental à definição do segundo turno, por fixar o teto de crescimento dos dois candidatos que o disputam, a rejeição tem o ex-governador Wilson Witzel (DC) na liderança: 52% dos fluminenses não votariam nele a governador. Ele foi seguido por Paes, com 39%; pelo ex-presidente da Alerj André Ceciliano (PT), com 38%; pelo vereador carioca Wilson Siri (Psol), com 26%; e Ruas, com 23%, ou 16 pontos a menos de rejeição que Paes. O que, em tese, pode ser uma vantagem ao pré-candidato do PL na disputa de um eventual segundo turno.

Eleição matematicamente aberta — Na pesquisa espontânea Big Data, onde o eleitor fala da própria cabeça em quem pretende votar, revelando a intenção de voto consolidada, Paes foi o único a pontuar com dois dígitos: 12%. Ruas ficou em 3º lugar, com 2%, mas tem chance de absorver os 4% de Castro, que é pré-candidato ao Senado e o apoia. De qualquer maneira, os 64% que dizem ainda não saber em quem votarão revelam uma eleição ainda completamente aberta.

Pesquisa também em Campos — Divulgada na quarta, a pesquisa Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores de 53 dos 92 municípios fluminenses, inclusive de Campos, entre os dias 9 e 10 de março. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ-04191/2026.
Análise do especialista — “A Real Time Big Data de março de 2026 confirma a liderança de Eduardo Paes, mesmo com o nome de Douglas Ruas já apresentado e concorrendo com outros candidatos. Quando aparece, André Ceciliano (PT) empata tecnicamente com Douglas Ruas na 2ª colocação. No cenário de segundo turno a vantagem de Paes é de 32 pontos. Por outro lado, o ainda atual prefeito carioca tem rejeição maior e desconhecimento menor do eleitorado, o que poderá levar a redução da vantagem de Paes daqui até a urna de outubro deste ano. Outro detalhe que merece atenção e que tende a favorecer Ruas é o fato da segurança pública, de maneira isolada, ser a prioridade do eleitor fluminense para o próximo governador”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
CLÁUDIO CASTRO LIDERA CORRIDA A SENADOR
Mesmo com a possibilidade de ficar fora do páreo eleitoral de 4 de outubro, se for condenado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no caso Ceperj, o atual governador Cláudio Castro (PL) lidera a corrida por uma das duas cadeiras ao Senado pelo RJ. Foi o que revelou a pesquisa Real Time Big Data (confira aqui) divulgada na quarta, onde Castro variou de 23% a 24% nos dois cenários a senador.
Castro lidera a senador, seguido de Crivella, Pimentel e Benedita — Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, Castro liderou com relativa folga a pesquisa Biga Data a senador. No cenário 1, ele foi seguido, 8 pontos atrás, pelo deputado federal Marcelo Crivella (REP), com 15%. Este, em empate técnico com o ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel (sem partido) e a deputada federal Benedita da Silva (PT), com 12% cada.

Primeiro e segundo voto a senador — No cenário 1 às duas cadeiras ao Senado em disputa, a Big Data fez também as perguntas: “Quem seria o seu primeiro voto? E o segundo voto?” No primeiro voto, Castro liderou com 33%, seguido à distância por Crivella e Benedita, com 15% cada; estes dois últimos em empate técnico com Pimentel, com 12%. No segundo voto, em empate técnico, Crivella liderou numericamente, com 15%, seguido de Castro e Pimentel, com 12% cada.

Castro lidera a senador, seguido de Pimentel, Benedita e Pedro Paulo — No cenário 2 da Big Data ao Senado pelo RJ, sem Crivella, Castro teve 10 pontos de vantagem sobre o 2º colocado. Que foi Pimentel, com 14% de intenção de voto, em empate técnico na margem de erro com Benedita, com 12%, e o deputado federal Pedro Paulo (PSD), com 10%, aliado de Paes, líder na mesma pesquisa a governador.
Primeiro e segundo voto a senador — No cenário 2 às duas cadeiras ao Senado em disputa, a Big Data também fez as perguntas: “Quem seria o seu primeiro voto? E o segundo voto?” No primeiro voto, Castro liderou com 36%, seguido à distância por Benedita, com 16%, e Pimentel com 13%; estes dois últimos em empate técnico. No segundo voto, Pimentel liderou numericamente, com 15%, mas em empate técnico com Pedro Paulo, com 12%, e Castro, com 11%.

Trabalho como governador aprovado e desaprovado por 44% — Castro parece liderar a corrida por uma das duas cadeiras ao Senado, que os fluminenses elegerão em outubro, a partir da aprovação ao seu trabalho como governador. Que tem a aprovação de 44% da população, embora outros exatos 44%, no lado oposto, desaprovem o trabalho do atual chefe do Executivo estadual, com outros 12% não souberam opinar.

Análise do especialista — “A Real Time Big Data também testou a intenção de voto ao Senado fluminense, que contará com duas cadeiras. Considerado um governador ótimo ou bom por 26% do eleitorado entrevistado, e regular por 42%, Cláudio Castro está consolidado como 1ª opção, com os nomes de Marcelo Crivella, Rodrigo Pimentel e Benedita da Silva se alternando como 2ª opção. Outros nomes testados ao Senado foram o de Pedro Paulo, Márcio Canella e Otoni de Paula. Cabe considerar que novos fatos políticos e jurídicos, daqui até a urna de outubro, podem alterar as opções do eleitorado na eleição às duas cadeiras do Senado”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
Publicado hoje na Folha da Manhã.
