
Certo que Petkovic e Adriano, na criação de jogadas e na complementação delas ao gol, são os grandes destaques do time de Andrade. É uma evidência técnica que salta aos olhos, não só dentro do Flamengo, como no próprio futebol jogado hoje no Brasil. Mas e taticamente, aquele aspecto geralmente só percebido por olhos mais atentos?
Aí, não há dúvida de que o grande destaque rubro-negro é o volante chileno Maldonado. Desde que chegou à Gávea, deu ao time a consistência defensiva que os times campeões precisam ter, aquela que faz o adversário até deter maior posse de bola, mas sem tirar a certeza da vitória de quem tem a técnica para definir nos contra-ataques. De fato, para quem viu, ele faz lembrar o também volante Mauro Silva, em seu auge, na Copa de 94, quando era capaz de cobrir o meio e as duas laterais, levando o legendário ex-craque Alfredo DiStéfano a dizer que fôra ele, não Romário, Bebeto ou Aldair, o melhor jogador na campanha do Tetra.
Exageros à parte, acabou de ser anunciado que Maldonado deve ficar de fora dos três últimos jogos do Brasileirão, contra Goiás, Corinthians e Grêmio. Hoje, ele teve uma lesão grave no joelho esquerdo, na vitória da seleção do seu país, por 2 a 1, contra a Eslováquia, em jogo amistoso. Nas suas próprias palavras:
— Parece que tenho um problema de meniscos ou ligamentos. Mas tenho que levantar a cabeça. Acontecer isto depois de tanto tempo longe da seleção me dá raiva, ainda mais porque sei que será uma recuperação longa — admitiu, em entrevista ao site Latercera.com.
O departamento médico do Chile ainda vai confirmar a gravidade de lesão e o tempo de recuperação. Todavia, a perspectiva é de que os flamenguistas sejam mesmo obrigados a torcer para que Toró tenha uma atuação mais consistente do que a do último domingo, quando evidenciou a falta que o chileno faz na proteção à zaga, ao substitui-lo na vitória sobre o Náutico.