
Quem é governador se Castro sair?
Após a prisão (confira aqui, aqui e aqui) e soltura (confira aqui) de Rodrigo Bacellar (União), mas com seu afastamento da presidência da Alerj mantido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, com quem ficará o Legislativo fluminense? E será governador do RJ caso Cláudio Castro (PL) renuncie até 4 de abril, para concorrer a senador?
Hoje, seria o presidente do TJ
Vice de Bacellar, Guilherme Delaroli (PL) assumiu a presidência da Alerj, mas não foi eleito ao cargo. Com a renúncia do vice-governador Thiago Pampolha (MDB), para ser conselheiro da Tribunal de Contas do Estado (TCE), hoje quem assumiria na vacância de Castro seria o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Ricardo Couto.
Prisão de Bacellar e motivo
Para saber o que será, necessário relembrar o que já foi: no dia 3, Bacellar foi preso preventivamente e afastado da presidência da Alerj por Moraes, na operação Unha e Carne. Ele teria vazado informações da operação Zargun ao então deputado estadual TH Joias (MDB), preso em 3 de setembro, por ligação (confira aqui) com a facção Comando Vermelho.
Soltura de Bacellar sob cautelares
No dia 8, uma Alerj dividida entre o medo de Moraes e de Bacellar votou por 42 a 21 pela soltura do segundo. Que, no dia 9, foi liberado com várias medidas cautelares impostas pelo STF. Além do afastamento da presidência, entrega do passaporte e uso de tornozeleira eletrônica. No dia 10, Bacellar pediu licença do cargo de deputado.
Nomes a presidente da Alerj
A licença poderia ser de até 120 dias. Bacellar pediu de apenas 10, pois emendará com o recesso parlamentar até o carnaval, em fevereiro. Hoje, há quatro nomes numa nova eleição a presidente da Alerj: Delaroli, Chico Machado (SDD), Rodrigo Amorim (União) e Douglas Ruas (PL), licenciado para ser secretário das Cidades de Castro.

O imponderável
Entre os quatro, o nome mais ligado a Bacellar é Amorim. Mas como se escolheria não só um novo presidente eleito da Alerj, como o provável governador até o final de 2026, a opinião de Castro pode prevalecer. Mas há o imponderável pesado no ar: quais serão os novos desdobramentos não só da Unha e Carne, como também da operação Oricalco?
E a Oricalco? (I)
A coluna revelou no dia 6 (confira aqui): “Na decisão sobre a prisão de Bacellar, Moraes sinalizou que a investigação terá desdobramentos. Ele pediu o compartilhamento de informações da Operação Oricalco. Que, pelo menos publicamente, ainda não aconteceu. O processo está no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF 2) e corre sob sigilo.”
E a Oricalco? (II)
“Ao desembargador relator Júdice Neto, da 1ª Seção Especializada do TRF 2, (solicito) o compartilhamento de todos os elementos de convicção angariados em todos os procedimentos e processos relacionados à operação Oricalco”, despachou Moraes. Nos bastidores corre que, além de Bacellar, outros cinco deputados seriam alvo da PF.
Publicado hoje na Folha da Manhã.
