Castro quer Nicola Miccione como governador-tampão do RJ

 

Cláudio Castro, Nikola Miccione e Altineu Cortês, na filiação do segundo ao PL para ser o governador-tampão do RJ (Foto: Divulgação)

 

Governador do RJ será Miccione?

Secretário estadual da Casa Civil, Nicola Miccione (PL) é o nome escolhido a assumir como governador do RJ, em mandato tampão, se o titular Cláudio Castro (PL) sair até 4 de abril para se candidatar a senador em outubro. Neste objetivo, Miccione se filiou ao PL em dezembro, com aval de Castro e do presidente estadual da legenda, deputado federal Altineu Cortês.

 

Castro fala grosso

O nome de Miccione terá que ser referendado pela Alerj numa eleição indireta a governador. Mas o atual parece disposto a jogar duro e impor sua escolha. Em ligação com outro pretenso candidato, Castro cobrou seu apoio a este nos últimos anos. E falou grosso: “Faça o que a sua consciência mandar, mas saiba que se continuar nesta posição estará rompido comigo”.

 

À espera de Jair

No PL, Miccione já teria o apoio do senador Flávio Bolsonaro, mas faltaria ainda o endosso do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mesmo preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) de Brasília, após ser condenado por tentativa de golpe de Estado, ele ainda se mantém muito popular, sobretudo no RJ. E nada ocorre no PL fluminense sem sua palavra final.

 

O plano A de abril

Castro ficou sem vice quando Thiago Pampolha (MDB) trocou o cargo pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Foi em 19 de abril (confira aqui), como o blog detalhou (confira aqui) 10 dias antes. O objetivo era que o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), assumisse como governador na saída de Castro. Para concorrer ao cargo, já na cadeira, contra o prefeito carioca Eduardo Paes (PSD).

 

Plano cai na Unha e Carne

Bacellar saiu do tabuleiro da sucessão após ser preso (confira aqui, aqui e aqui) em 3 de dezembro pela operação Unha e Carne da PF. E não teve como voltar após ser solto no dia 9, mas (confira aqui) afastado da presidência da Alerj. Com tornozeleira eletrônica, entrega de passaporte e recolhimento residencial à noite, entre as medidas cautelares que lhe foram impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Plano B

Como o novo presidente da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), por ser interino, não poderia assumir como governador, quem assumiria provisoriamente, na saída de Castro até abril, seria (confira aqui) o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto de Castro. Que terá até 30 dias para realizar a eleição indireta a governador na Alerj.

 

Os celulares no meio do caminho

Miccione não poderia tentar se reeleger governador em outubro. O que facilitaria a vida de Paes, favorito em todas as pesquisas ao cargo. O plano de Castro parece bem montado. Só que ninguém saber o que ainda sairá dos celulares apreendidos (confira aqui) de Bacellar, do seu ex-assessor Rui Bulhões (confira aqui) e do desembargador federal Macário Neto, preso pela PF (confira aqui) desde o dia 16. A ver.

 

Publicado na Folha da Manhã.

 

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