O governador Sérgio Cabral disse nesta quinta-feira, em sua conta numa rede social, que jamais permitirá mudanças no abastecimento de água do Rio que prejudique a população e as empresas do estado. Cabral se referia à proposta do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de captar água do Rio Paraíba do Sul.
Na terça-feira, Alckmin pediu autorização à Presidência da República para fazer a captação no Rio Jaguari, um dos principais afluentes do Paraíba do Sul, que é federal. A Agência Nacional de Águas (ANA) deve concluir ainda esta semana um parecer técnico sobre a viabilidade do projeto.
— Jamais permitirei que se retire água que abastece o povo do estado do Rio de Janeiro (…) O governador Alckmin, com quem tenho excelente relação, me ligou para expor essa ideia. Disse a ele que formalizasse a proposta e que eu enviaria aos órgãos técnicos. Mas já adianto: nada que prejudique o abastecimento das residências e das empresas do estado do RJ será autorizado — disse Cabral.
Hoje, da tribuna da Câmara, o deputado Anthony Garotinho (PR)registrou sua preocupação com a possibilidade de mais uma sangria nas águas do Rio Paraíba do Sul e pediu que o governador Sérgio Cabral exija na Agência Nacional das Águas um estudo técnico que garanta que não faltará água para o Estado do Rio.
Ato público foi marcado para a próxima terça, dia 25, às 13h, na escadaria do Palácio Tiradentes, sede da Alerj
Presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Bacia do Rio Paraíba do Sul, a deputada Inês Pandeló (PT) convocou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quinta-feira (20/03), para um ato público contra o projeto do governo paulista de transposição das águas do principal rio fluminense. O protesto será na próxima terça-feira (25/03), às 13h, na escadaria do Palácio Tiradentes.
Pela proposta defendida pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o Paraíba do Sul seria interligado ao sistema Cantareira, que abastece a região metropolitana daquele estado. Segundo Inês Pandeló, o estudo encomendado pelo Governo paulista distorce a realidade ao considerar dados desde 1951 — e não apenas informações do atual cenário de estiagens que atinge o Rio de Janeiro. “Eu venho falando disso há muito tempo. Parecia alarmismo e não era. O Comitê da Bacia do Paraíba do Sul, que reúne órgãos governamentais e ONGs, tem um estudo recente que alerta para o risco que corremos no cenário atual. O estudo paulista puxa uma série histórica desde 1951, de tempos de cheias, diminuindo o risco de desabastecimento aqui. O perigo existe e é real”, disse a deputada.
Além disso, a Frente promoverá uma audiência pública no próximo dia 31 para tratar do assunto. A petista, no entanto, não foi a única a protestar contra o projeto do governo do estado vizinho. Roberto Henriques (PR) classificou a proposta como descabida: “Quando percebemos que São Paulo pretendia rasgar o pacto federativo, a deputada Inês Pandeló propôs a Frente para que não se permita qualquer prejuízo ao Rio de Janeiro por causa dessa medida insana”.
Henriques criticou, ainda, o pedido feito pelo Palácio dos Bandeirantes à presidente Dilma Rousseff, para que autorize a transposição do rio — que corta também São Paulo e Minas Gerais. “Numa medida descabida, o governo de São Paulo mostra desfaçatez de pedir apoio a esse projeto à Presidência da República. Isso é uma afronta à soberania da população do Rio de Janeiro. Sem qualquer cerimônia, querem barrar o Rio Paraíba do Sul”, disse o deputado.
Já Nelson Gonçalves (PMDB) lembrou dos prejuízos que a medida provocaria à economia das regiões Sul e Norte Fluminense: “Prefeitos já falam em ir à Justiça porque esse projeto prejudicaria a captação de investimentos e a agricultura, por conta da irrigação. O dia 31 de março é o dia de defesa do Paraíba do Sul e vamos chamar a população e os deputados para evitar isso”.
Comte Bittencourt (PPS), por sua vez, pediu calma no debate. “Não é possível tratar dessa polêmica como uma briga de torcidas. Se a Agência Nacional de Águas entender que essa é a saída para se minimizar os problemas de São Paulo, dou meu apoio como brasileiro e deputado deste estado. Precisamos manter os princípios federativos e da compreensão, porque somos todos brasileiros e o espírito fluminense é o da solidariedade. Se São Paulo precisar, vamos ajudá-los. Se um dia o Rio precisar, eles terão que nos ajudar. Mas não pode haver uma luta bairrista”, disse o deputado.
Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (20) atribui 40% das intenções de voto para a presidente Dilma Rousseff se a eleição presidencial fosse hoje. O segundo colocado é o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que aparece com 13%, e o terceiro, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com 6%. Pastor Everaldo (PSC) registrou 3% e o senador Randolfe Rodrigues (PSOL), 1%. Os demais possíveis postulantes – Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) – não pontuaram.
Nesse cenário, o mais provável, Dilma venceria no primeiro turno porque a soma das intenções de voto dos adversários não supera o percentual que ela obteve. A pesquisa indica que 12% dos entrevistados não responderam ou não sabem em quem vão votar. Os que disseram que votarão em branco ou nulo somaram 24%.
Os candidatos que disputarão a eleição serão oficialmente conhecidos em junho, quando os partidos terão de realizar convenções para definição dos nomes.
O Ibope ouviu 2.002 eleitores entre 13 e 17 de março. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TSE) sob o protocolo nº BR-00031/2014 – as normas eleitorais determinam que todas as pesquisas realizadas no ano da eleição sejam registradas no TSE.
Marina Silva
O Ibope também simulou um cenário em que o candidato do PSB é a ex-senadora Marina Silva, atualmente cotada para ocupar a posição de vice na chapa de Eduardo Campos.
Nessa hipótese, Dilma teria os mesmos 40% e também venceria no primeiro turno; Aécio soma 13%; Marina, 9%; Pastor Everaldo, 2%; Randolfe, 1%; e Eymael, Levy Fidelix e Mauro Iasi, 0%. Brancos e nulos somariam 23% e os que não sabem ou não responderam, 11%.
Com três candidatos
Outro cenário experimentado pelo Ibope reúne como candidatos somente Dilma, Aécio e Campos. Nesse caso, o resultado apurado pelo instituto foi: Dilma, 43%; Aécio, 15%; Eduardo Campos, 7%; brancos e nulos, 25%; não sabem/não responderam: 11%.
Na situação em que o Ibope usou Marina Silva no lugar de Eduardo Campos, o resultado é: Dilma, 41%; Aécio, 14%, Marina, 12%; brancos e nulos, 22%; não sabem/não responderam: 10%.
Em ambos os cenários, a presidente seria reeleita no primeiro turno.
Segundo turno
Na hipótese de segundo turno, Dilma venceria Aécio por 47% a 20% (25% de brancos e nulos e 9% não sabem/não responderam), segundo o Ibope.
Se a adversária for Marina Silva, a atual presidente ganharia por 45% a 21% (brancos e nulos, 24%; não sabem/não responderam, 10%), apurou o instituto.
Contra Eduardo Campos, Dilma teria 47% e o governador, 16% (brancos e nulos, 26%; não sabem/não responderam, 11%).
Espontânea
Na modalidade espontânea da pesquisa (em que o pesquisador simplesmente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar uma lista de possíveis candidatos), o nome mais mencionado foi o de Dilma Rousseff (23%), seguido de Lula (7%), Aécio Neves (6%), Eduardo Campos (3%), José Serra (2%), Marina Silva (2%), outros (1%), brancos e nulos (18%) e não sabem/não responderam (37%).
Atualização à 0h41:Aqui, exatos cinco minutos antes deste “Opiniões”, o confrade Ricardo André Vasconcelos foi o primeiro na blogosfera goitacá a divulgar a nova pesquisa presidencial do Ibope.
Infográfico que ilustra o projeto de Alckmin para o rio Paraíba, publicado na capa de hoje da Folha (Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
A pedido do blog, o historiador e ambientalista Aristides Soffiati escreveu um artigo sobre o projeto do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), apresentado à presidente Dilma Rousseff (PT), no sentido de desviar mais água do rio Paraíba do Sul, em períodos de estiagem prolongada como o atual, para abastecer o Sistema da Cantareira, que atende a 15 milhões de paulistas. Aqui, na matéria das jornalistas da Folha Suzy Monteiro e Carolina Barbosa, você pode conhecer melhor a intenção de Alckmin e suas repercussões negativas em território fluminense. Abaixo, como alerta imprescindível a todos cujas vidas dependem do rio que formou a planície goitacá, o que Soffiati pensa sobre mais essa tentativa de sangrá-lo:
Sem o novo desvio proposto por Alckmin, o Paraíba em Campos, perto da sua foz em Atafona, já dá claros sinais de esgotamento (foto de Helen Souza, da Folha da Manhã, publicada hoje na capa de O Globo)
De novo, a ave agourenta sobrevoa o Paraíba
Por Aristides Soffiati
A cidade de São Paulo cresceu de forma exageradamente desordenada a partir de 1950, suprimindo as várzeas dos rios da Bacia do Tietê e poluindo suas águas. Com a destruição das áreas de amortecimento de enchentes, as frequentes chuvas torrenciais alagam a zona urbana rapidamente. Ao mesmo tempo, a cidade contamina as águas do Tietê e afluentes urbanizados. Resultado: água demais ou água de menos. Havendo água disponível em quantidade, sua qualidade não se presta mais ao abastecimento público.
Então, o governo de São Paulo lança seu olho gordo para a Bacia do Paraíba do Sul. Desde 2008, o Estado manifesta intenção de transpor água da bacia para atender ao abastecimento da megalópole de São Paulo, incluindo Campinas. O intento só não foi adiante ainda pela resistência dos governos estaduais e municipais do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, além das advertências do Ministério Público Federal. Em 2010, o Procurador da República em Campos enviou um ultimato ao governo de São Paulo recomendando que se abstivesse de transpor água do Paraíba para São Paulo a fim de não ser acionado judicialmente.
Agora, uma nova oportunidade surge para levar adiante a intenção. A prolongada estiagem que afeta a Região Sudeste provocou redução inédita nos reservatórios que abastecem a grande São Paulo, sobretudo no da Cantareira, o principal deles. O governador Geraldo Alckmin explica que a captação na Bacia do Paraíba do Sul será feita na represa do Rio Jaguari, seu afluente. Um canal de 30 quilômetros será construído para conduzir a água até uma elevatória, que a transporá para o sistema Cantareira.
No esforço de minimizar os danos à Bacia do Paraíba do Sul, Alckmin explica que não haverá transposição, mas transferência de água para o reservatório da Cantareira. Quando este encher em demasia, o excesso hídrico será transportado para o Paraíba, num sistema de mão dupla. A obra está orçada em R$ 500 milhões e só entrará em funcionamento no segundo semestre de 2015, no mínimo, o que contradiz o argumento da urgência.
Há problemas objetivos, sem dúvida. O consumo de água e de hidroeletricidade pela grande São Paulo ultrapassou os limites estabelecidos pela natureza. Houve, inclusive, encolhimento desses limites por falta de planejamento e destruição do ambiente. Mas esses problemas estão afetando também toda a Região Sudeste e grande parte do Brasil. Os reservatórios que atendem à região metropolitana de São Paulo e a Bacia do Paraíba do Sul estão na mesma região. Raramente, a Cantareira contará com excedente hídrico a ser transposto para o Paraíba e vice-versa.
Assim, a questão reveste-se de um caráter político-eleitoral notório. Alckmin divide o problema com Dilma Roussef. Se não autorizar a obra de transposição, ela poderá ser acusada de inimiga dos paulistanos. Se autorizar, sua popularidade de candidata num reduto historicamente dominado pelo PSDB pode crescer. No entanto, uma decisão como esta não pode ser tomada por meio de um mero ato legal. É preciso um consistente parecer técnico. Ele pode ser encomendado pela Presidência da República à Agência Nacional de Águas. Invocando o princípio da precaução, o Ministério Público Federal deve agir imediatamente.
A prefeita Rosinha Garotinho vai encaminhar na tarde de hoje (quarta-feira, 19) projeto de lei para a Câmara de Vereadores, concedendo reajuste antecipado para o mês de abril da ordem de 7% para os servidores municipais. O índice é superior à inflação do IPC nos últimos 12 meses, que está acumulado em 5,26% e representa o esforço do município na valorização do servidor público. Considerando o reajuste dado em 2013, o total acumulado no biênio é de 17,7%.
O impacto da folha de pagamento nos últimos 12 meses é de R$ 109 milhões, até o mês de fevereiro de 2014, fruto do reajuste acima da inflação concedido em 2013 e a chamada de mais de quase 3 mil concursados aprovados no concurso público, realizado em 2012, 10% de regência para os profissionais que atuam em sala de aula e 100% do Ret, entre outros benefícios.
A prefeita Rosinha Garotinho destaca que a adoção de políticas públicas de modernização da administração municipal, com a geração de empregos e atração de novos empreendimentos, tem possibilitado o município a concessão de reajustes acima da inflação, a partir do aumento da arrecadação própria, já que não é permitido, por Lei Federal, o uso de royalties do petróleo para pagamento de pessoal do quadro permanente.
O reajuste contempla também a mais de três mil servidores municipais aposentados e pensionistas, que recebem diretamente do Tesouro Municipal, considerando que o Instituto Previdenciário está formando fundo para o pagamento de futuros benefícios, a partir de 2016.
Atualização às 16h08: Sempre atento, o jornalista da Folha Saulo Pessanha já havia republicado aqui, em seu blog, a notícia do reajuste de Campos.
Atualização às 16h15: Leia aqui, na Folha Online, sobre o reajuste de 12% concedido ontem ao servidor de São João da Barra pelo prefeito Neco (PMDB).
Atualização às 16h43: Também sempre atento, o jornalista da Folha Alexandre Bastos já havia feito aqui a analogia entre os aumentos aos servidores de Campos e SJB.
Sérgio Cunha
Atualização às 18h10: Autor da matéria postada pela Secom, o subsecretário de Comunicação Sérgio Cunha, a quem reputo entre os melhores jornalistas da minha geração, ressaltou que, diferente do que fizerem este blog e o do Alexandre Bastos, não há como se comparar as realidades entre Campos e São João da Barra. Na visão de Cunha:
— Como está descrito na matéria, só do concurso público que realizamos em 2012, visando elevar a qualidade do serviço que oferecemos ao cidadão, já convocamos mais de três mil novos servidores. Só isso é mais do que todos os servidores concursados em São João da Barra (que, de fato, tem entre 2,1 mil a 2,4 mil concursados em seus quadros). De qualquer maneira, enquanto servidor de Campos, não me cabe analisar a questão de outros municípios. O que posso garantir é que a prefeita Rosinha, diante do quadro de total desorganização, de desmonte da máquina pública que encontrou, quando assumiu o governo em 2009, tem se empenhado com a a regularização, diante da lei, e com a modernização do serviço municipal. Sobre o aumento de 7%, mesmo que o salário esteja longe de ser o único benefício a que tem direito o servidor de Campos, ainda assim é um índice de reajuste superior ao concedido em outras cidades de médio porte e mesmo de algumas capitais de Estado no Brasil.
Atualização às 22h35:Aqui, no Blog do Bastos, foi noticiada a aprovação do reajuste de 7% ao funcionalismo na sessão de hoje da Câmara Municipal, bem como os protestos em defesa dos servidores feitos pelos vereadores de oposição Fred Machado (SDD), Rafael Diniz (PPS) e Marcão (PT).
“Vaso ruim não quebra, vira craquelê”. Foi assim que o diretor de teatro e poeta Antonio Roberto Kapi fechou aqui, em 1º de setembro do ano passado, uma entrevista sobre os descaminhos da cultura pública de Campos, na qual respondia sobre o ostracismo a que pretendiam (e continuam a pretender) relegá-lo os podres poderes desta planície cortada pelo Paraíba do Sul. De lá para cá, após se recuperar da grave crise renal que o acometeu no meio do caminho, Kapi apresenta amanhã, quarta-feira, dia 19, a partir das 19h30, na sala 507 do edifício Medical Center, o documentário “Um passaporte húngaro”, da diretora brasileira Sandra Kogut, na segunda sessão da mostra “Cinema Verdade”, do Cineclube Goitacá.
Estar presente para prestigiar esse grande criador da tribo goitacá, com mais de 100 peças encenadas, vencedor por duas vezes do FestCampos de Poesia, é muito mais que prestigiar o cinema. É prestigiar tanto a vida, quanto a arte que, em quaisquer das suas formas, está fadada a imitá-la.
A entrada e a participação no debate após a exibição do filme são livres, sem necessidade de nenhum passaporte, como sempre foi e será a arte de Kapi.
Suledil e Marcão (Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Na sessão da última quarta-feira, dia 12, o vereador de oposição Marcão (PT) usou a tribuna da Câmara Municipal para cobrar, como noticiou aqui o Blog do Bastos: “Somando todos os governos entre os anos de 1993 e 2008 (15) anos o município contou com R$ 6 bilhões. Agora, em apenas seis anos, a prefeita Rosinha (PR) já contou com R$ 11,7 bilhões. Ou seja, nunca antes na história de Campos o município contou com tanto dinheiro. E aí, gostaria de saber o que foi feito com R$ 11,7 bilhões. Onde está esse dinheiro todo?”
Depois de dar aqui a resposta política ao edil petista, cobrando a aplicação dos recursos municipais durante o governo Alexandre Mocaiber (PSB), do qual Marcão foi subsecretário de Petróleo no último ano de gestão, o atual secretário de Governo Suledil Bernardino (PR) também deu sua resposta técnica ao questionamento da destinação das verbas públicas nos últimos seis anos da Prefeitura. Após Marcão já ter enumerado aqui suas ações no governo Mocaiber, dando também sua resposta política às provocações do secretário, conheça abaixo os 16 principais investimentos públicos de Campos listados por Suledil, ainda que sem revelar os valores gastos, desde que Rosinha assumiu o município em 2009, até esta primeira metade do seu segundo mandato:
1 – Programa Morar Feliz
O Programa Morar Feliz construiu em sua primeira etapa 5.426 unidades em diversos condomínios para resolver o problema das pessoas que moram em área de risco e encontravam-se em aluguel social decorrente das últimas enchentes do Rio Paraíba. Já está em andamento a segunda etapa do Morar Feliz, onde estão sendo construídas mais de quatro mil casas.
2 – Programa Bairro Legal
O Programa Bairro Legal tem como finalidade a implementação de saneamento básico, com construção de rede coletora de esgoto, elevatórias e estações de tratamento de esgoto.
Já foram implementados o Bairro Legal de:
· Donana
· Residencial Santo Antônio
· Complexo do Eldorado (Jardim Ceasa, Novo Eldorado e Parte da Vila Industrial)
· Ururaí
· Lapa e Matadouro
· Penha
· Nova Goitacazes e Tocaia (em execução: 80%)
· Solar da Penha e Estância da Penha (em execução: 70%)
3 – Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop)
4 – Revitalização do Centro Histórico (em execução)
5 – Recuperação do Solar Visconde de Araruama – Museu Hisórico
6 – Recuperação da Rodoviária Roberto Silveira
7 – Reforma do Hospital Ferreira Machado:
· Construção de nova pediatria
· Construção de nova UTI com 32 leitos
8 – Duplicação da RJ 216 (em execução)
9 – Programa de Revitalização de Avenidas:
· Av. José Carlos Pereira Pinto
· Av. Nazário Pereira Gomes (1ª parte concluída)
· Av. Arthur Bernardes (em execução da 3ª etapa)
10 – Revitalização do Canal Campos-Macaé e Parque Alberto Sampaio:
· Nova Beira Valão (concluída)
· Parque Alberto Sampaio (em execução)
11 – Drenagem e Urbanização:
· Carvão
· Parque Novo Jockey
· Rio Preto
· Ponta da Lama – 1ª etapa concluída
· Linha do Limão – Goitacazes
· Parque Novo João Maria
· Morro da Parabólica – Conselheiro Josino
· Complexo de Ruas (1 e 2) no Parque Santo Antônio – Guarus
· Parque Rio Branco
· Distrito de Vila Nova
· Campo Novo – Baixada Campista
12 – Programa Meu Bairro é Show:
Esse programa visa oferecer melhorias operacionais com recuperação de pavimentação em paralelo, asfaltamento de novas ruas e construção de calçadas padronizadas.
13 – Reconstrução de Estradas:
· Estrada de São Bento
· Estrada do Carmo
· Estrada do Bugalho
· Estrada de Cambaíba a Campo Novo
· Estrada do Veiga – Goitacazes-Poço Gordo
14 – Construção de Pontes:
· Jockey Club – Canal de Coqueiros
· Beco (Usina Santo Antônio) – Canal de Coqueiros
· Penha – Canal de Coqueiros
· Pontes Gêmeas – Canal de Coqueiros – Arthur Bernardes (70% concluída)
· Rio Preto
· Canal de São Bento
· Rio Doce – Marrecas
· Rio Novo – Retiro
· Rio Imbé
· Canal de Cambaíba
15 – Vilas Olímpicas concluídas:
· Parque Guarus
· Parque Santa Clara
16 – Implementação do Complexo Logística e Industrial Farol-Barra do Furado
Atualização às 17h55 para publicar abaixo os infográficos com dados mais detalhados (mesmo que ainda sem revelar nenhum valor) dos programas Bairro Legal e Morar Feliz, além dos investimentos municipais feitos também em Creches e Escolas, 17º ponto na lista da aplicação dos recursos públicos nos governos Rosinha, elaborada por Suledil:
Como já havia acontecido (aqui) depois que o deputado federal Paulo Feijó (PR) disse (aqui) em entrevista à Folha, publicada em 23 de fevereiro, que Rosinha Garotinho (PR) era “a prefeita de melhores resultados na história do município”, também repercutiram hoje na oposição as declarações do líder governista na Câmara de Campos, Paulo Hirano (PR). Pré-candidato a deputado estadual, das várias coisas que o vereador falou na entrevista publicada (aqui) na Folha, em sua edição impressa do último domingo, a análise francamente elogiosa ao governo Rosinha, parecendo antecipar o discurso governista de continuidade à sucessão da prefeita, em 2016, foi o que provocou hoje a reação de vários oposicionistas em Campos.
Entre todos os ouvidos, apenas o presidente da Fenorte e pré-candidato a deputado federal Nelson Nanhim (SDD), apesar da conclusão crítica, reconheceu algumas virtudes na administração municipal da cunhada, enquanto Odete Rocha, pré-candidata à Alerj pelo PC do B, fez uma análise mais genérica. Já o pré-candidato a deputado federal Makhoul Moussallem (PT), o pré-candidato a estadual Erik Schunk (Psol), os dirigentes partidários José Geraldo (PRP) e Gustavo Matheus (PV), e os vereadores Marcão (PT, pelo qual também tem sua pré-candidatura à Alerj), Rafael Diniz (PPS) e Fred Machado (SDD) foram mais contundentes em suas discordâncias da avaliação de Hirano sobre o governo Rosinha.
Confira abaixo a oposição não apenas ideológica ou partidária, mas da apreensão da própria realidade, entre as forças políticas de Campos:
Paulo Hirano, líder de Rosinha na Câmara de Vereadores e pré-candidato do PR a deputado estadual, teve sua análise sobre o governo Rosinha, em entrevista publicada ontem, na Folha e neste blog, respondida hoje pela oposição
“Dificilmente alguém vai superar o que a prefeita Rosinha Garotinho fez. Ela implantou uma nova era na política de Campos. Não há outro caminho para melhorar a qualidade de vida da população que não seja esse. É preciso dar continuidade a esse modelo de gestão.”
Deputado federal e pré-candidato à reeleição pelo PR, Paulo Feijó também provocou reações da oposição, com suas declarações em outra entrevista à Folha, publicada em 23 de fevereiro
“Fui oposição a Garotinho durante 20 anos. Neste período praticamente ganhei todas as eleições que disputei, ocupando o espaço oposicionista. Esse espaço foi diminuindo com a fragmentação da oposição. Fiz aliança com Garotinho, em 2008, ajudando a eleger Rosinha prefeita, e hoje considero Rosinha a prefeita de melhores resultados na história do município de Campos. Atualmente, essa parceria de seis anos, traduzida em bons resultados, como já falamos, me fez conhecer melhor a pessoa e o homem público que Garotinho é. Político de muito trabalho, dedicação integral, muito preparado, experiente, de muitos serviços prestados e de relacionamento no mundo político, jurídico e empresarial. É um excelente amigo. Política é assim que se faz, e o político que quiser se consolidar tem que seguir este caminho. Poucos sãos os políticos de vida longa no município de Campos e no Brasil. A oposição em Campos está começando, isso requer dedicação, tempo, competência, bom conceito e serviços prestados. Essa oposição não vai se consolidar em curto prazo.”
Nelson Nahim
“Claro que o governo da prefeita Rosinha teve avanços em várias áreas, tanto que a avaliação do seu governo é boa. Eu mesmo, como prefeito interino durante seis meses, pude realizar muita coisa. Porém, estamos muito longe de alcançar o que necessita a nossa população. Sou totalmente contra esse modelo de gestão, onde a maioria das empresas que executam obras e serviços para o município são de fora e milhões de reais todo mês deixam de circular em nossa economia; onde o Programa de Estratégia da Família, antigo PSF, por mim homologado, ainda não saiu do papel e milhares de pessoas que poderiam estar sendo atendidas em casa, desafogando os postos de saúde e hospitais, permanecem com filas em seus corredores; onde pacientes com câncer tenham que deixar a nossa cidade para se tratar em Itaperuna, onde faltam fraldas geriátricas, onde não há de fato uma política concreta para valorizar o servidor da Prefeitura, pois não adianta escola e creche bonita, posto de saúde novo, com servidores desmotivados. Para sermos justos temos que reconhecer o que foi feito, porém afirmar que ninguém fará melhor, seria afirmar que em nossa cidade todos os demais campistas são totalmente incompetentes, mesmo porque, com um orçamento de 2.5 bilhões, basta ao gestor ser honesto e ter uma boa equipe técnica.”
Makhoul Moussallem
“O líder da situação na Câmara de Vereadores deve estar morando em outro município ou virou um nefelibata sem nenhum contato com a Terra. Achar que a prefeita implantou uma nova era política em Campos é desconhecer que este mesmo grupo já está há 20 anos no poder. Gostaria muito que as afirmações do Dr. Paulo Hirano correspondessem à realidade, mas não é o que acontece. Não vimos uma nova era e sim uma repetição do mesmo modelo de duas décadas, apenas com variações de acordo com a personalidade do chefe do executivo. A educação continua no último lugar no Ideb, a saúde continua com os mesmo problemas de antes e vai de mal a pior, como eu entendo que deve ser a saúde e não como eles entendem; o trânsito visivelmente caótico, a segurança e o transporte deixando a desejar, os shows acontecendo da mesma maneira. Se é isso que ele deseja continuar, acredito que não deve gostar da população e sim do grupo ao qual passou a pertencer, ao que parece com muito gosto.”
Marcão
“No que tange às afirmações do nobre edil Paulo Hirano, sinceramente não acho nem um pouco difícil superar este governo. O orçamento da prefeita Rosinha aprovado nas leis orçamentárias entre 2009 e 2014 está no montante de R$ 11,8 bilhões. Ou seja, Rosinha teve à disposição em 6 anos aquilo que nenhum outro gestor na história do município de Campos teve. Aí eu faço as seguintes perguntas, o orçamento melhorou ou piorou? A educação melhorou? Não, é a pior do estado! Aí me vem à cabeça outra pergunta: Esses recursos estão sendo bem empregados? Não, a creche escola do Jardim Ceasa está mais de 90% paga e não tem nem 50% pronta, com fortes indícios de improbidade. Afirmo que pode ser feito mais e melhor do que vem sendo feito pelo atual governo. Quanto ao fato de dar continuidade a este modelo de gestão, onde a prefeita age como se fosse uma rainha que ordena e os súditos não podem questioná-la, isso não funciona. Um governo que não tem transparência, não aceita controle social, nem gestão participativa, não pode ser contínuo.”
Fred Machado
“Penso, sinceramente, que o modelo de gestão apresentado por este governo é um dos que considero mais retrógrados. Modelo este que preza a desinformação aos seus munícipes, através de recusa de informações que são feitas tanto no Legislativo, quanto ao cidadão que paga impostos. Modelo de gestão que se nega a discutir o orçamento participativo e também a transparência, não pode ser nunca seguido como exemplo por ninguém, principalmente agora que, em demonstrações recentes, tivemos nas ruas o clamor do povo buscando a transparência e participação em decisões políticas.Com todo respeito, discordo plenamente do líder do governo.”
Rafael Diniz
“Quem acompanha os trabalhos do líder do Governo na Câmara, Dr. Paulo Hirano, sabe que o que ele mais faz é defender o indefensável. Logo, já é normal ver declarações como essa. Só que jamais poderia concordar com essas palavras. Não podemos deixar de lembrar que temos a pior educação do nosso Estado, sofremos com falta de remédios, ambulâncias que não chegam, falta de estrutura nos postos, desvalorização de nossos servidores, além de tantos outros problemas vividos diariamente por nossa população. Sem falar nos altos gastos com shows que, na minha opinião, não os diferencia em nada do governo passado que eles tanto criticam, muito pelo contrário, a cada show pago, vejo mais semelhanças. Além, é claro, da completa ausência de transparência. Os defensores desse governo se esquecem que eles já estão nessa administração há mais de 5 anos, isso falando apenas desses dois últimos mandatos. E eu pergunto: Será que mudou alguma coisa? Temos certeza que não!”
Odete Rocha
“Quando faço referência a uma nova era na política, reporto-me aos governos de Lula/Dilma e seus programas como o “Minha Casa, Minha Vida”, que chegou aos vários municípios do Brasil, por exemplo. Outro ponto a destacar está no fato de um governo para ser ousado e insuperável não poderá ter reservas ao investir na educação. Desde a valorização do seus profissionais , quanto na estrutura onde a mesma acontece. E, a superação nada mais é que a dinâmica de se poder dialogar com as novas contradições que qualquer sociedade impõe. Lembrar ainda que uma gestão inigualável e insuperável deva ser uma excelência na saúde, na educação, no transporte público, na aplicação dos recursos públicos.”
Erik Schunk
“É uma afirmação tão absurda, mas tão absurda, que beira às raias da insanidade. Que era tão maravilhosa é essa que mantém a educação do município no último lugar no Ideb? Que lugar maravilhoso é esse em que os pacientes dos hospitais são atendidos no chão ou em macas no corredor? Sem falar que estamos abaixo da crítica em termos de mobilidade urbana e os gastos milionários e suspeitos com os shows causam indignação nas pessoas que estão vendo os postos de saúde sem remédios, não tem PSF. Sob nenhum aspecto, seja sanitário, epidemiológico ou demográfico, não há nada que justifique essa euforia do líder do governo. Até as ambulâncias alugadas por R$ 2 milhões por mês não chegam. Os médicos, os professores, os guardas municipais, todos estão insatisfeitos e vem o vereador Paulo Hirano dizer que Rosinha inaugurou uma ‘nova era’? Isso é um deboche para agradar seus patrões. Será que Hirano foi contaminado pela doença do chefe que acredita nas próprias mentiras que inventa?
Gustavo Matheus
“Mais uma vez o governo, através de seus interlocutores, exala prepotência e arrogância, requisitos, estes sim, pelos quais ficarão marcados por toda história. O referido trecho muito se assemelha ao que disse Jesus em resposta a indagação de Tomé, em João 14:6. ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim’. Não é a primeira vez que esse grupelho rosa equipara seus líderes a Jesus Cristo. Uma piada de muito mau gosto. O que eles não falam, por exemplo, é que o orçamento da prefeita Rosinha é 100 vezes maior que a maioria dos prefeitos que comandaram este município. A verdade é que Campos foi grande em muitos aspectos. Sua história, se conduzida por políticos que ouvem a população, sabendo diferenciar o que as pessoas querem, do que realmente precisam, jamais permitiria que esta rica planície chegasse ao caos que se encontra. O legado da prefeita Rosinha é obter a pior Educação do Estado. Para quem não sabe, é a primeira vez que Campos ocupa a última colocação no Ideb. E, ao mesmo tempo, enquanto as Escolas e Creches desmoronam física e moralmente, torrar mais de R$ 100 milhões criando um sambódromo que recebe eventos de três a quatro vezes ao ano. O dr. Hirano tem toda razão: ‘dificilmente alguém irá superar o que Rosinha fez’. Afinal, doutor, deixar uma cidade rica como Campos com o último lugar na Educação Básica era um feito inédito até Rosinha.”
José Geraldo
“O excelente médico Paulo Hirano está tomado por delírios na sua posição de líder do governo. A própria Rosinha consegui se superar na incompetência neste segundo mandato, porque sequer cumpriu suas metas programáticas de 2008 até hoje, com todo o dinheiro que joga pelos ralos. A ‘nova era’ que Rosinha implantou na política de Campos, trazida de sua experiência de governadora, foi um grande esquema de superfaturamentos de obras, shows, contratações de terceirizados, esquemas de licitações furadas, como no caso das ambulâncias e do transporte coletivo, ambos sem solução até hoje; política de assistencialismo barato, cooptação dos vereadores com aumento de despesas e muito mais. A qualidade de vida de nossa população continua a mesma desde o início da era Garotinho: péssima. Bairros e distritos sem infraestrutura e assistência, escolas aos pedaços, postos de saúde abandonados e sem material, falta de transporte nas horas críticas, estradas sem manutenção, obras inacabadas pra todos os lados, falta investimento em qualificação de mão-de-obra e sobra assistencialismo barato. A isso ele chama de avanço na qualidade de vida do povo? Quanto ao atual modelo de gestão, é preciso defenestrar esse modelo que só olha para si mesmo e para seus projetos pessoais e familiares, que usa o dinheiro do povo para arregimentar cabos eleitorais e candidatos pra todos os lados, em prol da eleição de seu chefe maior; um modelo que não prioriza a cidade e seu povo, o futuro de sua população e a real melhora na qualidade de vida de todos.
A história do policial bom e do policial mau é tão antiga quanto a política. No Brasil da “lei do jeitinho” do Canhotinha Gérson, criar dificuldades para tentar vender facilidades é um hábito que, desde as caravelas de Cabral, extrapola a seara policial, ainda que, como esta, tenha na esfera pública seu palco mais habitual ao protagonismo dos interesses privados. E estes ficam cada vez menos constrangidos no país onde, como escreveu o jornalista Guilherme Fiuza sobre a absolvição dos réus do Mensalão no Supremo, pelo crime de formação de quadrilha:
— O esquema que envolvia ministro de Estado, tesoureiro e presidente de partido, funcionário público graduado e outros companheiros fiéis, todos ligados por um mesmo despachante e uma mesma base operacional, agindo de forma orquestrada e sistemática para o mesmo e deliberado fim, não constituía uma quadrilha. Agora o Brasil já sabe: só há quadrilha quando criminosos que fazem tudo isso juntos são pessimistas perdidos na paisagem.
Lula, que não sabia de nada do Mensalão, mas pensa ter aprendido tudo que precisava saber sobre política a partir da sua atuação sindical, aproveitou um almoço com deputados petistas, no final do mês passado, para publicamente endossar seu apoio à pré-candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo do Rio. Mas talvez nem se possa supor que tenha querido bancar o “policial mau”, junto ao PMDB fluminense do governador Sérgio Cabral e de Luiz Fernando Pezão, vice e pré-candidato à sucessão. Luiz Inácio apenas agiu como quem ainda se julga o titular da delegacia, ou comandante do BPM.
Como a colcha de retalhos do PMDB vai além dos interesses oligárquicos dos senadores Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP), presidente e ex do Senado, ou das bandeiras paulistas fincadas no Palácio do Jaburu, com o vice-presidente (da República) Michel Temer, Cabral e Pezão se preservaram ao papel de “policiais bons” e deram armas e permissão para matar aos mais vocacionados, dentro do seu grupo teatral, para encarnar os maus. E, sem aspas ao adjetivo, quem mais apto do que Jorge Picciani, sem mandato após ser derrotado por Lindbergh na disputa ao Senado, e o deputado federal Eduardo Cunha, ex-amigo íntimo do nosso deputado Anthony Garotinho, quando este era governador do Rio, naqueles “bons e velhos tempos” que sonha agora reviver sob a chancela do PR?
Picciani partiu para o ataque, defendendo a aliança do PMDB com a pré-candidatura tucana de Aécio Neves a presidente, além de chamar de “delinquente e ladrão” o presidente estadual do PT, Washington Quaquá, também prefeito de Maricá. Mas o pior estaria por vir, com Eduardo Cunha liderando a bancada do PMDB e outros partidos descontentes da base governista, para impor à presidente Dilma Rousseff e seu PT uma derrota vexatória na Câmara Federal, na sessão da última terça, quando foi aprovada uma comissão para investigar na Holanda uma das tantas suspeitas de maracutaia na Petrobras, desde que foi transformada de empresa estatal internacionalmente competitiva em cabidário de empregos e interesses “companheiros” do PT.
Bem verdade que Cunha foi vitorioso após ganhar uma força desnecessária, num tiro saído pela culatra da tradicional incompetência petista, até para bancar o “policial mau”, quando soltou sua oligarquia companheira (de novo sem aspas) do PMDB no Senado, para tentar enquadrar publicamente o deputado rebelde. O resultado? Numa breve reedição, em pleno Planalto Central, daqueles “bons e velhos tempos” fluminenses, até os deputados do PR votaram obedientes ao comando do ex-amigo íntimo de Garotinho, no episódio bem definido por outro jornalista, o Merval Pereira: “O dia em que a presidente Dilma ficou menor que o deputado Eduardo Cunha”.
Diminuída ou finalmente desnuda (Deus nos livre!) em seu real tamanho, como num passe de mágica, Dilma recebeu prazenteira em Brasília os “policiais bons” Cabral e Pezão, na quinta, apenas dois dias depois de ser humilhada por Cunha. “Policial má” convertida em “bondade” pela necessidade desastrada da própria soberba, para consolidar sua pré-candidatura à reeleição por um PT que nunca deixou de sonhar com o retorno sebastianista de Luiz Inácio, a presidente destinou a este sua maldade, ao confidenciar aos convidados do Rio: “A candidatura de Lindbergh a governador é uma invenção de Lula”.
Mesmo amigo de Aécio desde antes dos “velhos e bons tempos” da intimidade ainda não prescrita entre Garotinho e Cunha, Cabral abriu seu saco de “bondades” e, em paga pré-acordada, declarou o apoio do PMDB fluminense ao projeto para reeleger Dilma.
Do Planalto Central à Planície Goitacá, com escala necessária pela Baía de Guanabara, o que será mais difícil para algum dos muitos vereadores descontentes da prefeita Rosinha? Encontrar a inteligência, a capacidade de liderança e a amoralidade pragmática de Eduardo Cunha? Ou achar a coragem para bancar o “policial mau” diante de Garotinho?