Paulo Hirano: “A prioridade total é eleger Garotinho governador”

Extenso ao elencar as realizações de Anthony Garotinho como deputado federal ou de Rosinha Garotinho como prefeita, o líder desta na Câmara Municipal e pré-candidato a deputado estadual, Paulo Hirano, foi lacônico ao responder sobre a possibilidade da esposa substituir o marido na corrida ao Palácio Guanabara: “A prioridade total é eleger Garotinho governador”. Embora tenha frisado falar apenas por si, ao se dizer valorizado dentro do grupo, Hirano disse não acreditar em mudança de lado por parte de vereadores governistas descontentes. Após admitir que quem for vitorioso na urnas de 2014, sai cacifado politicamente para 2016, ele adiantou o discurso à sucessão de Rosinha: “Ela implantou uma nova era na política de Campos. Não há outro caminho para melhorar a qualidade de vida da população. É preciso dar continuidade a esse modelo de gestão”.

 

 Paulo Hirano

 

 

Folha da Manhã – O que levou a trocar a Câmara Federal pela Assembleia Legislativa em sua pré-candidatura? Foi apenas para não atrapalhar o projeto de reeleição de Paulo Feijó (PR) a deputado federal?

Paulo Hirano – Acredito na política como o mais eficaz instrumento para melhorar a vida das pessoas, por isso, na última década, devotei minha vida a essa causa. Todos sabemos que é impossível fazer política sozinho. Então, faço parte do grupo político que melhorou muito a vida de nossa população nos últimos cinco anos. Basta olhar os indicadores; alguns ainda têm que progredir, mas todos avançaram. Por isso, mantive-me à disposição para somar, contribuir com esse progresso. Em um primeiro momento, meu nome foi cogitado para a Câmara Federal. Como a dinâmica da política é constante,  eu fiquei mais confortável com os limites geográficos do nosso Estado. A estratégia desse segundo momento foi o lançamento do meu nome como pré-candidato à Alerj. Estou certo de que há muito a ser feito para melhorar a vida das pessoas que habitam o nosso Estado.

 

Folha – O apoio público dos irmãos Clarissa (PR) e Wladimir Garotinho (PR) à pré-candidatura de Bruno Dauaire (PR) à Alerj (aqui), tem causado ciúmes no seu grupo. Nele, como definir quais pré-candidaturas morrerão, ficarão feridas ou se salvarão para outubro? Até lá, haverá tempo para cicatrização de quem for preterido?

Hirano – Temos que considerar que somos todos de um mesmo partido, o PR. Tenho absoluta certeza de que no momento em que forem consolidadas as candidaturas na convenção, todos os candidatos terão o mesmo apoio público da pré-candidata à Câmara Federal, Clarissa Garotinho, e do presidente do PR Wladimir Garotinho, que, pelo posto ocupado, têm a obrigação ética de oferecer apoio irrestrito a todos os candidatos. No mesmo raciocínio, por se tratar de um grupo, o futuro das candidaturas será definido conforme as necessidades estratégicas do próprio grupo.

 

Folha – Sobre as pré-candidaturas de Bruno e Kitiely Freitas (PR), defendidas (aqui) por Clarissa, você e os edis Jorge Magal (PR) e Gil Vianna (PR) frisaram (aqui) ser nomes de outros municípios. Os vereadores de Campos que trabalham suas pré-candidaturas, enquanto defendem o governo Rosinha (PR), acreditam estar sendo valorizados?

Hirano – Ninguém desconhece que Bruno e Kitiely, jovens quadros do nosso partido, com um promissor futuro pela frente, são de outros municípios. Porém, todos também sabem que, este ano, a eleição é estadual e que a prioridade é eleger o governador. Quanto aos vereadores de Campos, posso responder por mim. Como líder do Governo Rosinha, o meu posicionamento de defesa tem sido reconhecido e a valorização deste trabalho está consolidada no convite feito pelo nosso líder, Anthony Garotinho, para que eu fosse pré-candidato à Assembleia. Mas essa valorização vem sendo demonstrada desde 2008, primeiro quando fui convidado para ser o vice-prefeito de Campos, o que só não aconteceu por uma questão de interferência partidária. Na sequência, fui nomeado secretário de Saúde; posteriormente, escolhido para ser um dos vereadores da bancada, e finalmente, líder do governo. Cargos à parte, a verdadeira valorização é saber que meu trabalho tem cumprido seu objetivo de mudar para melhor a vida da população e isso é reconhecido por grande parte da sociedade.

 

Folha – Não é segredo que a candidatura de Bruno (aqui) é um projeto pessoal de Wladimir, preterido (aqui) em sua própria pré-candidatura. Uma vez que ele é presidente do PR em Campos, qual limite deveria ter para apoiar um, em detrimento de outros?

Hirano – Conheço os dois e estou certo de que Bruno marcará uma importante posição para o PR em São João da Barra, município de crescente importância. E Wladimir nunca deixou de estar presente e apoiar minha caminhada na campanha para vereador. Tenho certeza de que também estará ao meu lado a partir do momento em que o partido me outorgar a vaga para concorrer a deputado estadual.

 

Folha – Você já disse não acreditar que descontentamentos entre vereadores governistas possam gerar migração à oposição, pelo menos até outubro, sendo endossado (aqui) pelo vereador Alexandre Tadeu (PRB), que se mantém rosáceo, mesmo apoiando Marcelo Crivella (PRB) a governador. Por que não pode ocorrer com Rosinha, na Câmara Municipal, o que o PMDB fez com Dilma (PT) na Câmara Federal?

Hirano – Podemos afirmar que são cenários diferentes. O que aconteceu na Câmara Federal foi uma condução política para contemplar os anseios de blocos partidários. A filosofia política e os anseios partidários que hoje imperam na Câmara Municipal se encontram em equilíbrio com os propósitos e ações do governo municipal, por isso não acredito em confronto entre poderes Executivo e Legislativo neste momento.

 

Folha – O vereador Marcão (PT) disse (aqui) que, por temer a possibilidade de derrota a governador, Garotinho tentaria antecipar a eleição da mesa diretora da Câmara de Campos, para mantê-la em mãos seguras, independente de outubro, no segundo biênio do governo Rosinha. Procede?

Hirano – Pura especulação…

 

 Folha – Todos no PR ressaltam que o mais importante é eleger Garotinho governador. Nem Crivella, nem Luiz Fernando Pezão (PMDB), nem Lindbergh Farias (PT) descartam a possibilidade de Rosinha ser a candidata. A chance inexiste?

Hirano – A prioridade total é eleger Garotinho governador.

 

Folha – Garotinho é conhecido por trabalhar sempre com pesquisas. Em Campos, talvez elas sejam desnecessárias para constatar que a saúde é um dos principais motivos de críticas ao governo Rosinha. Como seu líder, mas também médico e ex-secretário de Saúde, em que esses questionamentos se justificam ou não?

Hirano – Como ex-secretário de Saúde, ex-presidente do Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems) e atual presidente da Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal, posso assegurar que, em Campos, a saúde melhorou muito nos últimos cinco anos. Todos os indicadores externos, inclusive os do ministério da Saúde, mostram que Campos se encontra em um patamar de assistência superior a todas as cidades da região Norte/Noroeste, como também das grandes cidades, como Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo. No entanto, é bom lembrar que saúde em todos os lugares será sempre motivo de críticas. É uma situação universalizada, pois, mesmo após resolvidos, os problemas na saúde renascem e se multiplicam em todo momento. Sempre teremos novas necessidades e críticas. A título de comparação, e falando em pesquisa, o IBGE divulgou esta semana dados que mostram que o Rio de Janeiro é o Estado que menos investiu em saúde pública do Brasil, apesar de ter a terceira maior população e o segundo maior PIB da nação. Apenas 7,3% do orçamento de 2012 do Estado foram direcionados para o setor, enquanto em Campos, direcionamos para a saúde cerca de 25% do orçamento em 2013. Não podemos esquecer que nosso município, quando fui secretário de Saúde, implantou e mantém até hoje o melhor e mais completo programa de imunização, referência para o país.

 

Folha – Quando finalmente estarão circulando em Campos as 82 ambulâncias contratadas com a Nova Master, que você garantiu (aqui) na Câmara ainda para março? Após o escândalo da GAP, com repercussão nacional, essa demora com a nova empresa não é um desgaste desnecessário?

Hirano – Desgaste esse que não foi provocado pelo governo municipal, que, inclusive, está cumprido uma decisão judicial para manter o contrato firmado com a Nova Master. O prazo até o final de março foi dado pela empresa, após efetiva cobrança da Prefeitura. Estamos aguardando o cumprimento do prazo, que ainda não venceu, pela empresa.

 

Folha – Gente como você, o vice Chicão de Oliveira (PP), ou o secretário de Comunicação Mauro Silva (PT do B), são em Campos elos de intersecção do garotismo onde ele é tradicionalmente mais fraco, junto ao eleitorado de melhor nível sócio-econômico. Consta que Garotinho está insatisfeito com suas intenções de voto nessa camada dos campistas. Como estão trabalhando para melhorar isso?

Hirano – Esta interpretação, neste momento, está equivocada. Vamos continuar trabalhando para desconstruí-la. Tenho certeza de que, principalmente, o eleitorado de nível sócio-econômico-cultural mais privilegiado já reconhece e enaltece o que Garotinho fez como deputado federal para Campos. Por serem bem informados, reconhecem o brilhante desempenho como parlamentar na defesa dos grandes temas nacionais, lutando pelos interesses coletivos, e já sabem que ele trouxe recursos para o município da ordem de mais de R$ 500 milhões, oriundos de emendas parlamentares e interferência direta junto aos ministérios, contemplando, assim, diversas áreas em nossa cidade e região. Para exemplificar, lembramos alguns: recursos para reformas e construção de hospitais e outras unidades de saúde, construção do novo Hemocentro Regional, Bairros Legais, escolas e creches, equipamentos como acelerador linear para radioterapia, além dos recursos para o Complexo Farol-Barra do Furado. Não podemos deixar de lembrar que, sem a sua interferência e condução quanto à defesa dos royalties do petróleo, estes recursos já não fariam mais parte da história dos estados e municípios produtores. Além disso, a maioria da população aderiu à filosofia política deste grupo, porque reconheceu e aprovou o modelo de governo, referendando a reeleição da prefeita Rosinha Garotinho, com mais de 70% dos votos no primeiro turno.

 

Folha – Você foi tema de matéria na Folha do último dia 2 (aqui), por dar respostas a indagações não respondidas pela Prefeitura. É isso mesmo: quer saber algo do governo, pergunte a Hirano? Até onde isso é virtude sua e até onde é falta de transparência do resto da gestão?

Hirano – Acredito estar desempenhando a missão a mim conferida, o papel de interlocutor do Executivo com a Câmara e, consequentemente, com a população. Entre as virtudes de um líder, temos que ter o domínio das informações para o conhecimento de causa e habilidade para defender as verdades dos fatos. É isso que temos buscado.

 

Folha – O que é mais fácil e mais difícil em liderar o governo Rosinha na Câmara de Campos?

Hirano – A dificuldade resulta do gigantismo do governo, das inúmeras ações e projetos realizados em todos os setores, que nem sempre chegam ao conhecimento e domínio de todos de forma plena e prontamente. A facilidade em liderar o governo Rosinha é pelo fato de representarmos um governo realizador de inúmeras ações positivas, que dignifica o ser humano e tem conseguido melhorar a qualidade de vida da população.

 

Folha – Consolidada sua candidatura a deputado estadual e conquistado o mandato, seu nome naturalmente se fortalece como opção governistas à sucessão de Rosinha, em 2016, que não poderá ser disputada por nenhum Garotinho?

Hirano – Como já disse, a dinâmica na política é constante e quando você faz parte de um grupo, as decisões são tomadas entre a liderança e o próprio grupo. Quanto ao fortalecimento dos eleitos, não temos dúvidas de que quanto maior o cacife eleitoral, maior é o peso político. Porém, existem outras importantes variantes que influenciam nas escolhas dos candidatos.

 

Folha – Em entrevista recente, o deputado federal Paulo Feijó disse (aqui) que considerava Rosinha a “prefeita de melhores resultados na história de Campos”. Concorda?

Hirano – Concordo pelo fato de termos uma prefeita que traz a experiência de ter sido governadora. Ela tem princípios filosófico-políticos que são norteados pela busca constante de governar para melhorar cada vez mais a vida da população, como tem demonstrado os resultados de sua administração. O que ela tem feito é cuidar da cidade e cuidar das pessoas, com a visão de um futuro melhor para todos. Dificilmente alguém vai superar o que a prefeita Rosinha Garotinho fez. Ela implantou uma nova era na política de Campos. Não há outro caminho para melhorar a qualidade de vida da população que não seja esse. É preciso dar continuidade a esse modelo de gestão.

 

Publicado na edição impressa de hoje da Folha.

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Suledil devolve pergunta a Marcão: “Onde foi parar esse dinheiro todo?”

Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.
Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.

 

“Ele deveria dizer onde foram investidos em Campos os bilhões de royalties recebidos pelo governo do qual ele participou como subsecretário de Petróleo”. Foi assim que Suledil Bernardino (PR), secretário de Governo da prefeita Rosinha Garotinho (PR), reagiu hoje às cobranças do vereador Marcão (PT), na sessão de ontem na Câmara, sobre o montante do que foi recebido nos seis anos da atual gestão municipal, em contraponto com as administrações anteriores. Como registrou aqui o Blog do Bastos, Marcão usou a aritmética para alfinetar no plenário:

— Somando todos os governos entre os anos de 1993 e 2008 (15) anos o município contou com R$ 6 bilhões. Agora, em apenas seis anos, a prefeita Rosinha já contou com R$ 11,7 bilhões. Ou seja, nunca antes na história de Campos o município contou com tanto dinheiro. E aí, gostaria de saber o que foi feito com R$ 11,7 bilhões. Onde está esse dinheiro todo?

Por sua vez, além de prometer repassar uma listagem com os maiores investimentos públicos do governo Rosinha, partiu para o contra-ataque político contra o vereador petista, que foi subsecretário de Petróleo no último ano do governo Alexandre Mocaiber (PSB):

— Não só eu, mas toda a população até hoje está querendo saber onde foram aplicados os recursos públicos do município no governo do qual o hoje vereador e seu PT participaram, por cerca de um ano. Mas não quero saber no papel. Quero saber quais obras foram deixadas, de fato, pelo governo Mocaiber, do qual Marcão foi subsecretário de Petróleo, justamente a pasta relativa aos royalties, responsáveis pela nossa maior entrada de recursos. Devolvo a ele a sua própria pergunta: “Onde foi parar esse dinheiro todo?”

 

Atualização às 22h34 para dar relevância de post ao comentário feito aqui pelo vereador Marcão, onde ele responde ao secretário Suledil e insiste nos seus questionamentos ao governo Rosinha, feitos na sessão de ontem da Câmara:

Aluysio, por certo o secretário da prefeita o Sr. Suledil deve estar bem nervoso por não ter como justificar o injustificável, pois o líder do governo informou na última sessão na Câmara que os investimentos do governo rosinha são da ordem de R$ 1,5 Bilhões, mas o orçamento total é de R$ 11,7 Bilhões, então onde está o resto do dinheiro???? Não consegue explicar!!!! Aí fica nervosinho e tenta atacar, melhor tomar um calmante!!!

Vejamos, comecei minha trajetória política nas convenções do ano de 2012, onde tive meu nome aprovado em convenção do PT, para representar o partido nas eleições proporcionais daquele ano e tive a honra de ser eleito pelo povo de Campos para representá-lo na Câmara. Sou advogado, contador público federal do instituto federal fluminense, pós-graduado em finanças e orçamento público e mestrando em contabilidade e acredito que por essas qualidades fui escolhido pelo meu primo o saudoso Vereador Renato Barbosa, para auxiliá-lo como técnico na Secretaria de Petróleo e Bioenergia, por cerca de um ano, não fui indicado pelo ex-prefeito Alexandre Mocaiber, que conheci apenas depois de minha nomeação.

Sabe Aluysio, tem algumas situações que considero hilárias e explico: Sobre o governo mocaiber acho que o secretário suledil pode começar perguntando a alguns membros do governo rosinha, vejamos: Pode perguntar ao Deputado Feijó que celebrou convênio com município no governo de mocaiber, pode também perguntar ao ex- deputado Wilson Cabral que foi Secretário de Saúde de Mocaiber, pode perguntar ao Procurador do Município – Dr. Fabrício Viana Ribeiro, foi assessor jurídico no governo mocaiber, pode perguntar ao Dr. Geraldo Venâncio que foi vereador da base do governo mocaiber, pode perguntar ao secretário Edilson Peixoto que participou do governo mocaiber e coordenou a campanha de Arnaldo Vianna contra Rosinha, olha a lista que tenho é enorme de pessoas técnicas e competentes como as que citei acima e que podem informar ao suledil, tenho outros nomes, a lista de membros do governo rosinha que também trabalhou com mocaiber é tão grande que acho que podemos chamar de governo Rosinha Mocaiber.

Mas como não deixo de responder as perguntas que me são feitas, relato abaixo os projetos desenvolvidos na extinta secretaria de petróleo: PROJETO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL: Cursos: Técnico em Mecânica,Técnico em Eletro-técnica,Inspetor de Soldagem,Ensaios Não Destrutivos – Líquidos Penetrantes (LP), Ensaios Não Destrutivos – Partículas Magnéticas (PM),Ensaios Não Destrutivos – Ultrasom (US), Aperfeiçoamento em Manutenção Elétrica Industrial,Técnico em Instrumentação,Caldeiraria,Auxiliar de Serviços Gerais: Plataformista, Torrista, Auxiliar de Plataforma/ Homem de área e Jatista, Montador de Andaimes,Hotelaria Marítima: Padeiro e confeiteiro/ Saloneiro/ Ajudante de cozinha e Taifeiro,Pedreiro,Inglês,Salvatagem e Combate a Incêndio,Eletromecânica,Motorista, Assistente Administrativo c/ Inglês, Técnico em Segurança no Trabalho, Enfermagem do Trabalho,Pintura Industrial. Objetivo: Proporcionar ao trabalhador uma qualificação/capacitação profissional direcionada às exigências do mercado de trabalho do setor petrolífero, além de realizar encaminhamento destes ao mercado através da Central de Atendimento ao Trabalhador – CAT. CONVÊNIO COM O CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE CAMPOS – CEFET/CAMPOS, Objetivo: Implantação de instalações adequadas à realização do curso de Salvatagem e Combate a Incêndio. CONVÊNIO COM A UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE: objetivo do convênio para a fomentação do funcionamento da incubadora de empresas de base tecnológica de Campos dos Goytacazes – TEC-CAMPOS, com o objetivo de promover e estimular a criação de micro e pequenas empresas em empreendimentos inovadores, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Norte Fluminense, oferecendo um ambiente que promova e estimule o desenvolvimento socioeconômico da região. LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO COM PLOTAGEM: Para efetivar levantamento topográfico com plotagem de áreas próximas ao Canal das Flechas, onde, face ao Complexo Logístico de Barra do Furado serão destinadas ao recebimento de investimentos industriais, com fulcro de pedido de informação das mencionadas áreas junto à SPU – Secretaria de Patrimônio da União. CONVÊNIO COM A UFRRJ – UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO: Objetivo: Desenvolvimento de viveiros para melhoramento genético da cana-de-açúcar, programa já desenvolvido no âmbito da Prefeitura de Campos dos Goytacazes nos anos de 2001 a 2004 e encontrava-se suspenso aguardando renovação. COMPLEXO LOGÍSTICO DE BARRA DO FURADO: Preocupado com o desenvolvimento sustentável do nosso estado, um dos principais projetos estruturantes do Estado do Rio de Janeiro, na época já e com licença prévia e projeto pronto, precisando dragar o Canal das Flechas. Com tecnologia australiana a ser aplicada (Sistema By Pass).

Agora estou aguardando as explicações do governo rosinha que mais recebe recursos em toda a história do município de Campos !!! Onde está o dinheiro????
Abraço.
Vereador Marcão Gomes.

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Carla se nega a se retratar em ação movida por Garotinho e desabafa no face

Em audiência de conciliação hoje no Fórum de São João da Barra, a ex-prefeita daquele município e pré-candidata a deputada estadual pelo PT, Carla Machado, se negou a se retratar diante ao advogado do deputado federal Anthony Garotinho (PR), em ação movida por este. Na democracia irrefreável das redes sociais, Carla fez aqui seu desabafo, que o blog reproduz abaixo:

 

Carla e Garotinho

 

Amigos, boa tarde!

Indignação é a palavra certa para o que sinto nesse momento…

A Lei deveria ser modificada e político não deveria ter nenhum benefício, nem foro privilegiado. Infelizmente, alguns se utilizam do chamado “manto parlamentar” para difamar, perseguir e caluniar adversários políticos, não respeitando o ser humano e a sua família. 

Hoje numa audiência na Comarca de S.J.B, senti vergonha de pertencer à classe política. Em meio à tantos problemas a resolver, a Juíza, o Promotor, profissionais do Direito e eu, perdemos tempo numa audiência de conciliação onde o autor da ação, Dep.Fed.Anthony Garotinho não se fez presente.

O engraçado e de conhecimento de todos, o Dep.Garotinho que é reconhecido pelo seu destempero, agressividade, maldade em suas “críticas” comuns e habituais, esse que por diversas vezes me caluniou e me perseguiu tentando denegrir a minha moral, entrou com um processo contra mim por repetir o que havia sido falado por um vereador em uma rádio local.

Graças a Deus, aos amigos, ao Judiciário e ao meu povo amigo de São João da Barra, essas injustiças nunca prosperaram e nunca abalaram a confiança das pessoas em minha conduta e seriedade…mas, sofri e todos sabem.

Se o “nobre” Deputado não tivesse imunidade parlamentar, não tenho dúvida, seria este campeão em ações contra ele; por isso, apesar do advogado representante deste senhor ter proposto que eu me retratasse, não aceitei e o processo prosseguirá conforme a Justiça determinar.

Que Deus continue a nos proteger e que afaste de nós todos aqueles que transmitam negatividade e maldade.

Se Deus é por nós, quem será contra nós? Creio nisso!

Vamos que vamos!!!

Um beijo carinhoso para vcs!  — se sentindo incomodada.

 

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Pros: Hugo Leal confirma Albertinho, defende Miro, mas não descarta Garotinho

Albertinho e Hugo Leal
Albertinho e Hugo Leal

 

“O Pros é um partido novo, que nasceu em setembro. Hoje, trabalhamos para lançar candidatura própria a governador, com o deputado federal Miro Teixeira. Mas candidatura não é desejo, é viabilidade. Teremos até junho, no período das convenções, para avaliar”. Foi o que disse o deputado federal Hugo Leal, presidente estadual do Pros, que hoje esteve em Campos, em visita à prefeita Rosinha Garotinho (PR), acompanhado pelo vereador Albertinho, que teve confirmada sua pré-candidatura a deputado estadual confirmada pelo novo partido. Apesar do teste de viabilidade da candidatura própria, Hugo confirmou não ser impossível a composição do Pros com o deputado federal Anthony Garotinho (PR) para governador, que ainda não definiu vice e poderia ter, com Miro em sua chapa, uma maior penetração junto ao eleitor fluminense mais consciente, com o qual o político de Campos sempre teve maior rejeição:

— Trabalhei com Garotinho, quando ele foi governador, da mesma maneira que com a governadora Rosinha. Tenho o maior respeito pelos dois, além de ter com ele uma relação estreita enquanto colega da bancada fluminense na Câmara Federal. Em política, não existe o impossível, mas teremos este resto de março, mais abril e maio para avaliarmos melhor o cenário e todas as suas possibilidades. Garotinho é uma delas, mas temos também conversado com outros jogadores dessa partida que só começa para valer depois da Copa do Mundo. Hoje o nosso pensamento é candidatura própria de Miro Teixeira, mas como já disse, temos até junho para saber como o Pros entrará em campo. Por tudo que vemos hoje, apenas uma certeza: como num jogo de futebol, essa eleição para governador do Rio será disputada em dois tempos, em dois turnos.

Mesmo que o pros vingue a candidatura própria de Miro a governador, Hugo Leal também garantiu que seu vereador e pré-candidato a deputado a estadual em Campos terá liberdade para apoiar Garotinho na disputa ao Palácio Guanabara:

— Albertinho será nosso candidato à Assembleia Legislativa. Confirmei isso hoje com a prefeita Rosinha. Mas entendemos que, por ser um partido novo, o Pros tem que saber respeitar os conjuntos já compostos desde antes da sua formação. Mesmo que Miro concorra a governador, Albertinho terá total liberdade para honrar seus compromissos políticos já firmados com Garotinho. Até porque, como tudo indica que essa eleição a governador será mesmo em dois turnos, nada impede que no segundo, de uma maneira ou outra, estejamos todos juntos.

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Marcão propõe Fundo com 10% dos royalties para Campos ter do que viver daqui a 20 anos

Marcão

 

De que Campos viverá quando se esgotar o petróleo, e o dinheiro dos royalties delas advindo, na sua bacia marítima? Feita diversas vezes ao longo das últimas décadas, desde que o município passou a receber as indenizações da Petrobras hoje bilionárias, a pergunta terá uma tentativa de resposta, na sessão da Câmara de hoje, quando o vereador Marcão (PT) vai propor o Fundo de Reserva dos Royalties (FRR). Pelo projeto, o município de Campos passaria a aplicar 10% de tudo recebido em royalties e participação especial na produção de petróleo, para a criação do Fundo, que ficaria intocado e se multiplicando na geração de dividendos pelos 20 anos seguintes à sua criação. Findo este período, 50% do que o Fundo gerasse nos dividendos de cada ano seguinte, seria aplicado pelo Conselho de Administração dos Recursos, formado por três representantes da sociedade civil e três indicados pelo prefeito. Aprovado o FRR, seria aberta uma licitação entre as instituições financeiras. Venceria quem apresentasse mais segurança e dividendos ao dinheiro público aplicado, para render daqui a 20 anos.

O projeto foi elaborado por Marcão, que além de advogado é contador concursado do Instituto Federal Fluminense (IFF), a partir dos seus estudos de mestrado em Contabilidade e Controladoria Aplicada ao Setor Público, na Fundação Capixaba de Pesquisas (Fucape). O FRR toma por base o que é feito nos estados do Alasca (nos Estados Unidos) e de Alberta (no Canadá), visando aplicar um percentual do que é recebido em royalties na criação de um Fundo que gere com seus dividendos uma compensação que se perpetue, mesmo depois de esgotadas as jazidas de petróleo. Enquanto os canadenses destinam 30% dos seus royalties ao seu Fundo, contra 25% do que o Alasca retém para o repasse anual direto aos seus cidadãos, Marcão propôs à criação do FRR apenas 10% do que Campos recebe dos recursos do petróleo, por entender que aqui há mais demandas presentes do que nos EUA ou no Canadá. “Muito embora todos que vivem de petróleo, independente do grau de desenvolvimento do país, tenham que se preocupar com do que viverão as gerações futuras quando o petróleo acabar”, lembrou o vereador.

Independente do destino que seu projeto tiver na Câmara de Campos, na qual o rolo compressor da prefeita Rosinha Garotinho (PR) impediu a criação de uma Comissão de Aplicação do Royalties, inclusive a que foi proposta pelo vereador governista Albertinho (Pros), Marcão vai levar sua proposta da criação do Fundo para a discussão junto às universidades, sindicatos e instituições empresariais e industriais do município.

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Fred, Rafael e Marcão também esperam vereadores descontentes com Garotinho

Quando e como as eleições de outubro próximo, sobretudo de governador, vão influenciar o equilíbrio de forças entre situação e oposição na Câmara de Campos, que hoje contabiliza 17 dos 21 vereadores na base de sustentação da prefeita Rosinha Garotinho (PR)? Há edis governistas descontentes com o tratamento inferior ao recebido por outros colegas da mesma bancada? O deputado federal Anthony Garotinho (PR), que comanda diretamente os vereadores da prefeita Rosinha (PR), vai mesmo confirmar sua pré-candidatura a governador? Concentrar atenções mais neste projeto estadual do que no plano municipal não abre mais espaço para mudanças no Legislativo Goitacá? Antes da sessão de hoje, esses e outros questionamentos foram feitos pelos vereadores oposicionistas Fred Machado (SDD), Rafael Diniz (PPS) e Marcão (PT).

Os três concordam com seu líder na bancada de oposição, vereador Nildo Cardoso (PMDB), que antes mesmo do pleito de outubro apostou aqui em deserções governistas, as quais disse estar esperando “de portas e janelas abertas”. Já para os edis governistas Paulo Hirano (PR) e Alexandre Tadeu (PRB), qualquer mudança de posição entre as bancadas legislativas de Campos só deve ocorrer depois, ou mesmo durante a disputa do pleito (confira aqui).

Abaixo, o que Fred, Rafael e Marcão projetam para o futuro próximo das bancadas da Câmara Municipal:

 

Fred Machado

Como vereador da base da oposição concordo com o vereador Nildo Cardoso e endosso as suas palavras, onde diz que estaremos de braços abertos para receber apoio de vereadores da base da situação, desde que comunguem com nossas ideologias, que são nossos principais propósitos.Vejo hoje na Câmara alguns vereadores da base da situação carentes de um maior apoio do Executivo, em detrimento de outros que gozam de maior prestígio. Talvez este fato,ou seja, as vaidades pessoais, possam fazer que possamos estar recebendo aliados descontentes por sua fidelidade e compromissos assumidos em campanha, não estarem sendo valorizados e cumpridos pelo executivo. Finalizando, acho que já nas convenções partidárias, estaremos engordando a oposição com vereadores que se sentirem preteridos pelo seu líder maior.

 

Rafael Diniz
Rafael Diniz

Quanto à chegada de novos vereadores ao grupo de oposição, eu acredito que ela aconteça sim. Não sei precisar quando exatamente, muito menos se será apenas depois de outubro, pois a “campanha” para o Governo do Estado está apenas começando, e até lá muita coisa pode acontecer. De certo mesmo, na minha opinião, é que nossa bancada vai assim aumentar, pois não acredito na vitória do grupo do PR nas próximas eleições para governador, tampouco que essa candidatura realmente vingará, o que os enfraqueceria bastante. Já com relação a receber bem os novos colegas na oposição, posso afirmar que receberei com muita satisfação, pois estaremos fortalecendo cada vez mais o nosso grupo e ninguém faz política sozinho. Só que o grande problema dessa questão de oposição e situação não é quem ou quando mudará, mas os motivos e as razões que levam a formação das bancadas. Nessas horas no Brasil se discute tudo, menos ideologia.

 

Marcão
Marcão

Acredito muito na hipótese de termos efetivamente um aumento da bancada de oposição este ano, a única dúvida é o período em que irá ocorrer, o que posso afirmar é que tenho conversado sobre a conjuntura política com muitos vereadores da base rosa, que quase sempre demonstram algum descontentamento. O planejamento do deputado Garotinho em se tornar governador fez com que este se preocupasse em dar mais atenção às articulações políticas fora de casa, pois acredita que não precisa agradar mais ninguém aqui, o que está gerando esta insatisfação ao ponto de vários vereadores apoiarem outros candidatos que não estarão na base garotista. Está valendo o pensamento de Magalhães Pinto: “Política é como nuvem. Você olha e ela esta de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”.

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