O deputado federal Romário acaba de informar nas redes sociais a sua desfiliação do PSB. Romário deve anunciar seu novo partido muito em breve. Especula-se que ele se filiará ao PR.
Por Ricardo André Vasconcelos, em 08-08-13 – 15h24
Rosinha com Michel Teló: cachê do artista custou R$ 158.500,00 (Foto: Divulgação/Secom/PMCG)
Como se não bastassem os altos valores pagos pelos cachês dos artistas contratados para os 15 anos do Trianon (aqui) e Festa São Salvador (aqui), a prefeita Rosinha Garotinho e seu pessoal que administra a “Cultura” no município ainda torraram alguns milhares de reais alugando palco.
Parece mentira, mas não é. Mesmo tendo o “maior palco fixo público da América Latina”, como alardeia propaganda oficial, (aqui), no Centro de Eventos Populares Osório Peixoto Silva (Cepop), a prefeita prefere alugar palco desmontável. Na lista de pagamentos efetuados pela PMCG no último dia 02 de agosto, constam três notas fiscais (236, 237 e 238, todas de 03/07/2013) emitidas pela WORKING EMPREENDIMENTOS E SERVIÇOS LTDA- EPP, no valor total de R$ 347.857,40 por serviços de “palco/camarim e acessórios”, conforme ilustração abaixo extraída do Portal da Transparência da Prefeitura (aqui).
O Blog não pode afirmar se todo o valor refere-se ao aluguel do palco montado para apresentação dos artistas na festa de São Salvador e do show gospel que encerrou, ontem (07/08), o evento evangélico “Marcha para Jesus”, mas não tem dúvidas de que a estrutura que ainda está na Praça São Salvador foi alugada da empresa citada. O que é uma incoerência, tendo a PMCG uma estrutura própria, sem custo e num local com mais conforto para espectadores, que é o Cepop. Sem falar no bem que faria ao caótico trânsito na área central da cidade se todos os shows fossem promovidos no Cepop.
(Clique na imagem para ampliá-la)O “maior palco fixo público da América Latina” como garante a propaganda. Eventos raros na obra de R$ 100 milhõesPalco alugado pela PMCG para os shows do Padroeiro e que ontem recebeu o encerramento da Marcha para Jesus (Foto: Ricardo André Vasconcelos 08/08/2013 - 13h25)
E TEM MAIS:
A farra ainda não acabou. Hoje (08/08) no Diário Oficial (página 14) foi publicado extrato de contratação “de empresa especializada em locação de trio elétrico de porte médio para atender aos eventos culturais, artísticos, esportivos e comemorativos da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima”. Isso num período de 60 dias ao custo de R$ 120.000,00.
“O Rio sempre foi um cemitério de governantes. O Cabral era, até hoje, uma exceção.” O deputado Eduardo Cunha, que ajudou a enterrar alguns, está dizendo a verdade. Brizola, Moreira Franco, Garotinho, Benedita e Rosinha terminaram suas administrações desastrosas como zumbis governamentais, e agora, depois da glória fugaz, a derrocada de Cabral confirma a maldição.
Antes da fusão à força com o Estado do Rio, feita pela ditadura em 1976, o Rio de Janeiro era uma cidade-estado pródiga em quadros políticos qualificados e respeitáveis, das mais variadas tendências. A integração dos vícios da politica cosmopolita carioca com o atraso e o populismo das velhas oligarquias do interior nivelou tudo por baixo e nos deu os políticos que temos hoje.
A velha piada em que um anjo pergunta a Deus por que poupou o Brasil de furacões, tsunamis, terremotos e vulcões, e Ele responde “espere para ver os políticos que vou botar lá”, serve à perfeição para o Rio de Janeiro. A justiça e o humor divinos nos deram a beleza das nossas praias e montanhas, um clima caloroso e um povo irreverente, criativo e trabalhador, e uma escória política à altura, ou baixeza, dos estados mais atrasados.
Os cariocas, que já tiveram que fazer uma escolha pior que a de Sofia entre Rosinha e Benedita no segundo turno de 2002, estão ameaçados de ter que decidir entre o petista “Lindinho” Farias ou Garotinho. A melhor, ou menos pior, opção seria o vice-governador Luís Fernando Pezão, um administrador honesto, trabalhador e experiente, que seria o “lado bom” do governo, e a antítese do estilo de Cabral. Mas vai levar para a campanha, junto com os créditos de suas realizações, a impopularidade do seu maior cabo eleitoral.
A candidatura de um outsider como Marcelo Freixo, do PSOL, seria muito bem-vinda, mas dificilmente ele conseguiria, em um ano, se tornar conhecido em todo o Estado e um candidato competitivo. E, mesmo se fosse milagrosamente eleito, como conseguiria governar contra os tenebrosos partidos políticos cariocas e uma das Assembleias mais nefastas do país ?
O PSDB está contagiado pelo clima do ‘já ganhou’, que contaminou o PT, antes da inflação e dos protestos. Pesquisa tucana diz que a rejeição da presidente Dilma é de 45%. A aposta é a de que ela não se recupera, pois seu governo não tem o que mostrar. Ontem, Dilma disse que caiu pela “insegurança a volta da inflação”. E bancou que a queda dos preços de alimentos, nos próximos meses. vai surpreender e resgatar seu favoritismo.
Por Ricardo André Vasconcelos, em 08-08-13 – 18h27
Garotinho é denunciado ao STF em inquérito sobre lavagem de dinheiro
PGR também denunciou a mulher do deputado, Rosinha Garotinho. Casal tem 15 dias para apresentar defesa
HUDSON CORRÊA
08/08/2013 16h47 – Atualizado em 08/08/2013 16h49
A Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal o deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) e sua mulher e prefeita de Campos dos Goytacazes (RJ), Rosinha Garotinho. A denúncia foi apresentada no dia 24 de julho, dentro do inquérito que investiga “eventuais crimes de peculato (desvio de verba pública) e lavagem de dinheiro, imputados ao deputado e sua mulher”. O Diário de Justiça publicou as informações nesta quinta-feira (8), mas a PGR não divulgou o teor das acusações.
O inquérito refere-se à suspeita da existência de um esquema de desvio de dinheiro do Estado do Rio de Janeiro por meio de ONGs, entre 2003 e 2006, quando Rosinha era governadora fluminense. Em 2010, o Ministério Público do Rio de Janeiro acusou o casal Garotinho e mais 86 pessoas de desviar quase R$ 60 milhões. Os promotores de Justiça afirmaram que pelo menos R$ 350 mil tinham ido parar no caixa da pré-campanha de Garotinho a presidente da República, quando ele era filiado ao PMDB. Atualmente, Garotinho é líder do PR na Câmara e adversário dos peemedebistas.
Quando surgiram as primeiras acusações, Garotinho negou participação em qualquer esquema e afirmou que processos com as mesmas investigações contra ele foram extintos. O deputado disse que a coordenação de sua pré-campanha, quando soube que empresas ligadas às ONGs haviam feito as doações, devolveu dinheiro sem gastar. A investigação envolve também a atriz Deborah Secco e sua família. O pai de Deborah foi apontado como um dos operadores do esquema com as ONGs – segundo o Ministério Público, R$ 158 mil acabaram depositados na conta da atriz. Os advogados de Deborah Secco sempre negaram que ela estivesse envolvida.
O ministro do Supremo Dias Toffoli decidiu desmembrar o inquérito. Isso significa que somente Garotinho e Rosinha continuarão sendo investigados pelo STF. A parte do processo referente a demais investigados, incluindo a família Secco, será enviada a uma vara criminal no Rio.
Toffoli deu prazo de 15 dias para Garotinho e Rosinha apresentarem sua defesa, a partir da notificação. Para que os dois tornem-se réus, o STF precisará aceitar a denúncia da PGR.
Atualização – Até este momento, às 18h35 o deputado Garotinho ainda não se pronunciou. Assim que anunciar que trata-se de mais uma perseguição dos irmãos Marinho, da Fifa e da oposição, prontamente terá o mesmo espaço neste Blog.
Aqui, o jornalista Alexandre Bastos já havia replicado a matéria da Época que o também jornalista Ricardo André Vasconcelos foi o primeiro a reproduzir na blogosfera goitacá.
Em março de 2006, após Alexandre Mocaiber vencer a eleição suplementar contra Geraldo Pudim, o grupo do PMDB em Campos, naquela época comandado por Anthony Garotinho, reuniu alguns gatos pingados na sede do partido. Na ocasião passei por lá para fazer uma matéria e vi de perto um discurso interessante.
Derrotado duas vezes em Campos (2004 e 2006), Garotinho comentou sobre o pequeno número de pessoas ao seu lado e disse que aquele pequeno grupo deveria juntar os cacos. “Agora temos que nos unir. A Prefeitura é uma metralhadora e ela está virada para nós. Não podemos desistir. Muitos aliados vão para o governo, mas os que ficarem com certeza estarão mais fortes para as novas batalhas”, afirmou.
Dois anos depois, em outubro de 2008, Rosinha venceu Arnaldo Vianna no segundo turno e o seu grupo voltou ao poder e recuperou a “metralhadora”. E aí, ao cobrir uma outra reunião do grupo, dessa vez superlotada, vi Anthony Garotinho se lembrar daquelas cadeiras vazias de 2006 e dos muitos aliados que foram para o outro lado e voltaram.
Na noite de ontem (7), quando os “Cabruncos Livres” protestaram na Câmara, muitos aliados de Garotinho ironizaram o pequeno grupo. Talvez, muitos deles não estivessem naquela reunião vazia de 2006. Acostumados com o poder e se achando imbatíveis, os rosáceos se esquecem que “a soberba precede a ruína e a altivez do espírito, a queda”. Provérbios 16:18.
É lógico que o grupo governista é muito poderoso e boa parte da oposição bate cabeça por conta de vaidade. Porém, quando se deparar novamente com os poucos “Cabruncos”, os aliados da prefeita Rosinha poderiam agir de uma forma menos prepotente. Respeitem os gatos pingados e lembrem-se dos exemplos de vida do próprio Garotinho ou então de um caso mais recente no mundo das artes marciais. Dono do cinturão e invicto no UFC, Anderson Silva se achou imbatível, abusou das brincadeiras e perdeu para o azarão Chris Weidman.
Como é admirável uma pura e verdadeira amizade, sem fronteiras em sua constante cumplicidade. Não há no mundo algo mais puro! Poesias não conseguem atingir seu nível de graça.
Quem já assistiu ao filme estadunidense “Thelma e Louise” sabe do que estou falando. Dirigido pelo talentoso Ridley Scott, e estrelado por Geena Davis como Thelma, Susan Sarandon como Louise, o filme também é responsável por apresentar ao mundo o astro Brad Pitt, que fazia seu primeiro papel relevante, embora sem destaque. A película mostra um vínculo muito forte de companheirismo entre duas amigas que decidem botar o pé na estrada e fugir de seus problemas.
Traduzindo o clássico Hollywoodiano para a realidade goitacá, consegui identificar uma dupla que muito se assemelha à da ficção.
São elas: Rosinha Garotinho e Patrícia Cordeiro.
Patrícia e Rosinha - Foto Estou procurando o que fazer
A prefeita Rosinha e sua amiga, e presidente da Fundação Jornalista Oswaldo Lima, Patrícia, representam uma das amizades mais sólidas e incontestáveis deste município. O problema é que, como todas as coisas boas e puras, sofrem de um mal terrível; a inveja. Por este motivo, diversas calúnias são criadas na tentativa inescrupulosa de ferir algo tão nobre. Tudo por ciúmes e inveja.
Até parece, por exemplo, que a banda “A Massa”, do marido de Patrícia, que inclusive é agenciada por ela, toca 5 ou 6 vezes por mês como dizem esses caluniadores invejosos. E não acredito nesse papo de que o cachê deles é o dobro das demais bandas, isso é mentira!
E aquela outra lorota deslavada sobre a peça de Nelson Rodrigues, “Bonitinha, mas ordinária”, onde disseram que a fiel escudeira Patrícia teria vetado o espetáculo pensando na fé da amiga Rosinha? Mentira! Rosinha é do teatro. Era atriz, ou é. Não interessa. Bando de invejosos! Rosinha e sua amiga apoiam a cultura, assim como Garotinho.
Outra coisa que adoram dizer por aí é que houve superfaturamento no show de Maria Bethânia, no Trianon. Isso é balela! E nem adianta vir com o papinho de que foi um show para convidados apenas, pois cerca de 150 bilhetes foram vendidos, sim. E quem disse que a Prefeitura não pode cobrar ingresso em eventos pagos por eles? Pode, sim. A república rosa faz o que bem entende e está certa por fazê-lo. Só não dá apara aguentar esses mentirosos e suas falácias sobre uma amizade tão verdadeira e poética quanto essa que descrevi.
São tantos invejosos, tantas mentiras, que se eu fosse as duas faria igual Thelma e Louise; entraria no conversível rosáceo e colocaria o pé na estrada, fugindo de toda essa gente caluniadora.
Quem já conhecia o texto de Adriano Moura por seus poemas, suas peças teatrais e, mais recentemente, por seu romance e seus artigos na Folha Dois, publicados toda terça, não surpreende que esse artista e educador goitacá venha fazendo tanto sucesso nas redes sociais, desde que resolveu se modernizar e nelas também verter seu texto sempre primoroso em forma e contundente no conteúdo. Abaixo, a blog pede licença para reproduzir sua crítica cirúrgica, feita aqui, a uma característica tão latente na deseducação do campista, fruto do narcisismo mais medíocre e da carência do aparelho imaginário definido pelas professoras do primário como “desconfiômetro”, que tanto incomoda a quem é capaz de ver o mundo além das bordas do próprio umbigo, seja nos cinemas, teatros ou shows mais intimistas, que não abarquem multidões, desta planície parida e cortada pelo Paraíba do Sul…
Inferno digital
Máquinas fotográficas e celulares deveriam ser recolhidos na entrada dos teatros, como ocorre nos concursos públicos, e só deveriam ser devolvidos no final da prova, ou melhor, da sessão. É inútil o aviso no início dos espetáculos de que não se pode filmar nem fotografar. Basta a luz da plateia se apagar para a miríade de vaga-lumes digitais começar seu pisca-pisca incessante. A situação se agrava quando, além de fotografar, a pessoa quer postar a foto ou vídeo em tempo real no facebook, mas não sabe como e pede ajuda ao acompanhante. O que se vê é o bebê luminoso no colo comprometendo, algumas vezes, o efeito da luz que emana do palco. Os obcecados não conseguem esperar o fim da peça para dizer aos demais “facebookianos” que eles estão ali, vendo o artista “X”. Tudo tem de ser em tempo real. Assisti a uma peça teatral durante a qual um casal editou as fotos que tirou para colocar no instagram. A impressão que dava era de que estavam ali apenas para ter o quer mostrar aos seus patrícios internautas. Mais trágico ainda é quando, depois de tantos avisos, o celular de alguém toca (geralmente é uma musiquinha do tipo “show das poderosas”). Mas a situação beira mesmo a catástrofe quando o mal-educado resolve atender, e o restante do público precisa de um esforço redobrado para ouvir o que se diz no palco. É preciso entender que espetáculo dentro de um teatro não é igual a show na Pecuária. Luz e barulho fora do tom atrapalham não apenas o artista, mas também os espectadores que estão ali pelo espetáculo, não para o exercício narcísico da autoimagem.
Lindbergh Farias (PT), com 18%, lidera a corrida para o governo do Rio. O Instituto Ideia fechou pesquisa com 1.500 entrevistas no domingo, na qual Marcelo Crivela (PRB) tem 17,5%, Anthony Garotinho (PR) 13,5%, Luiz Fernando Pezão (PMDB) 11,5%, Cesar Maia (DEM) 8,5% e Miro Teixeira (PDT) 4,3%. No cenário com Marcelo Freixo (PSOL), ele chega em segundo com 16%. Os números mostram que, à exceção de Freixo, os demais candidatos perderam cerca de três pontos percentuais em decorrência dos recentes protestos de rua. E revelam ainda, que o senador Lindbergh e o vice-governador Pezão são os candidatos com menor rejeição eleitoral.
Fonte: Coluna Ilimar Franco – O Globo
DO BLOGUEIRO:
na eleição de 2010, o deputado-prefeito Garotinho só anunciou a sua desistência de concorrer ao cargo de governador no dia da convenção estadual do seu partido.
Não se surpreendam, se no ano de 2014, a cena se repetir. Estrategicamente, e pela necessidade de sobrevivência e/ou crescimento do seu PR, o jovem senhor da Lapa precisa manter a ideia de sua possível candidatura, porque, caso contrário, seria uma debandada geral e consequentemente um forte esvaziamento de sua nominata.
O tempo, sabiamente, é o senhor da razão.
Aqui, o jornalista Alexandre Bastos foi o primeiro entre os blogueiros hospeados na Folha Online a replicar a reprodução da pesquisa, na blogosfera local, pelo também jornalista Sérgio Mendes.
Em seu Face, o prefeito Neco negou hoje boatos que circulam “com força” no município sobre novas nomeações:
“Preciso fazer algumas considerações a respeito de boatos que rondam politicamente nossa cidade. Com a vinda de Ranulfo para o nosso grupo, estão especulando a entrada na prefeitura de São João da Barra de Nelson Nahim para o Planejamento e de Katarine Sá para a Educação. Não existe e nunca existiu qualquer direcionamento neste sentido. Isso é propaganda enganosa. Ressalto novamente que eu e Ranulfo somos amigos há muitos anos e como frisamos na campanha, iríamos buscar um estafe altamente técnico. Ranulfo vai ser importante demais em nossos direcionamentos na administração pública. E não existe cooptação alguma da minha pessoa pra qualquer grupo que seja. Continuo sendo o mesmo Neco de sempre: humilde, trabalhador e ao lado do povo, sempre buscando o melhor para o nosso povo.
Os outros dois nomes são apenas especulações oposicionistas”.
Somando o protesto dos Cabruncos Livres (5 mil pessoas), o abraço em solidariedade ao Asilo do Carmo (70 pessoas), manifestação pelos royalties (8 mil pessoas) e manifestação dos médicos com o apoio dos Cabruncos (800 pessoas), não dá nem a metade da multidão que foi conferir o show do sertanejo-pop Michel Teló na Praça São Salvador (40 mil pessoas).
Cá entre nós, protestar pra que? A nossa cidade é um mar de rosas! Então, nada melhor do que ouvir Michel Teló e cantar: “Ai, se eu te pego”.