Jornalista, servidor municipal e palmeirense, Antunis Clayton é o convidado do Folha no Ar desta quinta (23), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará a reta final do Brasileirão e da Libertadores da América, que tem Palmeiras e Flamengo, até aqui, como protagonistas.
Antunis também analisará os papéis do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), e do prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP) nas eleições do RJ a governador (confira aqui, aqui, aqui e aqui), senador (confira aqui, aqui e aqui) e deputados (confira aqui) na região.
Por fim, com base nas pesquisas (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), ele tentará projetar as eleições a presidente do Brasil em 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 11 meses.
Quem quiser participar do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
A Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan) completa 80 anos neste sábado (25). Para marcar a data, promoverá nesta sexta (24) o VIII Seminário da Cana-de-Açúcar. No campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em Campos, a programação se estenderá das 8h às 18h30.
Objetivo do Seminário
“Reuniremos os melhores especialistas do setor para compartilhar conhecimento e debater as variedades de cana para plantio no Brasil. O Seminário será fundamental para quem busca inovação, produtividade e sustentabilidade na agricultura, especialmente na nossa região Norte Fluminense”, resumiu Tito Inojosa, presidente da Asflucan.
Literatura nesta quinta no IFF
Como prova da diversidade de Campos, nesta quinta (23), um dia antes do evento da Asflucan, o IFF comemora os 20 anos do curso de pós-graduação em Literatura, Memória Cultural e Sociedade. Para tanto, traz programação (confira aqui) aberta à população, das 13h30 às 21h, no auditório Miguel Ramalho do campus Campos Centro.
Objetivo da pós
“O curso atua na formação de profissionais de diversas áreas, mas também forma cidadãos que queiram e estejam dispostos a pensar a memória cultural, a sociedade e a própria cultura do nosso país, especialmente a de Campos e região”, resumiu a professora do IFF Érica Luciana de Souza e Silva, coordenadora da pós.
Geraldo Machado e Aluysio Cardoso Barbosa (Fotos: Divulgação e Diomarcelo Pessanha/Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Perda de Geraldo Machado
“Sua dedicação exemplar ao Direito e sua trajetória brilhante serão lembradas com respeito e admiração. Sua memória permanecerá viva na história da advocacia”. Foi a manifestação da OAB Campos à morte do seu ex-presidente Geraldo Machado, aos 87, vítima de um câncer contra o qual lutava há anos, na noite da última quarta (15).
Coincidência?
Anunciada (confira aqui) pela Folha, da qual Geraldo foi articulista e advogado, a notícia da sua morte ecoou rapidamente em grupos de WhatsApp. Quase no mesmo momento em que os rubro-negros, como ele, comemoravam o gol de Pedro naquela mesma noite de quarta no Nilton Santos, primeiro dos 3 a 0 do Flamengo sobre o Botafogo no Brasileirão.
Geraldo e Aluysio
A relação de Geraldo com a Folha, intensa desde que esta foi lançada há 47 anos, derivou da amizade ainda mais antiga com o jornalista Aluysio Cardoso Barbosa. Fundador do jornal e titular desta coluna até sua morte em 2012, aos 76, Aluysio foi colega de Geraldo no Liceu de Humanidades de Campos dos anos 1950.
Amigos diferentes
Geraldo e Aluysio eram diferentes. Além de Flamengo, o primeiro era alto, foi atleta de basquete, combativo como advogado e engajado militante de esquerda. Tricolor, o segundo era baixo, foi atleta de futebol, um jornalista marcado pelo equilíbrio e sutil em suas posições políticas de centro. Opostos unidos em amizade sincera e completa.
Forma crítica de ver o mundo
Além da advocacia, Geraldo foi produtor rural, presidente da Cooperleite em Campos e membro da Academia Campista de Letras (ACL). Que também se manifestou em sua morte: “Seus artigos e crônicas, publicados na Folha da Manhã e nas redes sociais, sempre foram marcados por sua forma crítica de ver o mundo”.
Alternativa à bipolaridade do ódio
Distintas, as formas de ver o mundo de Geraldo e Aluysio tinham algo geracional em comum. De crianças da II Guerra (1939/1945), jovens na esperança do Brasil dos anos 1950 e adultos na ressaca ditatorial dos anos 1960 e 1970. Cuja amizade entre homens diferentes tanto faz falta como alternativa viva à bipolaridade do ódio deste novo século.
Carlos Bacelar (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Homenagem a Carlos Bacelar
Às 19h de hoje, no Teatro Trianon, o biólogo e empresário Carlos Mothé Bacelar da Silva será homenageado pela Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia (SFMC). Por seus serviços à frente do Laboratório Plínio Bacelar, principal de Campos e região, Carlos receberá o prêmio Associação Fluminense de Medicina e Cirurgia de 2025.
Gerações à frente do Plínio
O blog Ponto de Vista, do diretor da Folha Christiano Abreu Barbosa, adiantou (confira aqui) na última quinta (16) a homenagem nesta quarta a Carlos. Da 2ª geração familiar à frente do Plínio Bacelar, no qual trabalha há 58 anos, ele assumiu seu comando nos anos 1980, que hoje divide com os filhos Leonardo, Renato e Pedro Bacelar.
Currículo
Formado em ciências biológicas em 1969, Carlos é membro das Sociedades Brasileiras de Microbiologias, para o Progresso da Ciência e de Análises Clínicas. Como também integra a internacional Association for Diagnostics & Laboratory Medicine (ADLM, Associação de Diagnóstico e Medicina Laboratorial), sediada nos EUA.
Excelência = trabalho
Com 31 unidades entre Campos, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, Macaé, Rio das Ostras, Cabo Frio, Quissamã, Cardoso Moreira, Italva e São Fidélis, o Plínio Bacelar é uma referência de excelência profissional na região. Condição que deve muito às quase seis décadas do trabalho de Carlos, em seus 77 anos de vida.
O carioca Orlando Thomé Cordeiro é estrategista político, articulista do Correio Braziliense e botafoguense. O campista Roberto Dutra é sociólogo, professor da Uenf e flamenguista. Os dois são os convidados do Folha no Ar desta terça (21), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Roberto e Orlando tentarão projetar a reta final do Brasileirão e da Libertadores da América, que tem Palmeiras e Flamengo, até aqui, como protagonistas.
Eles também analisarão os papéis do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), e do prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP) nas eleições do RJ a governador (confira aqui, aqui, aqui e aqui), senador (confira aqui, aqui e aqui) e deputados (confira aqui) na região.
Por fim, os dois falarão da “química” (confira aqui) entre os presidentes Donald Trump e Lula e, com base nas pesquisas (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) tentarão projetar as eleições presidenciais do Brasil em 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 11 meses.
Quem quiser participar do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
Técnico italiano do Brasil, Carlo Ancelotti, em coletiva após a derrota na merecida virada de 3 a 2 para o Japão (Foto: Reprodução de TV)
Vencedor no futebol da Europa
Como treinador, o italiano Carlo Ancelotti é um vencedor nos quatro maiores campeonatos nacionais da Europa: campeão da Itália pelo Milan em 2004, campeão inglês pelo Chelsea em 2010, campeão da França pelo Paris Saint-Germain em 2013, campeão da Alemanha pelo Bayern de Munique em 2017 e campão da Espanha pelo Real Madrid em 2022 e 2024.
Currículo de Ancelotti fala por si
Além desses e outros títulos nacionais do melhor futebol do seu continente, Ancelotti ganhou cinco vezes a Champions da Europa como técnico: em 2003 e 2007 pelo Milan, e em 2014, 2022 e 2024 pelo Real. Seu currículo de vencedor fala por si próprio. E tem como principal característica moldar seu esquema de jogo de acordo com os seus jogadores e o adversário.
Classificado de mal a pior
Antes de Ancelotti assumir a Seleção Brasileira em maio, ela vinha tombando nas Eliminatórias da América do Sul à Copa do Mundo de 2026. Após passagens ruins dos treinadores brasileiros Fernando Diniz e Dorival Júnior, estava em 4º lugar na tabela. Sob o comando do italiano, terminou as Eliminatórias em 5º. Até 2022, teria que disputar repescagem para ir à Copa.
Ducha de água fria do Japão
Com um empate (0 a 0 com o Equador), duas vitórias (1 a 0 no Paraguai e 3 a 0 no Chile) e uma derrota (1 a 0 para a Bolívia) nos últimos quatro jogos do Brasil de Ancelotti nas Eliminatórias, a trajetória errática parecia sublimada com os 5 a 0 sobre a Coreia do Sul, no amistoso de sexta (10). Mas foi reforçado na derrota de ontem, na merecida virada de 3 a 2 do Japão.
Recordes negativos do Brasil
Com a sua pior campanha na história das Eliminatórias, o Brasil também bateu outra marca negativa: a primeira derrota em 14 jogos contra o Japão. De quem nunca havia tomado dois gols num mesmo jogo. E os três que levou ontem se tornam mais preocupante sob o comando de um técnico italiano, escola de futebol que tem na defesa sua maior virtude.
Muitas dúvidas, uma certeza
Nada estava ganho com os 5 a 0 sobre a Coreia e nada está perdido após a derrota por 3 a 2 para o Japão. Até a Copa do Mundo entre 11 de junho e 19 de julho, Brasil tem mais seis amistosos agendados, contra adversários ainda desconhecidos: 10 e 18 de novembro, 23 e 31 de março e 1 e 9 de junho. E, entre muitas dúvidas, uma certeza: Ancelotti terá muito trabalho.
Um cão da raça pit bull atacou (confira aqui) ontem (14) duas crianças pequenas, uma de 10 meses, outra de 2 anos, além de uma mulher de 29 anos, na localidade de Baixa Grande, em Campos. O caso mais grave é do bebê mais novo. Com ferimentos na cabeça, face, abdômen, tórax e pernas, passou por cirurgia e está internado na UTI Pediátrica do Hospital Ferreira Machado (HFM).
Outras vítimas
A criança de 2 anos teve uma lesão nas costas, enquanto a mulher foi mordida na panturrilha. Foram atendidas, receberam curativos, tomaram vacina antitetânica e tiveram alta. O cão é da própria família dos três feridos.
Despreparo humano
O caso revela um problema, reincidente em Campos e no Brasil: o despreparo de muitas pessoas para criarem cães. Que é inversamente proporcional ao número de veterinárias, pet shops e lojas de ração que proliferam em todos os bairros do município e do país.
Homem e cão há 30 mil anos
O maior erro de quem pretende criar um cão é o desconhecimento da espécie. O homem teria domesticado o lobo há cerca de 30 mil anos, antes de qualquer outra espécie animal ou vegetal, de lavrar a terra e se tornar sedentário. Nessa correlação de milênios, o cão foi sendo moldado em diferentes raças e funções humanas: caça, pastoreio, guarda, companhia.
Homem com dois cães presos por guia diante de um leão, pintura rupestre de 9 mil anos na Arábia Saudita (Foto: Reprodução)
Sociologia do cão
Animal social como o ser humano, o cão identifica neste o macho alfa da sua matilha, como quem o guia, o protege e alimenta. Num núcleo familiar humano, ele escolhe quem reproduz essas características sobre ele. Se quem cuida do cão for um empregado, este será o escolhido. E, se ninguém se impuser ao cão, seja ele macho ou fêmea, o macho alfa será ele próprio.
Amigo ou dor de cabeça
Um humano que não impõe limites, desde filhote, ao seu cão, cria não um amigo leal, mas uma dor de cabeça. Para si e quem mais o cerca. Quem não tem um vizinho com um cão, de raça pequena ao famoso vira-latas caramelo, que late neuroticamente e tenta avançar sobre estranhos? E cujo desequilíbrio social não seja fruto da sua péssima criação humana?
Paliativos
Quanto maior o cão e as falhas na sua criação, maior a dor de cabeça. Fazer leis para restringir a circulação de cães considerados perigosos, tende a mascarar o problema. No caso de um pit bull, por exemplo, o legislador ou o agente da lei seriam capazes de distinguir a raça de outras aparentadas e mais dóceis, como um staffordshire ou um american bully?
Bebê imaginário = bebê real na UTI
Qualquer cão só pode transitar em espaço público com coleira, guia e mão humana responsável. Qualquer cão e um lobo são geneticamente o mesmo animal. Quem cria um cão como um bebê humano imaginário, para transferir suas próprias carências, cria um problema. Como um bebê real de 10 meses que luta pela vida, em estado gravíssimo, na UTI do Ferreira.
A pouco menos de 1 ano da urna de 4 de outubro de 2026, Lula e Eduardo Paes lideram as pesquisas, respectivamente, às eleições a presidente da República e governdor do RJ (Foto: Divulgação)
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Brasil e RJ a menos de um ano da urna de 2026
Por William Passos
A menos de um ano da urna de 4 de outubro de 2026, Lula vive sua melhor aprovação (confira aqui) desde dezembro de 2024, vencendo oito cenários de 1º turno e nove de 2º turno, com boa vantagem (confira aqui) sobre todos os adversários. Foi o que revelou a Quaest nacional de outubro de 2025, divulgada na última quarta (8) e quinta (9). Nela, os nomes de Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro, Ratinho Júnior, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Eduardo Bolsonaro foram testados, mas foi o desempenho de Ciro Gomes, um conhecido nome da centro-esquerda, que chamou a atenção. No 2º turno, a diferença entre Lula e Ciro é de apenas 9 pontos percentuais, ante uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A diferença entre Lula e Tarcísio, que era de 8 pontos na pesquisa de setembro, subiu para 12 pontos agora na pesquisa de outubro. Entre os integrantes da família Bolsonaro, Michelle Bolsonaro é a mais competitiva, com diferença de apenas 8 pontos. Parte dessa diferença, que era de 15 pontos na pesquisa de setembro, pode ser atribuída ao recall de Jair Bolsonaro, que, apesar de inelegível, segue testado pelos institutos de pesquisa. Na Quaest de setembro, a diferença entre Lula e Jair no 2º turno era de 13 pontos. Agora na Quaest de outubro caiu para 10 pontos, superando a margem de erro de 2 pontos percentuais.
A Quaest nacional de outubro de 2025 também mostrou Lula crescendo entre os mais ricos, especialmente aqueles com renda familiar mensal acima de 5 salários-mínimos (SM). Na classe média baixa e entre os mais pobres, que, tradicionalmente, concentram um eleitorado mais lulista, a aprovação ao Lula 3 variou muito pouco, assim como sua desaprovação, com ambas mantendo-se dentro do intervalo de 2 pontos percentuais para mais ou para menos da margem de erro, tanto entre os brasileiros com renda familiar mensal até 2 SM quanto entre aqueles com renda de 2 a 5 SM.
Entretanto, cabe ponderar que apesar de viver sua melhor aprovação em 2025, o Lula 3 ainda é desaprovado por 49% dos brasileiros. Em queda, já que eram 51% na Quaest nacional de setembro, a desaprovação supera numericamente os 48% que o aprovam (em setembro, eram 46%), o que abre (confira aqui) um flanco matemático, até aqui, ainda não convertido em intenção de voto pelos adversários. Nesse aspecto, cabe chamar a atenção para o desconhecimento de Tarcísio por 33% do eleitorado brasileiro, percentual que é ainda maior com Ratinho Jr. (37%), Romeu Zema (52%) e Ronaldo Caiado (54%). Assim como a rejeição, que é de 51% entre os brasileiros que conhecem Lula, mas não votariam nele de jeito nenhum, o desconhecimento do eleitorado pode abrir espaço de crescimento numa eventual campanha eleitoral.
Por sua vez, na corrida ao Palácio Guanabara, o céu da política mantém tempo firme e ensolarado para Eduardo Paes, que lidera nos quatro cenários testados (confira aqui) pela Real Time Big Data de outubro de 2025, com margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Flávio Bolsonaro, que tem, até aqui, a primeira cadeira ao Senado assegurada nas projeções de todos os institutos confiáveis (confira aqui e aqui), incluindo (confira aqui) a Real Time Big Data, é o candidato com a menor diferença para Eduardo Paes, o que pode colocá-lo, em caso de não candidatura ao executivo estadual, como um cabo eleitoral importante na campanha e na composição da chapa aliada e mesmo das chapas adversárias.
No entanto, a grande novidade da Real Time Big Data é o desempenho do ex-governador Anthony Garotinho, que, com 16% de intenção, apresenta a menor diferença para o atual prefeito do Rio, com a exclusão do nome de Flávio Bolsonaro. Garotinho, porém, lidera a rejeição múltipla (52%), seguido por Flávio Bolsonaro (44%), Eduardo Paes (32%), Rodrigo Bacellar (31%), Monica Benício (30%), Washington Reis (24%) e Ítalo Marsili (16%).
Com maioria do eleitorado concentrado na Região Metropolitana, as cidades do Rio de Janeiro (4.871.615 eleitores), Duque de Caxias (659.160), São Gonçalo (649.126), Nova Iguaçu (605.835), Niterói (401.210), São João de Meriti (361.814), Campos dos Goytacazes (364.227) e Belford Roxo (341.395) concentram o maior número de eleitores, sendo as mais decisivas dentro do Estado. A cidade do Rio, aliás, tem o segundo maior colégio eleitoral do país, perdendo somente para a cidade de São Paulo. Niterói, por sua vez, apesar da menor população residente que Campos, tem mais eleitores aptos a votar, de acordo com o cadastro do TSE.
Ainda na Real Time Big Data da última quinta-feira (9), com a liderança de Flávio Bolsonaro, que já é Senador e deve tentar a reeleição, a segunda cadeira ao Senado segue em disputa. Quando colocado, o nome do atual governador Cláudio Castro encontra-se bem-posicionado, alcançando 22%, ante os 29% de Flávio, o que poderia significar uma dobradinha do PL. Quando excluído, aparecem com segundo melhor posicionamento os nomes de Benedita da Silva (chega a 17%), Carlos Portinho (alcança 15%) e Washington Reis (chega a 12%). Sem Benedita, o destaque fica para Silas Malafaia (chega a 14%), Pedro Paulo (também chega a 14%), Washington Reis (alcança 11%) e Neguinho da Beija-Flor (chega a 10%).
Ainda na disputa do Senado, cabe destacar que o nome de Anthony Garotinho também chegou a ser testado em dois cenários da Real Time Big Data da última quinta-feira, com a presença de Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro. Considerando o conjunto dos cenários, a intenção de Flávio vai de 26% a 32%, com Castro variando entre 20% e 22% e Garotinho, sem mandato e com recall bastante consolidado, oscilando entre 8% e 10%.
— E aí? Viu a nova pesquisa Quaest? — indagou Jorge, já sentado à mesa do bar, copo americano de cerveja à mão.
— Rapaz, vi, sim. São as fiandeiras dos gregos. Se a eleição fosse hoje, você ganharia a nossa aposta. Lula abriu outubro, quando as eleições de 2026 passam a ser contadas só em meses, ampliando sua liderança, fora de qualquer margem de erro, nos oito cenários ao 1º turno e nos nove ao 2º turno da Quaest — resumiu a ópera Aníbal, enquanto se sentava à mesa, antes de pedir um copo ao garçom.
— É, você foi apostar em Tarcísio e não contava com a reação do velhinho de Garanhus. Que está mais vivo do que nunca.
— Eu também dizia a você: “Mas tem o Canadá”. Lá, os conservadores tinham 20 pontos de vantagem nas pesquisas às eleições de abril. Aí, Trump assume em janeiro. E volta à Casa Branca ameaçando aumentar as tarifas e anexar o país vizinho como 51º estado dos Estados Unidos. Resultado? Virou as pesquisas de ponta-cabeça. E, três meses depois, os canadenses elegeram Mark Carney, da esquerda deles, como o seu primeiro-ministro.
— Pois é. Antes de subirem ao palco da manifestação de Copacabana, para ajudarem a enterrar a PEC da Bandidagem e junto o PL da Anistia, ao lado de Chico, Paulinho da Viola e Djavan em 21 de setembro, Caetano e Gil tinham cantado: “O Haiti é aqui”. Ao que parece, o Canadá também.
— Quando apostei com você que Tarcísio venceria a eleição a presidente em 2026, era o que todas as pesquisas mês a mês indicavam, desde a virada de 2024 a 2025. No início de junho, o jornalista Thomas Traumann, ex-ministro da Comunicação de Dilma, reconheceu ao analisar a pesquisa Quaest daquele mês: “Lula deixou de ser o favorito para a eleição em 2026”.
— Isso eu sou obrigado a reconhecer. Naquela Quaest de junho, Lula não passava do empate técnico na simulação de 2º turno não só com um Bolsonaro inelegível, mas também com Tarcísio, Michelle, Ratinho Junior e Eduardo Leite.
— Pois é. E não estava melhor em nenhuma outra pesquisa. De dezembro de 2024 até junho de 2025, a queda de Lula em intenção de voto e aprovação de governo vinha aumentando gradativamente, a cada nova pesquisa nacional, com medição quase semanal, por vários institutos. O turning point de Lula, a virada da guerra na batalha de Stalingrado contra a Alemanha de Hitler ou a de Midway contra o Japão de Tojo, foi a carta de Trump em 9 de julho, ameaçando taxar o Brasil por conta do julgamento de Bolsonaro no STF.
— Mas a reação de Lula também foi muito boa. Chamou para si a defesa da soberania nacional. Com um trabalho muito bom do Sidônio Palmeira também nas redes sociais. Em que a esquerda tomou da direita a bandeira do Brasil dentro do campo virtual da direita. Como fez também no campo real, substituindo a bandeira dos EUA dos bolsonaristas pela anistia, no 7 de setembro da Paulista, pela do Brasil no 21 de setembro e na mesma Paulista.
— Sim. Sidônio trabalhou bem. Mas teve o que vender. Lula foi melhor ainda.
— Ele não abaixou a cabeça para o tarifaço dos gringos e ainda fez um discurso duro contra as ações do governo estadunidense no coração do Império, em Nova York, na Assembleia Geral da ONU. Para ser respondido na sequência por Trump. Que, em seu discurso longo, falou de improviso da tal “química” que teria rolado quando cruzou por segundos com Lula.
— Pois é. Só que, na Assembleia Geral, Lula se limitou a ler o discurso do teleprompter. Na coletiva de imprensa que deu dois dias depois, ainda em Nova York e novamente na ONU, ele não só confirmou a “química” com Trump, como respondeu todas as perguntas dos repórteres de todo o mundo falando de improviso. E, sem repetir nenhuma das batatadas verbais que já estavam marcando esse seu terceiro mandato de presidente, ele também foi muito bem.
— E depois ainda teve a conversa por videoconferência entre os dois, na segunda desta semana, já em 6 de outubro. Que a Quaest, feita de 2 a 5 de outubro, nem pegou. Pelo estilo errático de Trump, nada pode ser descartado. Nem a humilhação que ele impôs a Zelensky na Casa Branca. Mas se Lula conseguir derrubar as tarifas ao Brasil e tirar a aplicação da Lei Magnitsky de cima de Moraes e da mulher, vai crescer ainda mais nas pesquisas a 2026.
— Sabe qual é a verdade? E mesmo quem não gosta de Lula é obrigado a reconhecer? Como político, ele é jogador de jogo grande. Sempre cresce nos maiores palcos e diante dos maiores adversários. É quase como se precisasse disso para poder jogar tudo que sabe.
— É verdade. E que palco maior que a Assembleia Geral da ONU? E que adversário maior do que Trump? São o Maracanã e o Real Madrid da geopolítica.
— Enquanto isso, Tarcísio está parecendo o Wallace Yan na derrota do Flamengo para o Bahia. Inexperiente como político profissional, confundindo encarar responsabilidade com brigar com o juiz e o time adversário, falou em “tirania de Moraes” na Paulista do 7 de setembro, não foi à posse de Fachin como presidente do STF para ir visitar Bolsonaro em prisão domiciliar, e depois ainda falou aquela tremenda besteira da Coca-Cola na crise do metanol.
— Para quê? Para ter que pedir desculpas depois. Falou que não entendia de bebida alcoólica em provocação velada a Lula. Enquanto tem gente morrendo em seu estado envenenada por contaminação de metanol em bebida destilada. E, pior, é um risco de saúde pública e às redes de bares e restaurantes que São Paulo ainda exportou para outros estados.
— Um governante não pode fazer pouco caso da morte dos governados. Se foi menos debochado na forma, o conteúdo da fala de Tarcísio se assemelhou ao “E daí? Eu não sou coveiro!” de Bolsonaro diante das milhares de mortes de brasileiros por Covid.
— Parece mesmo com as molecagens do Wallace Yan contra o Bahia. Mas o que você quis dizer com as fiandeiras dos gregos, no início do papo? Ia perguntar e acabei esquecendo.
— Que Lula pode até se atrapalhar em jogos pequenos e médios. Mas cresce nos grandes. As fiandeiras são as Moiras da mitologia grega, que tecem o destino dos homens em tapetes. Maquiavel véio de guerra, que fundou a ciência política sem nenhuma mitologia, dizia que o bom governante tem que ter Virtù e Fortuna. E que uma é tão importante quanto a outra.
— Beleza. A Virtù é capacidade do governante de se adequar às circunstâncias para permanecer no poder. E a Fortuna é o acaso, a sorte. Que Lula, inegavelmente, tem demais. Mas e as fiandeiras?
— Para nós e a maioria, elas tecem um tapete de “bem-vindo” de entrada de residência. Pela Fortuna de Lula, sua vida parece ser tecida pelas Moiras, desde Garanhuns, em um tapete persa — disse Aníbal, enquanto tentava ler a sorte das urnas de 2026 na espuma no fundo do copo americano de cerveja vazio, que tinha acabado de virar pela garganta.
Além da reprovação de governo numericamente majoritária de 49%, que a oposição não soube até agora transformar em intenção de voto, a vantagem atual de Lula à reeleição tem outros flancos matematicamente abertos (confira aqui) na pesquisa Quaest. Com apenas 2% dos brasileiros que não o conhecem, o presidente em 3º mandato tem muito pouco espaço para crescer.
Onde Lula pode perder a reeleição? (II)
Por sua vez, Tarcísio ainda é desconhecido por 33% dos eleitores. Espaço para crescer numa campanha que é ainda maior ao governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), desconhecido por 37%. Como ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), desconhecido por 52%; e ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), desconhecido por 54% dos brasileiros.
Onde Lula pode perder a reeleição? (III)
Outro obstáculo à reeleição de Lula em 2026, sobretudo em um eventual 2º turno, é sua rejeição: 51% dos brasileiros o conhecem e não votariam nele. Ele só fica atrás das rejeições de Ciro (60%), de Michelle (61%), de Bolsonaro (63%) e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP), campeão de rejeição a presidente, com 68%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Onde Lula pode perder a reeleição? (IV)
No entanto, as rejeições de Tarcísio (41%), Ratinho Jr. (40%), Zema (34%) e Caiado (32%) são menores que a de 51% de Lula. O que, a depender da taxa de conversão de conhecimento em intenção de voto, pode ser o caminho à oposição em um eventual 2º turno do petista contra um desses quatro governadores e presidenciáveis de direita.
Concluída na véspera da conversa (confira aqui) por videoconferência na segunda (6) entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, a pesquisa Quaest de outubro não pegou seus efeitos. Mas a aproximação entre os dois presidentes parece ser uma das causas da ascensão do mandatário brasileiro nas pesquisas.
57% sabem de elogio de Trump a Lula
A maioria de 57% dos brasileiros soube do elogio de Trump a Lula (confira aqui) na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro. Os que não sabem são 43%. Já os que acham que Lula saiu mais forte do encontro com Trump na ONU são 49%. Outros 27% acham que o petista saiu mais fraco, com 10% que acham que não saiu forte ou fraco, e 14% que não souberam responder.
Trump e Lula “vão se dar bem” a 51%
Outra maioria de 51% dos brasileiros acha que Lula e Trump “vão se dar bem” em uma possível reunião presencial entre ambos. Outros 36% acham que não, com 13% que não souberam responder.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Números do discurso de Lula na ONU
A maioria de 56% dos brasileiros não soube do discurso de Lula na ONU, antes de Trump fazer o seu e anunciar a boa “química” entre os dois. Outros 44% souberam. Pelo que ouviram falar, no entanto, a maioria de 52% acha que o discurso de Lula na ONU foi bom. Outros 34% acham que foi ruim, com 6% que não foi bom ou ruim e 8% que não souberam responder.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Isenção de IR tem 79% a favor
Sobre a reforma do Imposto de Renda (IR), promessa de campanha de Lula em 2022, a maioria expressiva de 67% soube (33% não souberam) da proposta do governo aprovada no dia 1º pela Câmara dos Deputados. Mais expressivos ainda são os 79% favoráveis à isenção de IR a quem ganha até R$ 5 mil. Apenas 17% são contra, com 4% que não souberam responder.
A pouco mais de 11 meses de 4 de outubro de 2026, o governo Lula (PT) vive sua melhor aprovação (confira aqui) desde dezembro de 2024. Hoje, Lula venceria (confira aqui) oito cenários de 1º turno e nove de 2º turno, com boa vantagem sobre todos os possíveis adversários. Foi o que revelou a pesquisa nacional Quaest divulgada em duas partes na quarta (8) e quinta (9).
Líder em todos os cenários a 2026
Na parte eleitoral da pesquisa, Lula liderou entre 35% e 43% de intenção de voto os oito cenários de 1º turno. Com vantagem variando de 9 a 20 pontos sobre os possíveis adversários. O petista também liderou, entre 41% e 47% de intenção, os nove cenários de 2º turno da Quaest. Com vantagem variando entre 9 e 23 pontos sobre cada um dos possíveis adversários.
Contra Bolsonaro, menor vantagem ao 1º turno
Curiosamente, o adversário menos distante de Lula no 1º turno foi o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) e que já tinha duas condenações de inelegibilidade até 2030 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Hoje, o atual presidente bateria o ex no 1º turno por 35% a 26%, 9 pontos de diferença.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Contra Ciro, menor vantagem ao 2º turno
Em outra curiosidade que evidencia a vantagem de Lula, seu oponente menos distante no 2º turno, hoje, seria seu ex-ministro da Integração Regional entre 2003 e 2006, Ciro Gomes (PDT). A quem o petista bateria no 2º turno por 41% a 32%, 9 pontos de diferença. Só que Ciro não é pré-candidato a presidente em 2026. E nem é considerado um político de direita.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Michelle a 15 pontos de Lula no 1º turno
Entre os presidenciáveis de direita e elegíveis, a menor vantagem de Lula nas simulações de 1º turno da Quaest foi contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). A quem o petista hoje bateria por 36% a 21%, 15 pontos de vantagem.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Tarcísio a 12 pontos de Lula no 2º turno
Já nas simulações de 2º turno, o governador paulista Tarcísio de Freitas (REP) se mostrou o mais competitivo entre os nomes elegíveis da direita. Ainda assim, Lula hoje o bateria no turno final por 45% a 33%, ou 12 pontos de vantagem. Em setembro, essa vantagem na simulação de 2º turno era de 8 pontos: Lula 43% a 35% Tarcísio. Cresceu 4 pontos em apenas um mês.