Prefeitura garante que GCM vai trabalhar com PM na fiscalização do Tamandaré

 

 

Na madrugada de quinta (22), duas viaturas da PM passam por carro de clientes da boate na Pero de Góis, que permaneceu parado na contramão, ilícito que caberia a GCM fiscalizar (Foto: Reprodução)

GCM promete agir

O Ponto Final da última sexta (23) foi inteiramente dedicado aos reincidentes transtornos e incidentes das noites e madrugadas do Parque Tamandaré, causados pela clientela de outros lugares levados por uma boate instalada no bairro residencial. Além dos leitores da Folha, o texto viralizou nas redes sociais. E, antes tarde do que nunca, gerou uma reação. Completamente ausente do seu dever de fiscalização das filas duplas, por vezes triplas de carros, formadas na rua Pero de Góis pelos frequentadores da casa noturna, a Guarda Civil Municipal (GCM) promete agora agir, sempre que acionada, em parceria com a Polícia Militar.

 

Desabafo da PM

Além dos residentes do Tamandaré, impedidos de dormir pelos potentes sons automotivos da seleta clientela da boate, que fazem da rua a sua extensão, a fiscalização do poder público municipal foi cobrada pelo comandante do 8º BPM, tenente-coronel Henrique. Ele desabafou (relembre aqui) na quinta (22), cuja madrugada terminaria com mais um baile funk a céu aberto na Pero de Góis, a despeito das viaturas da PM que foram ao local: “os demais poderes públicos têm que comparecer, têm que se fazer presentes também. A Guarda Municipal tinha que ter ido lá, infracionado. Tá complicado de ir sozinho? Pede o auxílio da Polícia Militar”.

 

Fim do jogo de empurra?

A superintendência de Comunicação informou que a GCM não se furtará mais a cumprir seu papel. Se ela não foi acionada na noite de quarta e madrugada de quinta, é porque os residentes do Tamandaré desistiram de fazê-lo, após dezenas de tentativas sem resultado. Para acabar com o jogo de empurra de responsabilidades entre GCM, Postura e PM, finalmente o óbvio acena: os três têm que atuar juntos para impor a lei a quem não tem educação para respeitá-la. Privação de sono é uma forma de tortura. Tanto pior quando usada com quem dorme à noite para trabalhar de manhã. Aguardemos os próximos capítulos…

 

Equipe do NF Transplantes (Supcom)

 

Primeiro

O NF Transplantes fez ontem (aqui) a primeira captação de órgãos na região em 2020. Dois rins e o fígado de um paciente de São Francisco de Itabapoana, de 53 anos, vítima de AVC que veio a óbito no Hospital Ferreira Machado (HFM), foram doados com a autorização da viúva. Ele deixa três filhos e outras vidas que seus órgãos vão ajudar a prolongar. Coordenador do NF Transplantes, o médico Luiz Eduardo Castro de Oliveira explicou que, pela vida útil menor do órgão, o fígado seria transplantado ainda ontem. Os rins devem sê-lo até a manhã de hoje.

 

Consciência

A seleção para transplante, com base em lista de espera e em critérios pré -estabelecidos, já estava sendo definida, desde ontem à tarde, pelo Programa Estadual de Transplantes (PET). Lançado em abril de 2010, o PET é responsável pela aplicação do novo regulamento técnico do Ministério da Saúde, através do Sistema Nacional de Transplantes. Psicólogo do NF Transplantes, Luiz Antonio Cosmelli destacou que a ação para salvar vidas vem sendo favorecida pelo trabalho de conscientização realizado em hospitais, igrejas, escolas e universidades, com apoio da imprensa.

 

Ibsen Pinheiro em seu maior momento na política nacional, como presidente da Câmara Federal no processo do impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, em 1992 (Foto: Lula Marques – Folhapress)

 

Luto na política

Morreu na noite de sexta-feira, aos 84 anos, o ex-deputado Ibsen Pinheiro (MDB-RS). Ele foi presidente da Câmara dos Deputados entre 1991 e 1993, quando conduziu o início do processo de impeachment do então presidente Fernando Collor, em 1992. Ibsen fazia tratamento de saúde no Hospital Dom Vicente Scherer, na Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre, quando teve uma parada cardiorrespiratória. Antes de entrar para a política, Ibsen trabalhou como jornalista, procurador de Justiça e promotor. Foi ainda advogado e dirigente do Sport Club Internacional.

 

Histórico

No início da década de 1990, Ibsen foi um dos nomes mais importantes da política nacional, inclusive cotado para disputar a presidência da República. No entanto, acabou afastado da vida política diante do escândalo dos anões do Orçamento. Ele teve o mandato cassado por 296 votos a favor e 139 contra, em um processo polêmico. A ação criminal foi arquivada por falta de provas. Voltou à Câmara em 2006. É dele a emenda que em 2010 deflagrou a polêmica sobre a divisão dos royalties do petróleo, que prejudica os municípios produtores. O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para 29 de abril o julgamento da constitucionalidade da partilha.

 

Com Arnaldo Neto

 

Publicado hoje (26) na Folha da Manhã

 

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Miguel Fernández y Fernández — Rio Paraíba do Sul: um bem de interesses múltiplos

 

Foz do rio Paraíba fechada entre o antigo Pontal de Atafona e a antiga ilha da Convivência (Foto: Divulgação)

 

 

Miguel Alvarenga Fernández y Fernández, engenheiro civil da Fiocruz, professor de Engenharia Civil do Cefet/RJ e presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – seção Rio de Janeiro

Rio Paraíba do Sul: um bem de interesses múltiplos

Por Miguel Alvarenga Fernández y Fernández

 

A necessidade da água para abastecimento é inerente à história da civilização humana. A disponibilidade de mananciais determinava a própria localização das comunidades. A urbanização tornou o assunto mais complexo, pois os mananciais iniciais tornavam-se escassos e, para equacionar o problema, passou-se a incluir o seu transporte (transposição) para o abastecimento das populações desses aglomerados.

Vários registros de intervenções para transposição de água são encontrados. O primeiro sistema público de abastecimento noticiado é uma transposição através do canal Atrush, identificado pelo Aqueduto de Jerwan. Ele teria sido construído pelos Assírios entre os anos de 703-690 a.C., como parte de um sistema de captação e condução de água do rio Khenis por mais de 50km.

No Brasil, a primeira grande transposição de água foi iniciada na década de 1930, através de um empreendimento hidrelétrico conhecido como Sistema Gerador Light “Santa Cecília”, que transpõem as águas do rio Paraíba do Sul, na altura do município de Piraí, por um complexo conjunto de barragens, reservatórios, túneis, tubulações, estações de bombeamento e turbinas. O rio Guandu foi a calha utilizada pela Light para o escoamento das águas transpostas do rio Paraíba do Sul.

Na década de 1950, iniciou-se um planejamento para suprir as crescentes necessidades de água do então Distrito Federal (atual município do Rio de Janeiro), e o manancial escolhido foi esse rio Guandu, “engordado” pela transposição da Rio-Light. Uma transposição que orginalmente foi implantada para gerar energia, hoje é responsável por garantir a fonte de água para mais de 80% dos 10 milhões de habitantes da “Grande Rio”.

Os interesses pelos usos das águas de um rio são múltiplos: geração de energia, abastecimento humano, deságue de esgotos, abastecimento industrial, irrigação agrícola, vias de navegação, etc. Muitas das vezes, esses interesses são conflitantes e no principal rio da região mais populosa do Brasil, não poderia ser diferente principalmente em períodos de escassez hídrica.

Em virtude destes conflitos, em 1997 o congresso federal aprovou a Lei das Águas que prevê que os usos prioritários da água são para abastecimento humano e dessedentação animal. Em tempos de escassez hídrica, estes devem ser os usos garantidos.

Claro que nem sempre essa condição é tão simples. Transposições para sistemas de abastecimento de água urbano com grande ineficiência por perdas devem ser priorizados em detrimento da irrigação agrícola que gera alimentos para a mesma região? É um questionamento razoável. Porém, questionar uma transposição que é fonte de água e energia para milhões de pessoas, porque a morfologia da foz do rio está se modificando, foge da razoabilidade.

Alterações da foz de rios são fenômenos naturais de difícil determinação do como e porque ocorrem. Além disso, em termos de prioridades para o uso da água de um rio essa deveria estar entre as últimas.

No Paraíba do Sul, as alterações de sua linha de costa na foz, onde se instalou a comunidade de Atafona, podem estar ocorrendo pelos mais diversos motivos. Áreas costeiras como essa, de idade geológica recente, sofrem modificações pelas mais diversas ações como: correntes marítimas, ventos, chuvas, chegada de material sedimentável, etc.

Indagações sobre erosão/assoreamento de uma pequena área de restinga na foz (delta) de um rio culpando uma transposição, seja pela questão física que gera o fenômeno, seja pela questão social de garantir a segurança hídrica de milhões de pessoas, não são corretas e não ajudam a resolver a questão.

Um rio não sangra quando é transposto. Um rio transposto compartilha oportunidade, desenvolvimento e igualdade a uma nova região através de suas águas.

 

Publicado hoje (26) na Folha da Manhã

 

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Às 7h desta segunda, Gil Vianna abre a semana do Folha no Ar 1ª edição

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta segunda (27), quem abre a semana do Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3, é o deputado estadual Gil Vianna (PSL), pré-candidato a prefeito de Campos. Entrevistado por Marco Antônio Rodrigues e por mim, ele falará no PSL depois que o clã presidencial Bolsonaro abandonou o partido e sobre as farpas trocadas durante a semana o clã Vianna. Com Caio (PDT), também pré-candidato a prefeito e de quem foi vice na chapa derrotada em 2016, e o ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT). Gil também analisará o tabuleiro, do qual é peça importante, para a eleição a prefeito de Campos de outubro.

Quem quiser participar ao vivo da entrevista, pode fazê-lo com comentários no streaming do programa. O link será colocado alguns minutos antes do seu início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Com paciente de SFI morto no HFM, NF Transplantes faz 1ª captação de órgãos de 2020

 

Equipe do NF Transplantes (Foto: Supcom)

 

 

O NF Transplantes fez hoje a primeira captação de órgãos na região em 2020. Dois rins e o fígado de um paciente de São Francisco de Itabapoana, de 53 anos, vítima de AVC que veio a óbito no Hospital Ferreira Machado (HFM), foram doados com a autorização da viúva. Ele deixa três filhos e outras vidas que seus órgãos vão ajudar a prolongar.

Coordenador do NF Transplantes, o médico Luiz Eduardo Castro de Oliveira explicou que, pela vida útil menor do órgão, o fígado será transplantado ainda hoje. Os rins devem sê-lo até a manhã deste domingo (26). A seleção, com base em lista de espera e em critérios pré-estabelecidos, já está sendo definida pelo Programa Estadual de Transplantes.

Psicólogo do NF Transplantes, Luiz Antonio Cosmelli destacou que a ação para salvar vidas vem sendo favorecida pelo trabalho de conscientização realizado em hospitais, igrejas, escolas e universidades, com apoio da imprensa.

 

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PT fala de Ceciliano, eleição a prefeito e rebate Dutra, que reforça críticas ao partido

 

Presidente — ou presidenta, na guerra ideológica levada à gramática em que as duas formas estão corretas — do PT de Campos, a ex-vereadora Odisséia Carvalho enviou hoje ao blog uma nota pública. Ela trata da posição do diretório municipal da legenda sobre a declarações de apoio do presidente da Alerj, deputado estadual André Ceciliano, também do PT, na eleição a prefeito de Campos de outubro.

A despeito do PT de Campos manifestar a vontade de ter candidato próprio a prefeito no município, o petista Ceciliano reafirmou (aqui) na tradicional Festa de Santo Amaro, no último dia 15, o que já havia relevado na Feijoada da Folha, em 26 maio de 2019: caminhará com quem seu colega deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD) apoiar. E tudo indica que o apoiado será o pré-candidato a prefeito Caio Vianna (PDT).

Odisséia aproveitou a nota para também rebater os questionamentos contundentes de Roberto Dutra, sociólogo e professor da Uenf. Também blogueiro do Folha1 e militante de esquerda, mesmo da Alemanha ele acompanhou a polêmica pelo portal do maior jornal de Campos e região. E, em postagem nas redes sociais reproduzida (aqui) neste blog, aproveitou a polêmica para classificar o PT de “um PP de grife”, criticando ainda o ex-presidente Lula.

Abaixo, a nota pública do PT enviada por Odisséia, reproduzida (aqui) nas redes sociais pelo secretário de Comunicação do partido em Campos e também blogueiro do Folha1, Gilberto Gomes. O texto é seguido da tréplica de Roberto Dutra. Mesmo em viagem pela Europa, a partir da Folha, o professor da Uenf continua acompanhando e intervindo no noticário político de Campos. No qual reforçou suas críticas ao PT local, estadual e nacional.

 

 

Nota pública

Sobre as recentes declarações do presidente da Alerj, deputado André Ceciliano, o diretório municipal do PT de Campos dos Goytacazes reafirma que terá candidatura própria no município, fruto de um esforço coletivo de dezenas de militantes dispostos a apresentar à população campista uma alternativa à esquerda nos moldes do programa democrático-popular.

O partido conta com apoio do diretório estadual (aqui), nacional e do próprio presidente Lula, que em recente declaração deixou clara a orientação aos diretórios do PT de apresentarem candidaturas próprias em cidades com mais de 100 mil habitantes.

Ceciliano não foi somente infeliz em ignorar as construções locais do partido, mas em supor que seu apoio a qualquer outro nome, que não seja aquele oficialmente apresentado pelo PT, possua alguma relevância.

O respeito às instâncias partidárias faz parte do único caminho possível de reconstrução do PT no estado do Rio de Janeiro. E declarações que não dialoguem com esta compreensão devem ser repudiadas.

Mais infelizes ainda foram as declarações de um professor universitário, quadro do PSB local, em recente entrevista ao portal Folha1.

Embora seus ataques ao PT carreguem um falso clamor por uma esquerda “de verdade”, o professor esconde que o PSB em Campos é muleta do terminal governo Rafael Diniz que, cercado por tecnocratas insensíveis socialmente, foi incapaz de compreender quais as reais necessidades do povo e apresentou a Campos uma crise social sem precedentes.

Estas declarações refletem o medo com a reorganização em Campos do maior partido de esquerda da América Latina.

O PT mantém claro qual seu papel junto à população e não abrirá mão de apresentar uma alternativa real, com uma candidatura própria que terá o trabalhador como prioridade.

Quem já mudou o Brasil, vai mudar Campos.

 

Secretaria de Comunicação do PT Campos

 

Presidenta municipal

Odisseia Pinto de Carvalho

 

Roberto Dutra, sociólogo, professor da Uenf e em processo de filiação ao PSB, no “Ele Não!” da praça São Salvador, em 29 de setembro de 2018

 

Minhas críticas ao PT não são de agora. São feitas em análises sobre a crise da política de esquerda desde de 2016. Fui filiado ao PT por muito tempo. Sempre votei em Lula e em Dilma. Não votei no Haddad, porque já não acreditava na existência de um projeto ousado de transformação social representado pelo PT. Quando critiquei a postura do deputado estadual do partido sobre as decisões do partido em Campos, meu foco foi o desrespeito com o diretório local. Quanto mais desprovido de projeto de transformação social é um partido, mais este partido pode ser um PP de grife.

Minha crítica não é moralista. O foco é a incompetência política do partido em oferecer alternativas de políticas públicas transformadoras. Não falo como membro do PSB. Mas cabe destacar que o partido está buscando oferecer políticas que transformem estruturas sociais de modo duradouro, cumulativo e crescente. Sua contribuição ao governo Rafael Diniz é marcada por políticas ousadas que estão, por exemplo, melhorando a qualidade da educação, como nunca foi feito. Nesta área, o PT confunde corporativismo sindical com interesse público.

A nota do partido sequer tem a coragem de entrar no mérito de minhas críticas. Limita-se a dizer que são infelizes. Infeliz é uma esquerda controlada pelo interesse organizacional desprovido de programa para o Brasil, o Estado do Rio de Janeiro e Campos. O PT estadual e o de Campos são uma versão piorada deste PT nacional sem rumo para ofertar ao país.

Roberto Dutra

 

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Na crise financeira, quem lucra com baile funk a céu aberto no Tamandaré?

 

 

Na madrugada de hoje, duas viaturas da PM passam por carro de clientes da boate Luxx, que permaneceu parado na contramão da Pero de Góis (Foto: Reprodução)

Só dinheiro?

Parte da mesma população que considerou a segunda gestão Rosinha Garotinho (hoje, Patri) tão ruim ao ponto de eleger Rafael Diniz (Cidadania) no primeiro turno de 2016, não faz juízo diferente de quem hoje a governa. Se a ex-prefeita teve em seus oito anos de administração, sem correção pelo IPCA, a média de R$ 120 milhões de Participação Especial (PE) de petróleo, as dificuldades financeiras são bem maiores (confira o contraste aqui) para quem teve média de PE de R$ 40 milhões, como Rafael. Sendo que a última, paga em novembro, não chegou a R$ 17 milhões. Mas dinheiro, ou sua falta, não é a única explicação.

 

Procura-se a GCM

Desde que o grupo que explora a boate Luxx se instalou comercialmente na rua Pero de Góis, ainda no governo rosáceo, o bairro residencial do Parque Tamandaré, com um dos IPTUs mais caros da cidade, passou a viver um inferno nas suas noites e madrugadas antes tranquilas. Só que, com Rosinha no poder, a Guarda Civil Municipal (GCM), atendia às chamadas e enviava viaturas para coibir o estacionamento em fila dupla, por vezes tripla, dos clientes da casa noturna na Pero de Góis. Só que, nos três anos do governo Rafael, a GCM simplesmente deixou de fazer esse tipo de serviço.

 

Brigas e tiros

Autorizada provisoriamente pela superintendência de Postura a cada novo evento, a seleta clientela da boate Luxx transformou as madrugadas das ruas do Parque Tamandaré em palco (confira todos os vídeos aqui) para brigas generalizadas, agressões físicas e verbais a mulheres, e até disparos com arma de fogo, como foram flagrados por câmeras de segurança na madrugada de 1º de novembro de 2018. Diante da divulgação do fato pela Folha, a Postura foi forçada a agir. Em dezembro daquele ano fechou a casa noturna para tratamento acústico. Depois do qual foi novamente liberada em maio de 2019.

 

Fogueteiro

A vedação acústica da Luxx é cobrada com juros por seus frequentadores. Com a inação da GCM, os baladeiros de outros bairros não só voltaram a parar carros em filas duplas e até triplas no Tamandaré, como acintosamente elevam potentes sons automotivos à máxima altura. E transformam noites e madrugadas de quem quer dormir, dentro da sua casa, em um inferno. Seu início é bem conhecido dos residentes do bairro. Como fogueteiro do tráfico, uma moto passa pela Pero de Góis roncando o motor. É a senha para que o baile funk a céu aberto comece. Quase sempre, até raiar o dia.

 

Adestrados

Com o movimento nas praias nos finais de semana, o verão trouxe uma novidade. Os ilícitos dos frequentadores da boate, que fazem da rua sua extensão, começaram esta semana na noite de quarta (22). E se estenderam pela madrugada de ontem. Avisado da bandalha acústica, o solícito comandante do 8º BPM, tenente-coronel Henrique, enviou uma viatura ao local. Mas, na mesma sincronia com o ronco da moto como fogueteiro do tráfico, os frequentadores da Luxx abaixam o som dos seus carros quando chega a patrulha. Que retornam ao máximo volume assim que a PM dobra a esquina.

 

Confira nos flagrantes de vídeos o baile funk a céu aberto na rua Pero de Góis, que só cessa enquanto passa a PM:

 

 

 

Jogo de empurra

Nesse jogo de gato e rato, duas viaturas da PM flagraram um carro parado na contramão, em frente à Luxx, que acabara de abaixar o volume do som. Saudados pelos seus ocupantes, como filmado por um morador insone do Tamandaré, os PMs nada fizeram. Após assistir ao vídeo, o comandante Henrique disse que a função de coibir o estacionamento na contramão é da GCM sempre ausente. Como a Postura diz que sua obrigação é coibir o som da boate, não dos carros, que seria função da PM. E nesse jogo de empurra, o prejudicado é o cidadão pagador dos seus impostos e impedido de dormir.

 

Confira nos flagrantes de vídeo o carro na contramão com som na máxima altura, em silêncio só quando passam as viaturas da PM, que nada fazem com o veículo em estacionamento irregular:

 

 

 

Quem lucra?

O superintendente da Postura é pré-candidato a vereador. Se confirmar a pretensão, dificilmente terá um voto no Parque Tamandaré. Por enquanto, é membro da mesma gestão cuja GCM se omite. E é estranho que um governo sem receio de se indispor com a população carente no corte de programas sociais, ou com médicos, hospitais, servidores e comerciantes da CDL, pareça ter medo em fazer cumprir a lei sobre uma boate instalada em bairro residencial. Em um município em crise financeira, até onde se saiba, só quem tem lucrado com o inferno do Tamandaré são os donos da Luxx.

 

Publicado hoje (24) na Folha da Manhã

 

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Jogo Jogado: cisões do PT, circo da Major, verba à Saúde de Campos e Gil x Caio

 

 

As distensões entre o PT goitacá e o presidente petista da Alerj, deputado estadual André Ceciliano, sobre as eleições a prefeito de Campos em outubro. O circo armado pela deputada federal carioca Major Fabiana (PSL) no Hospital Geral de Guarus (HGG), cobrando pelas redes sociais a aplicação de uma verba não liberada, para depois aparecer sorrindo ao lado do secretário municipal de Saúde Abdu Neme. O mistério do governo Rafael Diniz (Cidadania) sobre a liberação, desde 23 de dezembro, de R$ 10 milhões do governo estadual Wilson Witzel (PSC) à Saúde Pública de Campos. E as críticas do deputado estadual Gil Vianna (PSL), pré-candidato a prefeito da cidade, à falta de compromisso do também pré-candidato Caio Vianna (PDT), de quem foi vice na chapa derrotada de 2016.

Os quatro assuntos foram tratados hoje na segunda edição do programa “Jogo Jogado”, com a participação dos jornalistas Arnaldo Neto, Aldir Sales e minha. Veiculado aqui na conta do Facebook da Folha, trará sempre no início das noites de segunda e quinta a análise dos bastidores dos principais fatos da política de Campos e região.

Confira no vídeo abaixo o programa de hoje:

 

 

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Sem ajuda do município, PM não consegue conter bandalha no Pq. Tamandaré

 

Na madrugada de hoje, duas viaturas da PM passam por carro de clientes da boate Luxx, que permanece na contramão da Pero de Góis (Foto: Reprodução)

Diante da passividade dos órgãos fiscalizadores do poder público municipal, como a Guarda Civil e a superintendência de Postura, a bandalha generalizada se repete impunemente na rua Pero de Góis, no Parque Tamandaré, em todos as noites e madrugadas de eventos na boate Luxx. Antes restrita aos finais de semana, os potentes sons dos carros parados na rua pelos frequentadores da casa noturna agora também perturbam o sono do bairro residencial nas noites de quarta e madrugadas de quinta. Como foi flagrado em vários vídeos na noite de ontem (22) e madrugada de hoje (23).

Diferente do que ocorria no governo Rosinha (hoje, Patri), a Guarda Civil Municipal (GCM) na gestão Rafael (Cidadania) tem se mostrado durante três anos incapaz de enviar uma única viatura ao local, para tentar resolver o problema que se arrasta. A ausência de fiscalização da GCM se repete em todas as noites e madrugadas em que não residentes do Tamandaré formam filas duplas, às vezes até triplas, nas duas vias da Pero de Góis. E as interditam parcial ou totalmente.

Já a Postura se limita a informar que sua responsabilidade é sobre o som da Luxx, cujo funcionamento autoriza a cada novo evento. Brecha explorada por quem aprendeu — ou foi ensinado — a seguir interrompendo impunemente o sono de todo um bairro residencial. Para lucrar com isso. Toda noite de evento, como um fogueteiro do tráfico, o ronco alto do motor de uma moto passa para dar sinal verde à bandalha dos carros da clientela da boate.

Único órgão fiscalizador do poder público a demonstrar interesse com a reincidência do problema, a Polícia Militar (PM) tem enviado viaturas ao local, sobretudo sob comando do tenente-coronel Henrique no 8º BPM. Quando elas cruzam a Pero de Góis, os carros dos frequentadores da boate abaixam o som, que voltam a aumentar ao máximo volume, tão logo a presença policial se afasta.

O mesmo ocorreu na madrugada de hoje com um veículo parado na contramão na Pero de Góis. Que abaixou o som quando duas viaturas da PM passaram no local, mas permaneceu com o carro estacionado na contramão.

Confira abaixo os vários flagrantes de vídeos com os carros da clientela da Luxx, que transformam as noites e madrugadas de um bairro residencial em baile funk a céu aberto. E é silenciado, apenas momentaneamente, quando passam as viaturas da PM:

 

 

 

 

 

Confira nos flagrantes abaixo o som alto do carro parado diante à boate Luxx, na contramão da Pero de Góis. Que silencia o som quando passam duas viaturas da PM, cuja presença é saudada com um “Oi!” por quem permanece impunemente com o veículo parado na contramão:

 

 

 

 

Comandante do 8º BPM, tenente-coronel Henrique

Informado na noite de ontem da reincidência dos ilícitos cometidos pelos frequentadores da boate Luxx, o comandante da PM em Campos, tenente-coronel Henrique, determinou envio de viaturas ao local. Após receber hoje os vídeos com as duas viaturas que passaram pela madrugada no local, permitindo que o veículo permanecesse parado na contramão, ele esclareceu:

— Eu vi essa filmagem das viaturas passando pelo carro parado na contramão. Na realidade, não percebi som alto quando as patrulhas passaram. Percebi que eles falaram alguma coisa, não sei se com o condutor, mas com as pessoas que estavam próximas do veículo. Isso não é desculpa, mas esse tipo de infração, estacionamento na contramão da direção, ela é uma competência do município. Não estou dizendo que a gente não possa melhorar nada, que não podemos fazer nada. Mas os demais poderes públicos têm que comparecer, têm que se fazer presentes também. A Guarda Municipal tinha que ter ido lá, infracionado. Tá complicado de ir sozinho? Pede o auxílio da Polícia Militar. Mas nós estamos aqui para atender. E vamos ajustar os processos. Mas a Polícia Militar não vai ser a única ferramenta para acabar com esse problema. Somos apenas um elo, para conseguir com os demais órgãos, para poder ajudar os moradores. Quando fui comunicado, mandei a viatura lá naquela mesma hora.

 

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R$ 10 milhões do RJ à Saúde Pública de Campos e hospitais à míngua

 

 

 

Só compra de medicamento?

O governo estadual Wilson Witzel (PSC) liberou, desde 23 de dezembro, R$ 10 milhões à Saúde Pública de Campos. Com cópia da ordem bancária, a informação foi divulgada (confira aqui) no blog Opiniões no último sábado (18). Devido à crise nos hospitais contratualizados, com atraso da complementação municipal, no mesmo dia a reportagem da Folha tentou contato com o presidente do sindicato dos Hospitais, Frederico Paes, e o secretário de Saúde Abdu Neme. Ainda no sábado, Paes informou que nada tinha sido repassado aos hospitais. Já o município informou só ontem que o dinheiro “será utilizado na compra de medicamentos e insumos”.

 

Pai da verba?

A informação da liberação da verba estadual foi repassada ao blog pelo presidente do PSC de Witzel em Campos, o empresário e pré-candidato a prefeito Marcelo Mérida. Segundo ele, a verba teria saído de um esforço seu, coordenado com o deputado estadual Bruno Dauaire, líder do partido do governador na Alerj, junto ao secretário estadual de Saúde Edmar Santos. Já para a Prefeitura “houve uma articulação do governo Rafael Diniz (Cidadania) com o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), fundamental para a obtenção do recurso. E, como ocorre no jogo político, há quem tente buscar a paternidade para ganhar destaque”.

 

Por quê?

O contraste entre as informações traz questionamentos lógicos: 1) se a verba saiu da articulação entre Rafael e Ceciliano, por que foi Mérida quem revelou sua liberação? 2) com tanta agenda ruim pela crise financeira do município, uma notícia boa na Saúde não deveria ser divulgada logo pelo verdadeiro “pai da criança”? 3) compra de remédios e insumos é fundamental à Saúde, mas não daria para destinar parte da verba também aos hospitais contratualizados, que igualmente atendem à população, inclusive pacientes transferidos às pressas do Hospital Geral de Guarus (HGG), quando este foi interditado (relembre aqui) em 20 de novembro?

 

“Situação caótica!”

A “paternidade” da verba estadual à Saúde Pública pouco ou nada importa a quem dela precisa: a maioria do meio milhão de campistas que não pode pagar um plano. E é também atendida pelos hospitais contratualizados. Em seu diagnóstico, Frederico Paes não demorou: “A nossa situação é caótica! São três meses de salários atrasados e começa a faltar material hospitalar. Não sabemos onde isso vai parar. Entendemos que não há da Prefeitura a disposição ao diálogo. Precisamos pelo menos que nos seja colocado um cronograma de pagamento dos atrasados”. Coletiva à imprensa está marcada às 9h desta quinta (23), na Santa Casa.

 

Publicado hoje (22) na Folha da Manhã

 

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Roberto Dutra reage a André Ceciliano em Campos: PT do RJ é um PP de grife

 

 

“O PT do Estado do Rio de Janeiro é ridículo. É um PP de grife, como diz (o professor de filosofia da Universidade Federal de Juiz de Fora) Gustavo Castañon. Qualquer deputado estadual se acha no direto de desancar diretórios municipais, como fazem com o diretório de Campos, historicamente reduzido a apêndice de Garotinho (sem partido) e Arnaldo Vianna (PDT). O ‘Napoleão da Lapa’ definiu muito bem a agremiação como ‘partido da boquinha’”.

Foi o que Roberto Dutra, sociólogo, professor da Uenf e blogueiro hospedado no Folha1 (confira aqui), postou hoje (aqui) nas redes sociais. Ele reagiu à posição do presidente da Assembleia Legistlativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado André Ceciliano (PT). No último dia 15, durante a Festa de Santo Amaro, como a Folha revelou hoje (aqui), o líder petista declarou que caminhará na eleição a prefeito de Campos, em outubro, com quem seu colega deputado Rodrigo Bacellar (SD) apoiar. E, até aqui, tudo indica que apoiará o pré-candidato Caio Vianna (PDT).

Mesmo em viagem pela Alemanha, Roberto Dutra acompanhou a notícia da declaração de Cecicliano pela Folha. Assim como a reação (confira aqui) à posição do presidente da Alerj por petistas de Campos. Militante de esquerda, embora crítico ao lulopetismo e à pauta identitária, o professor da Uenf foi além em suas críticas contundentes ao PT. E também ao Psol:

— Lula que usa as prefeituras que o PT governa, como Maricá, para empregar seus parentes. Depois de Brizola, o Rio de Janeiro nunca mais teve esquerda popular e decente. O elitismo colorido do Psol obviamente não é nem esquerda, nem popular. Precisamos de uma alternativa progressista!

Confira abaixo o print da postagem de Roberto:

 

 

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PT de Campos reage ao petista Ceciliano no apoio a Rodrigo/Caio

 

 

Ceciliano, Rodrigo, Caio, José Maria, Gilberto, e Luciano (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Ceciliano com Bacellar/Caio

A declaração do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano (PT), de que caminhará na eleição a prefeito de Campos com quem seu colega Rodrigo Bacellar (SD) apoiar, não pegou bem entre lideranças petistas locais. Foi o que Ceciliano disse no último dia 15, na Festa de Santo Amaro, em almoço organizado por Bacellar. O evento foi visto como ato de apoio de Rodrigo à pré-candidatura à Prefeitura de Caio Vianna (PDT). Ainda assim, o prefeito Rafael Diniz (Cidadania), pré-candidato à reeleição, esteve lá. Assim como outro pré-candidato ao cargo, o deputado estadual Gil Vianna (PSL).

 

Presentes e ausente

A presença de Rafael no evento talvez se justifique pelo fato de que Rodrigo tem intermediado o contato com o governo estadual Wilson Witzel (PSC) na tentativa de reabrir o Restaurante Popular, em parceria com o município. Ainda assim, quem esteve presente notou o empenho de Caio em não ficar junto do prefeito de Campos, com quem chegou a posar para fotografia no começo do processo eleitoral de 2016. Naquele pleito, vencida no primeiro turno por Rafael, Gil foi candidato a vice na chapa de Caio. Quem fez questão de marcar sua ausência no almoço foi outro pré-candidato a prefeito, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD).

 

PT reage a petista

Em matéria (aqui) da página 2 desta edição, o petroleiro José Maria Rangel, candidato a deputado federal em 2018 e também pré-candidato do PT a prefeito de Campos em 2020, reagiu à declaração do petista Ceciliano, de caminhar junto com quem Rodrigo apoiar: “Nós do diretório em Campos procuramos sempre respeitar as instâncias partidárias. Teremos uma candidatura própria e essa declaração é infeliz. O diretório do partido em Campos não foi ouvido, eu não fui procurado para falar sobre esse assunto, assim como acredito que Odisséia também não”. A ex-vereadora é a outra pré-candidata a prefeita do partido em Campos.

 

Lição de Pudim

As reações a declaração de Ceciliano foram da ala mais jovem à mais experiente do PT de Campos. Estudante da Uenf, Gilberto Gomes é o secretário de Comunicação da nova executiva municipal do partido. “Causa estranhamento a declaração e o tipo de relação que Ceciliano pretende estabelecer em Campos, ignorando a atuação e a construção do PT na cidade. Custo a acreditar que ele obtenha êxito em qualquer articulação sectária e isolada, sem ouvir o diretório municipal sobre a dinâmica local, como na frustrada tentativa de emplacar seu aliado Geraldo Pudim nas fileiras do PT em Campos”, alfinetou.

 

Voz da experiência

Dos quadros mais respeitados do PT na região, o professor Luciano D’Ângelo foi o primeiro diretor eleito da antiga Escola Técnica Federal de Campos (hoje, IFF), ainda em 1985, nos estertores da ditadura militar. Depois, foi secretário municipal dos governos Arnaldo Vianna (PDT) e Carlos Alberto Campista (sem partido) em Campos, além do de Godofredo Pinto (PT), em Niterói. Ele minimizou a declaração do presidente da Alerj sobre a disputa do poder goitacá em outubro: “A eleição de prefeito é municipal. Quem tem o poder de indicação de candidatos é o diretório municipal. É só uma manifestação pessoal do Ceciliano”.

 

Instituto Federal Fluminense, IFF (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

Solidariedade

Por falar em IFF, a maior instituição de ensino da região também entrou na onda de solidariedade ao município de São Francisco de Itabapoana. Na fronteira com o Espírito Santo, sofreu como Iconha e Alfredo Chaves, municípios do sul do estado vizinho também afetados pela tempestade que caiu sobre a região no final de semana, causando 6 mortes e deixando 415 pessoas desabrigadas. Como informa (aqui) matéria da página 6 desta edição, outras entidades de Campos como a CDL, a Casa da Amizade e o Grupo de Resgate Voluntário também estão recebendo donativos para destinar à população afetada.

 

IFF com Ifes

As doações com mesmo fim podem ser entregues até esta sexta (24) nos setores de Gestão de Pessoas da reitoria do IFF.  E dos seus campus Campos-Centro, de Guarus, São João da Barra, Cambuci, Bom Jesus do Itabapoana, Itaperuna, Pádua, Macaé, Quissamã, Cabo Frio e Maricá. Pede-se água potável, alimento não perecível, roupas, colchões, travesseiros, material de limpeza e de higiene pessoal. A iniciativa do IFF é feita em parceria com o campus de Piúma, do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), que fará a distribuição de todo o material arrecadado.

 

Publicado hoje (21) na Folha da Manhã

 

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Folha entra em campo no “Jogo Jogado” da política de Campos e região

 

 

Ciente de que o jornalismo de qualidade é mais do que nunca necessário nestes tempos de fake news e “especialistas” de tudo nas redes sociais, a redação da Folha da Manhã deu hoje (20) o pontapé inicial ao “Jogo Jogado”. O programa (conheça aqui sua proposta) será  um bate-papo sobre os bastidores da política goitacá e regional, sempre gravado e veiculado na página da Folha no Facebook, no início das noites de segunda e quinta. O de hoje, mediado pelo jornalista Arnaldo Neto, editor-geral da Folha, teve a participação do jornalista Aldir Sales, editor de Política do jornal, e minha. Outros jornalistas e personagens políticos também serão convidados nas próximas edições.

Quem quiser conferir o resultado da estreia, gravada hoje, pode fazê-lo aqui, na conta da Folha no Facebook. Ou conferir o vídeo abaixo, postado no Youtube:

 

 

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