Quissamã confima primeiro caso de Covid-19 em teste rápido, com dois suspeitos

 

 

Quissamã confirmou hoje à tarde seu primeiro caso de Covid-19. É uma mulher de 36 anos, que fez um teste rápido a partir do atendimento domiciliar acionado por ligação ao 192, no que o poder público quissamaense serve de exemplo para outros municípios da região. A doente apresenta quadro leve e está em isolamento residencial, mesma condição de dois casos suspeitos no município. Todos aguardam a contraprova oficial do Laboratório Central Noel Nutels (Lacen), credenciado pela secretaria estadual de Saúde, que hoje descartou três suspeitos do novo coronavírus em Quissamã.

 

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Após morte confirmada de Covid-19, Bom Jesus confirma mais três casos

 

 

 

Bom Jesus do Itabapoana confirmou hoje quatro casos do novo coronavírus no município do Noroeste Fluminense. Além da primeira morte, ocorrida no domingo (05) e confirmada ontem (confira aqui) para a Covid-19, três outros casos foram confirmados pelo Laboratório Central Noel Nutels (Lacen), credenciado pela secretaria estadual de Saúde. Dois estão em isolamento residencial, enquanto outro está internado na rede de saúde.

O município tem ainda 26 suspeitos da doença. Todos estão sendo monitorados em suas residências, foram testados e esperam o resultado do Lacen.

 

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Pai de duas filhas, aos 39 anos, morto por Covid-19 em Bom Jesus do Itabapoana

 

Hospital São Vicente de Paula, de Bom Jesus do Itabapoana, onde o taxista Farley Cursio, pai de duas filhas, faleceu no domingo (05) de Covid-19

 

Com base no comunicado oficial da Prefeitura de Bom Jesus do Itabapoana, o Folha1 confirmou aqui a primeira morte pelo novo coronavírus, no último domingo (05), no Hospital São Vicente de Paula, naquele município. O que não está não foi informado oficialmente, mas dá dimensão humana à tragédia, é que a vítima da pandemia se chamava Farley Cursio, tinha 39 anos, era taxista, residia em Bom Jesus, mas trabalhava fora. Era casado e pai de duas filhas.

Farley era diabético e a causa da morte foi infarto. O coração é sobrecarregado na tarefa de bombeamento de sangue oxigenado para o corpo, por conta das dificuldades respiratórias que caracterizam os casos mais graves de Covid-19. A confirmação oficial da doença se deu hoje, quatro dias após o óbito, pelo Laboratório Central Noel Nutels (Lacen), referenciado pela secretaria estadual de Saúde.

 

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Campos tem mais quatro casos confirmados de Covid-19, um em estado grave

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Campos teve hoje mais quatro casos confirmados de Covid-19. Um deles é um caminhoneiro de 39 anos, que está em estado grave, na UTI do Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC) de Campos e teve a infecção confirmada em teste rápido. Os outros três casos foram confirmados em testes PCR, com 100% de precisão, apresentam sintomas leves e estão em isolamento residencial. São uma mulher de 33 anos que teve contato com uma médica já confirmada anteriormente, em caso de transmissão local; um técnico em enfermagem de 48 anos que trabalha no Rio de Janeiro e em Araruama, onde fez o teste, mas reside em Campos; e ainda uma outra médica, que trabalha em Campos e Itaperuna, onde terá seu caso contabilizado, por residir naquele município.

Até ontem, o município tinha (relembre aqui) nove casos confirmados e 19 suspeitos. Embora já tenham sido de fato confirmados 13 casos no município, os números oficiais foram reduzidos para 11.  O caso da médica de Itaperuna engrossará as estatísticas daquele município. Já o caso do caminhoneiro, embora grave, não será ainda validado pela secretaria estadual de Saúde, por ter sido confirmado em teste rápido.

Os quatro casos confirmados ontem (confira aqui) pela Prefeitura de São Fidélis, todos da mesma família, incluindo o idoso de 71 anos (relembre aqui) internado no CCC, também não serão incluídos na contabilidade de Campos.

 

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Vacinação contra gripe recomeça na 2ª, com drive thru agora também em Guarus

 

Sistema drive thru facilita a imunização contra gripe, que recomeça na segunda (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

Campos reinicia a campanha de vacinação contra gripe na próxima segunda-feira (11), após a secretaria estadual de Saúde enviar mais 18 mil doses para o município. Os grupos prioritários continuam sendo idosos e profissionais da saúde, como preconiza o ministério da Saúde. O estacionamento do Guarus Plaza Shopping, oferecido por seus proprietários, será mais um ponto de vacinação drive thru, primeiro na margem esquerda do rio Paraíba. A etapa anterior da vacinação contra o vírus Influenza H1N1 no município, realizada já durante a pandemia da Covis-19, foi promovida (relembre aqui) entre os últimos dias 25 e 31. Imunizou 43,6 mil idosos e profissionais de saúde no município, antes que se esgotasse aquele primeiro lote de vacinas.

A vacinação contra o Influenza, que também causa problemas respiratórios e mortes, tem importância redobrada na pandemia do novo coronavírus, contra o qual ainda não há vacina e deve demandar todos os leitos hospitalares disponíveis, antes da sua curva de contaminação se estabilizar e começar a cair. As unidades hospitalares vão receber as equipes de imunização contra gripe previamente agendadas. Os idosos e demais profissionais de saúde que não atuam no ambiente hospitalar continuarão sendo vacinados nos pontos de drive thru. Já os idosos acamados, os responsáveis podem também, entrar em contato com os números da Vigilância Epidemiológica: 981 750391 – 981752145 – 98175 2482 para agendar a vacinação nas residências.

No Guarus Plaza Shopping também será feita a vacinação dos idosos e profissionais de saúde que chegam sem carro. Continua como ponto fixo de vacinação a UBSs de Morro do Coco, UPH São José e UBS Lagamar, na praia de Farol de São Thomé. O horário será sempre entre 9h às 16h.

Além do Guarus Plaza Shopping, serão duas áreas de vacinação através de drive thru: 1) no Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop) e 2) na Fundação Rural de Campos (FRC) e 3). Na Paróquia Menino Jesus de Praga, em Travessão, onde funcionou um drive thru na primeira etapa da imunização, a demanda já teria sido atendida. Mas continuará no posto fixo da UFH do distrito. Equipes irão aos asilos de todo o município para vacinação, previamente agendada.

— É importante que a população entenda e se conscientize que nessa etapa as equipes só podem vacinar os idosos e os profissionais da saúde. Esses espaços físicos favorecem o espaço entre as pessoas nas filas, para evitar aglomerações que ocorreriam em UBS que possuem espaços físicos reduzidos frente a demanda — alertou a diretora de Vigilância em Epidemiologia, Roberta Lastorina.

Demais grupos — A segunda fase da campanha de vacinação está prevista para 16 de abril e teve alteração dos grupos a serem imunizados para: profissionais das forças de segurança e salvamento, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições especiais: motorista de transporte coletivo, aplicativos, caminhoneiros, adolescentes de 12 a 21 anos em medidas sócio educativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Terceira fase – Prevista a partir de 9 de maio, deverá começar a vacinação também de crianças de 6 meses a 5 anos, 9 meses e 29 dias, gestantes, puérperas, povos indígenas, professores da rede pública e privada, adultos entre 55 a 59 anos e pessoas com deficiência.

 

Com informações da Supcom, em atendimento à demanda gerada pelo blog

 

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São Fidélis confirma 4 casos de Covid-19: idoso internado em Campos e 3 parentes

 

 

São Fidélis tem quatro casos confirmados da Covid-19. Além do paciente de 71 anos (confira aqui) internado desde ontem no Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC) de Campos, que teve a infecção confirmada em laboratório particular, três dos seus familiares com sintomas leves foram submetidos a testes rápidos pelo governo fidelense. Eles também deram positivo e foram colocados em isolamento residencial.

A informação foi atualizada em vídeo divulgado (aqui) no perfil da Prefeitura de São Fidélis n Facebook, pela Vigilância em Saúde do município. Que tem ainda mais três casos suspeitos da Covid-19. Os quatro casos já confirmados em testes e os três suspeitos, também testados, esperam agora o resultado oficial do Laboratório Central Noel Nutels (Lacen), referenciado pela secretaria estadual de Saúde.

 

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Prefeitura de São Fidélis confirma seu 1º caso de Covid-19, internado em Campos

 

A Prefeitura de São Fidélis confirmou o primeiro caso positivo de Covid-19 no município. É um senhor de 71 anos que deu entrada ontem no Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC) de Campos, onde está internado em um leito clínico.

Segundo fonte do governo municipal de Campos, até agora o paciente ainda não apresentou demanda de UTI ou respirador mecânico. Membros da sua família, que tiveram contato com ele e apresentam quadro de febre, estão sendo testados para o novo coronavírus.

O caso positivo foi indicado em um teste rápido aplicado no paciente, mas demanda ainda confirmação pelo Laboratório Central Noel Nutels (Lacen). Que a Prefeitura de São Fidélis não esperou para divulgar a nota abaixo (aqui), em seu perfil no Facebook:

 

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Márcio Malta — Conjuntura e consequências da Covid-19 no Brasil e no mundo

 

Após dois dias off-line, o blog retoma hoje (08) suas postagens. E o faz com uma análise do cientista político Márcio Malta, professor de Relações Internacionais do Instituto de Assuntos Estratégicos (Inest) da UFF, sobre os quadros nacional e mundial da pandemia da Covid-19, bem como das suas consequências econômicas:

 

 

Márcio Malta, cientista político e professor do Inest/UFF

O combate à Covid-19: uma análise de conjuntura para além do nacional

Por Márcio Malta

 

Um tema tem dominado o noticiário de forma monolítica, o avanço do vírus Covid-19. A questão central é como os Estados Nacionais têm se comportado diante de tal desafio. O esforço fundamental é compreender como as medidas adotadas em escala nacional estão entrelaçadas com um dado maior, a estrutura do sistema mundial.

O esforço de análise requer compreender como o raio-x do sistema de saúde de cada país nesse momento está relacionado à adoção de políticas públicas em um passado recente ou mesmo histórico. Países que adotaram o modelo neoliberal, sem cobertura universal, encontram-se em uma situação de maior vulnerabilidade. O preço do esvaziamento de orçamentos para essa área será cobrado duramente nesse momento, assim como os cortes em áreas essenciais como a pesquisa científica.

A presente reflexão irá se dividir em duas partes. Em primeiro lugar será feita uma observação das medidas estritamente nacionais, sendo resguardada a segunda a compreender como o comportamento na esfera das relações internacionais é decisivo para os rumos do país.

 

Os contornos do Brasil no combate à Covid-19

Em termos brasileiros, assim como em outras nações, o cenário que se avizinha é o do agravamento da pandemia e o contágio em massa. No que tange à atuação política, o que se tem assistido até agora são falas histriônicas de um presidente bufão em suas aparições. O contraponto no interior do próprio governo é o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta. Com histórico de parlamentar conservador, o político tem pautado suas ações no campo estrito da ciência, sendo nítida a sua inclinação no decorrer da crise para a defesa do Sistema Único da Saúde (SUS). Neste tocante é perceptível a metamorfose sobretudo pela adoção em seu figurino do jaleco azul do SUA nas suas coletivas de imprensa. O protagonismo do Estado como provedor e ator político fundamental tem se dado em escala mundial no combate ao Covid-19 e tem sido defendido até mesmo por neoliberais empedernidos.

 

Presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Saúde que tentou, mas não conseguiu demitir esta semana, Luiz Henrique Mandetta (Foto: André Coelho – Getty Images)

 

A relação de forças demonstra que no que tange à opinião pública, o campo científico está acumulando forças e o isolamento social conta com o respaldo de 76% da população, segundo pesquisa publicada pelo instituto Datafolha no dia 6 de abril. Porém, o que deve ser pautado por ora são os intestinos da política governamental. Afinal de contas o presidente possui verdadeira aversão a qualquer figura pública que se destaque e ameace sua suposta hegemonia. Assim foi também com o seu ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, recorrentemente fritado por ataques palacianos.

A questão que se coloca nessa queda de braço e se demonstra essencial no enfretamento do vírus é a permanência ou não de Mandetta à frente da pasta. Longe de ser unanimidade ou um paladino, sem sombra de dúvidas é a opção menos arriscada para conter os arroubos do bonapartista Jair Bolsonaro. O temor é a indicação de algum aventureiro para o posto. O dilema do posto se dá entre negacionistas e os defensores da ciência. Sendo que a história recente do combate em outros países demonstra que o segundo campo está correto ao defender medidas de distanciamento da população.

 

Uma análise das Relações Internacionais diante da pandemia

Para além do debate micro e restrito ao xadrex político brasileiro, no campo internacional é importante salientar a articulação entre estrutura e conjuntura. O combate ao vírus tem reforçado e deixado a nu as configurações do sistema global. Enquanto países ricos demonstram força e capital para acumular insumos no combate à doença, os países periféricos mínguam em suas quantidades mínimas de leitos por habitantes.

O exemplo maior da disparidade é a corrida por aparelhos respiradores, essenciais para manter vidas e que se tornou um marco nas relações internacionais. Dados que chegam apontam para uma estratégia desleal por parte dos Estados Unidos ao desviar cargas compradas por outros países e reter mercadorias como máscaras de proteção.

Mesmo diante de tal comportamento da nação estaduninense, o alinhamento brasileiro se mostra incondicional, parecendo fazer eco ao slogan de Donald Trump, America First.  A bandeira da defesa dos interesses norte-americanos em primeiro lugar soaria natural, mesmo que egoística, por parte dos cidadãos da nação. Porém o que causa espécie e estupefação é a permanência de uma política entreguista e subordinada por parte de Jair Bolsonaro a tais interesses forasteiros.

Exemplos nesse talante abundam, como a manutenção de voos vindos dos Estados Unidos. Tendo como contrapartida o fechamento de fronteiras para países com bem menos casos registrados de Covid-19, como a Venezuela, Um comportamento meramente ideológico e sem lastro real. Um segundo indício da subalternidade pode ser acompanhado através de matéria veiculada pelo jornal Correio Braziliense que noticia a convocação de uma reunião festiva por parte do Itamaraty para dar as boas vindas ao novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, quando a orientação é evitar aglomerações. O convite foi visto com maus olhos e constrangimento pelas autoridades de outros países, que receberam com justificado temor o convescote.

 

Alguns apontamentos finais

Para concluir essa análise de conjuntura — que em como toda observação do real se encontra em aberto — se destaca mais uma vez que o combate ao Covid-19 reforça as desigualdades do sistema mundial. Os países que detém tecnologia mundial saltam à frente na proteção de suas populações e aqueles que optaram por manter um modelo de produção de commodities se veem de braços atados. O que assistimos mais uma vez é a concentração de bens de produção sob o controle de uma minoria. E em um curto prazo observaremos o empobrecimento ainda mais cruel de amplos setores da sociedade em escala local e global.

O debate sobre economia ou a prevenção da saúde tão somente reforça a lógica do capital em não priorizar a maximização do uso da ciência em prol da maior parte da sociedade, mas sim pura e simplesmente a maximização dos lucros. Mesmo que isso custe milhares de vidas.

 

Publicado aqui, no Blog do Márcio Malta

 

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Cremerj elogia Campos no combate à Covid-19, mas exige EPIs aos profissionais

 

Desde sexta (03), quando o blog anunciou (relembre aqui) que os dois novos infectados pela Covid-19, dos três casos até então confirmados em Campos, eram profissionais de saúde, foram gerados pedidos de posicionamento ao Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) e ao delegado local do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), Dr. Rogério Bicalho. A resposta do Simec veio ontem (04) e publicada aqui. A do Cremerj chegou na manhã de hoje (5), pouco antes de serem confirmados (confira aqui) mais três casos de Covid-19 na cidade: agora são seis.

O delegado do Cremerj ressaltou que a instituição integra o gabinete de crise criado pelo governo Rafael Diniz (Cidadania). E elogiou a postura do prefeito, da médica infectologista Dra. Andreya Moreira, no comando do enfrentamento do município à pandemia do novo coronavírus, e da nova secretária municipal de Saúde, Dra. Cintia Ferrini. E também lembrou a participação de dois membros do Cremerj, os Drs. Vitor Carneiro e Dra. Cynthia Cordeiro, no Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC). Ele também falou da situação dos equipamentos de segurança individual (EPIs) aos profissionais de saúde, sem os quais estes não devem atender pacientes com suspeita da Covid-19.

Confira abaixo a íntegra da posição do Rogério Bicalho, falando em nome do Cremerj, sobre o enfrentamento da crise do novo coronavírus em Campos e região:

 

 

 

O Cremerj tem como o objetivo mais importante garantir as condições de atendimento da população.

Assim, algumas ações foram ampliadas para o enfrentamento do Covid-19.

Estamos fazendo fiscalizações sistemáticas em todo Estado do Rio de Janeiro.

O foco de nossas visitas é verificar se a unidade conta com fluxograma padronizado pela SES, organizando o atendimento do paciente suspeito desde sua entrada, até sua internação ou transferência, caso necessário. Além de checar o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs) adequado para os profissionais de saúde.

No site do Cremerj foi criado ainda o canal Covid-19 (confira aqui), onde chegam denúncias de médicos das demais unidades. Uma equipe de médicos do Cremerj analisa a denúncia e notifica o diretor da unidade, para que envie esclarecimentos em até 24 horas. Se necessário, a unidade é fiscalizada.

Caso não seja possível a solução de inconformidades, encaminhamos a demanda ao Ministério Público para providências imediatas.

Ainda no canal Covid-19, dúvidas de médicos sobre resoluções, EPIs e questões técnicas são prontamente respondidas pela equipe com o apoio das câmaras técnicas das especialidades e do setor jurídico.

Ainda estamos atentos à conduta de profissionais que divulguem práticas não reconhecidas, levando risco à população, encaminhando estes casos para abertura de sindicância.

Foi criado um gabinete de crise no Cremerj onde diretores e conselheiros estão trabalhando de forma continua, diuturnamente.

O Cremerj está ao lado dos médicos, autoridades e população, neste momento difícil, com maior dos seus objetivos proteger vidas.

Em Campos e região o Cremerj já sabia as condições de trabalho dos médicos, pois fiscalizamos ano passado todos os hospitais e unidades pré-hospitalares (UPHs).

As fiscalizações foram encaminhadas ao MPERJ e a Defensoria Pública. Isso gerou uma ação civil pública com pedido de liminar que aguarda julgamento.

Porém, diante da pandemia de Covid-19, realizamos em março fiscalizações direcionadas para EPIs, fluxos de atendimento e estrutura de urgência e emergência no Hospital Geral de Guarus (HGG), Hospital Ferreira Machado (HFM) por duas vezes e ainda nas UPHs de Travessão, São José e Guarus. Os relatórios foram encaminhados a Defensoria Pública e MPERJ. Por determinação do MP também fiscalizamos os três maiores hospitais privados de Campos, onde encontramos uma excelente estrutura.

Entretanto, nesse momento de gravidade entendemos que não adianta apenas fiscalizar e gerar demanda às autoridades e esperar julgamento. Assim como um casal divorciado que deve se unir para cuidar da saúde do filho, preferimos o diálogo e ações conjuntas com os gestores. Fomos prontamente recebidos pelo prefeito Rafael Diniz.  Ambos os lados levantaram uma bandeira branca e assim montamos um gabinete de crise que inclui gestores municipais, Cremerj, Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), MPERJ e Defensoria Pública.

A Presença nesse gabinete de crise do MP e Defensoria Pública foi de fundamental importância, pois trabalham como mediadores. Além da cobrança não ser apenas feita por ofícios, mas olho no olho.

O prefeito de forma muito humilde e serena entendeu que precisa dos médicos, soldados na linha de frente nessa guerra, assim como os médicos sabem que precisam do gestor fornecendo condições de trabalho e EPIs.

Essa parceria (PMCG, MP, CREMRJ, Sindicato e Defensoria) está trazendo enorme resultado. Estamos longe do ideal, pois a estrutura de Saúde Pública de Campos está sucateada e caótica. Porém, com a sensibilidade dos gestores municipais, empenho dos médicos e autoridades conseguimos o máximo possível.

O prefeito colocou na linha de frente uma grande autoridade médica em saúde pública, a infectologista Andreya Moreira, que tem comandado diuturnamente as ações.

A nomeação de Dra. Cintia Ferrini para secretaria municipal de Saúde trouxe serenidade e competência. Profissional de carreira extremamente técnica com formação em gestão sem nenhum viés político.

O Ministério Público e a Defensoria Pública estão auxiliando com sugestões e cobranças. Porém, assim como o Cremerj, não abandonaram sua função de órgão fiscalizador e têm cobrado incansavelmente as ações definidas pelo gabinete de crise.

As ações de saúde pública voltadas ao combate do Covid-19 em Campos hoje são tomadas por esse gabinete. Os frutos são excelentes.

A falta de EPIs (que hoje são pontuais) imediatamente é informada ao gabinete e solucionada pelo gestor municipal.

O Cremerj participou a convite do prefeito da criação e montagem do Centro de Combate ao Covid-19 (CCC), onde temos dois representantes (Dr. Vitor Carneiro e Dra. Cinthia Cordeiro). Participamos da montagem do fluxo de atendimento de Covid-19 no município. O Cremerj sugeriu o reaparelhamento do 192 para atendimento e orientações ao Covid-19 o que foi imediatamente aceito pelo prefeito. Participamos também da relocação dos médicos dos ambulatórios para as emergências evitando assim qualquer equívoco.

O Cremerj publicou resoluções que são bem claras. A primeira fala que os responsáveis técnicos (médico) das unidades serão responsabilizados pela falta de EPI. Na segunda o Cremerj informa que “os profissionais de saúde, na rede pública e privada, só devem atender à população de risco com os EPIs, composto, minimamente de máscaras de proteção, luvas descartáveis e, quando for o caso, avental de proteção”. Portanto na ausência de EPIs, os médicos não irão atender. Diante dos dados que 20% a 40% dos contaminados na Europa são profissionais de saúde, sendo sua maioria médicos, não restou ao Cremerj outra opção.

As resoluções foram apresentadas ao gabinete de crise de Campos e foram entendidas por todos, inclusive pelo MP e Defensoria Pública.

Posso afirmar que hoje em Campos e região não faltam EPIs. Amanhã a realidade pode ser outra, por isso as fiscalizações são diárias.

Em relação aos outros municípios, no qual a delegacia do Cremerj de Campos é responsável, cobramos junto ao MP e Defensoria ações, pois a inércia dos gestores municipais poderia sobrecarregar Campos. Entretanto, assim como foi feito em Campos, optamos pelo diálogo e tivemos sucesso na maioria dos municípios. Os secretários municipais de saúde e prefeitos entenderam que não podemos esperar o Governo do Estado, pois historicamente nunca ajudaram a região. O foco sempre foi a capital.

O município de São João da Barra está reabrindo o Centro de Emergência e terá 10 leitos de CTI e cerca de 40 outros leitos.  O município de São Francisco de Itabapoana na pessoa do seu secretário de saúde, Dr. Sebastião Campista, está a todo momento em contato como o Cremerj e já montou um centro de triagem além de leitos de CTI. Aguarda recurso estadual para abrir mais leitos. São Fidelis está com 10 leitos de CTI. Esta semana junto ao MP e Defensoria Pública iremos cobrar as ações do município de Cardoso Moreira.

As ações de isolamento estão trazendo resultados. Na região Norte só temos três casos, todos em Campos, sendo todos importados. Não há transmissão local comprovada. Infelizmente dois desses casos são profissionais de saúde. Porém, segundo informações, a contaminação correu em outro município onde trabalham. Todos estão bem e em observação domiciliar.

Para terminar imploro a população que fique em casa. Mantenham o isolamento.

 

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SJB confima 1º caso de Covid-19: mulher de 51 identificada em barreira sanitária

 

 

 

São João da Barra confirmou na manhã deste domingo (05) o primeiro caso de coronavírus. Uma paciente de 51 anos, identificada há uma semana na barreira sanitária e que, de imediato, foi encaminhada para o isolamento domiciliar com acompanhamento da secretaria municipal de Saúde.

Ao ser parada na barreira, a paciente relatou ter estado na cidade do Rio de Janeiro anteriormente, há  duas semanas.

O quadro da paciente, que já apresentava os sintomas ao ser parada na barreira, é considerado bom.

São João da Barra permanece com 11 notificações, agora com uma confirmação e nove casos descartados por exames e um ainda aguardando o resultado, cumprindo isolamento domiciliar.

 

Publicado aqui, no site da Prefeitura de SJB

 

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Campos tem seis casos confirmados de Covid-19 e primeiro de transmissão local

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Campos teve mais três casos confirmados de Covid-19 neste domingo (05): com os três anteriores (confira aqui), agora são seis. Entre os três casos novos, em vídeo veiculado nas redes sociais, o prefeito Rafael Diniz (Cidadanoa) admitiu o primeiro de transmissão local do novo coronavírus sem origem externa definida. O que indica que, como esperado, ele já está circulando na cidade.

Os outros dois novos casos confirmados hoje seriam de um campista que veio de viagem de Nova York e contaminou aqui um parente. O primeiro caso confirmado foi de um paciente que veio de São Paulo e os dois seguintes, revelados na sexta (03), de duas profissionais de saúde que trabalham fora de Campos. Todos os seis casos confirmados seriam leves e estariam em isolamento residencial.

Ao contrário de São João da Barra, onde a divulgação jornalística do caso confirmado hoje (confira aqui) cabe ao site da Prefeitura, os vídeos publicitários do governo de Campos não divulgam a idade dos casos confirmados de Covid-19 no município.

 

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Fabrício Maciel — Coronavírus, desigualdade e a sociedade global de risco

 

 

 

Fabrício Maciel, sociólogo e professor da UFF-Campos

Coronavírus, desigualdade e a sociedade global de risco

Por Fabrício Maciel

 

O momento atual nos obriga à reflexão. Não temos para onde fugir. O mundo está de joelhos diante de um desafio que não conhece bem e tenta mobilizar todos os esforços possíveis para enfrenta-lo. Precisamos recorrer a todas as ideias possíveis, todas ao nosso alcance, que somos capazes de reproduzir, de modo a enfrentar este grande mal que nos assola. O vírus coloca, em certo sentido, todos nós em pé de igualdade, democratiza o medo, nos deixa sem saída e sem saber bem o que pode acontecer em poucas semanas. As análises políticas muitas vezes são rasas, diante de um problema de natureza tão profunda, ainda que apontem algumas medidas práticas viáveis em curto prazo.

Um dos maiores pensadores da atualidade, o sociólogo alemão Ulrich Beck, desenvolveu nos anos de 1980 sua poderosa tese da sociedade de risco. Ela aponta alguns caminhos muito frutíferos para nossa reflexão neste exato momento. Para ele, a sociedade atual, situada no tempo da modernidade desde a década de 1970, pode ser definida como a “segunda modernidade”. Nesta fase, a principal característica do mundo identificada pelo autor é que a produção de riscos seria nosso grande problema, maior até mesmo do que a produção de desigualdades, tese esta que se tornou polêmica por questionar algumas das bases mais profundas da sociologia predominante em todo o século XX. O significado desta tese é profundo e se mostra agora com a pandemia do corona vírus. Posteriormente, Ulrich Beck desenvolveu e sofisticou sua tese, ampliando-a para a compreensão de que vivemos agora em uma sociedade global de risco, na qual alguns riscos transcendem os limites das sociedades nacionais e até mesmo das desigualdades de classe. Não é outra coisa o que o vírus agora nos ensina. Ninguém está livre do risco e é urgente que levemos este recado bem a sério.

Em seu último livro, “A metamorfose do mundo” (Editora Zahar, 2016), ainda pouco conhecido no Brasil, Ulrich Beck avançou com aspectos essenciais de sua tese. Nele, ele chama a atenção para o fato de que a ciência procura muito mais compreender a distribuição e a não distribuição de bens do que de males. Agora se torna fundamental que compreendamos a distribuição global de males e como ela pode nos afetar de maneira geral, mas também diferencialmente. Assim, Ulrich Beck está consciente de que a distribuição de males, na sociedade global de risco, também é uma forma, talvez a mais profunda, de desigualdade. Com isso, a realidade atual é que temos territórios mais vulneráveis do que outros, nações mais vulneráveis do que outras e, o que deveria ser óbvio, classes sociais mais vulneráveis do que outras.

Os crimes cometidos em Mariana e Brumadinho, chamados metaforicamente de tragédias ou desastres, são uma grande evidência da irresponsabilidade e da loucura que rege agora um novo capitalismo sem nenhum limite institucional e moral, sendo este novo capitalismo a base econômica insana da sociedade global de risco. Estes crimes também são uma prova viva da seletividade territorial e social dos riscos. Várias matérias na grande mídia brasileira, na época, mostraram que a empresa responsável pelo crime em Brumadinho sabia exatamente da dimensão do risco e até quantas pessoas iam morrer, algo que passou batido aos nossos olhos, o dia inteiro ocupados com a novela da política.

Outro aspecto essencial do último livro de Ulrich Beck tem a ver com o poder e com o que ele está definindo como “política da invisibilidade”. Com este conceito, ele procura compreender a nova forma de poder predominante na sociedade global de risco, que para ele se resume ao poder de definição do que é risco hoje. De modo simples, o que o autor quer dizer é que nós desconhecemos, enquanto sociedade global, boa parte dos riscos que nos ameaçam e como eles podem realmente nos afetar. No caso do corona vírus, algumas pesquisas sobre vacinas para seu combate já foram publicadas, mas as previsões para a utilização das mesmas e a superação de fato do problema ainda são tímidas.

Indo além, Ulrich Beck procura definir o que seriam hoje “classe de RISCO” e “CLASSE de risco”. O primeiro conceito procura dar conta da diversidade de riscos que nos assolam, para além da nossa vontade e controle (ambientais, virais, políticos). O segundo conceito procura enfatizar a nova forma como as classes sociais podem hoje ser pensadas, ou seja, como classes de risco. Com isso, precisamos enfrentar dois problemas hoje, no Brasil e no mundo: encontrar as melhores formas de se defender do corona vírus e compreender como ele afeta diferencialmente as classes sociais. O primeiro problema tem sido enfrentado a partir da compreensão de que a vida se torna o bem maior a ser preservado. Deveríamos saber sempre disso, mas parece que só agora, quando o mundo se depara com um risco de características inéditas, somos postos diante do espelho que mostra à humanidade como ela é pequena e limitada. Agora a grandeza se resume em assumir a nossa pequenez e tentar agir a partir dela.

Quanto ao primeiro problema, parte da humanidade parece estar se saindo bem, na medida do possível, mesmo apesar de comportamentos distoantes e de intencionalidade suspeita como o do não-presidente da república do Brasil. As forças de ordem maior tender a predominar nesta hora. Não é a primeira vez que a humanidade se depara com tamanho desafio e é possível que fiquemos bem em breve. Em momento de tamanha dificuldade, inédito em sua história recente, a humanidade pode vislumbrar a expectativa de algo maior logo adiante, quando a ciência parece não oferecer todas as respostas.

Quanto ao segundo problema, que diz respeito à forma diferencial como o vírus afeta neste momento e vai afetar ainda mais as classes sociais, precisamos ter sensibilidade. Como pessoas, esta é uma chance para profunda reflexão e para ação. Neste exato momento, as classes médias e altas podem se dar ao luxo de ficar em casa, fazer sua quarentena de boa, ler um livro, colocar alguns assuntos em dia e até mesmo fazer uma reflexão como esta que aqui se apresenta. Não é a realidade das classes populares, e isso deveria ser óbvio, mas não é. Mais da metade da população brasileira se encontra neste exato momento em uma situação de completa vulnerabilidade, sem a certeza de que terá, nos próximos meses, o mínimo para sua sobrevivência.

A atual discussão da renda básica universal e as medidas de implantação da mesma, que surgem agora, enfrentam parcialmente o problema, mas não essencialmente. Um real enfrentamento precisaria repensar as bases profundas de reprodução do capitalismo, como uma ordem global incontornável que nunca produziu justiça social. A quantidade de evidências sobre este fato já é mais do que suficiente, já basta. Quando o Welfare State fracassou nos Estados Unidos e na Europa ficou claro que o capitalismo é um sistema que jamais produzirá justiça social por si mesmo. O verdadeiro enfrentamento da desigualdade, para além da renda básica universal, o que pode ser por si mesmo um bom início, deveria incluir a taxação das grandes riquezas e uma sensibilização por parte das elites na condução do mercado.

 

 

Quem está por trás das ações patéticas do não-presidente da República? Como é possível não se sensibilizar com pelo menos metade da população vivendo abaixo de qualquer linha imaginável de dignidade? São questões que exigem respostas de imediato, e o corona vírus aprofunda tais questões. Algumas ações de ajuda social e boa vontade já são vistas emanando da própria sociedade, que apresenta com isso seu lado mais sensível e solidário. São ações louváveis, mas não suficientes. O sistema político e as elites econômicas precisam reagir de maneira sensível e responsável, levar a sério o slogam que sempre evocaram para si, o de conduzir os rumos da humanidade. É muito fácil para a classe empresarial arrogar para si a condição de condutora da sociedade, como tem surgido em pesquisa atual que estou realizando com executivos, ao dizer que gera empregos.

Agora, como nunca antes, a questão não é gerar e manter empregos ou obrigar as pessoas a trabalhar. A questão é como enfrentar o problema da desigualdade, sempre existente, com sua intensificação pelo corona vírus, neste exato momento. Um caminho seria uma atitude mais consciente e sensível por parte da classe empresarial, em todos os níveis, mas principalmente nos andares de cima. Um dos pilares da reforma trabalhista foi exatamente deixar nas mãos “das partes”, empregadores e empregados, a possibilidade legal de negociar o que fazer sobre salários e tempo de trabalho. Vamos ser sensíveis neste momento e aliviar para o lado do trabalhador, adotando medidas de tolerância e de proteção social nos próximos meses, sem simplesmente colocar isso na conta do Estado? Isso seria ser “responsável” pela sociedade, ou seja, que a elite usasse os recursos que tem para proteger os vulneráveis. Mas não é o caso. Presenciamos exatamente o contrário. Vamos mexer no caixa da empresa, como se fosse um investimento, e pensar em um salário para proteger o trabalhador nos próximos meses, ou seja, fazer um investimento no próprio capital humano que será necessário ali na frente? Não, longe disso, vamos por na conta do Estado. Nesta hora predominam o medo e a pequenez humana.

Esta atitude idealista não vai acontecer por que o capitalismo global, há 40 anos, vem construindo uma economia política de “generalização da precariedade”. No plano da vida moral, trata-se de um processo de “institucionalização da indignidade” das condições de trabalho e das relações entre as classes. O fato de não ter um trabalho e de não poder trabalhar, o que se complexifica com o corona vírus, é por si mesmo indigno, ameaçando a capacidade de milhões de pessoas de proverem por si mesmas, para si e suas famílias, o mínimo para sua dignidade. Como dignidade das classes populares, compreendo a possibilidade de ter o mínimo para preservar a vida material e a vida moral. Por outro lado, as elites e as classes médias não podem ser dignas se não agem efetivamente para combater a indignidade dos mais carentes. Recursos financeiros para o enfrentamento do problema existem, precisariam ser utilizados com um pouco mais de humanidade. Um pouquinho mais já seria um bom começo.

 

Publicado aqui e na edição de hoje (05) na Folha da Manhã

 

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