Governo Rafael e eleições de outubro por Hamilton Garcia no Folha no Ar

 

Cientista político e professor da Uenf, Hamilton Garcia na manhã de hoje (13) no Folha no Ar (Foto: Genilson Pessanha)

 

“Rafael colocou Campos em um patamar diferenciado de administração pública em termos éticos. Também ele pegou a cidade (dos dois governos Rosinha Garotinho, hoje Patri) no fundo do poço. Mas pesam neste momento sérias limitações, em termos da própria visão dele, sobre realidade onde está e seu modus operandi. Ele fraquejou diante das necessidades de ajuste no início do governo. É aquele negócio clássico: você, quando tem que dar a má notícia, dá logo de uma vez só, trata de arrumar a casa e de produzir boas notícias a partir de um determinado momento. No primeiro ano ele não soube fazer as reformas na radicalidade necessária para aquela realidade. E não fez isso em função de um outro problema: ele acabou formando um governo só dele e do grupo dele, com gente muito jovem, algumas delas brilhantes, promissoras para a renovação política da cidade, mas sem experiência. E mais, um governo politicamente estreito, que não foi capaz de incorporar os setores políticos e sociais que, desde o ‘Muda Campos’, nos anos 1980, lutavam pela renovação política e a democratização da municipalidade”. Foi a análise do governo Rafael Diniz (Cidadania) pelo cientista político e professor da Uenf Hamilton Garcia, feita no início da manhã de hoje no Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3. Ele continuou no que considera ter sido o maior erro do prefeito:

— Rafael foi eleito em primeiro turno, mas não foi capaz de desenhar um governo de coalisão com essas forças políticas que representaram esse fluxo de mudança dos anos 80 do século passado. E isso foi uma coisa trágica. Porque ele acaba isolado politicamente. Ele não é defendido por essas forças que querem a mudança política. E essas forças são de centro, de direita e também de esquerda. Ele não foi capaz de enfrentar o desafio de fazer um governo com pessoas que ele não confia diretamente, pessoalmente, ideologicamente e politicamente. Mas essa era a grande tarefa: fazer um governo de salvação municipal. Faltou uma perspectiva de encarar esse desafio de fazer um governo com pessoas que não são da sua confiança pessoal, o que é da dimensão política maior.

Para o cientista política, faltou experiência não só à equipe que o prefeito reuniu, mas a ele próprio, para incorporar e liderar pessoas com mais bagagem:

— Rafael é muito jovem, com um mandato de vereador, não tem esse estofo político para enfrentar isso. Inclusive com pessoas mais experientes, muito mais capacitadas, que ele teria que ter posto no governo. Ele teria que liderar essas pessoas no governo dele. E isso fragilizou ele, a ponto de não tomar medidas duras quando tinha que tomar. Então, ele ficou no meio do caminho. E, em certas circunstâncias, ficar no meio do caminho é o pior lugar. Quando você faz um governo só com pessoas que você conhece e confia, isso denota uma inexperiência e uma insegurança. Eu acho que isso vem da pouca idade dele e da pouca experiência política. E na tradição política dele, que é muito familiar, ele não tinha bem o avô (o ex-prefeito Zezé Barbosa) vivo e nem o pai (o ex-deputado estadual e ex-vereador Sérgio Diniz) vivo. De modo que ele ficou muito sozinho. O povo vai lá e se manifesta, te dá o poder. Deu um poder muito forte para ele no primeiro turno. Eu acho que ele não soube avaliar esse poder e avaliar também uma coisa paradoxal: teria que tomar medidas que iriam contrariar o público que lhe deu esse poder.

E as perspectivas do professor da Uenf para as eleições de outubro em Campos?

— À luz da história, quando a alternativa não é bem sucedida, retornam as velhas oligarquias, repaginadas. Ou às vezes nem repaginadas. Na desilusão das pessoas diante da alternativa, vem a visão ingênua: “Ah, no tempo de fulano era melhor!”. Bom, mas também no tempo do fulano a conjuntura era diferente, a situação orçamentária era diferente. Mas as pessoas não levam em conta essa questão, porque ela é muito racional. As pessoas levam em conta a experiência individual, emocional delas: “Ah, eu tinha mais satisfação naquele tempo”. Eu estava bem e agora estou mal. Mas você não está mal por causa do governo, é porque a conjuntura mudou. As oligarquias têm chance de voltar: tanto o Caio (Vianna, pré-candidato do PDT), quanto o Wladimir (Garotinho, deputado federal e pré-candidato do PSD). Arnaldo (Vianna, PDT, ex-prefeito e pai de Caio) veio do grupo do Garotinho. Mas o modelo não é muito diferente, é o mesmo governo de oligarquias opacas e familiares. O governo, apesar da dificuldade, tem o que mostrar, inclusive o fato de não ter afundado a cidade; a cidade sobreviveu. Na área da Educação e dos Esportes têm coisas muito interessantes a mostrar. Se as velhas oligarquias voltarem, vamos dar um passo atrás.

 

Confira nos três vídeos abaixo a íntegra da entrevista de Hamilton Garcia ao Folha no Ar. O primeiro sobre o governo Jair Bolsonaro (sem partido), o segundo sobre o governo Wilson Witzel (PSC) e o terceiro, sobre o governo Rafael: 

 

 

 

 

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Ex-prefeito de Quissamã, Armando Carneiro às 7h desta sexta no Folha no Ar

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ex-prefeito e pré-candidato a prefeito de Quissamã, Armando Carneiro (PSC) é o convidado do Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3, a partir das 7h da manhã desta sexta (14). Ele é o segundo pré-candidato ao Executivo quissamaense recebido no programa, que teve (aqui) a prefeita Fátima Pacheco (DEM) no último dia 5. Armando falará sobre a nova realidade financeira do município petrorrentista, com a queda nas arrecadações nos royalties do petróleo, cuja partilha já aprovada no Congresso Nacional tem julgamento marcado para 29 de abril no Supremo Tribunal Federal (STF). Também falará sobre suas questões com a Justiça, que não o impediram de ser candidato a deputado estadual pelo PV em 2018. E das suas perspectivas para a eleição municipal de outubro deste ano.

Quem quiser participar ao vivo pode fazê-lo com comentários em tempo real no streaming do programa, cujo link será disponibilizado alguns minutos antes do seu início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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José Renato prega união da oposição em SFI, mas com respeito a Francimara

 

José Renato Pontes confirmou sua pré-candidatura a prefeito de São Francisco no programa Folha no Ar, que contou mais uma vez com a participação especial do blogueiro Edmundo Siqueira (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

No microfone do Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3, o principal grupo de oposição à prefeita de São Francisco de Itabapoana, Francimara Barbosa Lemos (PSB), estará unido na eleição municipal de outubro. No programa da manhã de ontem (11), o pré-candidato Marcelo Garcia (PSDB) disse (aqui) que apoiaria o empresário atacadista e produtor rural José Renato Pontes (sem partido), se este for o nome escolhido do grupo — cujo principal nome é o ex-prefeito Pedrinho Cherene (atual MDB), impedido de concorrer por decisão judicial. E, na manhã de hoje (12), no espaço democrático da rádio mais ouvida de Campos e região, foi a vez de José Renato, que é cunhado de Pedrinho, dar a contrapartida. E se Marcelo for escolhido como o candidato?

— Sim, não tenho nada a opor. Vou (apoiar Marcelo, se ele for o escolhido). Nós temos que sentar para definir, para conversar. Não tem prazo. Eu tenho conversado com o Marcelo. É outra pessoa que tem muito boa vontade por São Francisco, não se pode negar isso. E eu vejo ele como um bom pré-candidato. É um cara que tem uma carreira política. Ninguém pode negar o conhecimento, a inteligência de Marcelo Garcia.

Diferente de Marcelo, que embora espere contar com o apoio de Pedrinho, mas propõe uma renovação radical na administração de São Francisco, José Renato se mostrou apegado à tradição. Que divide a política são fransciscana entre as famílias Cherene e Barbosa Lemos, desde a emancipação do município de São João da Barra, em 1995:

— Eu tive um professor. E quando o professor é bom, o aluno tem que ser melhor que o professor. O aluno tem que ser dedicado pra ser melhor. Meu professor foi (o ex-prefeito) Pedro Cherene (falecido e pai de Pedrinho), que me ensinou muito. Pode vir um nome lá, mas vai sair de um desses dois grupos. Marcelo Garcia é do grupo dos Cherene. Quando ele rompeu com Pedrinho e se lançou candidato a prefeito (em 2016) como terceira via, ele não conseguiu. E tirou a eleição de Pedrinho. Quando acabou a eleição, eu estive com Pedrinho e perguntei: “O que você imagina que tirou sua (re)eleição? Ele disse: “Foi a candidatura de Marcelo”.

Neste ponto da entrevista, José Renato foi indagado por Edmundo Siqueira, em participação especial na bancada do Folha no Ar, se o que houve na eleição de 2016 pode influenciar a escolha do candidato de oposição a prefeito em 2020. O entrevistado negou, pregou a união do grupo e o respeito à prefeita Francimara, cujo governo havia sido duramente criticado por Marcelo:

— Não, não vejo (influência de 2016 em 2020). Tem que juntar o grupo, tem que juntar as pessoas, sem ter vaidade nenhuma. Agora eu vou falar uma coisa: nós temos que ter temor a Deus, mas nunca podemos subestimar ninguém. E, na eleição de 2016, subestimaram Francimara. E ela saiu do zero e ganhou a eleição. Tem que respeitar. Tem gente que subestima o outro, não tem? Então, o que aconteceu na eleição de São Francisco em 2016 foi isso.

José Renato também respondeu a uma pergunta feita no Folha no Ar do dia anterior a Marcelo Garcia. Que papel Pedrinho Cherene teria em um eventual governo seu?

— Bom, ele tem sua experiência política. Ele tem sua experiência administrativa. A gente aprende mais nos erros do que nos acertos. E a gente cresce mais na dificuldade do que na facilidade. Não sei se ele (Pedrinho) vai querer compor. Poderia até oferecer uma secretaria de Saúde a ele (que é médico). Mas ele tem o problema com a Justiça e precisa resolver isso primeiro. Ele está recorrendo e continua a dizer que é pré-candidato. Pedrinho é um cara inteligente. Nós somos cunhados. Pedrinho seria um bom conselheiro do meu (eventual) governo.

O entrevistado também citou outras pré-candidaturas a prefeito em São Francisco, além da dele, de Marcelo e de Francimara:

— Nós temos lá Papinha (ex-deputado estadual e ex-vereador em Campos, PSL), temos a Thaise Manhães (PMB) que também se lançou pré-candidata, é uma pessoa muito trabalhadora, é enfermeira. Papinha, todo mundo sabe que é político. Voltando, vou falar de novo: nós não podemos subestimar ninguém. Ele (Papinha) está lá, fazendo o trabalho dele, ocupando o seu espaço. O sol nasceu para todos. Tem que respeitar.

 

Confira nos três vídeos abaixo a íntegra da entrevista de José Renato Pontes ao Folha no Ar:

 

 

 

 

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Governos Bolsonaro, Witzel e Rafael por Hamilton Garcia, no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta quinta-feira (13), o cientista político e professor da Uenf Hamilton Garcia será o convidado do Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3. Na rádio mais ouvida de Campos e região, ele falará sobre o governo federal Jair Bolsonaro (sem partido) e da analogia dos servidores públicos brasileiros com “parasitas”, feita pelo ministro da Economia Paulo Guedes; o governo estadual Wilson Witzel (PSC) e a situação da Uenf; e o governo Rafael Diniz (Cidadania) e as perspectivas para a eleição municipal de outubro.

Quem quiser participar ao vivo pode fazê-lo com comentários em tempo real no streaming do programa, cujo link será disponibilizado alguns minutos antes do seu início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Marcelo Garcia critica governo Francimara em SFI e busca aliança com Pedrinho

 

Pré-candidato a prefeito de São Francisco, Marcelo Garcia entrevistado por Edmundo Siqueira, convidado especial da bancada do Folha no Ar (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

“São Francisco não vai aguentar mais quatro anos sendo governado por quem está no poder. A gente está vendo a dificuldade no turismo, nas praias, com o servidor, problema no cartão-alimentação, três anos sem reajuste. No TJ, (o ex-prefeito) Pedrinho (Cherene, atual MDB) ficou inelegível na última decisão, mas está recorrendo. As minhas críticas ao final do governo Pedrinho, eu mantenho. Mas a gente precisa olhar para a frente. Para que a gente possa ter uma candidatura só nesse grupo de oposição (à prefeita Francimara Barbosa Lemos, PSB). Nos aproximamos. Ele (Pedrinho) mantém a pré-candidatura dele, mesmo com essas dificuldades, e eu mantenho a minha pré-candidatura. Vai chegar o momento que a gente vai definir quem é o candidato do grupo”. Foi o que disse o ex-vereador são franciscano Marcelo Garcia(PSDB), na manhã de hoje (11), ao Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3.

Após abrir uma distensão com Pedrinho na eleição municipal de 2016, considerada fundamental na eleição de Francimara como prefeita de SFI, Marcelo quer o apoio do ex-prefeito. Ainda assim, propõe a renovação radical no município cujos governos têm se alterado entre as famílias Cherene e Barbosa Lemos:

—  Mesmo com a presença de Pedrinho, que foi prefeito, mas é um projeto novo. Defender que a gente vai combater corrupção, vai dar transparência, que nossos secretários serão pessoas que nunca foram secretários. Para garantir que haja uma mudança não só do prefeito e do vice-prefeito. Defender que a gente acabe com o cargo de subsecretário para enxugar a máquina. É um projeto que vamos mostrar à população: nós vamos fazer isso. É um novo olhar. Mesmo com a presença de Pedrinho, não quer dizer que vai ser a repetição do seu governo. Eu vejo como uma aliança política entre pessoas que querem o bem da cidade. Eu vejo isso de forma natural da política. Hoje, você pega a esquerda do Rio de Janeiro, o (deputado federal) Marcelo Freixo é pré-candidato (a prefeito do Rio). E para ele fortalecer a candidatura dele, está trazendo o PT. O Psol sai do PT, sai com críticas ao PT.

Para garantir que o projeto do seu grupo dê certo num eventual governo de São Francisco, além das bandeiras da moralidade e da transparência, Marcelo propôs outra. A do cumprimento de metas no serviço público:

—  Temos que defender que o secretário tenha metas. Se ele não cumprir suas metas, ele vai ser exonerado. A gente tem que dar resultado. Eu não estou preocupado com o resultado político. Estou preocupado em construir o melhor governo da história da cidade. Eleição, a população escolhe o projeto que quer. O difícil é depois executar. É com essa determinação que a gente quer fazer a diferença em São Francisco. A partir de 4 de abril, é que a gente vai conversar sobre a definição da chapa. A cidade já cansou um pouco desse formato de você ter essas duas famílias (Cherene e Barbosa Lemos) brigando. Vamos seguir um caminho diferente. Mas Pedrinho está nesse projeto? Está, sem problema nenhum, mas tem esse projeto diferente.

Blogueiro do Folha1, que teve participação especial na bancada da Folha FM, Edmundo Siqueira perguntou diretamente a Marcelo se Pedrinho particparia de um eventual governo seu. E o pré-candidato a prefeito de São Francisco respondeu como o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), quando indagado (relembre aqui) no Folha do Ar do dia anterior (10), que participação o pai, o ex-governador Anthony Garotinho (sem partido), teria em um eventual governo seu em Campos:

— Ele (Pedrinho) nem pode participar. Porque com a inelegibilidade, pela Lei da Ficha Limpa, não poderia. Consultar Pedrinho, que foi prefeito, não vejo dificuldade nenhuma. Ele tem a experiência de ter sido prefeito por quatro anos.

 

Confira nos três vídeos abaixo a íntegra da entrevista de Marcelo Garcia ao Folha no Ar:

 

 

 

 

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Zé Ramalho para celebrar 1 ano da Folha FM — Vendas começam nesta quarta

 

Nos primeiros meses de 1978, a Folha da Manhã levou apenas dois para se tornar o jornal de maior circulação em Campos e região. Pouco mais de 41 anos depois, sua filha caçula, a Folha FM 98,3 levou só duas semanas para se tornar a rádio mais ouvida de Campos e região.

Para celebrar o feito mais recente da mídia goitacá, como o Christiano Abreu Barbosa já anunciou (aqui) em seu Ponto de Vista, o show do cantor e compositor Zé Ramalho acontecerá na boate Multi Place, a partir das 21h de 28 de março. Dia em que a Folha FM completa seu primeiro ano de existência. E, não por acaso, Campos também comemora seu aniversário.

A compra de ingressos pode ser feita a partir desta quarta (12) no site www.bilheteriadigital.com, ou nos postos de venda nas lojas Dieguez.

 

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SFI de novo na pauta do Folha no Ar com José Renato, às 7h desta quarta

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A política de São Francisco de Itabapoana continua na pauta nesta quarta-feira (12) na Folha FM 98,3. A partir das 7h da manhã, o convidado do Folha no Ar 1ª edição será José Renato Pontes (sem partido), pré-candidato a prefeito. Produtor rural e comerciante atacadista, ele analisará a realidade econômica do município rural e sua experiência como secretário de Obras do falecido prefeito Pedro Cherene. Bem como a atual disputa pela vaga de candidato no grupo político do ex-prefeito Pedrinho Cherene (atual MDB), impedido de concorrer pela Justiça e de quem José Renato é cunhado. Ao final, ele falará também das suas perspectivas para a eleição municipal de outubro.

Quem quiser participar ao vivo pode fazê-lo com comentários em tempo real no streaming do programa, cujo link será disponibilizado alguns minutos antes do seu início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook. A bancada do programa terá mais uma vez a participação especial do servidor federal Edmundo Siqueira, blogueiro do Folha1.

 

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Wladimir garante que Garotinho e Rosinha não seriam seus secretários

 

Wladimir Garotinho na manhã de hoje (10) no Folha no Ar (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

“(O ex-governador Anthony Garotinho, sem partido) Não será secretário (de um eventual governo municipal Wladimir) e não é vontade dele. Nem Rosinha. Não será secretária e não é a vontade dela. Isso eu posso afirmar aqui para todos os ouvintes. Que (Garotinho) vai ser meu conselheiro, claro que vai. Como é que eu vou negar? Um cara que foi governador, ela foi governadora. Foram prefeitos aqui (em Campos), cada um duas vezes. Eu vejo secretários estaduais ligando para ele, eu vejo prefeitos de municípios ligando para ele. Você não tem ideia de como ser filho de Garotinho me abre portas em Brasília”. Foi o que garantiu na manhã de hoje (10), no terceiro e último bloco da sua entrevista ao Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD).

Um pouco antes, no segundo bloco, Wladimir também condicionou sua própria pré-candidatura a prefeito de Campos a um projeto de grupo. E descartou a possibilidade de o pai encabeçá-lo nas urnas de outubro. Como Garotinho, a despeito dos seus problemas com a Justiça (relembre aqui), andou afirmando recentemente:

— Meu pai não é o candidato. Ele está dizendo que vai ser, mas eu acho que não será. Nós temos o PSD, o PSC, o Pros, o Avante, o Podemos, o PTC e o PRTB. São sete partidos que compõem um grupo político que está desenvolvendo um projeto para a cidade. Vamos acabar de elaborar o projeto e decidir quem vai ser o candidato. É simples (…) Mas se fosse (Garotinho candidato a prefeito) iria animar o ambiente — ressalvou depois o filho.

O deputado federal também bateu forte no G8, grupo independente dos vereadores de Campos, liderado por Igor Pereira (PSB). Que, dividido em manobra do governo e da oposição no município durante a votação do Orçamento de 2020, acabou virando G5. E, segundo Wladimir, já estaria fechado com a pré-candidatura a prefeito de Caio Vianna (PST), em articulação que atribuiu ao deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD):

— O tal G8, que agora virou G5, ele participou do governo (Rafael Diniz, Cidadania) o tempo todo, aproveitou tudo que o prefeito quis. Se aproveitou da votação do Orçamento para tentar criar um clima com o governo e agora está tentando se afastar para fugir do desgaste. Pura e simplesmente por uma questão eleitoral que se aproxima. Mas se eles (G8, ou G5) são oposição ao governo, tem uma CPI da Saúde pedida a um tempão (pela oposição) e eles não assinam. Então assinem! São oposição, G8? Assinem a CPI! Não adianta fazer um teatro político para mostrar que é o que não é.  O G8 está fechado com Caio através de Rodrigo Bacellar. O G8, não, que agora virou G5 — disse, se remetendo ao fato de que os vereadores Jorginho Virgílio (Patri), Neném (PTB) e Enock Amaral (PHS) votaram (relembre aqui) a favor dos 20% de remanejamento do Orçamento, contra a liderança de Igor.

Primeiro colocado em todas as pesquisas conhecidas às urnas de outubro, ainda sem necessidade do registro eleitoral, o que só ocorre após as convenções, o entrevistado também comentou a última que viu. Sem dar números, foi segundo ele encomendada pelo presidente da Alerj, deputado estadual André Ceciliano (PT). Mas garantiu que seu grupo fará uma outra, após o carnaval. Embora fale de projeto e grupo, Wladimir disse que, caso seja candidato, hoje seria difícil imaginá-lo fora de um eventual segundo turno a prefeito de Campos:

— Acho difícil eu não estar (no provável segundo turno da eleição a prefeito) matematicamente. Eu não vou dizer impossível, porque nada é impossível. Eu vi no final de dezembro, na Assembleia Legislativa, a última pesquisa, que foi o presidente André Ceciliano que encomendou. Eu vou fazer uma pesquisa minha, grande, com mil entrevistados, após o carnaval; preciso fazer. Não vou falar números aqui, mas nunca uma pesquisa apontou que eu estaria fora do segundo turno.  Estatisticamente, é pouco provável.

Ao final da entrevista ao Folha no Ar, Wladimir aceitou fazer um pinga-fogo sobre os demais pré-candidatos a prefeito de Campos em outubro:

Rafael Diniz — “Vendedor de sonho”.

Caio Vianna — “Um bom garoto. Mas eu acho que ainda não tem maturidade para o cargo que está almejando”.

Gil Vianna (PSL) — “Um bom sujeito. Gosto do Gil, tenho um relacionamento pessoal bom com ele. Acho que é uma pessoa que vai fazer carreira no Legislativo.

José Maria Rangel (PT) — “Uma pessoa muita ativa, tem uma garra louvável. E vai se colocar, acho que não a prefeito. Acho que ele vai ser candidato a vereador. Pelo menos é o que eu tenho ouvido do pessoal do PT: mudaram a estratégia. Ele vai tentar se eleger se eleger vereador, porque o PT há tempo não faz um em Campos”.

Marcelo Mérida (PSC) — “Também um bom sujeito. É um cara muito preparado, que representa um segmento expressivo na cidade de Campos. Talvez que não se una no período eleitoral, mas representa uma classe que faz diferença para uma eleição majoritária”.

Lesley Beethoven (PSDB) — “Uma pessoa que eu conheci há pouco tempo. Mas que me surpreendeu no relacionamento. Pelo menos a cada 20 dias a gente fala no telefone. Está me surpreendendo com uma capacidade de visão e até na maneira de conduzir a articulação política”.

Roberto Henriques — “Uma pessoa de temperamento duro, até de posições muito firmes. Eu acho que ele vai ter dificuldade em encontrar partido para ser candidato. Tem um temperamento contundente, até parecido com o meu pai, mas é um cara correto”.

Alexandre Buchaul — “Tenho pouco relação. Sei que é um odontólogo, ativista na política, fez parte até do governo da minha mãe em determinado momento. Mas eu não tenho muito contato. Tive com ele umas duas conversas. Mas também nunca ouvi falar nada que fosse contra a pessoa ou a ima

 

Confira abaixo, em vídeo, os três blocos do Folha no Ar com Wladimir Garotinho:

 

 

 

 

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São Francisco entra na pauta do Folha no Ar nesta terça, com Marcelo Garcia

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A sucessão no município de São Francisco de Itabapoana (SFI) entra na pauta do Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3. A partir das 7h da manhã desta terça-feira (11), o convidado do programa será o ex-vereador Marcelo Garcia. Membro da executiva estadual do PSDB, e ex-secretário municipal e candidato a prefeito em 2016, passou recentemente pela Fundação Leão XII, de assistência social do Governo do Estado. Ele falará dessas experiências na vida pública, do seu racha e da tentativa de reaproximação com o ex-prefeito Pedrinho Cherene (atual MDB), projetando suas perspectivas para a eleição municipal de outubro.

Quem quiser participar ao vivo pode fazê-lo com comentários em tempo real no streaming do programa, cujo link será disponibilizado alguns minutos antes do seu início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook. A bancada do programa terá a participação especial do servidor federal Edmundo Siqueira, blogueiro do Folha1.

 

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Wladimir Garotinho ao vivo, a partir das 7h desta segunda, no Folha no Ar

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta segunda-feira (10), o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) será o convidado do Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3. Pré-candidato a prefeito, ele falará ao vivo sobre a aliança da bancada garotista com a governista na Câmara Municipal, para (relembre aqui) rachar o G8 e aprovar o Orçamento de Campos em 2020, além da sua expectativa sobre o julgamento da partilha dos royalties do petróleo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 22 de abril. E, a partir dele, das suas projeções para as eleições municipais de outubro.

Quem quiser participar ao vivo pode fazê-lo com comentários em tempo real no streaming do programa, cujo link será disponibilizado alguns minutos antes do seu início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Há 30 anos o Flamengo se despedia do seu Rei no Maracanã

 

(Foto: Arquivo pessoal)

 

Ontem(06), completaram-se 30 anos da despedida do maior craque da história do Flamengo, um dos grandes do futebol mundial. Foi, ao lado do meu pai, o herói da minha infância. Tinha suas figurinhas coladas nas contracapas dos livros e cadernos de primário. E, quando adolescente, economizava na merenda para ir vê-lo jogar no Maracanã.

Aos 17 anos, testemunhei sua volta de adeus, à beira do campo, perto do fim do jogo comemorativo.Gritava junto a quase 100 mil pessoas: “Ei, ei, ei, O Zico é o nosso Rei”. E jurei a mim mesmo, aos prantos naquela arquibancada do velho Maraca, nunca repetir isso a mais ninguém.

Na certeza de ter um Rei e diante da incerteza de Deus, não tenho dúvida do que responderia se Ele me perguntasse, quando chegada a hora, sobre o que fiz da vida. Com a convicção de uma alma, diria: “Eu vi Zico jogar!”

 

 

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Mãe doa rins, fígado e tecidos do único filho em captação do NF Transplantes

 

Equipe do NF Transplantes (Foto: Supcom)

 

Hoje está ocorrendo outra captação de órgãos pela equipe do NF Transplantes. Rins, fígado e tecidos doados pela mãe de um paciente de 49 anos que veio a óbito no Hospital Ferreira Machado (HFM), por conta de um trauma crânio encefálico. A primeira captação de órgãos do ano na região havia sido anunciada aqui, em 25 de janeiro.

Segundo o psicólogo do NF Transplante, Luiz Antonio Cosmelli, o mais marcante do processo foi a mãe que autorizou a doação. Morava só com esse filho e queria um desfecho que gerasse boas lembranças dele. Ela já havia perdido seu outro filho, também aos 49 anos, por problemas cardíacos.

Coordenador do NF Transplantes, o médico Luiz Eduardo Castro de Oliveira explicou que, pela vida útil menor do órgão, o fígado será transplantado ainda hoje. Os rins devem sê-lo até a manhã deste sábado (08). Já os tecidos têm vida útil maior. Com base em lista de espera e critérios pré-estabelecidos, a seleção já está sendo definida pelo Programa Estadual de Transplantes.

 

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