João e Edmundo Siqueira — Semiárido ao NF é realidade social e econômica

 

Longas estiagens que secam trechos do Paraíba evidenciam a mudança climática de Campos, Norte e Noroeste Fluminense (Foto: Genilson Pessanha/Folha da Manhã)

 

 

João Gomes Siqueira, diretor do Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba, doutor em veterinária pela Uenf e produtor rural; e Edmundo Siqueira, servidor federal, jornalista e produtor rural (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Por João Gomes Siqueira e Edmundo Siqueira

 

O Norte e Noroeste do Estado do Rio de Janeiro vivem uma contradição que se arrasta há décadas. Os dados climáticos, as condições agronômicas e a experiência cotidiana dos produtores rurais mostram que a região possui características próprias de semiárido. Entretanto, a ausência de reconhecimento oficial nega a esses municípios instrumentos essenciais de apoio, incentivo fiscal e linhas de crédito diferenciadas, tornando a atividade agropecuária cada vez menos competitiva e menos sustentável.

Segundo estudos do professor José Carlos Mendonça, da Uenf, a aridez do solo e da vegetação na região segue uma curva ascendente, agravada pelas mudanças climáticas globais e pela má distribuição das chuvas. Embora a média anual de precipitação varie entre 800 e 900 mm — pouco acima do índice utilizado como corte técnico do semiárido nordestino (700 a 800 mm) —, a diferença é ilusória. O que caracteriza o semiárido não é apenas o volume anual de chuva, mas a sua distribuição e a capacidade do solo em reter umidade.

E é exatamente nesse ponto que a região se distingue de forma negativa. O regime pluviométrico concentra volumes elevados entre dezembro e março (300 a 400 mm mensais), seguidos de longos períodos de estiagem, que podem ir de abril a outubro, quando a média não ultrapassa 10 a 20 mm por mês. Trata-se de um padrão dramático: enquanto a planta recebe excesso de água em poucos meses, passa o restante do ano em situação de estresse hídrico severo.

Além disso, a forte incidência de ventos — característica geográfica ligada à posição da Serra do Mar — intensifica a evaporação da pouca umidade existente no solo, agravando o processo de desidratação das plantas. No Nordeste, mesmo em áreas de menor pluviosidade, as chuvas tendem a ser mais regulares e, sobretudo, a evaporação é menor, o que permite alguma acumulação hídrica no solo. No Norte Fluminense, ao contrário, a combinação de estiagens longas, ventos e altas temperaturas cria um ambiente ainda mais hostil.

 

A barreira da Serra do Mar e os “desvios” da chuva

A geografia explica parte dessa desigualdade. A Serra do Mar, que se inicia a partir de São Fidélis, passando pelo Parque do Desengano e se estende até o Estado de São Paulo, funciona como barreira natural que intercepta a umidade vinda do oceano, fazendo chover intensamente na Região Serrana do Rio de Janeiro e em Minas Gerais, mas deixando os 22 municípios do Norte e Noroeste fluminense em sombra pluviométrica.

Essa condição não é recente. Historicamente, a região convive com estiagens longas e severas. Mas nos últimos dez anos, o cenário tem se agravado em função das mudanças climáticas, que ampliam a irregularidade das chuvas e aumentam a evaporação. O resultado é a progressiva perda de capacidade hídrica do solo e a crescente aridez da vegetação.

 

Impactos produtivos e inviabilidade sem irrigação

Sem irrigação, a agricultura de base alimentar torna-se praticamente inviável. Cana-de-açúcar, mais resistente, ainda sobrevive, embora com produtividade inferior à observada em São Paulo. Mas milho, feijão, soja, trigo, hortaliças e frutas não se sustentam sem investimento pesado em sistemas de irrigação.

O problema é que irrigar custa caro — muitas vezes, mais caro do que a rentabilidade que o pequeno produtor consegue obter. Em uma região marcada por propriedades familiares e baixa capacidade de investimento, a irrigação acaba restrita a poucos, inviabilizando a diversificação produtiva e levando ao empobrecimento progressivo da agricultura local.

Esse empobrecimento não afeta apenas o campo. Quando a agricultura perde força, o comércio, a indústria de beneficiamento e até o setor de serviços sofrem. Afinal, é a produção primária que gera excedentes e recursos externos, movimentando a economia regional. O comércio apenas circula renda; é a agropecuária que a cria.

 

A questão dos incentivos fiscais e da competitividade regional

Enquanto isso, estados vizinhos, como Espírito Santo e Minas Gerais, contam com incentivos fiscais e linhas de crédito específicas. Em São Paulo, por exemplo, a aquisição de máquinas e implementos agrícolas é feita com alíquotas de impostos significativamente menores. No Espírito Santo, já se discute a extensão de benefícios adicionais ao Sul do estado, apoiada por uma bancada federal articulada.

No Norte e Noroeste fluminense, ao contrário, o produtor enfrenta alíquotas de até 27% na compra de equipamentos. A diferença não é apenas contábil: ela define competitividade. É impossível competir no mercado nacional quando os custos locais são muito mais altos e os preços de venda seguem a lógica de mercado unificado. O açúcar ou o milho produzido aqui será vendido pelo mesmo preço que em São Paulo, mas com custo de produção significativamente maior.

 

Uma realidade que exige reconhecimento técnico

Diante desse quadro, a inclusão da região no Semiárido não deve ser tratada como concessão política ou privilégio, mas como correção de uma injustiça histórica. Os dados técnicos estão postos:

  • Precipitação anual entre 800 e 900 mm, em padrão equivalente ao semiárido nordestino;

 

  • Longos períodos de estiagem, com até 6 a 7 meses de seca intensa;

 

  • Forte evaporação pela presença de ventos, o que agrava a perda de umidade;

 

  • Aridez crescente, comprovada em estudos recentes;

 

  • Baixa competitividade produtiva em comparação a estados vizinhos.

 

Negar o reconhecimento significa perpetuar o empobrecimento da região e inviabilizar a sucessão familiar na agricultura. Significa condenar jovens agricultores a abandonar suas terras e reforçar o êxodo rural. Significa comprometer, de maneira estrutural, a sustentabilidade econômica e social de todo o Norte e Noroeste fluminense.

O dinheiro que viria através de crédito subsidiado e incentivado não traria aumento de área para uso na agropecuária; pelo contrário. Os recursos seriam liberados para produtores que atendam parâmetros de produtividade e de cuidado com o meio ambiente, obrigatoriamente. Portanto, investir em tecnologia e uso sustentável, e com maior produtividade, permite uso de menores áreas com maior capacidade de produção.

 

A continuidade do fim

O semiárido não é apenas um conceito climático: é uma realidade social, produtiva e econômica. Reconhecê-lo na região é oferecer condições mínimas de igualdade. Não se trata de pedir recursos a fundo perdido, mas de viabilizar crédito, reduzir custos tributários e possibilitar investimentos em irrigação e tecnologia.

Sem isso, a região seguirá um caminho já conhecido: perda de competitividade, êxodo rural, empobrecimento urbano e a transformação de uma das áreas mais férteis em vocação, mas mais áridas em realidade, em um território condenado à estagnação.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Crescimento pós-Trump de Lula desanda com Tarcísio à frente no 2º turno

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Todas as pesquisas brasileiras feitas a partir de 9 de julho, quando Donald Trump divulgou sua carta como presidente dos EUA e ameaçou tarifar o Brasil por conta do julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), revelaram (confira aqui) a recuperação de Lula (PT) em aprovação e intenção de voto. A pergunta que passou a ser feita foi: até onde e quando o petista cresceria? Pesquisa AtlasIntel divulgada hoje (28), e feita entre 20 e 25 de agosto, parece indicar que esse crescimento pode ter começado a desandar.

Queda na aprovação — Feita com 6.238 eleitores, com margem de erro de 1 ponto para mais ou menos, a AtlasIntel revelou que o Lula caiu 2,3 pontos em aprovação, dos 50,2% de julho aos 47,9% de agosto. E que sua desaprovação cresceu 1,3 ponto no mesmo período: de 49,7% aos atuais 51%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Atrás de Bolsonaro no 1º turno — No enfrentamento teórico contra Bolsonaro, inelegível de fato até 2030, Lula teve queda de 3,2 pontos na consulta de 1º turno: dos 47,8% de intenção em julho aos 44,6% de agosto. No mesmo período, o capitão cresceu 1,2 ponto: de 44,2% aos atuais 45,4%. Numericamente atrás de Bolsonaro, Lula está hoje em empate técnico com seu antecessor.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Atrás de Tarcísio no 2º turno — Contra possíveis adversários elegíveis, Lula também não tem o que comemorar. Em um eventual 2º turno presidencial contra o governador paulistano Tarcísio de Freitas (REP), este hoje lideraria numericamente por 48,4% de intenção contra 46,6% do líder petista. Apesar do empate técnico na margem de erro, Tarcísio cresceu 1,8 ponto em relação aos 46,6% que tinha em julho, enquanto Lula perdeu 3,9 pontos dos 50,4% que tinha no mês passado.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

No empate técnico com Tarcísio e Michelle — O empate técnico de Lula com Tarcísio seria exato se o primeiro disputasse hoje um 2º turno contra Bolsonaro: 48,3% a 48,3%. Na simulação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o petista liderou numericamente por 48,8% a 47,9%, mas em outro empate técnico.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

À frente dos demais no 2º turno — Para além da margem de erro, Lula venceria o 2º turno contra o governador mineiro Romeu Zema (Novo), por 47,1% a 40,9%. Como bateria também o governador goiano Ronaldo Caiado (União), por 46,7% a 40,3%; o governador paranaense Ratinho Jr. (PSD), por 46,9% a 41,1%; e o governador gaúcho Eduardo Leite (PSD), por 47,2% a 24,9%.

 

Moraes divide o Brasil: 46% querem seu impeachment, 43% não

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Não é novidade que a condução do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ministro Alexandre de Moraes divide o Brasil. Essa divisão foi expressa em números pela pesquisa Quaest de agosto: 46% dos brasileiros são favoráveis ao impeachment de Moraes, o que só pode ser feito no Senado, com 43% contra e 11% que não opinaram. Na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, é um empate técnico.

Com números não tão próximos, a divisão também se dá sobre a aplicação da Lei Magnitsky, criada nos EUA para sancionar financeiramente acusados de crimes contra direitos humanos em outros países, sobre Moraes por sua ação no julgamento da tentativa de golpe de Estado no Brasil entre 2022 e 8 de janeiro de 2023. Para 49% dos brasileiros, a Magnitsky sobre o ministro do STF é injusta. Ela é justa a 39%, 10 pontos a menos, enquanto 12% não opinaram.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Entre os quatro institutos de pesquisa do Brasil que mais acertaram (confira aqui) a votação de Lula (PT) e Bolsonaro no 2º turno presidencial de 2022, a Quaest ouviu 2.004 eleitores, entre 13 e 17 de agosto, com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. E divulgou sua consulta em quatro partes: aprovação de governo (confira aqui) no dia 20, eleitoral (confira aqui) no dia 21 e sobre Bolsonaro no STF (confira aqui)  no dia 25 e sobre Moraes no dia 26.

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

— A Quaest de agosto apurou que 49% dos brasileiros consideram injusta a aplicação da lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, enquanto 39% consideram a punição como justa. Já no caso do impeachment do ministro do STF, a divisão é maior, registrando empate técnico: 46% dos brasileiros querem a saída do ministro da Corte e 43% são contra. Os brasileiros do Nordeste, com até 5 salários-mínimos de renda familiar e que votaram em Lula no 2º turno presidencial de 2022, são os mais favoráveis a Moraes — detalhou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

Semiárido, festivais culturais e eleições no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Servidor federal, jornalista, blogueiro do Folha1 dedicado à cultura, produtor rural e ex-integrante da bancada fixa do programa, Edmundo Siqueira é o convidado do Folha no Ar desta quinta (28), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele falará sobre o PL 1440/2019, para a mudança da classificação climática do Norte e Noroeste Fluminense ao semiárido, que facilitaria linhas de crédito (confira aqui) aos produtores rurais de 22 municípios. Que foi aprovado (confira aqui) pelo Congresso e acabou vetado (confira aqui) pelo Lula 3 para atender às disputas internas de poder (confira aqui e aqui) no PT da Bahia.

Edmundo também fará um balanço (confira aqui) do I Festival Internacional de Cinema Goitacá, realizado entre 19 e 24 de agosto, e do adiamento do Festival Doces Palavras (FDP!), de setembro, para (confira aqui) 5 a 9 de novembro em Campos.

Por fim, ele tentará projetar, a partir das pesquisas mais recentes, as eleições de 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 13 meses, a presidente (confira aqui e aqui), governador (confira aqui e aqui), senador e deputados.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

Trump defende Bolsonaro e favorece Lula, Centrão define Tarcísio

 

Donald Trump, Jair Bolsonaro, Lula e Tarcísio de Freitas (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Direita brasileira paga tarifa de Trump

Uma das causas da melhora de Lula (confira aqui e aqui) nas pesquisas, o tarifaço do Brasil pelos EUA de Donald Trump, por conta do julgamento de Bolsonaro no STF, tem sido até aqui um tiro no pé da direita brasileira. Que vem pagando pesada tarifa política, desde que a comercial (confira aqui e aqui) foi anunciada em 9 de julho, em carta do presidente dos EUA endereçada ao presidente do Brasil.

 

Centrão já definiu Tarcísio a presidente

Se Lula ativou o modo campanha e cresceu nas pesquisas a partir da ameaça de Trump, a direita brasileira não está dormindo no ponto. Jornalista de O Globo, Lauro Jardim revelou (confira aqui e aqui) que o Centrão já definiu Tarcísio como seu nome a presidente em 2026. E que, mesmo favorito nas pesquisas à reeleição como governador de São Paulo, ele aceitou internamente a missão.

 

Dilemas de Tarcísio e Bolsonaro

Atacado (confira aqui) pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que age contra o Brasil nos EUA, e chamado de “rato” (confira aqui) pelo vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL), Tarcísio se cala. Pois teria dificuldade contra Lula sem o eleitorado bolsonarista. Mas, provavelmente condenado pelo STF em setembro, Bolsonaro pode não ter outra opção viável a outubro do ano seguinte. A ver.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Prisão domiciliar de Bolsonaro é justa a 55% e Lula sobe nas pesquisas

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Prisão domiciliar de Bolsonaro é justa para 55%

Hoje, 55% dos brasileiros acham justa a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Que foi determinada em 4 de agosto pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Moraes, por descumprimento de medidas cautelares. Outros 39% acham injusta, enquanto 6% não opinaram. É o que revelou a pesquisa Quest divulgada na segunda (25).

 

Entre os que mais acertaram em 2022

Entre os quatro institutos de pesquisa do Brasil que mais acertaram a votação de Lula (PT) e Bolsonaro no 2º turno presidencial de 2022, a Quaest ouviu 2.004 eleitores, entre 13 e 17 de agosto, com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. E divulgou sua consulta em três partes: aprovação de governo (confira aqui) no dia 20, eleitoral (confira aqui) no dia 21 e sobre Bolsonaro no STF (confira aqui)  no dia 25.

 

Bolsonaro agiu de propósito para 57%

Quando perguntados por que o capitão participou da chamada de vídeo nas manifestações de 3 de agosto, que geraram sua prisão domiciliar, 57% dos brasileiros acham que “Bolsonaro queria provocar Moraes e fez isso de propósito”. Outros 30% acham que “Bolsonaro não compreendeu bem as regras impostas por Moraes e errou”, com 13% que não opinaram.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Prisão domiciliar: 84% sabem

Se, na média, o brasileiro não costuma acompanhar acontecimentos jurídicos, a atual situação do ex-presidente é uma exceção. A esmagadora maioria de 84% dos eleitores respondeu à Quaest já saber da prisão domiciliar de Bolsonaro decretada por Moraes. Apenas 16% declararam que só passaram a saber quando indagados pela pesquisa.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Julgamento de Bolsonaro: 86% sabem

Endosso do conhecimento do eleitor à situação jurídica de Bolsonaro, seu julgamento no STF por golpe de Estado, segundo a Quaest revelou, hoje é conhecido por 86% dos brasileiros. São 13 pontos a mais do que os 73% de março. Em agosto, só 14% ficou sabendo ao responder a pesquisa. São os mesmos 13 pontos a menos do que os 27% que não sabiam em março.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Aprovação do Lula 3

No dia 20, na divulgação da parte sobre aprovação de governo na pesquisa Quaest, embora o Lula 3 seja hoje desaprovado pela maioria numérica de 51%, oscilou 2 pontos para baixo em relação aos 53% de julho. Em agosto, o atual Governo Federal apareceu aprovado por 46%, crescimento de 3 pontos sobre os 43% que aprovavam em julho.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Lula abre contra todos no 2º turno

Também de julho a agosto, Lula abriu vantagem, fora da margem de erro, nas projeções de um eventual 2º turno em 2026 contra 9 nomes da oposição testados pela Quaest. Não só sobre um Bolsonaro inelegível até 2030, como contra o governador paulistano Tarcísio de Freitas (REP), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e outros seis presidenciáveis de direita.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

Fake news da esquerda local por veto do PT da Bahia ao semiárido do NF

 

Longas estiagens que secam trechos do Paraíba evidenciam a mudança climática de Campos, Norte e Noroeste Fluminense (Foto: Genilson Pessanha/Folha da Manhã)

 

 

Semiárido, fake news e viralatismo

Ao contrário do que propaga a esquerda, fake news não são monopólio da direita. Nem o viralatismo que submete os interesses de uma cidade, uma região ou um país a um poder alheio. As fake news de simpatizantes da esquerda em Campos, Norte e Noroeste Fluminense, em comentários nas redes sociais sobre o projeto do semiárido às duas regiões, é prova disso.

 

Retórica de pátio do ensino fundamental

Como toda fake news, as da esquerda local se desmontam na análise racional mais simples. Um dos “argumentos” de manada contra o semiárido se dá em comentários como “Basta abrir um livro de geografia de 6ª série para saber que a região não integra o semiárido”. Quando o projeto, baseado em estudos técnicos da Uenf, visa justamente mudar essa classificação.

 

Falso como críticas bolsonaristas à Lei Rouanet

Há ainda aqueles que afirmam que o projeto traria mais dinheiro público para ser desperdiçado pelos prefeitos como os royalties do petróleo. E é tão falso como as críticas bolsonaristas à Lei Rouanet. Nenhuma das 22 prefeituras da região receberia R$ 1,00 com a aprovação do semiárido. Seus agricultores (conifra aqui) é que teriam acesso facilitado a linhas de crédito.

 

É da direita? Sou contra!

Menos assumido publicamente, há ainda outro motivo de crítica da esquerda ao projeto do semiárido. Seu autor como deputado federal em 2019, Wladimir Garotinho apoiou como prefeito de Campos a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Como, no setor agropecuário, a maioria bolsonarista é ainda maior do que esses 22 municípios já mostraram ser (confira aqui) nas urnas.

 

Mesquinho, mas não mentiroso

Portanto, o autor do projeto do semiárido seria de direita. Como o setor beneficiado é majoritariamente de direita. Por isso, quem é de esquerda, teria que ser contra. Mesmo que, com isso, se coloque contra o desenvolvimento econômico da própria cidade e região. É um motivo desinteligente, raivoso, raso e mesquinho. Mas, pelos menos, não é mentiroso.

 

Sem vergonha

Muitos bolsonaristas parecem não se envergonhar do “patriotismo” que comemora sanções dos EUA ao Brasil para tentar defender seu “Mito” no Supremo Tribunal Federal (STF). Como a esquerda do Norte e Noroeste Fluminense contra o semiárido parece não ter vergonha de ficar contra a sua própria cidade e região (confira aqui) para tentar defender o veto de “Pai Lula”.

 

O motivo real do veto

Ocorre que, como a Folha revelou (confira aqui) em 20 de agosto, a vontade de Lula nada tem a ver com o veto. Que foi do ministro da Casa Civil, Rui Costa. Por motivo técnico? Não! É porque a aprovação do semiárido no Congresso foi costurada pelo líder do PT no Senado, Jaques Wagner. E, antigos aliados, Costa e Wagner disputam desde 2024 (confira aqui) o controle do PT da Bahia.

 

Esquerda a serviço dos coronéis

Assim, temos na esquerda local contra o semiárido uma fação não só tão irracional, mesquinha e sem escrúpulo para mentir descaradamente como aqueles que acusam no extremo oposto. É também uma esquerda que, vivendo no Norte e Noroeste Fluminense, se presta a massa de manobra contra a sua região por uma briga petista entre coronéis da política do Nordeste.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã. 

 

Fora Enel com deputado Serafini no Folha no Ar desta quarta

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Sociólogo, professor da Fiocruz, deputado estadual e presidente do Psol no RJ, Flavio Serafini é o convidado do Folha no Ar desta quarta (27), ao vivo, a partir das 8h da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele falará sobre a campanha Fora Enel (confira aqui e aqui), concessionária de rede elétrica e líder em reclamações no Procon, a partir da morte (confira aqui) dos campistas Rodrigo da Silva Rodrigues, de 25 anos, e Carlos Eduardo Muniz Ribeiro, de 36, eletrocutados em 7 de maio por um fio solto na rua, no bairro Jardim Boa Vista, em Guarus.

Serafini também falará da reforma do Colégio Estadual Cel. João Batista de Paula Barroso, no distrito de Goitacazes, fruto de uma emenda parlamentar sua de R$ 150 mil. Bem como dos questionamentos que faz à questão de acesso à Lagoa de Iquipari (confira aqui) pelo Porto do Açu.

Por fim, o deputado falará do papel da Alerj na projeção, a partir das pesquisas mais recentes, às eleições de 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 13 meses, a presidente (confira aqui e aqui), governador (confira aqui e aqui), senador e deputados.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

Prisão domiciliar de Bolsonaro é justa para 55% dos brasileiros

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Da avaliação do Governo Lula (confira aqui), à intenção de voto a presidente em 2026 (confira aqui), ao embate entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, é a direita que vem pagando o tarifaço do Brasil pelos EUA de Donald Trump. Hoje, 55% dos brasileiros acham justa a prisão domiciliar de Bolsonaro determinada por Moraes em 4 de agosto, contra 39% que acham injusta e 6% que não opinaram.

Bolsonaro quis provocar Moraes para 57% — A tendência se confirmou na pesquisa Quaest divulgada hoje (25), relativa à prisão domiciliar de Bolsonaro por Moraes. Quando perguntados por que o ex-presidente participou da chamada de vídeo nas manifestações de 3 de agosto, que geraram sua prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares, a maioria de 57% dos brasileiros acha que “Bolsonaro queria provocar Moraes e fez isso de propósito”. Outros 30% acham que “Bolsonaro não compreendeu bem as regras impostas por Moraes e errou”, com 13% que não opinaram.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Prisão domiciliar: 84% sabem —  Se, na média, o brasileiro não costuma acompanhar acontecimentos jurídicos, a atual situação do ex-presidente é uma exceção. A esmagadora maioria de 84% dos eleitores respondeu à Quaest já saber da prisão domiciliar de Bolsonaro decretada por Moraes em 4 de agosto. Apenas 16% declararam que só passaram a saber quando indagados pela pesquisa.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Mesmo em queda, maioria ainda desaprova o Lula 3 — A consulta Quaest divulgada hoje foi feita entre 13 e 17 de agosto com 2.004 eleitores e margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. É a mesma que registrou, na série histórica Quaest, que a desaprovação do Lula 3 caiu dos 57% de maio a 53% em julho e 51% em agosto. Enquanto, nos mesmos três meses, a aprovação cresceu de 40% a 43% e a 46%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Lula contra Bolsonaro e Tarcísio no 2º turno — Contra os nomes da direita cotados a presidente em 2026 testados nas mesmas Quaest de julho e agosto, Lula também abriu vantagem na intenção de voto após o tarifaço de Trump. Em um eventual 2º turno, o atual presidente venceria Bolsonaro por 43% a 37% (6 pontos) em julho. E passou para 47% a 35% (12 pontos) em agosto. Contra o governador paulistano Tarcísio de Freitas (REP), o petista venceria o 2º turno por 41% a 37% (4 pontos) em julho. E passou para 43% a 35% (8 pontos) em agosto. Contra ambos, Lula dobrou sua vantagem.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Contra Michelle, Ratinho, Leite, Caiado e Zema — Contra a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula venceria o 2º presidencial por 43% a 36% (7 pontos) em julho. E passou para 47% a 34% (13 pontos, quase o dobro) em agosto. O petista também abriu sua vantagem nas projeções de 2º turno, entre as Quaest de julho e agosto, contra os governadores do Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Minas, respectivamente, Ratinho Júnior (PSD), Eduardo Leite (PSD), Ronaldo Caiado (União) e Romeu Zema (Novo).

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Julgamento de Bolsonaro no STF é conhecido por 86% — O motivo? Além de Eduardo Leite, nenhum dos nomes da direita a presidente condenou abertamente as sanções dos EUA de Trump ao Brasil por conta de Bolsonaro. Cujo julgamento no STF por golpe de Estado, segundo a Quaest revelou hoje, é conhecido por 86% dos brasileiros, 13 pontos a mais que os 73% de março. Contra os 14% que só ficaram sabendo ao responder a pesquisa, também 13 pontos a menos que 27% de março.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista — “Pela Quaest, a prisão domiciliar de Bolsonaro é justa para mais de metade dos brasileiros. Regionalmente, ela é mais justa no Nordeste e Sudeste do que no Sul e Centro Oeste/Norte. Já no recorte salarial, a prisão do ex-presidente é mais justa para os mais pobres. São 65% os brasileiros com renda domiciliar de até 2 salários-mínimos que consideram justa a prisão, contra 54% com renda entre 2 e 5 salários e 47% com renda acima de 5 salários-mínimos”, detalhou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

Veto de Lula e PT da Bahia ao semiárido do NF no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Produtor rural e presidente da Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan), Tito Inojosa será o convidado do Folha no Ar desta terça (25), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele analisará o Projeto de Lei (PL) n° 1440/2019, que muda a classificação climática do Norte e Noroeste Fluminense ao semiárido, facilitando linhas de crédito aos produtores rurais dos 22 municípios da região. Que foi aprovado por no Congresso Nacional (confira aqui) e vetado pelo Governo Lula (confira aqui), para atender disputas internas de poder (confira aqui) no PT da Bahia.

Tito também falará dos caminhos do Norte e Noroeste Fluminense para tentar derrubar o veto presidencial. E das fake news políticas que o projeto do semiárido passou a ser alvo, por parte de uma esquerda local que prefere defender Lula e o veto do PT da Bahia do que (confira aqui) a economia da sua própria região.

Por fim, com base nas pesquisas mais recentes, o presidente da Asflucan tentará projetar as eleições de 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 13 meses, a presidente (confira aqui e aqui), governador (confira aqui e aqui), senador e deputados.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

Paes confirma liderança a governador com 35%, Bacellar tem 9%

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A governador: 35% a Paes e 9% a Bacellar

Presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União) é o 2º colocado na corrida a governador do RJ em 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 13 meses. Com quase dois dígitos de intenção de voto, o político de Campos tem hoje 9%. A liderança isolada na disputa é do prefeito carioca Eduardo Paes (PSD), com 35% a governador.

 

Tudo embolado abaixo do líder

Os novos números são (confira aqui) da consulta estimulada da pesquisa Quaest divulgada ontem (22), feita de 13 a 17 de agosto com 1.404 eleitores fluminenses. Com margem de erro de 3 pontos para mais ou menos, Bacellar ficou no empate técnico a governador com o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB) e com a vereadora carioca Monica Benicio (Psol).

 

Projeto de Marçal no RJ tem 2%

Completou a lista da Quaest dos nomes testados a governador do RJ o médico bolsonarista Italo Marsili (Novo), com 2% de intenção. Outros 15% se disseram indecisos, enquanto relevantes 30% disseram que votarão branco e nulo ou não irão votar.

 

Pesquisa sem Flávio e Wladimir

O senador Flávio Bolsonaro (PL), favorito à reeleição ao cargo e testado pela Quaest a governador (confira aqui) em fevereiro, dessa vez não foi incluído (confira aqui) na disputa. Assim como o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP), 2º colocado a governador (confira aqui) em pesquisa Prefab de agosto, sendo cotado para compor como vice tanto numa chapa encabeçada por Paes quanto por Reis.

 

Castro: 43% aprovam x 41% desaprovam

Apesar da boa colocação, Bacellar tem seu principal aliado não tão bem avaliado assim: o governador Cláudio Castro (PL). Embora em queda de 7 pontos de fevereiro a agosto, ele é ainda desaprovado por 41% dos eleitores. É um empate técnico com sua aprovação por 43%, 1 ponto acima dos 42% que tinha no início do ano.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Não merece eleger sucessor para 57%

Perguntados se Castro merece eleger seu sucessor, não houve empate técnico na maioria de 57% que disse “não”, crescimento de 5 pontos ao 52% de fevereiro. Hoje, o governador merece eleger o sucessor para 34%, também 5 pontos a menos que os 39% do início do ano.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Segurança é o calcanhar de Aquiles

O principal motivo à desaprovação de Castro é a Segurança, negativa a 60% dos fluminenses, positiva a apenas 14% e regular a 26%. A Saúde também é negativa a 45%, positiva a 22% e regular a 33%. Já as políticas sociais do RJ são negativas a 40%, mesmo número que as julga regulares, com apenas 20% as considerando positivas.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Resumo da ópera

“A Quaest deu aprovação de Castro abaixo de 50%. Segurança é a área de pior atuação do governo estadual. O eleitor entende que ele não merece eleger sucessor. A 2026, sem Wladimir e Flávio, Paes liderou isolado a governador, com 35% de intenção”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Hoje, Trump e preço dos alimentos reelegeriam Lula

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Trump e alimentos ajudam Lula

Considerado aliado de Paes, quem também lidera a corrida eleitoral é o presidente Lula (PT). Se a urna de outubro de 2026 fosse hoje, não daqui a 13 meses, ele venceria todos os adversários de oposição listados (confira aqui) na pesquisa nacional Quaest, no 1º e 2º turnos. A melhora da sua aprovação se deu por conta (confira aqui) de Donald Trump nos EUA e do preço dos alimentos no Brasil.

 

Contrários à reeleição são 58%

Igualmente feita entre 13 e 17 de agosto, com 2.004 eleitores brasileiros, a Quaest também aferiu números ruins a Lula. São 58% os que acham que ele não deveria se candidatar à reeleição. E, embora em tendência de queda, a desaprovação ao seu governo ainda se dá pela maioria numérica de 51%, contra os 46% em tendência de alta que aprovam.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Fator preço dos alimentos

Na comparação com a última Quaest nacional, de julho (relembre aqui), o preço dos alimentos subiu em agosto para 60%. Embora ainda maioria, são 16 pontos a menos que os 76% do mês anterior. Os que acham que o preço dos alimentos caiu eram 8% em julho e hoje são 18%, 10 pontos a mais. Os que acham que ficou igual foram de 14% aos atuais 20%, 6 pontos a mais.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Fator Donald Trump

Quando a Quaest perguntou sobre a carta de Trump a Lula de 9 de julho, quando ameaçou tarifar o Brasil em 50% por conta do julgamento de Jair Bolsonaro no STF, 84% dos brasileiros já sabem em agosto. São 18 pontos a mais do que os 66% que sabiam em julho, conhecimento popular incomum a assuntos de geopolítica. Os que não sabem, hoje, são só 16%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Lula e PT fazem o certo para 48%

Os que acham que Lula e o PT fazem o mais certo nesse embate com Trump, hoje, são 48% — 4 pontos a mais que os 44% de julho. Os que acham que Bolsonaro e aliados fazem o mais certo são 28% em agosto, oscilação para baixo em relação aos 29% do mês anterior. Os que acham que nenhum lado faz o mais certo se mantiveram em 15% no mesmo período.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Lula bate todos no 1º turno

Isso se reflete na eleição presidencial. Na qual, ao 1º turno, Lula hoje bateria por 34% a 28% (6 pontos) Bolsonaro, por 35% a 21% (14 pontos) a ex-primeira-dama Michelle (PL), por 35% a 17% (18 pontos) o governador paulistano Tarcísio de Freitas (REP), por 34% a 15% (19 pontos) o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), e por 35% a 14% (21 pontos) o senador Flávio Bolsonaro.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Lula bate todos no 2º turno

No 2º turno, Lula também bateria por 47% a 35% (12 pontos) Bolsonaro, 47% a 34% (13 pontos) Michelle, 44% a 34% (12 pontos) o governador paranaense Ratinho Júnior (PSD), 46% a 30% (16 pontos) o governador gaúcho Eduardo Leite (PSD), 47% a 32% (15 pontos) Eduardo Bolsonaro e 46% a 32% (14 pontos) o governador mineiro Romeu Zema (Novo).

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Tudo mudou após Trump

Ao 2º turno pela Quaest, Lula ainda bateria por 47% a 31% (16 pontos) o governador goiano Ronaldo Caiado (União) e, por 48% a 32% (16 pontos), Flávio. Se hoje o presidente ganharia de todos os nove adversários no 2º turno, ele não passava do empate técnico com cinco deles na Quaest (relembre aqui) do início de junho. Tudo mudou com a carta de Trump em julho.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.