Lula 3 sai das cordas batendo no Congresso com “nós contra eles”

 

Presidente da República e da Câmara de Deputados, respectivamente, Lula e Hugo Motta (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Lula 3 sai das cordas com “nós contra eles”

Acuado pela queda de popularidade em todas as pesquisas de 2025  (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) às urnas de 2026, daqui a pouco mais de 1 ano e 2 meses, o presidente Lula e o PT conseguiram sair das cordas. Para tanto, elegeram como inimigo o Congresso, sobretudo o presidente da Câmara de Deputados, Hugo Motta (REP/PB), no conceito marxista da luta de classes, o popular “nós contra eles”.

 

Como Collor antes do impeachment

Tudo por conta da proposta do governo de aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Cujo decreto presidencial foi o primeiro a ser derrubado no Congresso em 33 anos. E não é pouco coisa, lembrado que o presidente em 1992 era Fernando Collor de Mello, hoje em prisão domiciliar e, à época, à beira de sofrer impeachment pelo Congresso.

 

Esquerda no caminho da extrema direita

Inferior na batalha das ruas desde as Jornadas de Junho de 2013, que iriam num crescendo até o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, finalmente a esquerda parece ter aprendido o caminho da extrema direita nas redes sociais. Nas quais viralizaram vídeos de IA como “Hugo nem se importa”, ou classificando o Congresso de direita de “inimigo do povo”.

 

 

 

Culpa real dividida

Com o mesmo descompromisso com a verdade da extrema direita, que colou a pecha de “Taxadd” no ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e no governo Lula 3, a esquerda contra-atacou na guerra de narrativas. Mesmo que a demanda de arrecadação tenha culpa real dividida entre Executivo e Legislativo: um propôs e o outro aprovou um orçamento fictício.

 

A verdade e a narrativa

Também não é verdade que o aumento do IOF é a expressão do lema de Robin Hood: “tirar dos ricos para dar aos pobres”. Micro e pequenos empreendedores serão tão penalizados quanto os magnatas da Faria Lima, avenida da cidade de São Paulo que simboliza o andar de cima do capitalismo tupiniquim. Mas, verdade à parte, o fato é que a narrativa do PT colou.

 

Aposta na antipolítica

Tenha maioria de direita, de esquerda ou de centro, chamar o Congresso de “inimigo do povo” é tão danoso à democracia quanto chamar o Supremo Tribunal Federal (STF) do mesmo, como fazem os bolsonaristas. Como estes, é apostar na antipolítica que encheu o Congresso de imbecis. Que trocam o papel de legislar pela caça de cortes para lacrar nas redes sociais.

 

Para além dos já convertidos?

O “Lulinha paz e amor” dos seus dois primeiros governos vinha naufragando no terceiro como o presidente da “frente democrática”. Que o elegeu por apenas 1,8 ponto de vantagem nos votos válidos em 2022. O giro de 180º do Lula 3 insuflou a militância de esquerda, que andava acanhada. Se vai funcionar para além dos já convertidos, só as próximas pesquisas dirão.

 

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Fígado x cérebro: Bacellar exonera Reis e dificulta sua eleição a governador

 

Rodrigo Bacellar, Eduardo Cunha, Washington Reis e Eduardo Paes (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Cunha, Reis e Bacellar

“Com a gente, vocês vão ao 2º turno a governador. Sem nós, Eduardo Paes (PSD) leva no 1º turno”. Foi o que o ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha disse, dias atrás, ao presidente da Alerj, governador em exercício e pré-candidato a governador, Rodrigo Bacellar (União). E Cunha pode ser acusado de tudo. Menos de não entender muito de política real.

 

Rodrigo exonera Washington

O “nós” de Cunha se referia a Washington Reis (MDB), ex-prefeito e muito popular em Duque de Caxias, segundo maior colégio eleitoral do RJ, atrás apenas da cidade do Rio, onde Paes é prefeito e teria a maioria dos votos a governador em 2026. E Rodrigo, assim que assumiu como governador na quinta (3), exonerou (confira aqui) Washington da secretaria estadual de Transportes.

 

A 1º variável de Bacellar a governador

Desde 12 de março, sob o título “As variáveis da equação de Rodrigo Bacellar a governador”, esta coluna listou (relembre aqui) as três principais. A primeira era tirar o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB) do seu caminho na sucessão do governador Cláudio Castro (PL). O que se consumou (confira aqui) em 19 de maio, como a coluna antecipou, com (confira aqui) detalhes do acordo, 10 dias antes.

 

A 2ª variável de Bacellar a governador

A segunda variável necessária às chances de Rodrigo a governador seria o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Que todas as pesquisas mostram ser ainda mais popular entre o eleitor fluminense do que já tinha sido em sua vitória estadual no 2º turno presidencial de 2022 sobre Lula (PT), a despeito deste ter vencido o pleito nacionalmente.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Malafaia quer Washington

Além de colocar, desde 12 de março, a variável Bolsonaro como necessidade de Rodrigo, a coluna reforçou (confira aqui) em 24 de maio: “Após Pampolha, Bacellar precisa conquistar o bolsonarismo”. Quando registrou a posição do pastor bolsonarista Silas Malafaia: “Eu apoio o Washington Reis. Não tenho compromisso com outro. Se não for o Washington, não contem comigo”.

 

Promessa de apoio do capitão

Ainda assim, fruto da sua obstinação, Rodrigo conseguiu a promessa de apoio de Bolsonaro em 23 de maio. Como O Globo registrou (confira aqui) no dia 26 daquele mês, o blog Opiniões repercutiu (confira aqui) no dia 27 e a coluna detalhou (confira aqui) no dia 28, o capitão impôs duas condições: que não surja nenhum fato que desabone o político de Campos e indicar o vice na sua chapa a governador.

 

A 3ª variável de Bacellar a governador

O fato é que, na promessa de apoio de Bolsonaro, Rodrigo passou com louvor também na segunda variável à consolidação da sua pré-candidatura a governador, como a coluna adiantou desde 12 de março. Quando elencou a terceira variável: “O apoio de Washington Reis, aliado de primeira hora dos Bolsonaro, é disputado para 2026. Tanto por Paes, quanto por Bacellar”.

 

Fígado x cérebro

Com a exoneração de Washington, como ao cortar (confira aqui) o cofinanciamento do RJ à Saúde Pública de Campos, Rodrigo agiu como Ciro Gomes no 2º turno presidencial de 2022: com o fígado. E a maior virtude do político de Campos, sua capacidade de articulação, reside em outro órgão: o cérebro. Por este, sem Washington, o caminho de Bacellar pode ter ficado mais difícil. A ver.

 

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Candidatos a presidente do PT de Campos no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Candidatos a presidente do PT de Campos nas eleições gerais do partido neste domingo (6), o assessor do Sindipetro NF Danilo Dutra e o professor e ex-reitor do IFF Jefferson Manhães serão os convidados para encerrar a semana do Folha no Ar desta sexta, ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Os dois falarão dos motivos para os militantes petistas votarem em um ou outro candidato a presidente do partido em Campos. Jefferson e Danilo também darão suas expectativas às eleições a presidente do PT nacional (com quatro candidatos: Edinho Silva, Valter Pomar, Romênio Pereira e Rui Falcão) e do Estado do Rio (com os candidatos Diego Zeidan e Reimont).

Por fim, os dois candidatos a presidente do PT de Campos analisarão a crise recente entre o governo Lula 3 e o Congresso Nacional, por conta do IOF. E tentarão projetar, a partir das pesquisas, as eleições de 2026 a presidente (confira aqui, aqui e aqui), governador (confira aqui), senador (confira aqui) e deputados, daqui a 1 ano e 3 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Com ruptura do RJ, Saúde de Campos não atenderá vizinhos

 

Reformado com ajuda do governo Cláudio Castro, enquanto durou a pacificação entre Rodrigo Bacellar e Wladimir Garotinho, o HGG e os demais hospitais públicos de Campos podem deixar de atender doentes de municípios vizinhos com o rompimento do confinanciamento do RJ à Saúde goitacá (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Saúde golpeada na briga entre Wladimir e Rodrigo

A cisão entre o prefeito Wladimir Garotinho (PP) e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), sobrou para a população de Campos. Sobretudo à maioria dos 519 mil campistas que não pode pagar um plano de saúde. No último dia 23, como governador em exercício, Rodrigo cancelou (confira aqui) o cofinanciamento do RJ à Saúde Pública de Campos.

 

Wladimir cobra na véspera da vinda de Rodrigo

O cancelamento veio depois que Wladimir cobrou publicamente o repasse do cofinanciamento estadual à Saúde de Campos, na condição de polo regional que recebe doentes dos municípios vizinhos. A primeira cobrança do prefeito veio (confira aqui) em 15 de junho, na véspera da visita de Rodrigo a Campos como governador em exercício, no dia 16.

 

Convite para reunião

No Farol, para inaugurar (confira aqui e aqui) o Destacamento do Corpo de Bombeiros da praia campista, Rodrigo respondeu (confira aqui): “Não vou ficar de briga”. Na noite do mesmo dia 16, Wladimir publicou (confira aqui) um vídeo no Instagram, dizendo que não estava de briga e para convidar o presidente da Alerj a uma reunião na Prefeitura de Campos, para resolver a questão.

 

Convite ignorado e “sangue nas mãos”

Procurada pela coluna na manhã do dia 17, a assessoria de Rodrigo afirmou (confira aqui) que ele não se manifestaria sobre o convite. Ao que Wladimir respondeu (confira aqui): “Ainda está em tempo de ele ajudar a Saúde de Campos. Ou vai deixar as pessoas morrerem pela omissão dele? O tempo passa e ele pode até fazer pose, mas vai ter sangue nas mãos”.

 

Vitória à Saúde de Campos na Justiça

Também no dia 17, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu (confira aqui) que o Governo do Estado teria que repassar R$ 9.179.734,34 à Saúde de Campos. A decisão, do desembargador José Roberto Portugal Compasso, determinou que a quantia fosse depositada na conta da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Campos.

 

Campos sem regulação fora da PPI?

No dia 30, Wladimir enviou (confira aqui) um ofício ao governador Cláudio Castro (PL) e a Rodrigo, para tentar sanar a falta de repasse do cofinanciamento à Saúde. A Prefeitura deu prazo de 15 dias para resposta ou tomaria providências para não aceitar regulações fora da Programação Pactuada Integrada (PPI).

 

O que significa não aceitar fora da PPI?

Na prática, não aceitar regulação fora da PPI seria o primeiro passo prático para que os hospitais públicos de Campos, Ferreira Machado (HFM), Geral de Guarus (HGG) e São José (HSJ), não aceitem pacientes dos municípios vizinhos. Que a rede de Saúde Pública de Campos atende diariamente.

 

Rodrigo x Wladimir em 2026

Rodrigo é pré-candidato a governador em 2026. E, como a Folha adiantou (confira aqui) desde 9 de maio, concorrerá ao cargo sentado na cadeira. Da qual Castro sai até 4 de abril, para concorrer a senador ou deputado federal. Como Wladimir, para disputar a deputado federal ou vice (confira aqui) na chapa do prefeito carioca, Eduardo Paes (PSD), a governador.

 

Erro de Wladimir

É essa disputa eleitoral, a 1 ano e 3 meses da urna, que gerou o problema da Saúde de Campos. Wladimir erra se acha que se oporá eleitoralmente a Rodrigo, mandando no Estado pelo menos até 2026, sem consequências. Foi com o apoio do RJ que o prefeito não só manteve a Saúde, como reformou o HGG e reabriu o Restaurante Popular.

 

Erro de Rodrigo

Mas, como campista, Rodrigo erra ainda mais ao colocar o povo de Campos e do Norte Fluminense como alvo direto das consequências. Conhecido pela capacidade de articulação, como pelo temperamento forte, ele deveria deixar a primeira prevalecer. Não assinar o rompimento unilateral do cofinanciamento do RJ à Saúde Pública goitacá.

 

Erros de Wladimir e Rodrigo

Erra também Wladimir se crê que sua proximidade com os irmãos Washington Reis e seu irmão, Ronsenverg Reis, ambos do MDB e, respectivamente, secretário estadual de Transporte e 1º secretário da Alerj, dará teflon a Rodrigo. Como este erra se aposta em vencer Paes a governador sem os votos dos Reis em Duque de Caxias, 2º maior colégio eleitoral do RJ.

 

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Fluminense brilha e é o futebol do Rio nesta sexta ao mundo

 

Técnicos do Fluminense dentro e fora de campo, Thiago Silva e Renato Gaúcho comemoram a vitória histórica de 2 a 0 sobre a Inter de Milão e a classificação tricolor às quartas de final da Copa do Mundo de Clubes (Foto: Getty Images)

 

 

Fluminense é o futebol do Rio no Mundial

Menos badalado e com menos dinheiro do que Flamengo e Botafogo, o Fluminense é o futebol do Rio de Janeiro nas quartas de final da Copa do Mundo de Clubes nos EUA, nesta sexta (4), às 16h. Quando enfrentará o milionário Al-Hilal, da Arábia Saudita, com três bons jogadores brasileiros: o artilheiro Marcos Leonardo, o ponta Malcom e o lateral esquerdo Renan Lodi.

 

Palmeiras também é o Brasil na sexta

Também na sexta, nas outras quartas do chaveamento à semifinal, o consistente Palmeiras encara o inglês Chelsea, derrotado pelo Flamengo por 3 a 1 na fase de grupos. Mas é o Fluminense o time brasileiro que, até aqui, mais surpreendeu positivamente. Como fez na vitória histórica de 2 a 0 sobre a poderosa Inter de Milão, nas oitavas de segunda (30).

 

Destaques individuais e coletivo

Como de hábito, o colombiano Jhon Arias e o veterano Thiago Silva tiveram atuações monstruosas contra a Inter. Como o veterano goleiro Fábio e Ignácio, que brilhou no esquema de três zagueiros pensado por Renato Gaúcho para espelhar taticamente a vice-campeã da Champions deste ano e derrotá-la. Com superioridade tática sobre o decantado futebol italiano.

 

Flu e Al-Hilal brilham contra europeus

Curiosamente, o Fluminense fez seus melhores jogos contra grandes clubes da Europa. Em sua estreia contra o alemão Borussia, dia 17, dominou, mas empatou de 0 a 0. Assim como o Al-Hilal empatou com o gigante Real Madrid, em 1 a 1, dia 18. Antes de também impressionar nas oitavas de segunda, ao bater por 4 a 3 o poderoso Manchester City do técnico Pep Guardiola.

 

Brilho sem Neymar

Além de despacharem dois grandes da Europa e disputarem uma vaga na semifinal do Mundial, Fluminense e Al-Hilal têm mais algo em comum. O primeiro chegou a conversar com Neymar para levá-lo aos EUA, mas não rolou. Como o time árabe dispensou Neymar, em janeiro, por sua absoluta falta de compromisso enquanto jogador profissional de futebol.

 

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Outra pesquisa confirma dificuldades à reeleição de Lula

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Nova pesquisa, mesma dificuldade a Lula

Nova pesquisa do instituto Paraná, divulgada na terça (24), confirma o cenário já revelado pelos levantamentos CNT/MDA e Datafolha (confira aqui e aqui) também de junho, como os feitos pela Quaest e AtlasIntel (confira aqui, aqui, aqui e aqui) de maio: se a eleição de outubro de 2026 fosse hoje, o presidente Lula (PT) teria dificuldades para se reeleger. Contra vários potenciais candidatos da oposição.

 

Atrás de Bolsonaro no 1º turno

Inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficaria numericamente à frente de Lula até no 1º turno. Em empate técnico no limite da margem de erro de 2,2 pontos para mais ou menos, Bolsonaro teve 37,2% de intenção de voto na consulta estimulada Paraná, contra 32,8% de Lula.

 

Atrás de Bolsonaro no 2º turno

Fora da margem de erro, Bolsonaro também bateria Lula no 2º turno, por 46,5% a 39,7%. Embora fique à frente dos demais potenciais candidatos em todas as demais simulações de 1º turno, o líder petista ficaria numericamente atrás no 2º turno também da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP).

 

Atrás de Michelle e Tarcísio no 2º turno

Em um eventual 2º turno com Michelle, ela teria 44,4% de intenção, contra 40,6% de Lula. Já em um 2º turno com Tarcísio, este teria 43,6% contra 40,1% do atual presidente. Que, numericamente atrás, ficaria em empate técnico, na margem de erro, com a esposa e o ex-ministro de Infraestrutura de Bolsonaro.

 

Empate técnico com Eduardo, Flávio e Ratinho Jr. (I)

Se seu adversário no 2º turno fosse o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), ou o senador Flávio Bolsonaro (PL), ou o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD); Lula ficaria numericamente à frente. Mas não passaria do empate técnico com nenhum dos três.

 

Empate técnico com Eduardo, Flávio e Ratinho Jr. (I)

Nas simulações de 2º turno da pesquisa Paraná, Lula teria 41,6% contra 39,1% de Eduardo, 42,1% contra 38,4% de Flávio e 41,2% contra 37,0% de Ratinho Junior. Fora da margem de erro, o atual presidente só levaria hoje o 2º turno contra o senador Rogério Marinho (PL), por 41,8% a 31,2%; e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), por 41,4% a 33,5%.

 

Empate técnico com Michelle no 1º turno

Nas consultas estimuladas ao 1º turno, além de numericamente atrás de Bolsonaro, Lula também não passaria do empate técnico com Michelle, por 33,5% a 30,2%. Mas, fora da margem de erro, o petista lideraria o 1º turno contra Tarcísio, por 34,0% a 24,3%; contra Eduardo, por 33,8% a 21,3%; e contra Flávio, por 33,8% a 20,4%.

 

Grande influência eleitoral de Bolsonaro   

“Bolsonaro está à frente de Lula tanto na consulta estimulada ao 1º turno, por 37,2% a 32,8%, quanto ao 2º turno, por 46,5% a 39,7%. Embora inelegível, o resultado nos cenários estimulados pela Paraná revela a grande influência eleitoral que o ex-presidente exercerá em 2026”, destacou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

Contra Michelle e Tarcísio

“Dos candidatos elegíveis, Lula empata tecnicamente com Michelle no 1º (33,5% a 30,2%) e no 2º turno (40,6% a 44,4%). Com Michelle numericamente à frente no segundo pleito. Também na margem de erro, Lula aparece atrás de Tarcísio de Freitas no 2º turno (43,6% a 40,1%), apesar de superá-lo fora da margem no primeiro (34,0% a 24,3%)”, ressaltou William.

 

Conclusão do especialista

“Contra os irmãos Eduardo e Flávio Bolsonaro, Lula crava iguais 33,8% de intenção no 1º turno contra, respectivamente, 21,3% e 20,4%. Mas empata tecnicamente com ambos no 2º turno: 41,6% a 39,1% contra Eduardo e 42,1% a 38,4% contra Flávio. Com base na pesquisa Paraná, se o pleito fosse hoje, Lula teria dificuldades para se reeleger”, concluiu o especialista.

 

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Aos 14, matou os pais, o irmão de 3, e diz: “Faria tudo de novo”

 

Suzane von Richthofen adolescente; Inaila de Oliveira Freitas, de 37 anos; Antônio Teixeira Freitas, de 3 anos; Antônio Carlos Teixeira, de 45; e a minissérie britânica “Adolescência”, da Netflix (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

 

Aos 14, matou os pais e irmão de 3 anos

O caso do adolescente de 14 anos que matou a tiros os próprios pais e o irmão, de apenas 3 anos, enquanto dormiam, virou (confira aqui) notícia nacional. O triplo homicídio aconteceu no último sábado (21), no distrito de Comendador Venâncio, em Itaperuna. O motivo? Os pais seriam contra a relação do filho com uma adolescente do Mato Grosso, que conheceu na internet.

 

Crime premeditado e frio

Após esconder embaixo do travesseiro a arma do pai, que era Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), o adolescente esperou que sua família dormisse para executá-los. E arrastou os três corpos até uma cisterna, onde os jogou. Pelo peso dos corpos dos pais, o filho parricida usou Veja, produto de limpeza, para que eles deslizassem sobre o chão.

 

“Faria tudo de novo”

O mais chocante, no entanto, foi revelado pelo delegado de Polícia Civil Carlos Augusto Guimarães, à frente da investigação. Perguntado se não se arrependia, o adolescente respondeu que não. E que “faria tudo de novo”. Ele disse ter visto no celular do pai que este tinha R$ 33 mil reais para receber de FGTS. O que pode ter também custado as três vidas.

 

Arma em casa e regulação da internet

O caso escabroso revela vários perigos. O primeiro, de se ter uma arma de fogo em casa, ao alcance de menores de idade. O segundo, que está hoje presente na vida de todos os pais, é o uso de internet pelos filhos, sem acompanhamento ou regulação das redes sociais. Que, no Brasil, é vendida como “censura” pelo mesmo pensamento político de direita armamentista.

 

Lembrança de Suzane von Richthofen

As características do caso de Itaperuna evocam a lembrança macabras de Suzane von Richthofen. Que, em 2002, na cidade de São Paulo, foi mandante do assassinato dos pais, também enquanto dormiam. Porque eles também eram contrários à relação da filha com Daniel Cravinhos, que cometeu o duplo homicídio com o irmão Cristian.

 

Mundo cão com carinha de emoji

Como o adolescente de Itaperuna passou a se relacionar com a do Mato Grosso pela internet, inevitável também lembrar da série da Netflix “Adolescência”. Que, com base em fatos reais, conta a história de um adolescente britânico que matou uma colega de escola a facadas, por conta de bullying sexual travestido de emoji. Que é a carinha do mundo cão em que vivemos.

 

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Crônica do sábado — Bayern e Flamengo com cerveja de Munique

 

 

 

Bayern e Flamengo com cerveja de Munique

 

— E aí? No meio do caminho tem o Bayern, tem o Bayern no meio do caminho? — indagou o tricolor Christian, de bate-pronto, garganta ainda molhada do gole de Spaten.

— Vamos saber no domingo. Mas no caminho de vocês, na segunda, tem a Inter de Milão, vice-campeã da Champions — retrucou o rubro-negro Aníbal, tão logo se sentou à mesa do boteco, antes de pedir um copo ao garçom.

— Certeza de brasileiro nas quartas de final da Copa do Mundo de Clubes só no jogo que abre as oitavas, à uma da tarde de sábado. O que você acha? Dá Botafogo ou Palmeiras?

— Em tese, será equilibrado. O Palmeiras tem mais time e opções de banco. Mas o Botafogo faz um Mundial mais consistente. Apesar de ter se acovardado no 2º tempo contra o Atlético de Madrid. Acabou com a invencibilidade dos clubes brasileiros no torneio. E jogou o PSG no caminho do Flamengo nas quartas, caso consiga passar pelo Bayern.

— E você acha que dá?

— Racionalmente, quem não disser que o Bayern é favorito, está mentindo. Se pudesse expressar em números, diria que o Bayern tem 60% de chance de passar, contra 40% do Flamengo. Verdade que vencemos bem o Chelsea, que também era o favorito. Mas se o clube inglês é um grande do futebol da Europa, o alemão é um gigante.

— E se passar do Bayern, pode pegar o PSG nas quartas, o Real Madrid na semi e o Manchester City de Guardiola na final.

— E pode nem acabar aí. Como vi num vídeo do Instagram, se passar por todos esses gigantes europeus, a Fifa vai inventar mais um jogo antes de entregar a taça ao Flamengo: contra os clones do Brasil de 1970. E, depois, contra os clones do Chicago Bulls de Michael Jordan, para decidir qual esporte é melhor: basquete ou futebol.

— Muito bom! — disse Christian, em meio a gargalhadas e engasgado de Spaten.

— Falando sério, se fosse um torneio de pontos corridos, não daria para o Flamengo. Mas é um jogo de mata-mata. Que será decidido por quem tiver mais posse de bola. Creio que essa será a disputa: quem vai conseguir propor seu jogo.

— E, no caso do Flamengo, sem cometer erros.

— Certamente, sem os erros de defesa que geraram os gols que levamos do Chelsea e do Los Angeles FC. E sem meter quatro bolas na trave, como neste último jogo. Mas transformando chances criadas em gols. Que é o dilema do Flamengo dentro do próprio futebol brasileiro.

— Imagina, então, contra o Bayern.

— O Bayern não é invencível. Embora tenha conquistado a Bundesliga em 2025, perdeu nela de virada, por 2 a 3, em plena Allianz Arena, para o Bochum. Que foi o lanterna e rebaixado no campeonato alemão.

— Como foi eliminado pela Inter nas quartas de final da Champions deste ano, no empate de 2 a 2 em Milão, após o time italiano ter vencido o de ida por 2 a 1 em Munique. E Bayern vem de uma derrota inesperada por 0 a 1 para o Benfica na Copa do Mundo de Clubes.

— Essa derrota é ilusória. Só aconteceu por soberba do Bayern, que entrou com o time cheio de reservas no 1º tempo. Como a do Flamengo contra o Los Angeles. Um perdeu, o outro empatou. O Bayern e o Flamengo que entrarão em campo no domingo serão bem diferentes dos seus últimos jogos na fase de grupos. Os dois irão com força total.

— Mas, como diria Noel, com que roupa acha que vão?

— Filipe Luís disse que não vai abrir mão do DNA rubro-negro e será o mais vertical possível. Lógico que, por circunstância de jogo e pela qualidade de jogadores como Olise e Coman pelas pontas, mais Musiala, Sané e Harry Kane flutuando pelo meio do ataque, sem contar Kimmish, cérebro do meio de campo deles, o Flamengo pode ser empurrado para trás. Como falei antes, será uma disputa por posse de bola. Deve vencer quem a impuser. E errar menos.

— Não acha que o espírito retranqueiro de Diego Simeone, técnico de Filipe Luís em sua melhor fase como jogador no Atlético de Madrid, pode baixar no treinador brasileiro?

— Simeone, pai e filho, foram despachados da Copa do Mundo de volta a Madri. O melhor exemplo do que o Flamengo não pode e não deve fazer foi dado pela Juventus de Turim, na goleada de 5 a 2 que tomou do Manchester City na quinta.

— Como assim?

— A Juventus  impressionou nos seus dois primeiros jogos na Copa do Mundo. E goleou por 5 a 1 o árabe Al Ain, e por 4 a 1 o marroquino Wydad Casablanca. Depois disso, o técnico croata Igor Tudor ficou com medinho do time de Guardiola e cedeu passivamente a posse de bola. Prova disso, só colocou em campo o camisa 10 e mais habilidoso jogador da Juve, o turco Kenan Yildiz, de apenas 20 anos, no 2º tempo, quando o time italiano já perdia por 1 a 3.

— Assim mesmo, o menino turco deu um passe de cinema para o sérvio Vlahović fazer o segundo gol da Juve.

— Mas a vaca de Turim já tinha ido para o brejo. Com a posse de bola que lhe foi cedida pela covardia do adversário, o Manchester teve até gol, o 5º da sapatada, do brasileiro Savinho.

— Com o goleiro Neuer e o atacante Thomas Müller, dois remanescentes dos 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil, em 2014, ainda jogando no Bayern, não teme a reedição de uma goleada sobre o Flamengo?

— Sim, o Bayern pode até golear o Flamengo. Mas o medo de que o Flamengo vença, entre os antiflamenguistas assumidos e enrustidos, é muito, mas muito maior do que o dos rubro-negros diante do gigante de Munique.

— Isso sou obrigado a admitir. Se o Bayern precisasse faturar uma grana extra era só vender sua camisa no domingo para botafoguenses, tricolores, palmeirenses e até os vascaínos.

— O Bayern pode ser o cadafalso ao Flamengo. Como sua escada para subir um degrau mais alto no futebol do mundo. Ganhe ou perca, é como Sean Connery diz a Kevin Costner, numa cena do filme “Os Intocáveis”, clássico de Brian De Palma: “Deus não gosta de covardes!” — ressalvou Aníbal, antes de tomar de um só gole o copo da cerveja de Munique.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Copa do Mundo de Clubes fecha semana do Folha no Ar nesta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Os jornalistas Paulo Renato Porto e Sebastião Carlos Freitas são os convidados para encerrar a semana do Folha no Ar nesta sexta (27), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Os dois analisarão as participações dos brasileiros Flamengo, Botafogo, Fluminense e Palmeiras na fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes, nos EUA.

Sebastião e Paulo Renato também falarão o que esperam das oitavas de final, que se iniciam às 13h deste sábado (28), com Palmeiras x Botafogo. E do resto da fase do mata-mata até à final, em 13 de julho.

Por fim, os dois jornalistas analisarão o confronto América do Sul x Europa no Mundial de Clubes e suas lições ao futebol brasileiro.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Elis Regina Nuffer — Um reencontro que arrebentou o peito

 

Profissionais que passaram pela redação da Folha da Manhã ao longo dos anos, no Encontro Teclas Antigas, realizado no último sábado, de 21 de junho, que reuniu jornalistas e comunicadores de Campos dos anos 1980 e 1990, na Donatello Pizza (Foto: Roberto Joia)

 

 

Elis Regina Nuffer, jornalista

Crônica de um reencontro que arrebentou o peito

Por Elis Regina Nuffer

 

Não era só mais um evento como tantos que estamos acostumados a cobrir. Era como atravessar um espelho e dar de cara com tudo o que um dia fomos — e com tudo o que ainda pulsa dentro de nós. Um encontro de jornalistas ao ar livre, sim, mas bem longe do óbvio. Árvores altas ao redor de um chão muito nosso e céu aberto como teto. Natureza crua, cenário perfeito para um reencontro que foi tudo, menos suave.

Foi intenso.

Gente que o tempo tinha empurrado para longe, mas nunca apagado da lembrança. Colegas que viraram amigos, amigos que viraram histórias. Jornalistas e comunicadores de todas as vertentes: da notícia quente, das colunas sociais, de assessoria, de comercial. Os que estamos e os que se foram. Sim, estão conosco nas nossas memórias de um tempo que não se apaga e se renova na saudade e no que aprendemos juntos.

O impacto não veio devagar. Veio como avalanche. Cada rosto reencontrado, cada abraço que durava o necessário para a emoção fluir, cada riso entrecortado de lembrança… tudo isso foi tirando o ar e devolvendo pedaços nossos que andavam esquecidos até de nós próprios.

Não era nostalgia. Era celebração bruta de nós que sobrevivemos (e vivemos intensamente) o Jornalismo da virada de século. De quem ainda acredita. De quem escolheu contar histórias — e agora nós somos protagonistas de uma das mais intensas histórias.

Naquele dia, sábado, 21 de junho de 2025, a comunicação teve voz, corpo e alma. Teve lágrima represada, solta no rosto e emoção sem filtro. E todos sentimos isso… estávamos presentes com o coração.

Tudo organizado perfeitamente com toda delicadeza pelas incríveis Jô e Jane (como disse o nosso amigo Roberto Assis, parece nome de dupla sertaneja). Mas quando chegamos à Donatello (oh, que lugar incrível!), trocamos logo a delicadeza pela intensidade. Nada de açúcar, só a força crua do reencontro.

Foi como um soco no peito — desses que não doem, mas abrem a alma. Reencontrar tanta gente que fez parte da caminhada de cada um de nós, naquele cenário descomplicadamente encantador, foi visceral. Árvores altas como testemunhas silenciosas, vento correndo solto entre as conversas, e o céu, cúmplice, estendido sobre nós.

Não era só saudade. Era o impacto de ver rostos que o tempo não conseguiu apagar, vozes que marcaram eras, sorrisos que carregam histórias. Havia ali jornalistas de todos os cantos da Comunicação. Gente que enfrentou pauta dura, deadline cruel, mudança de rota no meio do caminho… e sobreviveu. Gente que enfrenta tudo isso todo dia e estava ali compartilhando a sua emoção.

Cada abraço parecia resgatar pedaços nossos deixados para trás. Foi reencontro com os outros, mas também com quem a gente era — e talvez ainda seja. Foi intenso. Honesto. Inesquecível.

Não dava para sair igual depois daquilo. Foi explosão estar ali. Foi como se o tempo tivesse dado uma trégua só para nós. As árvores ouviram as nossas histórias e viram quantos abraços demorados (muitos repetidos) que contavam tudo o que as palavras não conseguiram dizer.

Ah, Donatello gentil, perfeito para nossos risos soltos, olhos marejados e memórias flutuando no ar. Cada conversa era uma viagem no tempo – muitos de nós não nos víamos há anos. E, mesmo assim, bastou um olhar para que tudo fizesse sentido outra vez. Estávamos em casa falando da nossa casa porque a Redação sempre foi a casa de cada um de nós.

Um caleidoscópio de histórias humanas, todas convergindo naquele instante mágico. Ali, entre o som da natureza, o chão e o céu, lembramos por que escolhemos essa profissão: contar o mundo ao mundo, mas ali também nos contar.

Foi mais que um encontro. Foi um reencontro com nossa essência, com a paixão que nos move, com a coragem que nos une. E, confesso, ficou difícil conter a emoção diante de tanta trajetória entrelaçada ali, sob as copas generosas das árvores que se doaram só para nós naquele sábado do primeiro grande encontro que sempre será ÚNICO!

Saímos mais leves. Mais inteiros. Com o coração pulsando gratidão.

E quem não chorou… bem, talvez, sorriu chorando por dentro.

P.S.: Esta crônica é sem medida.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Copa do Mundo de Clubes no Folha no Ar desta quinta

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

As jornalistas Maria Laura Gomes e Silvana Venâncio são as convidadas para o Folha no Ar desta quinta (26), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

As duas analisarão as participações dos brasileiros Flamengo, Botafogo, Fluminense e Palmeiras na fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes, nos EUA.

Silvana e Maria Laura também falarão o que esperam das oitavas de final, que se inicia às 13h deste sábado (28), com Palmeiras x Botafogo. E do resto da fase do mata-mata até à final, em 13 de julho.

Por fim, as duas jornalistas analisarão o confronto América do Sul x Europa no Mundial de Clubes e suas lições ao futebol brasileiro.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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RJ x Campos na Saúde e eleições 2026 no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ex-deputado federal, ex-presidente da Câmara Municipal de Campos, 1º suplente a vereador do MDB e servidor federal do IFF, Marcão Gomes é o convidado do Folha no Ar desta terça (24), ao vivo, a partir das 7 da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele falará sobre a queda de braço entre os governos do Estado do Rio de Janeiro e de Campos, e das suas consequências (confira aqui e aqui) à Saúde Pública do município e de todos os vizinhos do Norte Fluminense que atende diariamente.

Marcão também analisará os primeiros seis meses do governo Wladimir 2, ao qual deve passar a integrar como secretário de Patrimônio Público, e da sua relação com a nova Câmara Municipal.

Por fim, com base nas pesquisas, tentará projetar as eleições de 4 de outubro 2026, a presidente (confira aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), governador (confira aqui), senador (confira aqui) e deputados, daqui a pouco mais de 1 ano e 3 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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