Presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União) é o 2º colocado na corrida a governador do RJ em 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 13 meses. Com quase dois dígitos de intenção de voto, o político de Campos tem hoje 9%. A liderança isolada na disputa é do prefeito carioca Eduardo Paes (PSD), com 35% a governador. É o que deu a consulta estimulada da pesquisa Quaest divulgada hoje (22), feita de 13 a 17 de agosto com 1.404 eleitores fluminenses.
Com margem de erro de 3 pontos para mais ou menos, Bacellar ficou no empate técnico a governador com o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB) e com a vereadora carioca Monica Benicio (Psol). Completa a lista da Quaest o médico bolsonarista Italo Marsili (Novo), com 2% de intenção. Outros 15% se disseram indecisos, enquanto relevantes 30% disseram que votariam branco ou nulo, ou que não votarão.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), favorito à reeleição ao cargo e testado pela Quaest a governador (confira aqui) em fevereiro, dessa vez não foi incluído na disputa (confira aqui) pelo Palácio Guanabara. Assim como o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP), que apareceu em 2º lugar a governador (confira aqui) em pesquisa Prefab de agosto, sendo cotado para compor como vice tanto numa eventual chapa encabeçada por Paes quanto por Reis.
Embora a maioria de 58% dos brasileiros ache que o presidente Lula (PT) não deveria se candidatar mais uma vez à reeleição em outubro de 2026, daqui a um ano e três meses, ele se reelegeria se o pleito fosse hoje. Com vantagem fora de qualquer margem de erro sobre todos os possíveis concorrentes nas simulações de 1º e 2º turno. Foi o que revelou a parte eleitoral da pesquisa Quaest divulgada hoje (21) e feita de 15 a 17 de agosto.
Ao 1º turno presidencial, Lula hoje bateria nas intenções de voto por 34% a 28% (6 pontos de vantagem) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por 35% a 21% (14 pontos) a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), por 35% a 17% (18 pontos) o governador paulistano Tarcísio de Freitas (REP), por 34% a 15% (19 pontos) o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), e por 35% a 14% (21 pontos) o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Lula também liderou fora da margem de erro as nove simulações da Quaest ao 2º turno. Por apenas um dígito atrás do presidente, só ficou Tarcísio. A quem o líder petista hoje derrotaria por 43% a 35%, ou 8 pontos de vantagem. Todos os demais adversários testados perderiam o turno final para o atual presidente por dois dígitos de diferença.
No 2º turno, Lula também bateria por 47% a 35% (12 pontos) Bolsonaro, 47% a 34% (13 pontos) Michelle, 44% a 34% (12 pontos) o governador paranaense Ratinho Júnior (PSD), 46% a 30% (16 pontos) o governador gaúcho Eduardo Leite (PSD), 47% a 32% (15 pontos) Eduardo Bolsonaro, 46% a 32% (14 pontos) o governador mineiro Romeu Zema (Novo), 47% a 31% (16 pontos) o governador goiano Ronaldo Caiado (União) e 48% a 32% (16 pontos) Flávio.
Embora seja réu por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF), com perspectiva real de ser condenado em setembro, e de já ter duas condenações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o fazem inelegível até 2030, Bolsonaro ainda é um dos adversários mais competitivos na oposição. Foi quem ficou menos distante de Lula nas simulações de 1º turno. E, ao 2º, teve desempenho contra o petista só inferior ao de Tarcísio.
No entanto, embora ainda resiliente, Bolsonaro demonstra gradativo desgaste a cada novo revés no STF ou na Polícia Federal. Nas pesquisas Quaest entre julho e agosto, passaram de 62% a 65% os brasileiros que acham que ele deveria abrir mão da candidatura e apoiar outro nome. Como oscilaram para baixo, na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, os que acham que o capitão deveria se manter candidato: de 28% a 26% no mesmo período.
Quando indagados quem deveria ser o candidato da direita se Bolsonaro não puder, 16% dos eleitores tiveram preferência por Michelle, 14% por Tarcísio, 10% por Ratinho, 6% por Pablo Marçal (PRTB e inelegível até 2032), 5% por Eduardo Leite e 4% a Eduardo Bolsonaro e Caiado, Outros 3% preferiram Zema e 1%, Flávio.
Após a carta de Donald Trump a Lula em 9 de julho, em que o presidente dos EUA ameaçou taxar o Brasil em 50% por conta de Bolsonaro no STF, a popularidade vem sendo paga pela direita. A Quaest de julho registrou um empate técnico entre os brasileiros que tinham mais medo de Bolsonaro voltar (44%) ou Lula continuar (41%). Em agosto, quem não quer o primeiro subiu a 47%. Oito pontos abaixo, hoje são 39% que não querem que o segundo fique.
— Na Quaest de agosto, segue a preferência de que Lula não deveria se candidatar à reeleição em 2026 e de que Bolsonaro deveria abrir mão da candidatura e apoiar outro candidato. Mesmo assim, em nove cenários, Lula hoje venceria todos os candidatos no 2º turno. Incluindo Jair, Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro, Ratinho Júnior, Eduardo Leite, Eduardo Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro — resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
O economista Alcimar das Chagas e o geógrafo e estatístico William Passos, ambos do Núcleo de Estudos do Estado do Rio de Janeiro (Nuperj) da Uenf, são os convidados para encerrar a semana do Folha no Ar nesta sexta (22), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Os dois analisarão o Projeto de Lei do Semiárido ao Norte e Noroeste Fluminense, aprovado por unanimidade no Congresso Nacional (confira aqui) e vetado pelo governo Lula (confira aqui) para atender disputas internas de poder (confira aqui) no PT da Bahia.
Alcimar e William também falarão da necessidade de se debater a questão de fundamental importância à vocação secular da agropecuária da região, não na esquizofrenia política, mas com base nos números da economia e na ciência.
Por fim, com base nas pesquisas mais recentes, os dois tentarão projetar as eleições de 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 13 meses, a presidente (confira aqui e aqui), governador (confira aqui e aqui) senador e deputados.
Quem quiser participar do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
Os professores Arthur Soffiati e Almy Junior, o primeiro historiador ambientalista e o segundo engenheiro agrônomo e secretário de Agricultura de Campos, são os convidados do Folha no Ar nesta quinta (21), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Eles analisarão tecnicamente o projeto de lei do semiárido do Norte e Noroeste Fluminense, aprovado (confira aqui) pelo Congresso e vetado (confira aqui e aqui) pelo governo Lula. Os dois também falarão do equilíbrio entre preservação ambiental e a vocação agropecuária da região.
Por fim, Almy e Soffiati tentarão projetar as eleições de 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 13 meses, a presidente, governador, senador e deputados.
Quem quiser participar do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
Embora a maioria da população brasileira ainda desaprove o governo Lula, este alcançou seus melhores índices desde março. Na pesquisa Quaest feita de 13 a 17 de agosto e divulgada hoje (20), a gestão Lula subiu 3 pontos na aprovação: de 43% de julho a 46%. E, na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, oscilou 2 pontos para baixo na desaprovação: de 53% a 51%. O motivo? Donald Trump nos EUA e o preço dos alimentos no Brasil.
Felipe Nunes, cientista político e CEO da Quaest
— A melhora na aprovação do governo Lula em agosto resulta de fatores econômicos e políticos. De um lado, a percepção de queda no preço dos alimentos trouxe alívio às famílias e reduziu a pressão sobre o custo de vida. Do outro, a postura firme de Lula diante do tarifaço imposto por Trump foi vista como sinal de liderança e defesa dos interesses nacionais — explicou o cientista político Felipe Nunes, CEO do instituto Quaest Pesquisa.
O preço dos alimentos subiu no último mês para 60% dos brasileiros. Embora ainda maioria, foi uma queda de 16 pontos em relação aos 76% anteriores. Já os que acham que o preço dos alimentos caiu eram 8% em julho e hoje são 18%, queda de 10 pontos. Já os que acham que o preço dos alimentos ficou igual saíram de 14% aos atuais 20%, 6 pontos a mais.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Quando a Quaest perguntou sobre a carta de Trump a Lula, na qual ameaçou em 9 de julho subir tarifas dos EUA ao Brasil em 50% por conta do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto são 84% dos brasileiros que sabem. São 18 pontos a mais do que os 66% que sabiam em julho, conhecimento popular incomum a assuntos de geopolítica. Os que não sabem, hoje, são só 16%. E ninguém deixou de responder.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Com base nesse conhecimento, os que acham que Lula e o PT estão fazendo o mais certo nesse embate hoje são 48%, 4 pontos a mais que os 44% de julho. Os que acham que Bolsonaro e aliados fazem o mais certo são 28% em agosto, oscilação para baixo de 1 ponto dos 29% do mês anterior. Os que acham que nenhum lado faz o mais certo se mantiveram em 15% no mesmo período, enquanto os que não responderam caíram de 12% a 9%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
— Na Quaest de agosto, a aprovação de Lula subiu acima da margem de erro de 2 pontos, alcançando 46%. Consequentemente, a desaprovação caiu a 51%. Nos estados da Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Goiás, a aprovação de Lula também registrou elevação — analisou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
— A Quaest também destacou melhora do desempenho do presidente entre a população com até 2 salários-mínimos, especialmente entre os beneficiários do Bolsa Família. A percepção de queda dos preços dos alimentos e a postura de Lula diante do tarifaço de Trump, acertada para a maioria dos entrevistados, ajudam a explicar a melhora da avaliação do presidente no seu terceiro mandato — concluiu William.
Flávio Bolsonaro e Eduardo Paes (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Flávio a governador?
O favoritismo de Paes a governador do RJ em 2026 ainda não encontrou um adversário com dois dígitos nas pesquisas. Mesmo que o prefeito carioca seja considerado aliado de Lula. E que todas as pesquisas nacionais mostrem o bolsonarismo ainda majoritário no RJ. O que, hoje, só mudaria se o senador Flávio Bolsonaro (PL) se lançasse a governador.
Por que o bolsonarismo mira o Senado?
Como tudo indica que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será condenado por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro, a tática nacional do bolsonarismo é aumentar sua bancada no Senado. Porque é o único lugar onde um ministro do STF pode, constitucionalmente, sofrer e ser cassado por um processo de impeachment.
STF emparedado mesmo com Lula reeleito?
Se conseguisse, nas urnas de 2026 ou em composição a partir delas com outras legendas conservadoras, a maioria, a presidência e o controle legislativo da pauta da Câmara Alta da República, o bolsonarismo não precisaria de indulto de um presidente de direita eleito em 2026. Poderia emparedar no Senado, mesmo no caso da reeleição de Lula, o STF.
Bolsonaros ao Senado
Por isso a reeleição de Flávio a senador pelo RJ, favorito em todas as pesquisas, seria tão importante. Como da ex-primeira-dama Michelle (PL) a senadora por Brasília. Sobretudo num momento em que a candidatura do deputado federal Eduardo (PL) a senador por São Paulo deve ter problemas jurídicos. Por sua atuação assumida nos EUA por sanções ao Brasil.
Moro em SP no caminho de Carlos em SC
O bolsonarismo também tencionava lançar o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) a senador por Santa Catarina. Mas, diante das tensões dos Bolsonaro com o Judiciário, essa transferência de domicílio eleitoral poderia ter problemas. Como o ex-juiz federal Sergio Moro (União), que se elegeu a senador em 2022 pelo Paraná, não por São Paulo, como planejou inicialmente.
Carluxo a senador e Flávio a governador?
Assim, dentro do planejamento nacional do bolsonarismo a 2026, passou a ganhar força nos bastidores da política fluminense a possibilidade de Carluxo concorrer a senador pelo RJ, onde já tem seu título eleitoral. Em um movimento de pinça com a candidatura de Flávio a governador contra Paes.
A menor vantagem de Paes
Na única pesquisa em que Flávio foi testado a governador, na Quaest de fevereiro (confira aqui) deste ano, ele teve 20% de intenção de voto na consulta estimulada, contra 29% de Paes. Apesar da desvantagem de quase 10 pontos ao atual prefeito do Rio naquela sondagem, foi a menor vantagem que este teve, até aqui, contra qualquer possível adversário ao Palácio Guanabara.
Em todas as pesquisas, o prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) lidera com folga a corrida a governador do RJ na urna de 4 de outubro, daqui a pouco mais de 13 meses. Na Prefab Future, feita de 12 a 16 de agosto e divulgada (confira aqui) na segunda (18), também: Paes teve 35,5% de intenção de voto na consulta estimulada — com a apresentação dos possíveis candidatos ao eleitor.
Campistas no páreo?
A novidade foi que, entre os demais nomes a governador apresentados pela Prefab a 1.001 eleitores fluminenses, o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP), apareceu em 2º lugar, com 5,5% de intenção. Como outro campista, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), ficou na 4ª posição na corrida, com 4,0%.
Todos distantes do líder
Na margem de erro de 3,1 pontos para mais ou menos, todos os demais nomes a governador da Prefab ficaram em empate técnico distante de Paes. Atrás de Wladimir, o ex-prefeito de Caxias Washington Reis (MDB) teve 4,7%. Atrás de Bacellar, o ex-prefeito de Maricá Fabiano Horta (PT) teve 2,5%. E o ex-governador Wilson Witzel (PMB), 2,3%.
Metodologia pró-evangélica
Mas quando revelou a proporção das fatias dos fluminenses que ouviu em agosto, a pesquisa Prefab traz um problema já conhecido na metodologia adotada pelo instituto. Enquanto o IBGE contabiliza a população do RJ com 39% de católicos e 32% de evangélicos, a pesquisa ouviu um universo majorado de 48,1% evangélicos. Como minimizado de 28,1% católicos.
Uma disputa interna no PT na Bahia é a verdadeira causa do veto do Lula 3 (confira aqui) ao projeto do semiárido do Norte e Noroeste Fluminense, aprovado por unanimidade (confira aqui) em todas as comissões em que passou no Congresso Nacional. Inclusive no Senado, onde o acordo fechado pelo líder baiano do PT, Jaques Wagner, foi vetado pelo petista baiano Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil.
Reduto nacional de Lula
Wagner e Rui já foram aliados e governadores da Bahia, estado mais populoso do Nordeste, região que é tradicional reduto eleitoral do PT. Mas, como ocorre muitas vezes na história entre “criador” e “criatura”, romperam. Hoje, ambos disputam e lideram as pesquisas para a eleição de duas cadeiras ao Senado que os baianos elegerão em 2026.
A cobrança de Portinho
Foi pelo acordo entre oposição e governo que gerou a aprovação unânime do projeto do semiárido ao Norte e Noroeste Fluminense no Senado, que o senador do RJ Carlos Portinho (PL) cobrou na CDL-Campos (confira aqui) em 14 de agosto: “A gente quer que o governo cumpra o compromisso que fez. Palavra dada é palavra cumprida”.
Palavra do PT descumprida pelo PT
Só que a palavra do PT, dada por Jaques Wagner na aprovação do semiárido no Senado em 15 de julho, acabaria descumprida pelo PT de Rui Costa na Casa Civil em 8 de agosto, com a assinatura de Lula. Não por vontade deste. Mas porque, desde as eleições municipais de 2024, o PT da Bahia se divide (confira aqui) em dois grupos: os “Wagnistas” e os “Ruizistas”.
Maiorias de lá e de cá
Diferente da Bahia de maioria lulopetista, mas com a capital Salvador governada por Bruno Reis (União), prefeito conservador reeleito em 2024, todas as eleições e pesquisas de 2018 em diante evidenciam: Norte e Noroeste Fluminense têm (confira aqui) ampla maioria bolsonarista. Dos seus 22 municípios, só seis deram a maioria dos votos a Lula no 2º turno presidencial de 2022.
NF contra o NF pelo PT da Bahia
A realidade eleitoral aos petistas do Norte e Noroeste Fluminense tem se tornado semiárida como a climática à agropecuária. O que levou alguns a posarem até de “geógrafos” e “climatologistas” nas redes sociais (confira aqui) contra um projeto que beneficiaria sua própria região. Por quê? Acham que é por Lula. Mas é por uma disputa de caciques no PT da Bahia.
Diretor do Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba, João Gomes Siqueira é o convidado do Folha no Ar nesta quarta (20), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará o veto (confira aqui e aqui) do presidente Lula (PT) ao projeto de mudança climática do Norte e Noroeste Fluminense ao semiárido, aprovado (confira aqui) pelo Congresso Nacional.
João também falará sobre o VI Simpósio de Recursos Hídricos, marcado (confira aqui) para o dia 27 na Uenf, com tema Segurança Hídrica da Baixada Campista, onde será anunciado será anunciado o investimento de R$ 75 milhões na revitalização do sistema de comportas da região. Por fim, tentará projetar as eleições de 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 13 meses, a presidente, governador, senador e deputados.
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As missões jesuítas e a imigração alemão e italiana no Sul do Brasil, o projeto do semiárido ao Norte e Noroeste Fluminense vetado por Lula e eleições de 2026 a presidente, governador, senador e deputados. Estes serão os temas do Folha no Ar desta terça (19), ao vivo, a partir das 7h, com o radialista Cláudio Nogueira e o jornalista Aluysio Abreu Barbosa, na Folha FM 98,3.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
Prefeito carioca, Eduardo Paes (PSD) lidera a corrida a governador do RJ à urna de 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 13 meses. Na pesquisa Prefab Future, feita de 12 a 16 de agosto e divulgada hoje, Paes teve 35,5% de intenção de voto na consulta estimulada — com a apresentação dos possíveis candidatos ao eleitor. E, entre eles, o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP), ficou em 2º lugar, com 5,5%. Outro campista, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), ficou na 4ª posição a governador, com 4,0%.
Estimulada a governador do RJ — Na margem de erro de 3,1 pontos da pesquisa Prefab, para mais ou menos, todos os demais nomes a governador testados, atrás e distantes de Paes, ficaram em empate técnico. Numericamente, atrás de Wladimir (5,5%), o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB) ficou na 3ª posição, com 4,7% de intenção de voto. Ele foi seguido de Bacellar (4,0%), do ex-prefeito de Maricá Fabiano Horta (PT), com 2,5%; do ex-governador Wilson Witzel (PMB), com 2,3%; e da vereadora carioca Monica Benicio (Psol), com 1,8%.
Rejeição a governador — Ainda na consulta estimulada a governador do RJ, 22,7% se mostraram indecisos diante dos sete nomes apresentados pela Prefab, enquanto 21,0% disseram que votariam branco ou nulo. Já na rejeição, é Witzel que lidera, com 21,1% dos eleitores fluminenses dizendo que nunca votariam nele a governador. Foi seguido no índice negativo por Paes (18,6%), Wladimir (8,5%), Washington (7,7%), Bacellar (5,0%), Horta (2,7%) e Monica (2,5%). Outros 5,8% se revelaram indecisos, enquanto 8,0% disseram não rejeitar nenhum dos nomes.
Ressalva do especialista à metodologia Prefab — Quando revela a proporção das fatias dos 1.001 eleitores fluminenses que ouviu em agosto, a pesquisa Prefab traz um problema já conhecido na metodologia adotada pelo instituto:
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
— Os números da Prefab precisam ser observados com cautela. A pesquisa foi construída com amostragem diferente da determinada pelo IBGE. Que contabiliza a população do RJ com 39% de católicos e 32% de evangélicos. No entanto, dos 1.001 entrevistados, 41,8% são evangélicos, com somente 28,1% de católicos. O IBGE também aponta 51% da população fluminense com renda até 1 salário mínimo e 35% recebendo de 1 a 3 salários. E, na estratificação por renda, 18,1% dos entrevistados da pesquisa recebem até 1 salário-mínimo, com 51,7% de 1 a 3 salários. Ou seja, a sondagem conferiu maior peso ao voto do eleitor evangélico e de classe média baixa — esclareceu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
Diretor de cinema e da produtora carioca Quiprocó Filmes, além de idealizador e organizador do Festival Internacional Goitacá de Cinema, que se inicia (confira aqui) nesta terça (19), Fernando Sousa é o convidado do Folha no Ar desta segunda (18), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Fernando dará detalhes do (confira aqui) I Festival Internacional Goitacá de Cinema, que acontece em Campos entre 19 e 24 de agosto, com 65 filmes nacionais e internacionais. Doutorando em sociologia política na Uenf, ele também falará da perspectiva de resgate (confira aqui) do projeto da Escola Brasileira de Cinema e Televisão (EBCTV), elaborado pelo antropólogo Darcy Ribeiro na criação da universidade.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta segunda poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.