No resumo das suas próprias palavras ditas hoje na tribuna, o que falaram os vereadores para justificarem seus votos sobre a proposta da audiência pública para se debater cultura, negada hoje pelo rolo compressor governista, incluindo Auxiliadora Freitas (PHS), que retirou sua assinatura do requerimento momentos antes da sessão…

Nildo Cardoso (PMDB): “Já vi muita coisa nesta Casa, inclusive ela ser esvaziada, mas sempre antes da sessão. No meio dela, como foi ontem, eu nunca vi. Só estranho que a defesa do governo seja atacar a cultura do governo passado, já que olho hoje e vejo aqui tantos vereadores desse governo que foram do governo passado”.
Zé Carlos (PSDC): “Quem a oposição iria chamar para debater nessa audiência? Seria gente que participou da cultura no governo passado? Temos que pensar nos gastos faraônicos com cultura do governo passado. Por isso votei contra”.
Marcão (PT): “Já fiz pedidos de informação sobre contratação de shows, aluguel de palco e as empresas que os fornecem e montam. E todos foram negados. Tentar blindar a Prefeitura a todo custo acaba atrapalhando o próprio governo, fugindo da discussão, como estão fazendo aqui”.
Fred Machado (PSD): “Aprovamos todas as audiências públicas propostas nesta Câmara, pelo governo e oposição. Discutimos Ampla, Águas do Paraíba, drogas. Por que somente essa foi negada? Fico muito triste com o tratamento que a cultura do município esta recebendo hoje dos edis”.
Abdu Neme (PSB): “Acho que estamos discutindo aqui um fato até irrelevante. Patricia Cordeiro se colocou à disposição para vir aqui e debater a cultura do município com a gente. O objetivo aqui é denegrir a imagem do governo. Vamos votar contra e acabou!”
Altamir Bárbara (PSB): “Tenho 51 anos de vida pública. O que existe, sempre existiu e vai existir, é a maioria e a oposição. Falo por mim, quando digo que me senti tranquilo quando o PSB passou à base de apoio da prefeita Rosinha, que já foi governadora. Não gosto de demagogia, nem de puxa saco”.
Linda Mara (PRTB): “Patricia [Cordeiro] me pediu: ‘Linda Mara, quero que você veja isso com os vereadores de oposição’. Falei com o Rafael isso na semana passada, que Patricia queria vir aqui, no gabinete dele, ou receber a oposição na Fundação Oswaldo Lima. Falam que a nossa política é de eventos, não de cultura. Sou da imprensa, leio jornais, leio blogs, vejo essa manobra para justificar as coisas feitas no governo passado”.
Álvaro César (PMN): “Avalizo o que falou vossa excelência, Linda Mara. Tudo que você a Patricia [Cordeiro] estão falando é verdade. Estive com ela [Patricia] para resolver algumas coisas e sei que é tudo verdade”.
Dayvison Miranda (PRB): “Problemas existem, mas se ficarmos lembrando só deles, a cidade não vai andar. Exemplo de que as coisas estão bem é que a população elegeu Rosinha prefeita de novo do município. O que a gente pensa e fez hoje aqui, foi seguindo só a linha da nossa consciência”.
Paulo Hirano (PR): “Faço aqui uma analogia: quando votamos sobre essa ou aquela proposição requerimento da Prefeitura, ninguém questiona os votos da oposição, o porquê eles ficaram contra as propostas governamentais. Aqui a democracia impera e é assim que funciona. As questões da cultura estão claras, por isso a aprovação popular do governo Rosinha” .
Auxiliadora Freitas (PHS): “Pedi para assinar o requerimento da audiência para debater, questionar e perceber o que tem sido feito na cultura do município, onde avançamos de forma espetacular. Entretanto, pedi para retirar minha assinatura porque vi que o propósito tinha sido desvirtuado, com conotação política. Não estou a serviço e grupos ou pessoas”.
Rafael Diniz (PPS): “Quando foi encerrada a sessão de ontem, presidente [Edson Batista], o senhor disse que lamentava o que tinha acontecido. Eu lamentei ontem e lamento hoje. Esse foi o primeiro pedido de audiência pública negado por esta legislatura. Não foi um pedido de informação, para se investigar nada, mas apenas para abrir esta Casa ao debate com as pessoas que fazem cultura na cidade. Eu atendo, sim, ao interesse de grupos e pessoas. Fui eleito e represento grupos e pessoas. E esse debate atenderia a todos, inclusive aqueles que não votaram em mim. Auxiliadora listou as qualidades da política cultural do município. Eu também as enxergo e já elogiei aqui iniciativas como o do apoio ao projeto ‘Orquestrando a Vida’. Mas também tenho questionamentos. Não permitir que ele não sejam feitos num debate, dividido entre pessoas do governo e da sociedade, é rasgar a democracia. Linda Mara não disse que Patricia Cordeiro esta preparada para debater? Então por que negar a audiência?