Makhoul: Se terá o apoio do PMDB, por que Henriques não entra no PMDB?
Citado aqui, pelo jornalista Alexandre Bastos, como oprovável cabeça do PT na candidatura à Prefeitura de Campos, tida como certa pelo também jornalista Fernando Molina, de O Dia, o médico Makhoul Moussallém acha que é ainda muito cedo para se ter qualquer definição:
— O prazo para as filiações partidárias vai até 30 de setembro. Só depois disso, no movimento natural de coligações que seguirá até as convenções, é que teremos uma base mais palpável para qualquer análise mais criteriosa, mais lúcida. Até lá, tudo é só especulação.
Candidato petista nas eleições majoritárias de 2004 e 2006, o medico acredita que a oposição trará, no mínimo seis candidaturas de oposição, além de Rosinha, para 2012. Sobre a informação divulgada hoje no “Informe do Dia”, de que entre elas estaria a de Roberto Henriques pelo PSD, como apoio do PMDB do governador Sérgio Cabral, Makhoul lembrou que além do PT, ele tem também convite do PMDB, feito pela prefeita sanjoanense Carla Machado (aqui), para concorrer novamente à Prefeitura:
— Primeiro é preciso saber se Henriques vai conseguir sair do PR. Depois se o PSD (lançado recentemente pelo prefeito paulista Gilberto Kassab) vai conseguir o registro partidário definitivo. Por fim, há o convite ainda em aberto para que eu me filie ao PMDB e me lance candidato a prefeito. Agora, mesmo que tudo corra como a nota quer fazer parecer, eu pergunto: Por que ele não entra e concorre diretamente pelo PMDB? Por que o apoio de maneira indireta?
Atualização às 2h22: À indagação levantada por Makhoul Moussallem, o jornalista Alexandre Bastos esclareceu em comentário, que segue transcrito abaixo, na forma mais relevante de post…
A resposta para a pergunta de Makhoul pode estar em um entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em junho deste ano, os ministros do TSE responderam a uma consulta apresentada pelo deputado federal Guilherme Campos (DEM-SP) sobre a criação de um novo partido e as possibilidades de desfiliação partidária. Em votação unânime, o plenário do TSE acompanhou o voto da ministra-relatora Nancy Andrighi. Ao analisarem os questionamentos apresentados pelo parlamentar paulista, a Corte decidiu que “filiados a outros partidos podem apoiar a criação de um novo partido ou associar-se durante a fase de constituição da nova legenda sem correrem o risco de perder seus mandatos. Podem, ainda, transferirem-se ao partido recém criado sem serem considerados infiéis, desde de que façam isso dentro de um prazo de 30 dias, contados do deferimento do registro da nova legenda pelo TSE”.
Se o PSD conseguir se consolidar dentro do prazo, políticos como Roberto Henriques, que possuem mandato, podem se filiar ao novo partido sem risco. Porém, se optasse pelo PMDB, ele poderia ser enquadrado pela Lei da Fidelidade Partidária.

Nove candidaturas de oposição — Tanto as quatro candidaturas que O Dia colocou (PSD/PMDB, PCdoB, PT e PDT), quanto as outra cinco também da oposição que você lembrou (mais PV, PSDB, PCB, PSOL e PPS) têm que ser vistas com bons olhos, no sentido de que cada vez mais pessoas, de diferentes segmentos, passam a querer tomar parte ativa na definição do governo da sua cidade. Isso pluraliza o processo, demonstra uma vontade clara de ruptura com a polarização que têm dominado as últimas eleições municipais. Não podemos ser ingênuos e esquecer que esses dois grupos (de Garotinho e Arnaldo) ainda têm mais densidade leietoral, como mostram as pesquisas. Mas ingênuo também é quem não percebe que essa vontade de participar, de busca alternativas diferentes, é cada vez mais evidente entre os campistas.
Capitalismo condenado? 
“Nós precisamos mudar. Mas mudar o quê? E como? Se a sociedade quer mesmo mudar, é preciso que participe, que se integre ao processo político e ajude a torná-lo mais limpo. Se as pessoas de bem querem mudar, se Dom Roberto quer mudar, se os professores da academia querem mudar, se a mídia quer mudar, é preciso que esqueçam as eventuais diferenças e se unam nesse desejo comum de mudança. Chega de medo, chega de nos escondermos. É preciso abrir o peito e cair dentro. Se aqueles que querem realmente mudar têm receio dos caciques que comandam os partidos, que entrem nos partidos e ponham para fora os caciques”. Quem fez a convocação, a partir dos indícios de fisiologismo na prática política de Campos — identificados
Do PTdoB para PMDB ou PT — O partido me liberou, mas nada impede que o suplente (Guilherme Nascimento Martins) entre na Justiça Eleitoral para pedir o cargo. Meu advogado no Rio está entrando no TRE para comunicar oficialmente minha liberação pelo PTdoB, para que eu possa manter não só meu mandato de vereador, como também a primeira suplência para deputado estadual. Conversei com o Marcos Abraão (deputado estadual eleito pelo PTdoB) e ele está firme no projeto de se candidatar a prefeito de Rio Bonito. E pode ser até que ele consiga o apoio do governador Sérgio Cabral, caso a candidata natural do PMDB, Solange Almeida (ex-prefeita daquele município), não consiga se candidatar por problemas com o Ficha Limpa. Se Abraão se eleger em Itaboraí, meu mandato na Câmara pode mudar para um mandato na Assembléia. Conquistei essa janela no voto e vou brigar para mantê-la aberta. Tenho convites do PMDB e do PT, mas só depois que a coisa estiver encaminhada na Justiça, é que vou definir meu novo partido.

“Acho que essa posição do bispo é uma das coisas mais interessantes que aconteceu na política de Campos. Aplaudo a coragem dele, seu senso de civismo. E isso revigora a atividade política, sobretudo daqueles que pensam em caminhar diferente. Eu fico entusiasmado e acho que essa deve ser a mesma reação das pessoas de bem desta cidade”. Foi assim que o advogado e presidente municipal do PV, Andral Tavares Filho, reagiu à proposta do novo bispo católico, Dom Roberto Ferrería Paz, que em matéria publicada na edição impressa da Folha do último domingo, pregou uma posição mais ativa da Igreja Católica, em relação às eleições de 2012, diante do fisiologismo que entende como generalizado na política do município.
“Costumo dizer as meus alunos que o voto no Brasil e em Campos, talvez de uma maneira especial, é uma mercadoria, uma mercadoria cara, da qual não se tem certeza da entrega e não há Procon que dê jeito”. Foi o que acabou de dizer ao blogueiro, por telefone, o professor Sérgio Diniz, pré-candidato do PPS à Prefeitura em 2012 e lembrado por muita gente como o último político a conquistar mandato em Campos (de vereador, em 2000) sem apelar ao fisiologismo.