Imagem vale mais que mil palavras e bilhões de números

Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Isso pode ser aplicado tanto ao pleito de uma comunidade, quanto com quem ela conta para se defender, como é o caso encarnado hoje pela Srª Vera Lúcia, moradora do Parque João Maria, em protesto contra obras que a Prefeitura alardeia executar em toda cidade, mas que no caso, como na maioria das outras, se arrastam a passos de cágado, com denúncias de falta de pagamento. Na dúvida sobre os números do orçamento bilionário de Campos e os da pesquisa do Precisão divulgada dois posts abaixo, o blogueiro se despede deste dia longo de trabalho com a certeza da imagem captada pela sensível lente da Mariana Ricci…

 

 

Pesquisa do Precisão para 2012 — Rosinha lidera com folga, mas nada está definido

Divulgada por e-mail, o blog teve acesso à pesquisa do Instituto Precisão, feita entre 16 a 18 deste mês, a partir de 1 mil campistas entrevistados. A priori, a pesquisa parece confirmar a afirmação do secretário de Governo Geraldo Pudim na manchete da Folha impressa de hoje: “Para nós, a (re)eleição (de Rosinha) já está definida”.

Com 8% de ótimo, 38% de bom, 37% de regular, 5% de ruim, 10% de péssimo, a administração municipal tem aprovação parcial de 68%. E os índices sobem quando se trata da avaliação pessoal da prefeita: ótima para 19%, boa para 39%, regular para 26%, ruim para 6% e péssima para 7%, numa aprovação parcial que chega aos 73%.

Todavia, a certeza de vitória se desfaz quando observados os números de intenção de votos na pesquisa espontânea. Ainda que Rosinha lidere folgadamente, com 38%, seguida do ex-prefeito Arnaldo Vianna (5%), do deputado Anthony Garotinho e da professora Odete Rocha (ambos com 2%) e de Roberto Henriques (1%), o fato é que 46% não souberam definir em quem votar, ou preferiram não opinar. Isso somado aos 7% que afirmaram votar branco ou nulo, dão um total de 53% do eleitorado ainda indefinido, esmagadora maioria que só vai definir seu voto durante o processo eleitoral.

Até que este, de fato, aconteça, por mais que a situação de Rosinha seja inegavelmente confortável, nada pode ser considerado já definido.

Abaixo, os gráficos da pesquisa, com essas e outras simulações…

 

Atulização às 18h56: Após receber a pesquisa, às 16h50, em e-mail de Waldimir Matheus, no qual o quinto gráfico vinha com o título de consulta ESTIMULADA, a redação da Folha recebeu outro e-mail, às 17h12, de Armandina Gomes Gonçalves, dando conta que aquele gráfico, na verdade, era de pesquisa ESPONTÂNEA. Após este blogueiro ligar para Armandina, que se identificou como contadora do PR, ela creditou o erro ao próprio Instituto Precisão, que só teria feita a fundamental correção, após a divulgação da pesquisa. O blog fez a correção do erro que não foi seu, mas não sem constatar que uma falha tão primária, numa informação tão importante, só depõe contra a credibilidade de todo o trabalho do Precisão.   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Queima de cana — Debate democrático aceso

Com a promessa do Ministério Público Federal de Campos, de arguir a inconstitucionalidade da lei estadual 5.990/11, que projeta a suspensão gradual da queima de cana até 2024, a questão ainda não parece estar fechada. Enquanto ainda não se esgotam os recursos democráticos do Judiciário, interessante também não apagar a discussão do assunto.

Entre o artigo do presidente da Coagro, Frederico Paes, publicado na edição da Folha da última terça, dia 19, e o publicado hoje, na mesma página de Opinião do jornal, pela professora Odete Rocha, presidente local do PCdoB, o debate democrático continua aceso…

 

 

A título de comparação

Por Frederico Paes

 

Está em vigor desde o ano passado, resolução do estado do Paraná, que prevê a eliminação gradativa da despalha da cana-de-açúcar, através da queima controlada. De acordo com a nova resolução (n° 076/2010-SEMA), os plantadores de cana-de-açúcar daquele Estado, que utilizam a queima controlada como método para a despalha, serão obrigados a eliminar a prática, nas áreas mecanizáveis nos seguintes prazos e percentuais: até 31 de dezembro de 2015, deverá ser eliminada a queima da cana em 20% do total da área mecanizável do plantio; até 31 de dezembro de 2020, a queima da cana deverá ser eliminada em 60% do total da área mecanizável; e até 31 de dezembro de 2025, os produtores terão que eliminar 100% da queima em área mecanizável do plantio da cana-de-açúcar.

No Paraná, são consideradas áreas mecanizáveis lavouras acima de 150 hectares, com declividade igual ou inferior a 12%, além de solos com estruturas que permitam a adoção de técnicas usuais de mecanização da atividade de corte da cana. Já nas áreas não mecanizáveis — plantações em áreas de até 150 hectares — a utilização da queima controlada deverá ser eliminada até 31 de dezembro de 2030, desde que haja tecnologia viável.

Os plantadores apresentaram antes do início da safra, ao Instituto Ambiental do Paraná, uma planilha contendo o total dos imóveis rurais com áreas cultivadas, o percentual de áreas mecanizáveis e o percentual de áreas não mecanizáveis. Além disso, a resolução prevê que os plantadores terão de respeitar as Áreas de Preservação Permanente e os percentuais mínimos em áreas de Reserva Legal, dentro dos limites de cada imóvel rural das áreas mecanizáveis.

Nas questões ambientais, o estado do Paraná é considerado um dos mais avançados do país, tão quanto na produção agrícola. O prazo de carência para o fim definitivo da queimada é bem maior do que o da Lei aprovada pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. São Paulo, o maior produtor, como já observamos anteriormente também tem um prazo maior. Desta forma, o Rio se prepara para ser um dos primeiros a encerrar definitivamente a despalha por queimada. Abordamos esse assunto, a título de comparação.

 

 

E até lá?

Por Odete Rocha

 
Nasci e amadureci na área urbana de Campos. Por isso sempre soube quando os canaviais estavam sendo queimados. Os reflexos eram, e ainda são, em pleno século XXI, notórios nos tapetes formados pela fuligem que invade os quintais das casas, entrando por janelas e portas, infernizando a vida da população que, em sua grande maioria, nada tem a ver com a prática que deveria ter sido abolida há muito tempo.

Quantas pessoas não se vêem obrigadas, durante toda a moagem, a manter suas casas fechadas para tentar ao menos minimizar os transtornos provocados por essa prática milenar que tanto mal causa ao meio ambiente?

Do ponto de vista da saúde, não é preciso ser nenhum especialista para constatar como a fuligem resultante das queimadas nos canaviais afeta as pessoas, que passam a apresentar problemas respiratórios de toda ordem. Quem quiser conferir essa realidade é só visitar os postos de saúde no período da safra canavieira. Isso sem falar até em vidas ceifadas em função da queima desordenada dos canaviais, além dos estragos no solo, que sofre desgastes que influenciam na queda da qualidade da lavoura.

A legislação nacional proíbe a prática das queimadas, embora os estados produtores de cana possam definir lei específica sobre o tema, como foi o caso da lei 5.990/2011 recentemente aprovada na Alerj, que prevê a eliminação gradativa da queima da cana até o ano de 2024.

Ora, se por um lado existe a alegação de que não haveria como acabar com a queima da cana de forma brusca, por outro há de se considerar os malefícios que a prática vem provocando ao longo de séculos.

Ninguém em sã consciência ignoraria o fato de que milhares de trabalhadores ficariam desempregados, caso houvesse interrupção dessa atividade de uma hora para outra, mas cabe lembrar que as partes interessadas no processo precisam achar uma saída que atenda a todos. Se o campo vai ter que ser mecanizado, é preciso que se abram alternativas às pessoas que terão que deixar essa atividade, porque a lei prevê que as queimadas sejam extintas em 2024. E até lá?

Frente Democrática volta ao Rio, na segunda, para ver Picciani antes de Cabral

Antes do governador Sérgio Cabral, será Jorge Picciani (foto), presidente estadual do PMDB, quem receberá no Rio a Frente Democrática de Oposição
Antes do governador Sérgio Cabral, será Jorge Picciani (foto), presidente estadual do PMDB, quem receberá no Rio a Frente Democrática de Oposição

 

Antes de Cabral (o governador, não o poeta) a Frente Democrática já tem outro encontro marcado no Rio de Janeiro, em seu movimento de expansão estadual na oposição aos Garotinho. Na próxima segunda-feira, dia 25, às 11h da manhã, na rua Almirante Barroso, nº 72, 8º andar, no Centro carioca, onde faz sede o PMDB, cujo presidente estadual, o ex-deputado Jorge Picciani, vai esperar todas as lideranças locais dos 12 partidos que compõem a Frente (PMDB, PT, PDT, PPS, PCdoB, PV, PSDC, PSL, PRP, PSPC, PSC e DEM).  

A informação foi passada agora ao blogueiro pela vereadora petista Odisséia Carvalho. No final da manhã, o próprio Picciani teria ligado para ela, para marcar a reunião, etapa prévia ao encontro com Sérgio Cabral. Só para este segundo encontro, seriam convocados também todos os deputados federais e estaduais dos 12 partidos, em todo o Estado do Rio, mais o senador do PT Lindenberg Farias, como a própria Odisséia e a comunista Odete Rocha anteciparam aqui, na última terça, após reunião com o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB).

Ainda de acordo com Odisséia, que já ligou pessoalmente para os representantes locais dos 12 partidos, além da prefeita sanjoanense Carla Machado (PMDB), a Frente vai apresentar a Picciani suas propostas comuns de mudança para Campos. Para tentar viabilizá-las nas urnas de 2012, a estratégia seria sair em duas ou três candidaturas majoritárias de legendas aliadas, pretendendo convergir o apoio de todas na chapa que conseguir acesso ao segundo turno contra a forte e quase certa candidatura à reeleição da prefeita Rosinha Garotinho.

Em relação à inclusão do DEM entre os 12, questionada aqui pelo secretário de Governo Geraldo Pudim, Odisséia se limitou a dizer que o presidente do diretório local participou de várias reuniões da Frente, da qual o partido, pelo menos até agora, não oficializou sua saída.

 

Atualização às 14h51: Mais conciso e mais rápido, além de integrante da Frente, o jornalista e blogueiro Fernando Leite já havia antecipado aqui, desde às 13h48, o encontro com Picciani.

PT e PR — Verso de Cabral na prosa do Leite

João Cabral de Melo Neto escreveu: “A palo seco é o cante/ de todos mais lacônico,/ mesmo quando pareça/ estirar-se um quilômetro”. Precisa tradução em prosa do que o poeta pernambucano definiu em verso, foi feita ontem pelo blogueiro e poeta (dos bons) Fernando Leite, em análise (aqui) sobre as distinções que a presidente Dilma se esforça para reerguer, na herança maldita de Lula, entre PT e PR.

Vale a pena conferir abaixo…

 

ADVERTÊNCIA

No episódio em que a presidenta Dilma tenta limpar o Ministério dos Transportes, é bom avisar ao último do PR que for demitido para apagar a luz. Mas, deixar a lâmpada!

Raposa felpuda faz raio X da política de SJB

O blogueiro conversou, no início da manhã de hoje, com uma raposa felpuda da política de São João da Barra, tanto sobre a definição da prefeita Carla Machado (PMDB) dos três pré-candidatos do seu grupo à sua sucessão em 2012 (o secretário Neco e os vereadores Aluizio Siqueira e Alexandre Rosa), quanto acerca da análise que o ex-prefeito e também pré-candidato Betinho Dauaire (sem partido, mas com rumo certo ao PR) fez dos possíveis adversários e da estratégia governista de lançá-los agora. 

Quem não tem acompanhado a movimentação intensa desta semana, basta conferir aqui e aqui. E para quem quiser saber mais dos efervescentes bastidores da política de San Juan, cuja tradicional polarização remete às acirradíssimas disputas carnavalescas entre Congos e Chinês, vale a pena conferir abaixo…

 

 

 

 

Neco — Segundo a tal raposa felpuda, é mesmo o candidato preferido de Carla, não só por ser do seu mesmo partido (o PMDB), como a prefeita justificou, mas por ser dos três o mais fiel à ela, com reiteradas provas desta lealdade endossadas em seus atos como vereador e secretário de Promoção Social. O que pesaria contra ele seria o pouco preparo intelectual, que poderia criar dificuldades ou embaraços ao lidar com os gigantescos interesses econônicos que atracaram de vez no município a partir do Porto do Açu.

Aluizio Siqueira — A raposa felpuda concorda com Betinho, no que diz respeito à possibilidade de lançar o líder governista candidato à Prefeitura ser encarada por Carla como uma espécie de plano B. Apesar de ser de outro partido (o PTB, que em Campos é aliado de Garotinho), também já deu provas de fidelidade à prefeita, muito embora, se eleito, tenha mais chances de tentar o vôo solo. É, no entanto, pessoalmente mais preparado do que Neco para representar o município diante de grandes empresários.

Alexandre Rosa — Aliado da prefeita no início da Legislatura, passou à oposição antes de retornar à situação, segundo dizem, por pressão da própria família. De qualquer maneira, seria considerado pela prefeita, não sem motivos, como o menos confiável dos três. Tanto na oposição, quanto na situação, nunca fez segredo do projeto de ser prefeito, que seria mantido em fogo brando por Carla em nome da manutenção da sua frágil maioria na Câmara.

Betinho — Ainda bem quisto por parcela considerável dos sanjoanenses, tem chances eleitorais reais, muito embora tenha motivos igualmente reais para não confiar em Anthony Garotinho, de quem foi opositor declarado em seus dois mandatos de prefeito, para conseguir se candidatar pelo PR. Embora não esteja errado em declarar que Neco é o preferido de Carla, bateria nessa tecla por considerar o secretário como o adversário mais fácil a ser enfrentado, sobretudo na hora que os candidatos de situação e oposição tiverem que abrir a boca publicamente para defenderem suas propostas de governo.

Entre Roberto Henriques e Mauro Silva, a democracia

Para o desespero dos censores de si mesmos e dos ditadores semi-aposentados de instituições públicas de ensino, segue no blog a reprodução virtual do espaço democrático que a Folha traz à luz do sol real há 33 anos. Entre as opiniões distintas do deputado estadual Roberto Henriques e do secretário municipal de Comunicação, Mauro Silva, ambas impressas na edição de amanhã do jornal, que o leitor encontre toda a liberdade, desde hoje, para formar a sua própria…

 

Fio da história

Por Roberto Henriques

 

Abençoada pelas generosas riquezas que a natureza depositou em nossa região, a cidade de Campos dos Goytacazes vive uma situação paradoxal – para não dizer triste – quando nos perguntamos como estamos preparando o futuro de nosso município e o que deixaremos de legado para as próximas gerações.

A receita fácil, advinda dos royalties e participação especial, ao invés de servir de fomento para reinserirmos Campos no lugar de vanguarda que historicamente ocupou no cenário político e econômico nacional, tem sido alvo da cobiça desenfreada de grupos políticos sem quaisquer compromissos com a população campista e desprovidos de escrúpulos para se perpetuarem no poder municipal.

Eleições aqui estão deixando de ser a festa máxima da democracia para virar um autêntico vale-tudo. A política mesquinha do ódio, da perseguição e do compadrio tem prevalecido. Escândalos se sucedem, muitas vezes com os mesmos personagens que apenas migram de um grupo ao outro.

Desperdiçamos oportunidades históricas por falta da prevalência da impessoalidade na condução política municipal. Vejam que, além do crescimento exponencial da receita – que chegará a R$ 2 bilhões este ano – nenhum outro município do interior do Estado do Rio teve dois governadores em sequência. Não podemos deixar de nos perguntar qual melhoria concreta isso resultou para o povo de Campos.

A política isolacionista e de confronto raivoso contínuo só tem trazido prejuízo para nossa população. A não separação de interesses políticos pessoais do institucional não cabe mais em nenhum lugar do Brasil, muito menos numa cidade da importância de Campos.

Precisamos encerrar este ciclo e retomarmos, como diria Leonel Brizola, o fio da história, onde o povo de Campos – que é verdadeiramente a maior riqueza de nossa terra – retome o protagonismo que sempre teve no cenário estadual e nacional. Felizmente este momento está muito mais próximo do que gostariam alguns dos que vivem às expensas dos desmandos que pontuam nossa história recente.

 

 

Boas e merecidas férias

Por Mauro Silva

 

Um merecido descanso com a família. Uma pausa na estafante rotina administrativa. E um período, embora curto, de 15 dias, para renovação de energia. Pois 2011 continuará sendo de intensas atividades. E, 2012, mais ainda, com muitas inaugurações e eleições em novembro.

Nada mais do que isso. As curtas férias da governadora Rosinha Garotinho não interrompem a rotina administrativa do Município. Bem confiada ao vice-prefeito Dr. Chicão. Com a agenda de inaugurações e audiências integralmente mantidas.

Apesar de malfadadas especulações, típicas das aves de mau augúrio, que sempre voam baixo procurando carniça, e da tentativa de onda de boataria que tentaram impregnar nos ares de Campos, a licença de Rosinha Garotinho nada mais é do que um breve intervalo na execução e condução de sua vibrante e intensiva administração.

Aliás, trabalho, muito trabalho, dedicação, persistência, obstinação e contínua cobrança e estímulo aos seus auxiliares administrativos sempre foram a marca da prefeita, desde os tempos de governadora.

Foi assim também durante toda a sua vida, desde muito jovem trabalhando como revendedora Avon, atuando no teatro e como radialista em várias emissoras em Campos e no Rio de Janeiro.

Dona de casa de fibra, sempre cuidou minuciosamente de todos os detalhes, dispensando o mesmo carinho, atenção e formação aos nove filhos: Clarissa, Wladimir, Anthony e Clara, que teve com o Garotinho; e os outros cinco que são do coração: Aparecida, Altamir, Amanda, Wanderson e David.

Mais. Embora sem grande evidência, pela discrição que também é traço de sua forte personalidade, sempre trabalhou intensamente, ao lado do marido, dentro e fora de mandatos sucessivos, mantendo a mesma garra e disposição em sua atual missão à frente da Prefeitura de Campos.

Raramente repousando antes das duas horas e já de pé antes do sol raiar, todos os dias,  Rosinha Garotinho parece incansável.

Contudo, mesmo os maiores guerreiros encontram, no breve repouso, a renovação de sua energia para novas e sucessivas batalhas, e não poderia ser diferente com a nossa governadora prefeita, que nunca deu tréguas ao cansaço ou ao esmorecimento.

Em respeito à população de Campos e aos seus milhares de eleitores e admiradores, queríamos apenas imprimir essas linhas tranqüilizadoras, banindo para o lugar que merece a insânia daqueles que regurgitam fel, ao invés de reconhecerem a exemplar vida pessoal e modelo de gestão de administração pública que a governadora prefeita de Campos dá ao Brasil. 

Boas e merecidas férias, Rosinha!

Opiniões de poesia — Kapi

Para sair um pouco do rame-rame da política, este “Opiniões” volta a abrir espaço à cultura no resgate de textos sobre poesia escritos pelo blogueiro. Afinal, muito melhor do que falar da política local, é tratar dos versos paridos nesta terra de planície cortada pelo Paraíba…

 

Kapi — O caçador de andróides

Por aluysio, em 10-11-2009 – 4h49

 

Kapi 3

 

Mais conhecido como diretor de teatro, Antonio Roberto de Góis Cavalcanti, o Kapi, é também um dos grandes poetas de Campos. Quem acompanha o FestCampos de Poesia Falada, sabe se tratar de um dos seus maiores ganhadores, merecido dono do primeiro lugar em duas edições mais recentes: a de 2002, com “Canção amiga”, e a de 2005, com “Goya Tacá Amopi”, quando levou ainda a terceira colocação , com “Sangue na cidade”. Estes dois últimos constam do belo livro “Campos dos Goytacazes — Aspectos culturais — Literatura: contos e poesia”, único editado pelo poder público municipal com os vencedores tanto do tradicional festival de poesia, quanto do Festival de Contos José Cândido de Carvalho, nos anos de 2005 e 2006.  

Kapi também já tirou um segundo lugar no FestCampos, realizada no antigo Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Campos, hoje Instituto Federal Fluminense (IFF), ainda que não se lembre do ano. Mas como nem a atual administração da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL) consegue historiografar direito o festival, insistindo em contabilizá-lo apenas a partir de 1999, mesmo depois que eu lembrei publicamente tê-lo vencido em 1992, e o Marcelo Sampaio revelou que dele já participava desde 1985, não há como cobrar do poeta memória melhor do que de uma instituição pública que deveria zelar pelo registro correto da participação de todos, mas não o faz e nem diz por quê.

Além do FestCampos, Kapi também arrebatou o 1º lugar num festival aberto de poesia do Cefet, que lhe valeu uma viagem para Arraial do Cabo,  e a 2ª colocação no Festival Sesc de Poesia, em 1999. Fora de Campos, ficou em 5º lugar no XI Festival de Poesia Falada de Macaé, em 2005.

Como não se recorda também com quais poemas conquistou as premiações nos quatro últimos concursos citados — o FestCampos no Cefet, o do Cefet, o do Sesc e o de Macaé — a lembrança que fica do seu currículo exitoso é determinada por “Canção amiga”, “Goya Tacá Amopi”, e “Sangue na cidade”. São todos poemas de fôlego longo, mas marcados pela respiração ligeira dos versos curtos, ditada pelo ritmo, característica de oralidade típica de poetas com experiência do palco, numa analogia entre o que há de comum em Kapi e na também poeta (e atriz) campista Adriana Medeiros com nosso maior romântico, o baiano Castro Alves (1847/1871).

Com essa impressão, gravada mais no tímpano que na retina, reli “Manual da criação de ratos”, livro publicado em 1984 na partilha entre Kapi e a também poeta Eloah Marconi. Lá estão “Canção amiga” e “Sangue na cidade”. Apesar de considerar ambos bons trabalhos, sobretudo o segundo — que hoje julgo superior mesmo a “Goya Tacá Amopi”, diferente do que opinei como jurado daquele festival de 2005 —, a obra que me capturou, nas várias releituras do livro, foi “Aquarela”.

O inesperado do poema curto foi encontro certo com outra marca do poeta: o lirismo. Possível consequência negativa desta característica, o derramamento ganha poda de bonsai, não da catana do canavial, na concisão suave dos versos, quase como um haikai. Tão expressa em suas concepções cênicas, mas às vezes sacrificada na sua poesia em nome do ritmo e/ou da rima, toda a capacidade imagética de Kapi brilha com uma nitidez que cega para o que há além daquele bar, daquela ausência, daquela chuva. Dela, misturada com sangue, cachaça ou tinta, como o caçador de andróides ao final do filme, todos nós bebemos um dia.

 

 

AQUARELA

 

Pintei um quadro

pra você,

mas choveu…

era aquarela.

Num bar,

olhando a sua ausência

eu bebo a chuva.

 

Kapi, Antonio Roberto. “Manual da criação de ratos”, com Eloah Marconi de Souza, edição de Carlos Araújo, Edições Clarear (1984), pág. 17

 

 

Lágrimas na chuva

Betinho confirma pré-candidatura pelo PR, cobra Ari e crava Neco pelo governo

Por telefone, o ex-prefeito e pré-candidato à Prefeitura de São João da Barra, Betinho Dauaire (sem partido), revelou ao blog suas impressões sobre a definição das pré-candidaturas governistas do secretário de Promoção Social, Neco (PMDB), e dos vereadores Alexandre Rosa (PPS) e Aluizio Siqueira (PTB). Betinho confirmou seu ingresso no PR de Anthony Garotinho, em quem diz confiar para conseguir se candidatar. Sobre os possíveis opositores, ele lembrou a ausência entre eles do empresário Ari Pessanha, mas apostou que o candidato da prefeita Carla Machado será Neco, ficando Aluizio como “segunda opção”. Para ele, Rosa só concorrerá à Prefeitura em 2012 se vier como via alternativa.

Abaixo, em detalhes, as análises de Betinho…

 

 

  

 

Candidato governista — Na realidade, essa é uma questão do governo, na qual eu não posso me intrometer. Só acho que faltou ali o nome de Ari Pessanha.

Neco, Aluizio ou Rosa? — Neco será o candidato da prefeita. Todo mundo em São João da Barra já sabe disso. O Alexandre não vai ser o candidato. Ele não une as lideranças governistas, quem une é o Neco. Alexandre pode até resolver vir candidato, mas pelo PPS, como via alternativa. Ele mesmo já chegou a cogitar isso no passado.

E Aluizio? — Como Neco, Aluizio também une as lideranças do governo. Mas acho que está sendo trabalhado como uma segunda opção, talvez como vice na chapa.

Pesquisa para definir candidato governista — Quando era governo, já usei isso para definir o candidato, em 2004, entre o Ari Pessanha e o (então) vereador Adilson Almeida. Mas foi doloroso, trouxe consequências negativas que não aconselho. Na verdade, acho que a prefeita está buscando lentamente uma maneira de fazer o Neco candidato.

Ingresso no PR — Tenho a pretensão de ser candidato a prefeito em São João da Barra. Estou sem partido e tenho que ter um para me candidatar. Meu caminho natural é o PR. É para lá que eu vou.

Aval de Garotinho — Eu vou me filiar ao PR e ele é o presidente do partido. Como tal, acho que ele vai buscar candidatos a prefeito que tenham chances de vencer em seus municípios. Até porque fui prefeito lá duas vezes, acho que é o meu caso em São João da Barra.  

Problemas com a Justiça — A atual prefeita, quando era concorreu contra mim em 2008, fez essas mesmas ressalvas quanto às possibilidades de que eu não pudesse me candidatar. E o fato é que consegui o registro e concorri normalmente.

Com chance à Alerj em 2013, Pudim nega DEM na Frente ou ser vice de Rosinha

(Foto de Antonio Cruz)
(Foto de Antonio Cruz)

 

Para o secretário municipal de Governo Geraldo Pudim (PR), a conta da vereadora petista Odisséia Carvalho está errada ao somar o DEM aos partidos que compõem a Frente Democrática de Oposição. Para ele, o acordo do PR com a legenda do ex-prefeito carioca César Maia está fechado. Nesse caso, seriam 11, não 12 os partidos da Frente.

Indagado pelo blogueiro se, diante da quase certeza de Rosinha se candidatar à reeleição pelo PR, haveria a chance dele ser seu vice na chapa, como se especula nos bastidores, Pudim negou qualquer possibilidade. O projeto do secretário é voltar ao Congresso Nacional, como deputado federal, na eleição de 2014, vaga que seria aberta com a candidatura de Anthony Garotinho a governador ou senador.

Caso Garotinho tenha que se contentar mais uma vez com a disputa da Câmara Federal, Pudim tentaria se eleger mais uma vez à Assembléia Legislativa. Mas como ele mesmo ressalva, poderia se tratar de uma reeleição, já que como terceiro suplente do PR em 2010, ele pode ganhar a vaga em 2013, caso se confirmem as boas possibilidades de Altineu Cortes e Miguel Giovane, deputados estaduais da legenda, vencerem as disputas, respectivamente, às Prefeituras de Itaboraí e Araruama.

 

Atualização às 18h44: Mais de Pudim sobre as eleições municipais de 2012, aqui, no Blog do Bastos.