Geração de 1973, retrato de uma galera
Na última terça, meu irmão Christiano ligou à minha sala, dizendo que estava pensando em também escrever algo sobre Marcos Ribeiro Gomes, falecido trágica e precocemente na última sexta, e para quem, naquele mesmo dia, eu já havia escrito um artigo publicado no sábado seguinte, na Folha. Dei toda força, seja porque Christiano teve uma amizade muito mais íntima com Marcos, sobretudo em nossa vida adulta, seja porque o estilo do meu irmão, por mais sintético e objetivo, é integralmente diverso aos floreios poéticos com que tento camuflar a probreza da minha prosa.
Ontem, como estava em outro município e sem acesso à Internet, pedi que ele me lesse ao telefone o seu texto, após concluí-lo, o que fez não sem embargar a voz algumas vezes do outro lado da linha. Lendo-o hoje no papel, confesso ter me emocionado ainda mais do que na audição, não só pelo retrato bem traçado de uma geração de brilho, da qual Marcos e Christiano foram (e são) expoentes, como pelo constatação de que, em narrativas distintas, eu e meu irmão compusemos um mesmo argumento à toda vida reafirmada nessa morte vivida.
Hoje, às 19h30, na Capela do Auxiliadora, será celebrada a missa de sétimo dia de Marcos. No meu modesto entender, não há convite melhor, do que o texto do meu irmão, para oração coletiva pela memória de um amigo. Não por outro motivo, vamos a ele, publicado aqui, neste Opiniões, antes do que no Ponto de Vista, primeiro blog a publicar meu texto anterior sobre Marcos…
O melhor de todos
Christiano Abreu Barbosa

Entrei na Escola Santo Antônio, em 1980, com 6 anos, para cursar a hoje antiga 1ª série. Na escola comandada pela professora Vilma Tâmega, onde atualmente funciona o Hortifruti, conheci Marcos Ribeiro Gomes.
Desta época, lembro de um aniversário dele, no casarão da rua Doutor Olímpio Pinto. Criado em apartamento desde que nasci, fiquei impressionado com o espaço que a casa proporcionava para o corre-corre de nós crianças.
Do Santo Antônio, fui estudar no Liceu, em 1984, onde encontraria César Boynard e Juliana Carneiro. Marcos foi estudar no Auxiliadora, no mesmo ano, onde encontrou Rafael Abud, Felipe Marins, Maron El Kik, Heitor Campinho, Rodrigo Damiano e Luiz Rodrigo.
Nos encontraríamos de novo em 1988, no Colégio PA, onde todo esse grupo, então com 14 anos, se reuniu em uma mesma turma letiva, unindo alunos vindos do Liceu e do Auxiliadora, antagonistas entre educação pública e privada, na época em que a educação do estado a nível de 1º grau competia com a particular.
Para completar a diversidade da turma, o português Luís Vieira, que encontraria em Marcos e sua família a sua calorosa acolhida no nosso país, Eugênio Moraes, Leonardo Gama e Erasmo Jr, entre outos.
A liberdade que o modelo de ensino do PA trazia para Campos, aliado ao bom nível dos professores, muitos vindos de fora, ajudou a formar a cabeça desta promissora turma, na qual Marcos se destacava.
Os intensos três anos passados no PA, no período efervescente da adolescência, uniram um grupo que depois jamais se separaria, ainda que nunca mais estudassem juntos novamente. Ali foi formado o apelido juvenil desta turma, que é mantido até hoje, apesar dos cabelos já grisalhos e das entradas proeminentes: galera.
A bem da verdade, Marcos somente estudou no PA por um ano e meio. Ele fez intercâmbio nos EUA por seis meses e no último ano foi estudar no Rio, visando sua preparação para o vestibular.
Estudioso, responsável e inteligente, Marcos passou com louvor para engenharia civil na concorrida UFRJ. Como ele, a grande maioria da galera passou em vestibulares para o Rio. Na época, as opções em Campos se restringiam a Medicina, Direito, Odontologia e Comunicação Social.
A união dos tempos de PA prosseguiu no Rio, que foi berço de grande lapidação de nossa formação, com todas as suas possibilidades. O contato com outros valores, diferentes dos encontrados em nossa cidade, nos deu uma amplitude de visão maior do que a média local.
No Rio vivemos amores, desamores, andamos de ônibus, andamos de carro, estudamos, nos divertimos, estagiamos, trabalhamos. Vivemos juntos os arroubos da juventude.
Pouco a pouco, a maioria retornou a Campos, após estarmos formados. Em novembro de 1999, Marcos se casou com Ana Lúcia, que seria sua grande companheira de vida. Sempre discreto, ele fez a cerimônia na casa de seu pai, em linda festa.
Em 2002, nasceu Daniel, seu primeiro filho. A nova família se completaria em 2008, com a chegada de Tomás. Nós todos vivenciamos, juntos, as etapas da vida: casamento, casa própria, rebentos e crescimento profissional. Jamais perdemos contato, tendo em Marcos um dos principais elementos agregadores, e ainda tivemos alguns importantes acréscimos.
No plano profissional, ele vinha conduzindo a Conenge Engenharia com extrema competência, levando-a a ser a principal referência nos grandes condomínios verticais da cidade, em parceria com a Cyrela, a principal construtora do país.
Na última quinta-feira, estava saindo do jornal para buscar a minha mulher e pegarmos a última sessão do cinema. O celular tocou e soube do acidente. Rumo ao Ferreira Machado. Dentro do hospital, tive o meu último contato com ele. No dia seguinte, já no Beda, recebemos, em nossa vigília no saguão, a inesperada notícia do seu falecimento.
Pela união e história de vida conjunta, acabamos todos nos tornando uma segunda família uns dos outros. Somos irmãos de vida, ainda que não tenhamos esta lacuna em nossas famílias.
A nossa perda não foi só de um amigo, foi de um irmão, o que tornou ainda mais sofrida a despedida, até então inédita entre nós. Na dor e na busca de explicações onde não há, o alento veio no belo texto de Aluysio, meu irmão, e de uma senhora loura, que cantou bonitos hinos no velório.
Nas intermináveis horas que se seguiram, a busca por explicações insistia em continuar. Olho para Bárbara, há cinco meses no ventre de minha esposa. Vejo Maria Luiza, a menos de um mês de ter Maria Júlia. Chega o pequeno Tomás e com ele os traços e a continuação do DNA do pai, além dos caracóis do cabelo narrados em prosa por Aluysio. Ouço Vitória, minha filha de 11 anos, contar que na sexta-feira, dia do falecimento de Marcos, teve a sua menarca.
A própria vida se encarrega de mostrar que ela é um ciclo e que estamos aqui somente de passagem.
Na nossa breve despedida, cujos laços se perpetuarão em sua esposa e filhos, decidimos, lembrando a retidão de caráter e a pureza de alma de Marcos, colocar uma frase em nossa coroa de flores em sua homenagem, que o sintetiza: “Ao melhor de todos. Saudades da galera”.
Atualização às 16h23, após correções feitas por Christiano.
Quixote e Sancho no thriller de Paul Haggis

(72 HORAS) Cria da televisão, o diretor canadense Paul Haggis, no cinema, alcançou o sucesso primeiro como roteirista. Sua adaptação no roteiro de “Menina de Ouro” (“The Million Dollar Baby”, EUA, 2004), foi responsável pelo filme mais profundo sobre o boxe, esporte chamado de “nobre arte” que já rendeu tantos clássicos da sétima arte. Apesar do final lacrimogêneo, rendeu Oscar de melhor filme, diretor (Clint Eastwood), atriz (Hilary Swank) e ator coadjuvante (Morgan Freeman), além de uma indicação ao próprio Haggis.
Acumulando as funções de roteirista e diretor, ele conquistaria seu próprio Oscar, aliás dois, com “Crash – No Limite” (“Crash”, EUA, 2005). Num estilo talvez herdado do cinema de Robert Altman (1925/2006), com várias células narrativas se entrecruzando, o filme sobre as tensões raciais de Los Angeles deu a Haggis os prêmios de melhor filme e melhor roteiro original (além de edição, para Hughes Winborne), na grande festa de Hollywood.
Nos cinemas de Campos, novamente na dupla função diretor/roteirista, Haggis está de volta com “72 horas”, que traz o ator neozelandês Russel Crowe (Oscar de melhor ator por “Gladiador”, de Ridley Scott) no papel do pacato professor universitário e dedicado chefe de família John Brennan, marido de Lara (Elizabeth Banks), presa e condenada pelo assassinato da sua chefe no trabalho, com quem tivera uma acalorada discussão, relatada logo na cena de abertura do filme. Nesta, ficam de cara evidenciados não só o suposto motivo do crime, como também a união do casal.
Após três anos de recursos infrutíferos, diante das digitais de Lara no extintor de incêndio usado no homicídio, do sangue da vítima no seu casaco e de uma testemunha que a vê sair do local do crime, John parece ser o único a ainda acreditar na inocência da esposa. Mesmo o advogado do caso e sua família parecem se render às evidências. Até o próprio filho do casal, traumatizado após assistir a mãe ser presa, se torna esquivo em relação a ela, nas visitas à cadeia.
Sem esperanças na Justiça, John decide tomá-la nas próprias mãos. Ele usa a Internet para localizar Damon (interpretado em curta participação do ator irlandês Liam Neeson), um criminoso especialista em fugas de prisões, com quem busca os meios pragmáticos para libertar a esposa do cárcere.
Cabe a Damon redefinir os horizontes de Jonh, ao lhe dizer enfaticamente que quem pretende executar um plano dessa natureza, tem que estar disposto a matar qualquer um que tentar impedi-lo. A partir daí, o caráter de thriller de ação, novidade na filmografia de Paul Haggis, se sobrepõe ao drama familiar, acelerando no ritmo da fuga em direção a um desfecho que mantém o suspense até o fim.
Quem assina o roteiro, junto com Haggis e Guillaume Lemans, é o francês Fred Cavayé, diretor de “Tudo por Ela” (“Pour Elle”, França, 2007), do qual “72 Horas” é uma refilmagem. Todavia, outra importante fonte de diálogo do remake hollywoodiano parece ser um dos maiores clássicos da literatura universal: “Dom Quixote”, do espanhol Miguel de Cervantes (1547/1616).
Não por coincidência (e, no cinema, nada é), essa é a obra discutida numa das aulas do professor universitário John Brennan. Mesmo à imensa maioria que nunca leu o livro, Quixote se tornou sinônimo universal do sonhador, do romântico superlativo, em sua célebre luta contra os moinhos de vento. Menos conhecido, seu fiel escudeiro, Sancho Pança, é o contraponto do pragmatismo, a quem cabe a inglória tarefa de tentar impor os limites da realidade e do possível aos sonhos do seu mestre.
Com a liberdade da mulher por utopia solitária, John renuncia a toda sua vida que conhecia antes, como Alonso Quixano ao se transformar em Dom Quixote. Mas, diferente deste, a personagem do cinema aceita se municiar do pragmatismo de Damon (“Sancho Pança” em pequena, mas capital aparição) para tentar transformar seu sonho em realidade.
De qualquer maneira, na literatura, no cinema, ou na vida, seja por Dulcinéia de Toboso (amada de Quixote) ou Lara Brennan, mudar de vida pela mulher que se ama, no lugar de fuga, pode ser encontro.

O legado de Marcos Ribeiro Gomes
Após um longo hiato, abro uma exceção para publicar aqui, no blog, o artigo que escrevi na última sexta, sobre o amigo Marcos Ribeiro Gomes, que infelizmente veio a falecer naquele mesmo dia. O texto foi publicado na edição impressa da Folha de sábado e reproduzido no domingo, no blog Ponto de Vista (aqui), do Christiano Abreu Barbosa. Aproveito para fazer algumas pequenas correções, entre elas a inclusão de nomes importantes, que havia antes omitido, possivelmente anestesiado pelo impacto da perda inesperada.
Quando cheguei a Campos, vindo de Atafona, tendo a notícia da morte de Marcos no meio do caminho, fui primeiro ao Hospital Dr. Beda, onde estava o corpo sem vida de um amigo e sua morte estampada na face de outros tantos, reunidos em torno da mesma dor. Abracei Cesinha Boynard, irmão de criação, e Christiano, irmão que criei, fazendo o mesmo depois com Rodrigo e Pedro, irmãos de Marcos. Ao primeiro, disse antes de seguir à Folha, que sairia dali para tentar fazer por Marcos a única coisa que sei: escrever. Não que saiba fazê-lo muito bem, mas tentei da melhor maneira que pude transpor das minhas lembranças o registro de uma vida digna e breve.
Que todos nós, seus amigos (mesmo os menos presentes, como eu), saibamos cultivar devidamente seu legado, sobretudo aquele encarnado nos seus dois pequenos filhos: Daniel e Tomás.
Abaixo, o artigo:
Como cresce um pai
Madrugada de Atafona. Verão de 1989. Na escuridão de um bar abandonado, iluminado apenas pela precoce brasa de cigarros, com o Paraíba do Sul correndo ao lado para desaguar no Atlântico, três adolescentes sobrevivem ao abandono prudente dos demais amigos, após mais cervejas do que seria recomendado àquele tempo em que a vida ainda parecia guardar tantas descobertas quanto o oceano espraiado diante deles, negro de noite e prata de lua.
Trilha sonora composta pelo violão e voz de Paulo Vitor Cortes Lopes, o “Aranha”, com direito a backing vocal meu e do Marcos Ribeiro Gomes, varei a primeira noite da minha vida na mais genuína tradição boêmia. Cantamos, bebemos, tocamos (Paulo Vitor), fumamos (Marcos e eu), identificamos e demos solução a todos os problemas do mundo.
Só quando os dedos róseos de Homero começavam a apontar no horizonte, abrimos nossa procissão cambaleante e ruidosa, pelas ruas de terra batida de Atafona, de volta às nossas casas.
Não sei se aquela noite teve para Marcos e Paulo Vitor a mesma importância, o mesmo gosto inconfundível de rito de passagem cumprido. Para mim, como o Luiz Fernando Veríssimo diz sobre quando viu Charlie Parker tocar e Puskas jogar, é uma das lembranças que guardo num estojo.
Sobretudo quando se dá em meio a um cenário mágico daqueles, a primeira noite virada com amigos, cerveja e violão, equivale ao primeiro beijo, ao primeiro grito de gol no Maracanã, ao primeiro carro, à primeira transa, ao primeiro nocaute imposto ou recebido numa briga, ao primeiro filho, à nossa primeira casa, quando ela já não é a mesma dos nossos pais.
Foi quando ela ainda era, que conheci o Marcos. Ele foi colega de meu irmão, Christiano, durante todo o antigo segundo grau, no saudoso PA. Chegou a ser também meu, naquele mesmo 1989, depois que resolvi repetir o ano letivo anterior, para posar de James Dean caboclo como rebelde sem causa.
Em todo caso, naquela época, quem tinha o apelido de “Maluco” era o Marcos. Não porque tivesse praticado nenhuma tolice acadêmica como a minha, ou demonstrado, antes ou depois daquela noite em Atafona, um gosto mais destacado pela boemia, como foi o caso do Paulo Vitor e meu. Diferente de nós dois, ele sempre foi um dos sujeitos mais centrados que conheci.
Dado, se não me engano, pelo Rafael Abud, o apelido vinha em parte pelo fato do Marcos ser um tricolor dolosa e assumidamente alienado em futebol, assunto que dominava todas as rodas de conversas masculinas, nos intervalos do PA. “Qual o time atual do Fluminense, Marcos?”, perguntava um colega de escola, nos fins daqueles anos 80, ao que outro, diante apenas do riso do indagado, respondia por ele, dando a defasada escalação do Flu campeão brasileiro, anos antes, em 1984.
A piada se repetia até os dias atuais, sem que a maioria talvez nunca tenha constatado que a ironia maior está em quem é capaz de rir de si mesmo, por algo que optou em ignorar, satirizando no fundo o que parece ser tão importante aos demais.
Mas a característica pessoal que mais parecia justificar a alcunha de “Maluco”, me parecia ser a sua introspecção. Muito embora, após conhecer a pessoa, ele até fosse um cara bem falante, Marcos costumava jogar na defensiva no primeiro contato.
Por iniciativa minha, busquei abreviar essa barreira inicial dele, tão logo me disseram se tratar de um camarada extremamente inteligente. E essa fama tinha reforço ao se dar numa turma cheia de CDFs, como aquela do PA, com gente como Christiano, Rafael, Cesinha Boynard, Luiz Vieira, Heitor Campinho, Juliana Carneiro e Erasmo Júnior.
Encerrado o segundo grau, Marcos continuou a fazer valer sua capacidade intelectual, ao passar e se formar como engenheiro civil na concorrida UFRJ, conquistando depois igual destaque no exercício da profissão. Mas, muito além dos compartimentos da academia e da labuta, sua cultura e sua sensibilidade, a quem tivesse olhos de ver, sempre foram tangíveis em sua personalidade.
Nas nossas conversas mais assíduas na adolescência, ou bem mais espaçadas da vida adulta, ele era uma das poucas pessoas nas “rodas sociais” de Campos, com as quais você podia topar e exceder o óbvio quinteto temático masculino dinheiro/mulher/futebol/fofoca social/política local, para conversar também sobre coisas como literatura, história, antropologia, cinema, teatro, Brasil e mundo.
Tarde de Atafona. Verão de 2011. Após cozinhar e saborear uma moqueca com minha esposa e filho, Paulo Vitor buzina no portão de casa. Meio a contragosto, barriga ainda pesada de peixe, marisco, dendê, pirão e pimenta, levantei do tapete da sala, onde costumo horizontalizar a digestão, para atender ao velho amigo, que me contou do acidente do dia anterior, com Marcos.
Numa sucessão rápida de ligações, após saber de uma parada cardíaca inesperada e da gravidade do quadro, pego o carro e venho a Campos. Na direção, em meio à chuva, quase chegando ao trevo de Grussaí, o celular toca. Com a voz chorosa como o tempo, Christiano me diz: “Marcos acabou de morrer!”.
Não sei se foi coincidência que Paulo Vitor tenha sido o mensageiro original da notícia, recebida naquela mesma Atafona de 22 anos atrás. Na dúvida, fico com Nietzsche: “Coincidências não há”. Nesta maioridade civil de direito daquela nossa emancipação ébria de fato, ao olhar para trás, prefiro ficar e deixar como imagem do Marcos, a última que registrei dele em vida, num churrasco de confraternização, em dezembro último, no prédio de Christiano: com seu pequeno Tomás no colo, de dois anos, brincando com uma das mãos entre os caracóis dos cabelos do filho.
Um ícone da nossa geração afirmou para indagar: “São crianças como você/O que você vai ser/Quando você crescer?”. Pois daquela madrugada alegre em Atafona até o luto sentido de hoje, a mim basta saber que Marcos cresceu o suficiente para se tornar um bom pai.









