Odisséia: PT quer Prefeitura, não secretaria de Nahim

Numa conversa por telefone, na noite de quarta, a vereadora Odisséia Carvalho fez algumas revelações ao blogueiro. Para torná-las públicas, ficou combinado uma entrevista, com as perguntas enviadas por e-mail, naquele mesmo dia, e retorno com as respostas na noite de ontem. Dito ao telefone e confimado na hora de escrever, o principal: ela não será secretária de Educação de Nelson Nahim, com quem admite diálogo, mas sem perder de vista tratar-se de representante do grupo de Garotinho, ao qual a vereadora reafirmou sua oposição. Antagônico ao entendimento geral, o discruso é curiosamente parecido com o que o vereador Edson Batista (PTB) fez (aqui) ao tomar posse do mandato de Nahim na Câmara: a situação de Rosinha continua situação de Nahim, mesma manutenção que a petista entende cabível à oposição. O que Odisséia disse ao telefone, mas não confirmou quando escreveu, foi que, em sua opinião, o prefeito interino dificilmente conseguirá a vaga do PR na eventual eleição suplementar à Prefeitura. Mesmo que seja e monte sua própria equipe de governo, nem Nahim, nem o pedetista Arnaldo Vianna (que teve vice petista na última eleição e já declarou intenção de se candidatar num novo pleito) terão o apoio do PT, que quer lançar candidato próprio a prefeito, vaga pretendida abertamente pela própria vereadora.

      

(Foto de Leonardo Berenger)
(Foto de Leonardo Berenger)

 

 

Blog Opiniões – Mesmo quem não acompanha o dia-a-dia da Câmara fala abertamente que a oposição a Rosinha virou a situação a Nahim, e vice-versa. Concorda? Por quê?

Odisséia Carvalho – Claro que não concordo. Esse tipo de análise, além de ser equivocada, carrega no bojo uma fala da bancada governista que por ter perdido a eleição da mesa diretora “planta” esse tipo de fala. Sou uma vereadora de oposição e ponto. Minhas ações comprovam isso.

 

Opiniões – Em sua visão, quais foram os critérios políticos que definiram a eleição da nova mesa diretora da Câmara e, especificamente, sua conquista da segunda secretaria?

Odisséia – Acredito que houve bom senso por parte dos integrantes da chapa e uma pré disposição a tentar manter o equilíbrio no que diz respeito à democracia, uma vez que a mesa ficou composta por dois vereadores da situação e dois da oposição. A intenção foi democratizar o debate e a direção dos trabalhos. Sem dúvida a oposição soube se organizar melhor, caso contrário não teríamos o Rogério Matoso como vice-presidente. Em São Paulo, por exemplo, ocupamos a 1ª  secretaria da Câmara sem que isso de algum caráter de adesão ao governo do prefeito do DEM, Gilberto Kassab. Fazer parte da mesa diretora fortalece meu poder de fiscalizar, pois terei acesso mais agilmente a projetos e outros documentos.

 

Opiniões – Especula-se, até no próprio PT, que você busca a secretaria de Educação do governo Nahim. Aceitaria o cargo? Por quê?

Odisséia – Não existe essa conversa, mesmo porque o PT não faz parte da coligação do atual governo municipal. Como já disse anteriormente, está havendo diálogo com o prefeito, mas única e exclusivamente com a intenção de se fazer cumprir a pauta de reivindicações entregue ao mesmo. Não existe interesse privado. Nunca faria parte de um governo do grupo político da prefeita cassada. Nunca poderíamos implementar nossos projetos num governo desses e nem nunca pensamos nisso.
 

Opiniões – Sua resposta mudaria se o governo Nahim ganhasse a cara dele, mudança que o próprio prefeito interino, em entrevista ao blog (aqui), projetou para quando o TRE definir o pleito suplementar?

Odisséia – Nelson Nahim, em que pese algum diálogo com a oposição faz parte do grupo político do casal Garotinho.

 

Opiniões – Ninguém no lugar de Nahim, pela necessidade que este ainda tem de Garotinho, para conseguir a vaga do PR na eleição suplementar, teria como agir de forma diferente. Acha que ele consegue a legenda? Por quê?

Odisséia – Acho que esse é uma questão interna do PR e não me cabe fazer especulações a respeito do espaço que o prefeito interino ocupa na legenda.

 

Opiniões – Confirmada a eleição suplementar, como caminhará o PT? Há possibilidade de aliança com Nahim ou Arnaldo, que também já se colocou mais uma vez à disposição? Com quais partidos o PT estaria disposto a dialogar para compor uma chapa e quais as chances de ser você a candidata?

Odisséia – O PT vai ter candidatura própria. A partir do momento em que o Partido dos Trabalhadores julgar que meu nome é o indicado para representar nossa legenda e lutar pela mudança de nossa cidade, com certeza estarei à disposição para disputar o pleito. O PT é um partido democrático, teremos uma prévia e qualquer filiado ou filiada pode disputar e eu colocarei meu nome nessa disputa, foi assim por exemplo na escolha do nosso candidato ao Senado Lindberg Farias.

 

Opiniões – Como possível candidata, acha que errou ao não concorrer à Alerj, assim como Andral Tavares Filho, pelo PV, e Odete Rocha, pelo PCdoB? O PT poderia dar a vice de alguns desses nomes?

Odisséia – Não estou concorrendo a um cargo de Deputada porque consideramos que este é o momento de trabalhar dentro do nosso município. Na condição de vereadora ainda tenho muito trabalho a ser feito e estou me dedicando a tais questões. Quanto à eleição suplementar, como dito anteriormente, o PT ainda precisa discutir algumas questões como as alianças e consequentemente os possíveis candidatos a vice e um programa de governo. Em caso de eleições extraordinárias ou em 2012 nossos aliados preferenciais são os partidos que hoje fazem parte da Frente Democrática que têm pensado alternativas para a gestão municipal.

Edson — Excessos de ontem não podam os de hoje

Regressei na noite de ontem à planície, vindo de terras de São Sebastião, onde estava desde a última quinta, para fazer uma importante entrevista que será publicada sábado no blog e domingo na Folha impressa. O fato é que a viagem impediu a leitura das edições impressas dos jornais locais de sexta a ontem. Conferindo-os apenas hoje, não pude deixar de contrastar a diferença básica na cobertura da posse de Edson Batista (PTB) na vaga do prefeito interino Nelson Nahim (PR), realizada na última quinta.

Se, para Folha e O Diário, além do previsível fato em si, o inesperado ficou por conta da negativa de Edson à possiblidade de assumir também a liderança do governo, o segundo jornal, no entanto, trouxe uma “novidade” distinta na forma de um pagamento de recibo atribuído ao novo vereador: “quero ressaltar que não autorizei a ninguém  especular meu nome sobre ser líder do governo. Estão querendo fazer um movimento para provocar divisões (…) Não existe grupo de vereadores da prefeita Rosinha e do prefeito Nahim”.

Ressalvado que os repórteres da Folha presentes à posse não ouviram nenhuma das palavras destacadas e  atribúidas a Edson, cumpre lembrar que a possibilidade dele assumir a liderança de governo foi externada aqui, desde o dia  25, unicamente pelo blog, quando ecoou raciocínio lógico do Alexandre Bastos, jornalista e blogueiro mais bem informado dos bastidores da Câmara de Campos. E para tecer raciocínos lógicos sobre figuras públicas, referentes a a assuntos de interesse público, nem o Bastos, nem este também jornalista e blogueiro precisam da “autorização” de Edson, ou de quem quer que seja — pelo menos enquanto o PT não põe em prática sua intenção fascista de controlar a imprensa. 

Até porque, se o raciocínio que apontava para Edson líder de Nahim não fosse lógico e, por conseguinte, pertintente, dificilmente mereceria a pretensa resposta pública do vereador interino, de O Diário e, sobretudo, de ambos.

Ademais, ciente de que todos, acompanhem ou não o dia-a-dia da Câmara, têm hoje a exata noção das suas reais divisões, talvez caiba ainda aconselhar ao interino um pouco mais de parcimônia para demonstrar sua fidelidade a Garotinho, pela qual já é tão conhecido — e nem sempre de maneira elogiosa ou positiva. Na legislatura passada, não fosse, por exemplo, o empenho para tentar endossar a sanha acusatória do mestre, durante a Operação Telhado de Vidro no governo Mocaiber, e Edson poderia ter contido um pouco a incontinência verbal que destinou contra a então secretária de Promoção Social, Ana Regina Fernandes.

Mãe do presidente interino da Câmara, Rogério Matoso (PPS), não é apenas uma fonte que credita grande parte da resistência recente à posse do suplente de Nahim, a esse evitável excesso cometido em seu último mandato.

Otávio Cabral sai do HGG

Como o blog havia adiantado aqui, desde o dia 30, Otávio Cabral não é mais o diretor do Hospital Geral de Guarus (HGG). Quem assume interinamente é o secretário de Saúde Paulo Hirano. Veja aqui a confirmação oficial da Prefeitura daquilo que o blog anunciou há mais de uma semana.

 

Atualização às 15h51: Entre os blogs hospedados na Folha Online, a mudança no HGG já havia sido anunciada aqui, 10 minutos antes, pelo jornalista Alexandre Bastos. Duas horas antes dele, o advogado Cláudio Andrade já havia confirmado, aqui, aquilo que este Opiniões anunciou nove dias na frente de todos os demais.

Wladimir não crê em eleição, mas não descarta ser candidato

Embora continue acreditando na recondução de Rosinha à Prefeitura de Campos, a despeito da defesa do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Namatela Jorge, pela eleição suplementar ainda em 2010, o presidente local do PR, Wladimir Garotinho, faz o devido aviso aos navegantes: “Legalmente nada impede que eu seja candidato”. Se foi evasivo em algumas respostas, como sobre a nomeação ao Tribunal de Justiça (TJ), pela então governadora Rosinha, do irmão do presidente do TRE que reverteu condenação eleitoral do casal Garotinho, ele se mostrou incisivo na defesa dos pais quanto aos reveses mais recentes na Justiça, comparando a entrevista de rádio que cassou sua mãe com as brandas multas aplicadas pelas desavexadas ações do governo federal em favor da candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff. Além de endossar a tese de “perserguição política” encampada por Garotinho, quando contrastado com a opinião irônica de Sérgio Diniz, candidato a deputado federal pelo PPS, Wladimir distinguiu o pai: “Ele não teve sogro (…) que o projetasse na vida pública”. Em relação ao tio e prefeito interino, Nelson Nahim, ele claramente optou por serenar os ânimos, demonstrando aquela que parece ser sua distinção pessoal mais positiva em relação aos demais Garotinho. Disposto a manter o papel protagonista do seu partido em Campos, o entrevistado só deixou um recado para fechar sua última resposta: “Administrar um partido como o PR não é fácil, requer maturidade”.

 

Foto de Antônio Cruz
Foto de Antônio Cruz

 

Blog Opiniões – Como filho e herdeiro político, como você recebeu as condenações de seus pais por crime eleitoral, que gerou a cassação de Rosinha, e a de Garotinho, pela Justiça Federal (aqui), por formação de quadrilha?

Wladimir Garotinho – Em ambas as condenações, só tenho a lamentar, por serem muito mais condenações políticas do que jurídicas. No caso da Rosinha, uma entrevista foi considerada abuso de poder econômico. Que poder é esse, uma vez que ela não possuía nenhum cargo público? Caso semelhante vemos com a candidata a presidência Dilma Roussef do PT, que ainda ministra, concedeu varias entrevistas aos veículos de comunicação, e foram passiveis apenas de multa. Quanto ao processo do Garotinho, é de se estranhar que sempre próximo as eleições surjam denuncias negativas contra ele. O que teria motivado ao juiz tornar uma decisão monocrática e tornar publico um inquérito que corria em segredo de justiça?

 

Opiniões – Em entrevista ao blog (aqui), o candidato a deputado federal Sérgio Diniz (PPS), falou sobre seu pai, em relação ao discurso de perseguição política para tentar justificar as condenações na Justiça: “todos nós o conhecemos bem, para darmos, sempre, risadas de descrença”. E você, é partidário do mesmo discurso de Garotinho? Por quê?

Wladimir – A história tanto de vida como a política de Garotinho, foram feitas de coragem, ousadia e luta. Garotinho construiu sua historia vitoriosa sem apadrinhamentos políticos, diferentemente de pessoas que o criticam. Ele não teve sogro, parente e nenhum outro tipo de padrinho que o projetasse na vida pública. Por seu jeito de ser, Garotinho desde o início, aqui em Campos, já era perseguido, pois contrariava os interesses e a forma de se fazer política. Quem não se lembra de tentarem tirar Garotinho da disputa a apenas dois dias da eleição de 1996? É o que acontece ate hoje, só que em proporções muito maiores.

 

Opiniões – No seu blog, Garotinho levantou uma série de ilações contra o TRE, que o condenou eleitoralmente, bem como contra os procuradores que o acusaram e o juiz que o condenou por formação de quadrilha. Em que essas ilações se diferem das óbvias, de quando Rosinha, como governadora, nomeou ao TJ o irmão do então presidente do TRE, Marlan de Moraes Marinho, pouco tempo depois que este deu o voto de minerva para reverter a condenação dos seus pais pela Justiça Eleitoral de Campos, relativa à eleição de 2004?

Wladimir – No caso do TRE, as ilações levantadas por Garotinho devem-se ao fato de que a denúncia foi rejeitada em primeira instância. Por que o TRE resolveu dar seqüência ao processo? A primeira instância havia arquivado, por entender que Garotinho estava exercendo sua profissão de radialista e não era candidato em nenhum pleito. Quanto à condenação pelo juiz federal já respondi primeira na pergunta. Sobre a nomeação (do irmão de Marlan por Rosinha), sinceramente não conheço os fatos.

 

Opiniões – Seu pai tenta fazer crer que o governador Sérgio Cabral influenciou ou manipulou o TRE e a Justiça Federal, por temer concorrer à reeleição contra Garotinho. Supondo, apenas em tese, que isso seja verdade, não teria sido então desinteligente insistir até o último momento na candidatura ao governo do estado para acabar condenado duas vezes na Justiça e candidato apenas a deputado federal, assim mesmo na base de liminar?

Wladimir – Como já disse, a história de Garotinho é marcada pela coragem. Não é uma tese, e sim um fato. Garotinho insistiu na candidatura ao governo, porque sabia que na disputa política venceria no voto. Mas lamentavelmente as coisas tomaram outro rumo.

 

Opiniões – Tentando falar mais como observador do que como filho, você ainda tem esperança que Rosinha retorne à Prefeitura? Baseado em quê?

Wladimir – Estou convicto do retorno. Diante das decisões do TSE que retornaram diversos prefeitos, a exemplo do prefeito de Rio das Ostras, ainda com o agravante de ter um cargo publico. Creio que não usarão critérios diferentes.

 

Opiniões – Em reunião na última segunda-feira, com representantes locais de seis partidos, o presidente do TRE, Namatela Jorge, que já vinha defendendo abertamente a realização da eleição suplementar de Campos ainda em 2010, projetou o pleito para 21 de novembro, como revelou a professora Graciete Santana (aqui). Acredita que a nova eleição possa ser marcada pelo TRE antes que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgue o mérito do recurso de Rosinha, como fez no caso de Campista? À exceção de que seu grupo político antes era a favor da brevidade e hoje é contra, qual a diferença?

Wladimir – São casos escandalosamente diferentes. No caso de Campista ele foi condenado por capitação ilícita de sufrágio, ou seja, compra de votos. Rosinha esta sendo acusada apenas por ter concedido uma entrevista, para anunciar sua pré-candidatura. Não sei de onde surgiu essa data. O pronunciamento oficial do Presidente do TRE, diz que só marcara novo pleito quando houver decisão definitiva do TSE.

 

Opiniões – Assim que o TSE negou por unanimidade o pedido para que Rosinha aguardasse no cargo o julgamento do mérito do seu recurso, você chegou a anunciar que uma reviravolta estaria prestes a ocorrer na política de Campos. A que se referia?

Wladimir – Fui mal interpretado. O que disse foi que Campos não merecia mais passar por intrigas, fofocas, confusões que só atrapalham o desenvolvimento da cidade. O clima de instabilidade prejudica o comercio e o crescimento constante do município.

 

Opiniões – Caso as eleições se confirmem, você pode ser o candidato do PR? Possibilidades à parte, você quer?

Wladimir – Legalmente nada impede que eu seja candidato, porem não acredito na realização de eleições suplementares.

 

Opiniões – Além de você, se fala também na possibilidade de mais uma candidatura de Geraldo Pudim. Há como algum de vocês, ou qualquer outro nome do PR, hoje tirar a vaga de Nelson Nahim?

Wladimir – Como já disse, não acredito em novas eleições. O nosso grupo trabalha com projeto político, as decisões só são tomadas com fatos concretos.

 

Opiniões – Também em entrevista ao blog (aqui), Nahim disse: “Campos precisa de alguém que tenha maturidade política, Vladimir não tem”. Como encarou a classificação?

Wladimir – Esta colocação está dentro de um contexto. Entendo que, na entrevista, Nahim fala muito mais como tio do que como político, ate mesmo pela questão do zelo familiar.

 

Opiniões – Qual sua avaliação da atuação do seu tio na Prefeitura? Arriscaria uma nota? Vê alguma melhora ou piora em relação ao governo Rosinha?

Wladimir – Nahim tem ido bem, dando prosseguimento aos programas de Rosinha. Quem dá nota, aprova ou desaprova, é o povo. É natural que ele tenha um estilo próprio, mas que ate o momento não alterou significativamente o modelo de governo.

 

Opiniões – Como analisa a reviravolta na Câmara, a partir da eleição da mesa diretora, com Nahim transformando em minoria os vereadores ligados à Rosinha (aqui), bem como em bancada governista todos aqueles que se opunham à sua mãe?

Wladimir – Cada votação na Câmara é um processo político. A eleição da mesa foi um momento, o que não quer dizer quer dizer que os vereadores da base tenham sido transformados em minoria. A base continua a mesma, prova disto foi a convocação de Edson Batista.

 

Opiniões – O blog revelou (aqui) que sua mãe comandou, na casa dela, a reunião que varou a madrugada com seus vereadores, mas não conseguiu, na manhã seguinte, eleger ninguém à mesa diretora da Câmara. Você também participou? O que, afinal, ficou faltando?

Wladimir – Para esclarecer, não foi uma reunião projetada e nem comandada por ela. O vereador Magal ligou e pediu que ela fosse a uma reunião com os vereadores da base. Como resposta, ela disse que se precisassem da ajuda dela para alguma questão, ela estaria em casa e os receberia sem problemas. Eu estive presente e, assim como ela, mais escutamos do que falamos. O resultado coube às articulações deles mesmos.

 

Opiniões – Em entrevista ao Folha no Ar (aqui), Albertinho admitiu que a bancada de oposição a Rosinha foi mais organizada do que a de vocês. Concorda com a opinião do vereador?

Wladimir – Não acompanho o dia a dia da câmara, se essa é a opinião do vereador Albertinho deve ser respeitada.

 

Opiniões – Se, no lugar de figurativo, o voto de Nahim na eleição à vice-presidência da Câmara fosse decisivo, acredita que ele o manteria favorável a Magal?

Wladimir – Por que não? Pelo que sei, ele tinha esse compromisso com o vereador Magal, creio que não faria diferente e manteria sua posição.

 

Opiniões – Após tomar posse do mandato, Edson descartou assumir a liderança do governo (aqui), em resposta à possibilidade aventada pelo blog (aqui). Ao mesmo tempo, ele reafirmou a condição de líder de Magal, mesmo sabendo que Nahim não quer mantê-lo, devido às críticas do vereador do PMDB à condução da eleição na Câmara pelo prefeito interino. Vocês vão tentar forçar Nahim a aceitar Magal, ou têm um plano B? Poderia ser Albertinho, por exemplo?

Wladimir – A decisão cabe a Nahim. Definir o líder do governo é um ato discricionário do prefeito.

 

Opiniões – Embora tenha confirmado a reunião com os vereadores de Rosinha, após a sessão da última quarta, Nahim revelou ao blog que não deu nenhuma garantia que a liderança do seu governo seria mantida entre eles. Cogitado nos bastidores, Dante foi descartado após a manobra ter sido exposta aqui, pelo blog. Vocês aceitariam que o líder de Nahim saísse da oposição a Rosinha?

Wladimir – Nahim é um político experiente. Como já disse a liderança é um ato do prefeito. Acredito que ele sabe diferenciar os companheiros dos aliados, e o que realmente é necessário para a governabilidade.

 

Opiniões – Serenidade e fácil trato com as pessoas são características positivas atribuídas a você, até por quem não gosta do seu pai. Considerada com um temperamento mais próximo ao dele, Clarissa se elegeu vereadora no Rio e agora tenta uma vaga à Alerj. Pleito suplementar de prefeito à parte, você pensa em aproveitar suas características pessoais em algum mandato eletivo?

Wladimir – Essa decisão não é fácil de ser tomada. Aprendi a gostar da política pelo bem que com ela podemos realizar na vida das pessoas; porém, existe o outro lado. Como filho de pessoas publicas, sei o que a família passa pelos momentos ausentes e principalmente pelas falsas acusações, que quando se tem uma família unida, como a minha sempre foi, você consegue sempre superar. Hoje sou casado e tenho uma filha. Essa não é mais uma decisão somente minha.

 

Opiniões – Em meio a tantas turbulências, que avaliação faz da sua experiência à frente do PR?

Wladimir – Nas adversidades é que crescemos. Quando assumi, começamos um partido do zero, dirigir o PR, que é hoje o maior partido da cidade, tem sido uma experiência proveitosa. Ali convivo diariamente com a população, lideranças políticas e vereadores. Hoje o trabalho está voltado para a consolidação do partido. Para isso precisamos fazer uma grande votação elegendo nossos candidatos a deputado estadual e federal. Administrar um partido como o PR não é fácil, requer maturidade.

Geraldo Venâncio aceitaria voltar ao HGG

“Eu não fui convidado, mas se for, aceito”. A declaração, acerca da possibilidade de assumir a direção do Hospital Geral de Guarus (HGG), aventada aqui pela jornalista e blogueira Suzy Monteiro, foi dada agora há pouco a este blogueiro, pelo médico, ex-vereador e ex-secretário de Saúde, Geraldo Venâncio. Usando a informação revelada pelo blog (aqui), com origem em fonte muito próximo ao prefeito Nelson Nahim, de que uma troca no comando HGG seria não só certa, como se consumaria antes das outras mudanças na Saúde do município, ainda à espera da marcação da eleição suplementar pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Suzy disse que são muito fortes os boatos de que o também médico e ex-vereador Otávio Cabral já teria sido exonerado da direção do hospital. A informação, no entanto, não foi confirmada pelo secretário Paulo Hirano, em ligação da Juliana Mérida, repórter da Folha.

Descontado o fato que entre as mudanças engatilhadas na Saúde, especula-se a substituição do próprio Hirano, o que há de fato, por enquanto, na possibilidade de Geraldo Venâncio reassumir o HGG — posto ter sido seu primeiro diretor, da inauguração em 28 de março de 2002 até 2004 —, foi uma rápida conversa casual que ele teve com Nahim, há cerca de 15 dias, na inauguração da praça na rua 1º de Maio:

— Nos encontramos e ele disse que precisava conversar comigo sobre o HGG. Perguntou se meu telefone era o mesmo, o que eu confirmei. Ele disse que me ligaria, mas não o fez até agora, assim como eu também não liguei — detalhou Geraldo, antes de confirmar que aceitaria o convite, mediante a “aceitação de algumas poucas condições que julgo necessárias ao trabalho”.

Venâncio, que também já dirigiu o Hospital Álvaro Alvim de 1989 a 1995, ressaltou que sua boa relação com Nahim é fruto do trabalho que ambos realizaram em conjunto, com contato quase diário, por cerca de oito meses, para relatar, modificar e aprovar o Plano Diretor durante o governo Mocaiber.