Opiniões

Chuva cai dentro do HGG, interdita sete setores e suspende atendimento clínico

 

Flagrante de água da chuva entrando na enfermaria, feito hoje por filho de paciente

 

A chuva que cai sobre Campos desde segunda (18) provocou hoje a interdição de sete setores do Hospital Geral de Guarus (HGG), a interrupção do atendimento de clínica médica e a remoção de pacientes para hospitais contratualizados. A informação foi confirmada pelo diretor do HGG, Dante Pinto Lucas. Foram sete os setores do hospital afetados por problemas de teto com a chuva: Clínica Médica, Pediatria, quarto dos médicos da UTI, Laboratório, Ambulatório, sala de cirurgia e corredores. O diretor destacou que os problemas no teto do ocorrem desde o governo municipal Arnaldo Vianna (PDT), quando o HGG foi inaugurado. Secretário de Saúde de Campos, Abdu Neme anunciou que sua pasta passará a funcionar no hospital, até que os problemas sejam resolvidos.

Acionada de emergência, a Santa Casa de Misericórdia de Campos (SCMC) vai receber ainda hoje cerca de 25 pacientes do HGG. O Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA) receberá outros quatro doentes, assim como o Hospital Plantadores de Cana (HPC), em número ainda não definido. Dante disse que pretende manter no HGG os serviços de UTI, Unidade de Pacientes Graves (UPG), Pediatria com emergência, Urologia e duas enfermarias como retaguarda para a UTI. Mas, até que seja dada uma solução definitiva, o atendimento de clínica médica que era prestado diariamente no HGG terá que ser feito pelo Hospital Ferreira Machado e as demais unidades 24h da Saúde Pública do município. Além da rede contratualizada, que tem o pagamento da complementação municipal atrasada desde junho, no valor total de R$ 20 milhões.

Uma emenda federal no valor de R$ 5 milhões, conseguida ainda no mandato do hoje ex-deputado federal Paulo Feijó (PR), já estaria destinada para o reparo do teto do HGG. Enquanto o dinheiro não era liberado pela Caixa Econômica Federal (CEF), o processo licitatório foi adiantado pelo governo Rafael Diniz (Cidadania). Teve a primeira sessão em 1º de novembro e a escolha da empresa para a obra já tinha sido marcada para esta quinta.

Abaixo, confira os flagrantes de outro vazamento de chuva pelo teto do HGG, registrados em 11 de abril de 2014, durante a gestão Rosinha Garotinho (hoje, Patri):

 

Água da chuva já vazava opelo teto do HGG desde 11/04/14, no governo Rosinha (Foto: Reprodução)

 

Este post tem 4 comentários

  1. Se estava desde os outros Governos, e vcs ja sabiam o pq de nao terem reformados antes de deixar desabar e facil jogar a culpa sempre nos outros governos e ja esta se passando 3 anos de nada feito, pelo menos nos outros Governos foram feito o prédio e em seu Governo Seu Rafael nem Manutenção vc sabe fazer so sabe criticar .

  2. Os mesmos hospitais, os contratualizados, ignorados e à beira de um colapso, por falta de 4 meses de repasses do Governo Municipal, são acionados para receberem os pacientes graves do H.G.G. Se estes, com os pacientes que já tem, estão em estado de urgência, pelo baixo estoque de medicamentos, o Governo Municipal que sempre deixou claro não precisar dos contratualizados (Santa Casa, Álvaro Alvim, Beneficência e Plantadores), já que a Saúde em Campos é de alto nível e padrão, hoje “sufoca” ainda mais hospitais que já estão à beira de fechar por falta de insumos.

  3. RESPEITO À POPULAÇÃO… ALGO QUE OS HOSPITAIS CONTRATUALIZADOS ESTÃO TENDO, E QUE O GOVERNO MUNICIPAL DEVERIA TER.

    Mesmo com dívidas, hospitais recebem pacientes do HGG

    NOTA:

    O sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Estabelecimentos de Serviço de Saúde da região Norte Fluminense (SINDHNORTE) informa que diante da necessidade do Hospital Geral de Guarus (HGG), provocada pelas fortes chuvas que atingiram Campos, os diretores dos hospitais filantrópicos (Santa Casa, Plantadores de Cana, Álvaro Alvim e Beneficência Portuguesa), decidiram receber os pacientes que estavam internados na unidade do HGG. Trata-se de uma situação de emergência e o sindicato tem ciência do compromisso, atendimento e o respeito a população.

  4. Isso serve de alerta uma chuva media a situação já é critica, imagina uma tempestade com rajada de vento como ficaria. A responsabilidade pela manutenção dos hospitais e exclusiva dos secretários de obra e de saúde, ainda bem que não foi no governo de Rosinha nem Garotinho que fizeram o HGG.

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