Makhoul: Cortar repasse dos hospitais é levar a Saúde de Campos ao caos

Outro ex-candidato a prefeito de Campos em 2012 que falou com o blogueiro, por telefone, sobre a ameaça de corte de várias ações públicas feita pelo governo Rosinha (PR), a partir da possibilidade cada vez mais real de diminuição nos royalties do petróleo pagos ao município, foi o petista Makhoul Moussallem. Para ele, o pior seria atingir a marcação de consultas e exames nos hospitais da rede conveniada, o que levaria a situação da saúde pública de Campos, alvo de muitas críticas mesmo com o pagamento integral dos royalties, a uma situação de verdadeiro caos.

Na visão de Makhoul, que é médico com larga experiência em administração hospitalar e de planos de saúde, caberia à administração Rosinha redimensionar seu orçamento, previsto em R$ 2,41 bilhões em 2013, para o corte R$ 400 milhões estimado (aqui) pelo próprio gerente do Centro de Informações e Dados de Campos (Cidac), Ranulfo Vidigal:

Makhoul Moussallem
Makhoul Moussallem

— Com o corte entre 15% e 20% do orçamento (na verdade, 16,6%), é inadmissível o prejuízo seja descontado sobre aquilo que determina entre a vida e a morte da população, sobretudo da mais carente, que não tem condições para recorrer à rede privada de Saúde. Dinheiro em Saúde Pública não se gasta, se investe. Em 2002, como presidente do sindicato dos Hospitais do Norte Fluminense, propus na Câmara de Campos que se pagasse uma tabela SUS (Sistema Único de Saúde) a mais para cada hospital e médico conveniado, por cada atendimento e serviço prestado. Os vereadores aprovaram e Arnaldo (Vianna, PDT), que era então o prefeito, sancionou para o orçamento de 2003. Foi o que impediu que os hospitais conveniados quebrassem àquela época, assim como por todos esses 10 anos, quando continuou sendo pago esse aporte municipal de 100% sobre o SUS, inclusive no governo Rosinha. Suspender isso, agora, seria levar a Sáude Pública de Campos ao verdadeiro caos. Por que não pensaram nessa possibilidade antes, de corte nos royalties, e não suspenderam, por exemplo, o Cepop, entre tantas outras obras e gastos supérfluos? A se confirmar a perda nos royalties de R$ 400 milhões, no total previsto de 2,4 bilhões para este, basta agora sentar e fazer o que não fizeram antes: redimensionar o orçamento.

fb-share-icon0
20
Pin Share20

Este post tem 2 comentários

  1. Maria

    Dr Makhoul o Sr é e será sempre o meu candidato a prefeito,com certeza a saúde agradeceria.

  2. Maria

    Já está um caos.Só falta o tiro de misericórdia.

Deixe um comentário