Opiniões

Neymar vai torcer pela Argentina na final com a Alemanha. E você?

Capa da Folha de ontem da Folha, com edição de Rodrigo Gonçalves e Aluysio Abreu Barbosa, e diagramação de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Capa da Folha de ontem da Folha, com edição de Rodrigo Gonçalves e Aluysio Abreu Barbosa, e diagramação de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.

 

Jornalismo, como futebol, é trabalho coletivo. Na quarta (09/07), após o jogo em que Messi, Romero, Masquerano e cia. ganharam nos pênaltis sua vaga às finais, conversando com o editor geral da Folha, Rodrigo Gonçalves, e com o hit argentino “Brasil, decime que se siente” (conheça aqui suas origens, na rivalidade entre o Boca Juniors e  o River Plate) ainda ecoando nos ouvidos desde as sonoras arquibancadas do Itaquerão, saiu a manchete da capa do jornal impresso de ontem: “Brasil me diz o que sente/ em ver a Argentina na final?”.

Não se sabe se Neymar leu a Folha ontem, antes de aparecer ontem na Granja Comary, em Teresópolis. Mas o fato é que o craque brasileiro usou sua entrevista coletiva surpresa para responder, entre outras coisas, à pergunta dos versos do cântico argentino adaptados em manchete, quando declarou aqui:

— Eu tenho dois companheiros na Argentina: Messi e o Mascherano. E eu acho que pro futebol, pela história que o Messi tem, de ter conquistado muita coisa, de ter conquistado quase tudo em sua carreira, eu acho que ele merece, sim, ser campeão. Estou torcendo, sim, por ele (…) Você parar para pensar e falar assim: “Pô, um brasileiro torcendo para a Argentina”. Não, eu não estou torcendo para a Argentina; estou torcendo por dois companheiros, para uma pessoa que eu aprendi a admirar ainda mais, estando ao lado dele todos os dias. Um jogador que eu tinha como espelho, como ídolo, que admirava de longe, pelas suas qualidades dentro de campo. E ali (no Barcelona), eu passei a admirá-lo como pessoa, como jogador, e ver que nos treinos ele é tão ou mais especial do que nos jogos. Então, por isso que a minha torcida é sempre pro Messi. Se você falar que eu sou Messi Futebol Clube, eu sou.

Se o fato de jogar junto no Barcelona com os dois principais jogadores argentinos definiu o apoio público de Neymar, a rivalidade no futebol entre os maiores países sul-americanos não impediu que, testada aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, como resposta aos versos/manchete “Brasil, me diga como se sente/ Em ver a Argentina na final?”, a torcida por los hermanos na final da Copa desse uma goleada tão impiedosa nos alemães, quanto os 7 a 1 que estes aplicaram na semifinal contra o Brasil. Das 28 manifestações em comentários, nada menos que 17 se declararam a favor da Argentina, com 10 para Alemanha e uma neutralidade ao estilo da Suíça — cuja seleção, aliás, foi eliminada nas oitavas de final pelos argentinos, por 1 a 0, no segundo tempo da prorrogação, após uma jogada genial de Messi finalizada pelo craque Ángel Di María, cuja recuperação é esperada ainda a tempo da final de domingo.

No tira-teima entre duas potências do futebol mundial que já decidiram duas finais de Copa consecutivas, em 1986 e 1990, com uma vitória para cada lado, passados os tempos saudosos nos campos de Diego Maradona e Lothar Matthäus (hoje comentarista da SporTV), o que se pode dizer com certeza sobre a final do próximo domingo no Maracanã, é que ela será disputada entre a melhor seleção (a Alemanha) e o maior craque (Messi) do mundo, ambos à altura coletiva e individual daquilo que de melhor já foi produzido na história do futebol. Se vencer a primeira, será uma injustiça com um dos maiores gênios que já vi com a bola no pé. Se vencer o segundo, estará injustiçada uma das mais brilhantes gerações que pude assistir no trato com a bola.

O futebol, como a vida, não é um ato de justiça. E é nisto que reside seu maior encanto.

Danke, Deutschland! Gracias, Messi!

 

Uma das mais brilhantes gerações que um país já produziu para jogar futebol. Em pé: Neuer, Kroos, Klose, Hummels, Khedira e Boateng. Agachados: Lahm, Müller, Höwedes, Schweinsteiger e Özil
Uma das mais brilhantes gerações que um país já produziu para jogar futebol. Em pé: Neuer, Kroos, Klose, Hummels, Khedira e Boateng. Agachados: Lahm, Müller, Höwedes, Schweinsteiger e Özil

 

Ao lado de Maradona, Zico e Zidane, o maior jogador que já vi jogar: Lionel Messi
Ao lado de Maradona, Zico e Zidane, o maior gênio que vi no futebol: Lionel Messi

 

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Este post tem 7 comentários

  1. Neymar vai de Argentina e alguns jogadores argentinos dão a imediata resposta
    (G1.com)que lhes e indiferente ,pois os que interessa e a torcida de seu povo.
    Me desculpem alguns educados argentinos( que bom que existem!)
    mas de um modo geral e um povo que nem uma gentileza escapa de suas
    grosserias.
    Civilidade ,urbanidade,tem nome e sobrenome nessa copa:Alemanha
    e Holanda.
    Mas aprendemos com todos(,mesmo com as indelicadezas argentinas),
    com alguns, a não ser como eles.

  2. será o jogo dos 11 contra o 10 e como já expressei torço para o 10!

  3. vou torcer para o brasil tomar outra goleada rsrsrsrsrs

  4. Depois desta postagem do Roger Moreira vocalista do grupo Ultraje a Rigor tenho n motivos para torcer para a Alemanha leiam:

    Bom, acabou a presepada. Acabou a ilusão. Ainda bem! Se formos inteligentes, aprenderemos alguma coisa. Não se ganha nada com esperança, raça, garra, fé, auto-estima e outros atributos impalpáveis. Muito menos com propaganda. Não é porque somos bacanas, alegres, gente boa que vamos ganhar a Copa ou o que quer que seja. Esse foi mais um exemplo de que a malandragem não funciona. Corrupção também no futebol, que todo mundo sabe que existe, dá nisso. Aliás, a corrupção já faz parte de nossa cultura, infelizmente. E é um atraso de vida. É ignorância.

    A Alemanha nos deu uma excelente mostra de como se faz uma coisa bem feita. Nem todo mundo sabe, mas a Alemanha, insatisfeita com as acomodações reservadas a sua seleção, CONSTRUIU suas próprias acomodações na Bahia. ASFALTOU o caminho até o hotel. Treinaram à UMA da tarde, NA BAHIA, para se acostumarem ao calor. Desenvolveram um aplicativo de computador para acompanhar o desenvolvimento de seus jogadores e corrigirem seus erros. Acompanharam a evolução do futebol (e do mundo) em vez de sentarem nos louros do passado.

    É assim que as coisas funcionam. Sem orgulho besta e vazio. Sem inveja, sem desculpas, sem propaganda condescendente, sem fechar os olhos para nossos defeitos. Temos qualidades sim, mas nada impede que tenhamos ainda mais. Ou nos conscientizamos de que nada virá de um “salvador da pátria” e que a única maneira de progredirmos é com conhecimento e trabalho e começamos a realmente progredir ou assumimos que somos um povo “pitoresco, alegre, divertido e colorido” mas burro como um macaquinho de realejo e deixamos que vários espertalhões continuem ditando nossos caminhos por puro interesse monetário.

    Essa é a decisão que temos de tomar agora. Os exemplos estão aí, claros como água.

  5. Sou, Alemanha, sem discursao, não quero ver nem ouvir, falar da Argentina.

  6. Depois de todo vexame ainda diz torcer por Argentinos que estão vibrando com nossa humilhação. Por mim se pudesse perderiam os dois Argentinos e Alemães.

    Quanto aos incompetentes Felipão, Murtosa e Parreira, espero que aconteçam com eles o mesmo que aconteceu com Vicente Feola (1966)
    Lazaroni (1990) e Dunga (2010). Fiquem no ostracismo do futebol brasileiro a nunca mais trabalhem como treinadores por aqui

  7. SÓ PARA LEMBRAR A ALEMANHA CONSTRUIU UM HOTEL EM PORTO SEGURO PRA SE HOSPEDAR, E SÓ CONTRATOU O POVO MAIS HUMILDE DO LUGAR PARA TRABALHAR, COM ELES.
    E ELES ACABAM DE ANUNCIAR QUE E APÓS A COPA IRÃO DOAR O HOTEL PARA QUE NO LOCAL SEJA CONSTRUÍDA UMA ESCOLA DE REFERENCIA PARA OS POBRES .
    VIERAM DE UM OUTRO PAÍS E FIZERAM AQUI O QUE OS POLÍTICOS NÃO FAZEM, PARABÉNS GANHANDO OU NÃO VOCÊS JÁ SÃO OS NOSSOS CAMPEÕES.. Então, 6 meses atrás, os alemães chegaram e:
    – Compraram o terreno.
    – Construíram um hotel.
    – Construíram um centro de saúde.
    – Fizeram um campo de futebol.
    – Fizeram uma estrada para interligar o centro de treinamento.
    – Não trouxeram funcionários alemães, contrataram as pessoas da cidade.
    Depois a seleção alemã chegou e:
    – Quando não estavam treinando, estavam socializando com as pessoas na cidade e na praia.
    – Participaram de festas com a população.
    – Interagiram com os índios.
    – Vestiram a camisa do time local (o Bahia).
    Sobre a vitória em cima da nossa seleção:
    – Combinaram no intervalo do jogo em diminuir o ritmo para não humilhar a seleção anfitriã.
    – Falaram que seus ídolos são os nossos jogadores do passado.
    – Pediram desculpas após a goleada.
    – Estão postando nas redes sociais, mensagens de incentivo ao povo brasileiro e agradecendo a hospitalidade.
    E vão deixar tudo que construíram para a população da cidade.
    Dá pra não torcer pra esses caras?”

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